sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ópera não ... foi cha-cha-cha ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho!



Não foi ópera mas foi cha-cha cha ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho.

Jogo colectivo, jogadas de envolvimento, solos individuais de magia, foram os condimentos para uma grande noite no Dragão.

O FC Porto já não perde no Dragão para o campeonato há 20 partidas. É mesmo preciso recuar à época 2008/09, para encontrar a última derrota dos dragões em casa.

Depois do jogo da Amoreira, onde a equipa foi capaz da reviravolta no resultado, hoje adivinhavam-se dificuldades. Os madeirenses apesar de não estarem a efectuar um início de época regular, contam com uma estrutura sólida e uma base de jogo consolidada, e vinham ao Dragão com a intenção de definitivamente voltarem aos excelentes momentos da época passada.

Vítor Pereira apostou no mesmo onze que venceu o Estoril.
Desde cedo se apercebeu que o FC Porto entrou com o intuito de resolver o mais rápido possível a partida.
Entramos fortes no jogo, dinâmicos e criativos no miolo e logo aos cinco minutos Jackson abriu o marcador, numa belíssima jogada ao primeiro toque. Que delicia esta jogada!
Sétimo jogo consecutivo a marcar para Jackson. Ultrapassou a marca de Hulk (seis jogos consecutivos a marcar), e tem agora como objectivo ultrapassar na marca estabelecida por Jardel e Pena (nove jogos a marcar).

A partir daqui sucederam-se os lances de envolvimento ofensivo, com a equipa a mostrar futebol de qualidade aos seus adeptos, sempre ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho.

Todavia nem tudo corria bem, Fernando e Maicon são obrigados a sair por lesão, dando lugar a Abdoulaye e Defour.

Apesar destas duas contrariedades, a equipa não desligou a ficha e continuou na senda do ataque e do golo que desse a tranquilidade.

Assim, aos 35 minutos surge o momento da noite. Golaço de Varela, com o português a fintar dois da esquerda para o centro e disparar, sem hipótese de defesa para o guardião insular que ficou pregado ao relvado.
Varela atravessa um excelente momento de forma, e com James e Jackson forma um tridente ofensivo de respeito.

Grande primeira parte. Absoluto domínio e controlo do desafio, não obstante as contrariedades das lesões.

Para a segunda parte, Pedro Martins mexe na equipa, e o Marítimo entra mais agressivo, dinâmico e consegue o derradeiro canto do cisne, numa jogada de perigo criada por Olberdam pelo corredor esquerdo, que cruza para Danilo Dias.

O FC porto baixa o ritmo de jogo, já a pensar em Kiev, mas as oportunidades continuam a suceder, e Moutinho com um excelente passe coloca a bola, nas costas dos centrais, em Jackson que contorna Ricardo e aponta o terceiro golo. É o oitavo golo do ponta-de-lança colombiano.

A 20 minutos do fim do jogo, El Bandido abre o livro!
Após mais uma fantástica assistência de Moutinho, James chuta cruzado, debaixo das pernas do guardião insular, para o quarto golo da noite e para o seu quarto golo na liga.

É então que surge a terceira substituição por lesão. Desta vez é Helton que dá lugar a Fabiano. Noite de azar no que toca a lesões, antes da importante partida na Ucrânia.

A 13 minutos do fim El Bandido sela o resultado final numa concludente chapa cinco, após excelente passe de Defour, que culmina com um grande remate do colombiano que aponta o quinto golo no campeonato.

Até ao apito final poderíamos ter dilatado o marcador, o que era justo face à impotência dos insulares para travar o nosso jogo ofensivo.
 
O objectivo era vencer, e o facto de termos dois jogos em casa, o próximo diante da Académica, pode permitir-nos isolar-nos na liderança, uma vez que os adversários mais próximos vão ter jogos complicados nestas duas jornadas. Benfica recebe o Guimarães e vai a Vila do Conde, enquanto o Braga recebe no dérbi minhoto o Gil Vicente e desloca-se a Alvalade.



Destaque para James, que rubricou uma grande exibição. Marcou e deu a marcar, e conjuntamente com Varela e Jackson foram o furacão que varreu os insulares.

Jackson “cha-cha-cha” Martinez, cada vez mais confirma os predicados que levaram o FC Porto a apostar num avançado que jogava no desconhecido campeonato mexicano. Bisou na partida, e ficou a dever ainda mais golos.
Está confiante, e é com uma frieza incrível que fura as redes adversárias. Sete jogos seguidos a marcar, e oitavo golo na conta pessoal para o campeonato.



Varela, surge num grande momento de forma, dinâmico no corredor, rematador, fez o golo da noite! Fantástico!
Por último nota de destaque para o maestro Moutinho. Duas grandes assistências para golo e um trabalho muito sólido no meio campo, num jogo em que a responsabilidade do jogo ofensivo passou sempre pelos seus pés.

Nota negativa para as lesões que foram demasiadas.
Nos próximos dias vai ser importante recuperar os lesionados, que já abundam. Alex Sandro, Fernando, Helton e Maicon, estão sob a observação do departamento médico.

Importante a vitória, que moraliza a equipa antes da deslocação a Kiev.
Há que manter a dinâmica e atitude, evoluir tranquilamente, pois não podemos adormecer e conceder aos adversários golos fruto de azelhices, como as que sucederam nas anteriores jornadas.
Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)

É pena que o frio meteorológico aliado ao frio nos bolsos, tenha afastado do jogo de hoje muitos adeptos, que perderam um excelente jogo de futebol por parte da nossa equipa.

Força Porto!

7 comentários:

P. Ungaro disse...

Boas ,

Ha jogos imaculados e hoje foi um deles ... o FCP esteve a altíssimo nivel quer em termos individuais quer em termos colectivos. Apesar dos comentarios do costume do freitas lobo e os comentadores do regime que insistem em menosprezar as vitorias do PORTO justificando, neste caso, com o Marítimo mais "macio" o Porto deu o mote para o jogo da champions.
Para mim e sou suspeito, melhor jogador foi o Varela, ao contrario de muitos portistas considero o Silvestre Varela um grande jogador e a demonstração disso foi mais um excelente golo. Não tenho memoria curta e se bem se lembram na epoca do libras boas o Varela esteve em excelente nivel, provavelmente ofuscado por dois foras de serie como o Falcao e o Incrivel ...
Resumindo e concluindo ... Muito, mas muito Bom !!!!

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.pt/

100% Dragão disse...

Boas

Fizemos um grande jogo. Mérito para toda a equipa e para o Vítor Pereira. Para mim o melhor jogo desta época, queremos mais jogos destes. Pena as 3 lesões e o relvado que continua mau, esperemos que as lesões não sejam grave.

Abraço
http://100porcentodragao.blogs.sapo.pt/

ℙΣ₦₮∀ ➀➈➆➄℠ disse...

caro Paulo, caríssimas(os),

esta noite fomos capazes de superar (mais) uma daquelas equipas "mete nojo", com uma exibição digna, consistente e capaz de ter brindado os ilhéus lá da pérola do Atlântico com um 'bailinho' que tão cedo não se esquecerão ;)

os meus três únicos lamentos vão para as outras tantas lesões de Helton, de Maicon e de Fernando, que certamente condicionarão a ida a Kiev...

ps:
de facto, o «frio nos bolsos» é algo que condiciona o nosso Presente. foi por sentir esse «frio» que assisti ao encontro via internet...

somos Porto!, car@go!
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todas(os) vós! ;)
Miguel | Tomo II

Armando Pinto disse...

Uma mão cheia de golos, como corolário duma grande exibição. Quando a nossa equipa conseh«gue fazer carburar bem o motor, é uma máquina! -E como já tinha saudades de dizer isto...
Abraço.

Azulibranco disse...

Dos jogos mais espectaculares do Porto em toda a minha vida.
"O Poarto é uma naçãohe, carago!"
Ganda bitória!
O Regime caiu de espanto.

dragao vila pouca disse...

Apenas 27.609 espectadores estiveram esta noite no Dragão. Pena, não sabem o que perderam...

Mesmo com problemas causados por duas lesões, Fernando e Maicon, ainda na primeira-parte, que obrigaram a alterações inesperadas, o bi-campeão arrancou para uma exibição de grande qualidade, goleando e vulgarizando um Marítimo incapaz de se opor a um F.C.Porto, individual e colectivamente, inspirado. Foi, como diz o outro, uma exibição para ninguém botar defeito.
Tanto nos 45 minutos iniciais, como na etapa complementar, os pupilos de Vítor Pereira capricharam em oferecer, aos certinhos, aqueles que nunca ficam em casa, um manancial de jogadas de fino recorte e golos bonitos. Teve tudo o futebol portista: organização, posse, ritmo, pressão, largura, profundidade, contundência atacante e ao contrário do que acontece algumas vezes, não dormimos à sombra da bananeira, marcamos um, fomos à procura de outro e mais outro. Nunca Kiev esteve no pensamento dos profissionais portistas, exemplo mais flagrante, Lucho a esticar-se todo para chegar a um a bola, já no fim do jogo e com o resultado mais que decidido. Acabamos nos cinco, mas ainda podíamos ter marcado mais. Dizia o presidente do Marítimo, antes do jogo, que seriam galácticos contra coitadinhos. Pois, mal ele sabia que estava a ser premonitório. Quase foi preciso um pacote, tantas vezes os jogadores madeirenses tiveram de usar o guardanapo. Não faltou Cha e café colombiano, do melhor.

Notas finais:
Temos e isso é claro, jogadores de grande talento e alguns brilharam muito esta noite, mas este Porto de classe, Vintage, que goleou o Marítimo, valeu sobretudo pelo colectivo. Foi Porto de mais e que obrigou a haver Marítimo de menos. Não tenhamos medo de o dizer, para reticências já bastam as dos mesmos de sempre. Mas atenção!, não podemos, nem devemos, embandeirar em arco, entrar em grandes euforias, porque tivemos uma noite de estrelas. Seguiremos o nosso caminho com a tranquilidade de que o caminho faz-se caminhando. Umas vezes melhor, outras pior, mas sempre Porto.

Espero que as lesões de Helton, Fernando e Maicon não sejam graves e possam estar em condições de jogar em Kiev.

Vamos dormir no primeiro lugar e ficar à espera do que faz amanhã o mais maior, melhor, grande clube do mundo. Têm de fazer, no mínimo, igual.

O Colina português, tende a complicar mesmo um jogo fácil de dirigir.

Abraço

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Exibição inteligente, agradável e com momentos de alto nível. Bons e muitos golos, num jogo pouco exigente, face à incapacidade do adversário que se tornou presa fácil e não complicou absolutamente nada.

Destaque para o colectivismo evidenciado onde os talentos de Moutinho, James, Jackson, Lucho (estes mais), mas também de Varela, Defour, Danilo... foram emergindo e desequilibrando.

Nota negativa apenas para o estado deplorável do relvado, cada vez mais mal tratado e perigoso, responsável, desta vez, por 3 lesões que obrigaram as substituições de Fernando, Maicon e Helton. Falta saber se são recuperáveis para Terça-feira.

Um abraço