Foi com inteira justiça que o FC Porto obteve um importante triunfo diante do Paços de Ferreira, que nos permite colocar pressão nos encarnados, que tem uma difícil deslocação a Moreira de Cónegos.
O golo de Alex Sandro abriu o caminho para uma vitória que foi sentenciada por Izmaylov.
O Paços de Ferreira chegou ao Dragão numa brilhante quarta posição, fruto de um futebol de qualidade que vem praticando. Trata-se de uma equipa muito bem organizada, que conta nas suas fileiras com jogadores talentosos, tais como os ex-portistas Josué e André Leão, e que vem ao Dragão na tentativa de pontuar.
VP não fez alterações relativamente ao onze que defrontou o Benfica, mantendo a aposta em Defour na ala direita. Já o técnico do Paços de Ferreira apostou na velocidade de Caetano para surpreender a nossa defensiva, relegando para o banco Hurtado.
Nota negativa para o estado do relvado, que com o mau tempo que assolou a cidade do Porto, não se encontra nas melhores condições.
Desde início se percebeu que o FC Porto queria resolver bem cedo a contenda. Entramos a pressionar bem alto, com as linhas subidas, com os laterais muito envolvidos no futebol ofensivo, e sob a batuta de Moutinho fomos delineando bons lances ofensivos que por falta de sorte ou ineficácia não resultaram em golo.
Nos dez minutos iniciais, primeiro por intermédio de Defour que cabeceou por cima após bela jogada de envolvimento entre Moutinho, Lucho e Alex Sandro e depois por Moutinho que disparou ao lado após surgir isolado em posição regular, o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador.
Era uma pressão intensa da nossa equipa, com Fernando a jogar bem subido e a aventurar-se no ataque.
As oportunidades desperdiçadas sucediam-se, e aos 21 minutos Moutinho esteve perto de marcar após remate a rasar o poste esquerdo da baliza de Cássio.
Os castores relegados à sua defensiva, só aos 39 minutos chegaram com perigo à nossa baliza. Grande corte de Mangala na área, quando Cícero se preparava para rematar.
Antes do apito para intervalo mais uma grande oportunidade para o FC Porto, desta vez por intermédio de Jackson.
Em cima do minuto 45, primeiro remate do Paços. Cícero, de fora da área, remata com força mas por cima.
Termina a primeira parte com absoluto domínio azul e branco, e só a ineficácia na finalização e falta de sorte não nos permitiram chegar à justa vantagem no marcador.
Adivinhavam-se dificuldades para a segunda metade.
Era importante marcar cedo, pois com o passar dos minutos a ansiedade poderia instalar-se, e o Paços era uma equipa com qualidade técnica e de posse capaz de nos dar dissabores.
E eis que logo a abrir o segundo tempo, no lance menos provável o FC Porto chega à justa vantagem após tento de Alex Sandro.
Foi com tenacidade que o brasileiro rompeu na área e viu o seu cruzamento entrar na baliza de Cássio.
Pode-se dizer que Alex Sandro marcou num lance com alguma sorte à mistura, mas também não se pode negar, que a sorte premeia quem trabalha para a ter.
Foi feita justiça depois de tantos minutos em que os jogadores do FC Porto procuraram o golo de todas a formas e feitios.
Aberto o marcador, esperava-se um Paços mais afoito, mas assim não sucedeu.
O FC Porto continuou a dominar e a controlar o jogo, a conquistar inúmeros cantos, e foi já com Izmaylov em campo, que havia substituído Varela, que sentenciou a partida.
Após boa iniciativa de Kelvin que havia substituído Defour, o jovem brasileiro coloca na área em Izmailov que num remate de belo recorte técnico à meia volta bate Cássio.
Primeiro golo do russo com a camisola azul e branca.
Até final foi gerir o esforço e ainda houve tempo para Lucho em dia de aniversário, aquando da substituição por Castro, ser saudado pelos adeptos azuis e brancos.
Antes de terminar Fernando viu o quinto cartão amarelo e vai falhar o próximo jogo do FC Porto para o campeonato, neste caso o encontro em atraso com o V. Setúbal, no Bonfim, quarta-feira.
Destaques neste jogo para as excelentes prestações de Alex Sandro, que à semelhança dos jogos anteriores, foi um dos melhores elementos da turma azul e branca. Muito bem o brasileiro a aventurar-se no ataque, a causar desequilíbrios, e ontem nem o amarelo madrugador o intimidou. Marcou um golo fruto da sua tenacidade e entrega, e apenas precisa de dar mais comprimento aos seus cruzamentos que em geral ficam no primeiro poste.
João Moutinho, o melhor em campo, uma vez mais foi o pêndulo da equipa. Foi sob sua batuta que o jogo da nossa equipa se construiu. Excelente tacticamente, Moutinho assume-se como o patrão da equipa e espalha classe sobre o relvado, e ontem merecia um golo a coroar a sua boa exibição.
Jackson uma vez mais não se limitou a pisar os terrenos do ponta de lança. O colombiano foi um criador de oportunidades de golo e um desequilibrador. Trata-se de um jogador dotado de boa técnica, com força física, e essas características permitem-se ser um número 9 muito completo.
Fernando um dos melhores em campo, encontra-se num bom momento. É um jogador fundamental nos equilíbrios defensivos, e ontem procurou apoiar a equipa no ataque, baralhando a defensiva pacense.
Mangala uma vez mais foi o patrão na defesa efectuando cortes fundamentais. Exemplo disto foi o corte fantástico aos 39 minutos, que tirou o pão da boca de Cícero. O jovem francês ganhou a merecida titularidade, e Maicon e Otamendi terão de lutar pelo posto restante.
Por último, destaque para o primeiro tento de Izmaylov.
Tal como é seu timbre, o russo com grande capacidade técnica e de finalização, apontou um excelente golo. Izmaylov poderá ser importante para esta segunda volta, e para tal basta que melhore os índices físicos como aliás afirmou na flash interview.
Missão cumprida e uma vitória muito importante, diante da equipa revelação do campeonato.
Agora no acerto do calendário quarta-feira diante do Setúbal, é importante vencer para terminar a primeira volta na liderança do campeonato.
Abraço e boa semana
Paulo























