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sábado, 19 de janeiro de 2013

Justiça imperou no Dragão

Foi com inteira justiça que o FC Porto obteve um importante triunfo diante do Paços de Ferreira, que nos permite colocar pressão nos encarnados, que tem uma difícil deslocação a Moreira de Cónegos. 
O golo de Alex Sandro abriu o caminho para uma vitória que foi sentenciada por Izmaylov. 

O Paços de Ferreira chegou ao Dragão numa brilhante quarta posição, fruto de um futebol de qualidade que vem praticando. Trata-se de uma equipa muito bem organizada, que conta nas suas fileiras com jogadores talentosos, tais como os ex-portistas Josué e André Leão, e que vem ao Dragão na tentativa de pontuar. 

VP não fez alterações relativamente ao onze que defrontou o Benfica, mantendo a aposta em Defour na ala direita. Já o técnico do Paços de Ferreira apostou na velocidade de Caetano para surpreender a nossa defensiva, relegando para o banco Hurtado. 

Nota negativa para o estado do relvado, que com o mau tempo que assolou a cidade do Porto, não se encontra nas melhores condições. 

Desde início se percebeu que o FC Porto queria resolver bem cedo a contenda. Entramos a pressionar bem alto, com as linhas subidas, com os laterais muito envolvidos no futebol ofensivo, e sob a batuta de Moutinho fomos delineando bons lances ofensivos que por falta de sorte ou ineficácia não resultaram em golo. 

Nos dez minutos iniciais, primeiro por intermédio de Defour que cabeceou por cima após bela jogada de envolvimento entre Moutinho, Lucho e Alex Sandro e depois por Moutinho que disparou ao lado após surgir isolado em posição regular, o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador. 

Era uma pressão intensa da nossa equipa, com Fernando a jogar bem subido e a aventurar-se no ataque. As oportunidades desperdiçadas sucediam-se, e aos 21 minutos Moutinho esteve perto de marcar após remate a rasar o poste esquerdo da baliza de Cássio. 

Os castores relegados à sua defensiva, só aos 39 minutos chegaram com perigo à nossa baliza. Grande corte de Mangala na área, quando Cícero se preparava para rematar. 

Antes do apito para intervalo mais uma grande oportunidade para o FC Porto, desta vez por intermédio de Jackson. 

Em cima do minuto 45, primeiro remate do Paços. Cícero, de fora da área, remata com força mas por cima. 

Termina a primeira parte com absoluto domínio azul e branco, e só a ineficácia na finalização e falta de sorte não nos permitiram chegar à justa vantagem no marcador. Adivinhavam-se dificuldades para a segunda metade. 
Era importante marcar cedo, pois com o passar dos minutos a ansiedade poderia instalar-se, e o Paços era uma equipa com qualidade técnica e de posse capaz de nos dar dissabores. 

E eis que logo a abrir o segundo tempo, no lance menos provável o FC Porto chega à justa vantagem após tento de Alex Sandro. 
Foi com tenacidade que o brasileiro rompeu na área e viu o seu cruzamento entrar na baliza de Cássio. Pode-se dizer que Alex Sandro marcou num lance com alguma sorte à mistura, mas também não se pode negar, que a sorte premeia quem trabalha para a ter. Foi feita justiça depois de tantos minutos em que os jogadores do FC Porto procuraram o golo de todas a formas e feitios. 

Aberto o marcador, esperava-se um Paços mais afoito, mas assim não sucedeu. 

O FC Porto continuou a dominar e a controlar o jogo, a conquistar inúmeros cantos, e foi já com Izmaylov em campo, que havia substituído Varela, que sentenciou a partida. 
Após boa iniciativa de Kelvin que havia substituído Defour, o jovem brasileiro coloca na área em Izmailov que num remate de belo recorte técnico à meia volta bate Cássio. Primeiro golo do russo com a camisola azul e branca. 

Até final foi gerir o esforço e ainda houve tempo para Lucho em dia de aniversário, aquando da substituição por Castro, ser saudado pelos adeptos azuis e brancos. 
Antes de terminar Fernando viu o quinto cartão amarelo e vai falhar o próximo jogo do FC Porto para o campeonato, neste caso o encontro em atraso com o V. Setúbal, no Bonfim, quarta-feira.

  

Destaques neste jogo para as excelentes prestações de Alex Sandro, que à semelhança dos jogos anteriores, foi um dos melhores elementos da turma azul e branca. Muito bem o brasileiro a aventurar-se no ataque, a causar desequilíbrios, e ontem nem o amarelo madrugador o intimidou. Marcou um golo fruto da sua tenacidade e entrega, e apenas precisa de dar mais comprimento aos seus cruzamentos que em geral ficam no primeiro poste. 

João Moutinho, o melhor em campo, uma vez mais foi o pêndulo da equipa. Foi sob sua batuta que o jogo da nossa equipa se construiu. Excelente tacticamente, Moutinho assume-se como o patrão da equipa e espalha classe sobre o relvado, e ontem merecia um golo a coroar a sua boa exibição. 

Jackson uma vez mais não se limitou a pisar os terrenos do ponta de lança. O colombiano foi um criador de oportunidades de golo e um desequilibrador. Trata-se de um jogador dotado de boa técnica, com força física, e essas características permitem-se ser um número 9 muito completo. 

Fernando um dos melhores em campo, encontra-se num bom momento. É um jogador fundamental nos equilíbrios defensivos, e ontem procurou apoiar a equipa no ataque, baralhando a defensiva pacense. 

Mangala uma vez mais foi o patrão na defesa efectuando cortes fundamentais. Exemplo disto foi o corte fantástico aos 39 minutos, que tirou o pão da boca de Cícero. O jovem francês ganhou a merecida titularidade, e Maicon e Otamendi terão de lutar pelo posto restante. 

Por último, destaque para o primeiro tento de Izmaylov. Tal como é seu timbre, o russo com grande capacidade técnica e de finalização, apontou um excelente golo. Izmaylov poderá ser importante para esta segunda volta, e para tal basta que melhore os índices físicos como aliás afirmou na flash interview. 

Missão cumprida e uma vitória muito importante, diante da equipa revelação do campeonato. Agora no acerto do calendário quarta-feira diante do Setúbal, é importante vencer para terminar a primeira volta na liderança do campeonato. 

Abraço e boa semana 

Paulo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Vitória ali tão perto…

O FC Porto realizou mais uma boa exibição no salão de festas e só não ganhou porque Vítor Pereira preferiu segurar um empate do que arriscar a vitória, que ainda que o major tivesse feito tudo para não acontecer, a qualidade do FC Porto foi tão evidente, que a vitória esteve ali tão perto…

Inicio de jogo alucinante, o FC Porto a marcar e o clube do regime a responder, mas a nível de jogo jogado foi o FC Porto a tomar conta de um jogo, que por momentos, muitos Portistas teriam pensado que estavam no Dragão, face à qualidade da troca da bola contra o adversário, que a comunicação apelidou, como o melhor clube em Portugal a jogar futebol!!!

Para além dos primeiros e talvez melhores 20 minutos de um clássico dos ultimos anos, o major não quis passar despercebido. Maxi foi o objecto que o major mais apreciou neste jogo e quanto a isto, nem o FC Porto nem nenhum outro clube pode impedir tal cumplicidade!

A primeira parte chegava ao fim, com um saldo muito positivo e com todos os Portistas esperançados que na segunda parte surgisse um FC Porto a dar a última estocada aos quase 55000 adeptos que deliravam com uma primeira parte onde viram a sua equipa a jogar em casa e a limitar-se a aproveitar as duas oportunidades que teve.

Mas afinal não foi assim que aconteceu. Vítor Pereira fez a leitura do jogo e de facto a equipa melhorou na segunda parte, mas foi a defender! Sacrificou as acções ofensivas para garantir que não sofreria mais nenhum golo como os que sofreu. E aí tem todo o mérito!

Só não se percebe, é porquê esta necessidade. O FC Porto jogou livre na primeira parte, marcou dois golos, é certo que sofreu também dois golos, mas dominava o jogo.

O terceiro golo não era uma miragem, o adversário não se deu bem com o nosso jogo, mas Vítor Pereira, entendeu assegurar o empate, quando não tinha matéria prima para alterar o esquema de ataque sustentado pelo meio campo, por um sistema de contra-ataque.

E assim aconteceu. O FC Porto controlou o adversário, segurou o empate, mas praticamente não criou perigo na baliza adversária, em 45 minutos de jogo muito táctico. O adversário teve a melhor oportunidade da segunda parte, mas o mérito é de um guarda-redes que curiosamente não cometeu os erros de outros!

É caso para dizer, que na outra baliza, ontem teria sido necessario dois guarda-redes para evitar os golos que o FC Porto marcou!


A luz não se apagou, a rega não surgiu, mas o FC Porto voltou a marcar pontos no campo do clube do regime, perante os tais 55 mil adeptos, que ou muito me engano, sairam felizes, pois já basta de tantas derrotas na própria casa!

Destaque do lado do FC Porto, para Mangala e Alex Sandro, estiveram os dois em grande, dois jovens de 21 anos, com muita qualidade e que vão dar muitas alegrias ao FC Porto.

Quanto às contas, tudo na mesma. Aguardemos pelo confronto no Dragão. Até lá, resta ao FC Porto fazer aquilo que lhe exige, vencer os seus jogos. O resto surgirá com naturalidade.

Por último fica a questão pertinente, porque razão a Vítor Pereira (o dos árbitros) não entendeu que para este jogo, tinha que colocar um grande árbitro em campo. Pedro Proença estava lesionado? É que não apitou nenhum jogo este fds…

Força Porto
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vitória justa carimba passagem às meias-finais da Taça da Liga

Por motivos profissionais não pode assistir à partida que ditou a nossa passagem às meias-finais da Taça da Liga, após vitória por uma bola a zero diante do Setúbal.

Um golo de João Moutinho, aos 45 minutos, na marcação de uma grande penalidade, após falta sobre Seba, foi suficiente para nos apurarmos para as meias-finais, onde iremos defrontar o Rio Ave, vencedor do Grupo C, no dia 27 de Fevereiro no Estádio do Dragão.

Fica aqui a crónica ao jogo publicada em rtp.pt
Vitória justa do FC Porto, esta noite no Estádio do Dragão frente ao Vitória de Setúbal, já que foi a equipa da casa que mais fez para conquistar os três pontos. Apesar da vantagem mínima, os azuis e brancos dominaram quase desde o início ao fim, e só não conseguiram um resultado mais avolumado por causa das boas intervenções de Kieszek.

Ainda assim, o Vitória de Setúbal ainda conseguiu criar algumas oportunidades de golo, principalmente durante a primeira parte, mas Fabiano ou a falta de pontaria não perimitiram que a bola entrasse na baliza dos dragões.

Aos 44 minutos, mesmo antes do intervalo, Sebá cai na área após encosto de Nélson Pedroso e João Capela assinala grande penalidade. João Moutinho é chamado a cobrar e não perdoou.

No segundo tempo, a superioridade azul e branca foi ainda mais evidente, e só Kieszek evitou que o Porto fizesse mais golos.



Com este resultado, o Porto confirmou a liderança do grupo A da Taça da Liga e garantiu a presença nas meias-finais da prova, onde vai encontrar o Rio Ave, que esta noite venceu o Marítimo e aproveitou a derrota do Paços de Ferreira em Alvalade.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Vitória escassa mas merecida!

Antes do grande duelo da próxima jornada diante do Benfica, o FC Porto obteve uma importante vitória diante do Nacional da Madeira.

O jogo do próximo fim-de-semana pesou no subconsciente dos jogadores, e como é apanágio antes dos clássicos, os atletas imprimiram pouca agressividade ao jogo.

Ninguém se quer lesionar e estar ausente do grande duelo.

Não obstante esta falta de agressividade, o FC Porto jogou o suficiente para vencer e convencer, e só o guarda-redes insular impediu outro resultado mais avolumado.

O Nacional da Madeira entrou em campo muito bem organizado, colocando Moreno e Revson na marcação a Moutinho e Lucho, dois elementos fundamentais na construção do nosso jogo ofensivo.
Os insulares conseguiram durante 20 minutos afastar o perigo da sua baliza, tendo até criado uma excelente oportunidade aos 18 minutos, mas após canto cobrado por João Moutinho apareceu o oportuno e letal Jackson a abrir o marcador.
O colombiano continua a ser a peça fundamental do nosso ataque, e mais uma vez apontou um importante e decisivo golo.  
O golo abriu a partida, e até ao intervalo a equipa foi criativa, delineando excelentes lances de futebol ofensivo, com os laterais Danilo e Alex Sandro envolvidos, e que mereciam ser concretizados em golos.
São exemplo, o remate de Lucho aos 34 minutos, após uma recepção perfeita no peito, e a tentativa de golo do miolo, por Jackson com Vladam fora da baliza que corrigiu a posição a tempo de ser desfeiteado.

Mas eis que surge outro momento que virou o jogo, a lesão muscular de James, que poderá impedir El Bandido de participar no clássico.
Com as ausências de Atsu (CAN), Iturbe (de saída) e de Kléber por lesão, as opções no ataque escasseiam, e ontem a lesão de James complicou ainda mais a gestão do plantel.

VP ontem, encontrou a solução para a ala em Defour. O belga uma vez mais demonstrou a sua versatilidade e competência táctica, e na segunda parte jogando na ala, cumpriu foi dinâmico e um dos melhores no terreno.

Na segunda parte os atletas do FC Porto foram pouco agressivos, quiçá com receio de lhes bater à porta o sucedido a James.

Desta forma, o Nacional aproveitou e de forma corajosa repartiu o jogo, sem terem no entanto conseguido criar reais chances de empatar a partida. Helton e o sector defensivo resolveram todos os problemas criados.


Destaques na partida para Jackson, que uma vez mais foi fundamental, não só pelo golo que garantiu o triunfo, mas também pelo labor em campo.
O colombiano é um guerreiro, sendo uma dor de cabeça para as defensivas contrárias. Merecia ter marcado na tentativa do miolo, com Vladan a negar o golo.

Destaques também para Danilo que fez uma excelente primeira parte, envolvido nos lances de ataque, sem descurar a rectaguarda. Alex Sandro também esteve bem ofensivamente, mas ao contrário do compatriota, por vezes é distraído e efectua passes para nenhures.

Defour fez um excelente jogo numa posição que lhe era estranha, efectuando boas incursões pelo flanco, e ousou mesmo almejar a baliza adversária.

Fernando foi peça fulcral na segunda parte, dando o equilibrio defensivo à equipa como é seu timbre.

João Moutinho uma vez mais revelou-se um dos melhores em campo. Foi o maestro, e sob a sua batuta se delinearam grande parte dos lances de perigo criados.

Última nota para mais um penalti que ficou por assinalar na primeira parte, após falta sobre João Moutinho.

Foi uma importante vitória antes do clássico, pena foi a lesão de James, que esperamos não ser impeditiva da sua utilização.

Bom domingo e uma boa semana.
Paulo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Consta que fizemos uma exibição de Lucho!

Ontem não pude acompanhar o jogo pois encontrava-me a trabalhar, e posteriormente em viagem de regresso ao lar.

Pelo que o irredutível portista, meu Pai, me disse, só não goleamos por mérito do guardião do Nacional. 
Ao que parece efectuamos uma excelente exibição.

O meu Pai, tal como muitos portistas, esperava ver o jogo na TV, mas tal não sucedeu, pelo que estava chateado. Teve de recolocar pilhas no velho rádio para acompanhar a partida.

Tirando tudo isto, o mais importante é que iniciamos com o pé direito a participação nesta edição da prova, e este ano vamos lutar por vencer este troféu.

Fica aqui uma pequena súmula ao sucedido retirada do jornal O Jogo.

Dois golos argentinos (Lucho e Otamendi) deram forma a uma grande exibição do campeão nacional. Vítor Pereira apresentou o melhor onze na Choupana e deixou a equipa com um pé nas meias-finais da Taça da Liga.
Depois de duas derrotas (Braga e Paris Saint-Germain) e um triunfo arrancado a ferros (Moreirense), o FC Porto tratou de acabar com as dúvidas na Choupana: o campeão nacional continua forte... muito forte, aliás. Ontem, a vitória chegou acompanhada de uma exibição de grande nível, das melhores nos últimos tempos. Houve dinâmica, inteligência, intensidade e uma enorme variedade de soluções para contornar a (boa) organização do Nacional.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bonfim adiado para 23 de Janeiro de 2013

Publicado em maisfutebol.iol.pt

Jogo adiado para 23 de Janeiro de 2013

O V. Setúbal - FC Porto, jogo de abertura da 12ª jornada, foi adiado, à partida, para 23 de Janeiro, em virtude das péssimas condições atmosféricas que alagaram o relvado do Estádio do Bonfim. A decisão só foi oficializada à hora que o jogo era suposto começar, às 20h15, mas uma hora antes já havia indicações claras nesse sentido. Pedro Proença cumpriu os regulamentos, esteve no relvado e confirmou por mais do que uma vez que o estado do relvado não permitiria que a bola rolasse ou saltasse.

Pouco passava das 19h00, quando faltava mais de uma hora para o início da partida, quando Pedro Proença e a sua equipa subiram ao relvado para o primeiro teste da noite. Nessa altura chovia com intensidade, mas as linhas, que já tinham sido repintadas, estavam visíveis e a bola até pareceu rolar com facilidade. Para quem tinha visto, na quinta-feira anterior, o relvado de Alvalade, o do Bonfim parecia estar em condições.

O «teste» até parecia ter tido um resultado positivo, mas logo a seguir chegaram as primeiras indicações de que o jogo poderia ser adiado, quando foram removidos os pinos para o aquecimento de uma das equipas. A meia-hora do início da partida continuava a chover com intensidade e ainda não havia sinal das equipas. Ganhava força a ideia de que não ia haver jogo, reforçada com um segundo teste, realizado perante a presença dos delegados das equipas, que, desta vez, comprovou que a bola não saltava sobre o relvado.

Decisão oficializada, com jogadores do FC Porto no autocarro

Na mesma altura, chegava a notícia, pela boca de funcionários do Vitória, que a decisão estava tomada e que o jogo tinha sido definitivamente adiado, mas Pedro Proença, cumpriu os regulamentos e, às 20h15, voltou a subir ao relvado, numa altura em que os jogadores do FC Porto já estavam no autocarro, para um último teste. O árbitro de Lisboa atravessou o relvado com uma bola, deixou-a cair sobre o relvado e voltou para trás. Ao passar pelos jornalistas, confirmou o adiamento do jogo, com uma curta frase: «Não há condições», atirou.

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Fernando Oliveira, presidente do V. Setúbal, anunciaram, pouco depois, um acordo, estabelecido pelos treinadores das duas equipas, para se jogar a 23 de Janeiro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Jackson "fura" autocarro de Moreira de Cónegos!

Após duas derrotas seguidas, uma das quais que comprometeu a permanência na Taça de Portugal, o FC Porto regressava ao Dragão com a intenção de dar uma resposta positiva aos seus adeptos.

Destaques para a estreia do novo relvado e para a presença do nosso mágico Deco, que entregou troféu de melhor jogador de Outubro e Novembro a Jackson. 
Ambiente de festa nas bancadas, com o público a aplaudir Deco, que muitas alegrias nos proporcionou.

Destaque também para o carinho do público para com Helton, que teve um lance infeliz na partida em Paris.

O Moreirense, apesar de último classificado e já não vencer desde a segunda jornada,  é uma equipa organizada e disciplinada que tinha dado provas nas eliminatórias para a Taça de Portugal diante dos nossos rivais de Lisboa, que tinha argumentos para nos complicar a tarefa.

Era portanto um teste à nossa capacidade de aguentar a pressão após duas derrotas consecutivas, e com tranquilidade obter a vitória.

A única novidade no onze inicial foi a inclusão de Defour no lugar do lesionado Fernando.

O jogo inicia-se com o FC Porto a dar mostras de querer resolver cedo, e logo ao minuto 2, Jackson esteve perto de abrir o marcador. Passe longo, e o colombiano surge nas costas da defesa e remata com perigo a arrasar o poste da baliza de Ricardo.
Ao 5 minutos é James que fica muito perto do golo, mas Ricardo nega o golo a El Bandido.

Estes 5 minutos iniciais, foram o prenuncio do que estava para vir. 
Um FC Porto instalado no meio campo adversário, e o Moreirense a tentar numa transição rápida ou num erro defensivo nosso "molhar a pena". 
Ricardo, guardião dos visitantes começava a exibir-se a bom nível.

Teria de ser portanto um FC Porto de labor e com cabeça para alcançar a vitória.

Com uma pressão alta, o adversário só saiu uma vez com perigo ao minuto 22 por Pintassilgo, que já na área rematou por cima.
Numa primeira parte, com muita pressão do FC Porto, as jogadas de perigo sucediam-se, mas o golo ia sendo adiado. 
Ao minuto 28 Moutinho abre na esquerda e Varela centra rasteiro. Já se gritava golo, mas Jackson atira ao lado!
Ao minuto 34, grande remate de pé esquerdo de Moutinho à entrada da área, passados cinco minutos mais uma oportunidade para James.

Muitos remates, boas oportunidades, mas a falta de sorte e Ricardo impediram-nos de chegar ao final do primeiro tempo com o jogo resolvido.

Uma contrariedade para a segunda parte. Lucho sai lesionado e dá lugar ao jovem Kelvin.

À entrada da segunda parte, entre nós adeptos pressentia-se que o golo surgiria mais tarde ou mais cedo, mas também havia o temor que se instala-se intranquilidade na equipa com o passar dos minutos.

Recomeça a segunda parte, como termina a primeira, com James quase a marcar. Danilo cruza da direita rasteiro, Varela faz um túnel e deixa a bola passar por James, que remata em jeito, a bola desvia num adversário e sai por cima da barra!!


VP aposta em Kléber no lugar de Varela, para tentar aproveitar alguma bola perdida. Era uma avalanche ofensiva do FC Porto e era preciso presença na área no apoio a Jackson.

Aos 60 minutos Moutinho cruza, James cabeceia e Ricardo Ribeiro defende!!

Começava a instalar-se algum nervosismo, com o empate a teimar, e prova disso é o minuto 66 em que Otamendi quase faz auto-golo num atraso mal efectuado para Helton e James surge pela direita e remata uma vez mais para defesa de Ricardo Ribeiro.

Mas eis que aos 71 minutos e faz justiça e Jackson na sequência de um canto de James cabeceia para golo!!

Alivio para a equipa e para nós adeptos. Justiça no resultado. 

Muita pressão e remates desde o apito inicial, demoram setenta minutos a dar frutos.

Até ao apito final por três ocasiões podíamos ainda ter ampliado o resultado. Primeiro por Jackson após cruzamento de Danilo, segundo por  James de livre e terceiro por Danilo que recebeu na direita, entrou na área, fintou para dentro em busca do pé esquerdo e atirou ao lado.

Por sua vez o Moreirense apenas teve um remate por cima de Castro.

Final do jogo e vitória justa do FC Porto.

Destaques individuais para Jackson que fez a diferença e só não apontou mais golos por mérito do guardião visitante.  O colombiano procurou o golo de todas a formas e feitios, e teve tempo para participar na construção de lances ofensivos. É um grande avançado, e que nos irá dar muitas alegrias.

James foi uma seta apontada à baliza adversária, e um construtor de lances ofensivos. El Bandido rematou muito e bem merecia abanar as redes.

Defour no lugar de Fernando, fez um jogo assertivo, muito bem na combinação com Lucho e Moutinho. Tem um passe fácil e foi importante na primeira linha de construção do jogo ofensivo.

Na nossa defesa destaque para Alex Sandro e Danilo, dois internacionais brasileiros, que estão em fase de adaptação ao futebol europeu, e que têm muita classe e qualidade técnica. Irão impor-se  nos próximos anos como dois dos melhores laterais a actuar no futebol europeu.

Destaques pela negativa para o azar da lesão de Lucho e para o jogo ultra defensivo que o Moreirense apresentou. A equipa de Moreira, tem de ser mais afoita se quiser sair dos lugares de despromoção.

Foi um duro teste à nossa capacidade de aguentar a pressão.
O Moreirense foi feliz, teve um guarda-redes inspirado, e só assim não levou uma pesada goleada para Moreira de Cónegos.

Na segunda feira iremos assistir ao dérbi lisboeta, na expectativa de um Sporting que dê um pontapé na crise e obtenha uma vitória sobre os encarnados.

Força Porto!

Boa semana e abraço,

Paulo

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ver a final por um canudo!



Tínhamos uma pedra enorme no trilho, que teríamos de mover para continuar o percurso rumo à final da Taça de Portugal, não conseguimos, e pela segunda época consecutiva, vemos a final por um canudo, desta vez não de Coimbra mas de Braga.

Na antevisão ao jogo tinha dito que a incógnita para o jogo de hoje era saber até que ponto VP estaria  disposto a arriscar, fazendo a gestão do plantel, um pouco à semelhança da eliminatória anterior, na qual venceu e convenceu na Madeira diante do Nacional. Todavia na minha opinião, a valia do Braga não permitiria grandes mexidas, sob pena de entregarmos o ouro ao bandido, e assim foi.

VP surpreende, arrisca e faz várias alterações no onze inicial.
Faz entrar Kléber para o eixo do ataque, com James e Atsu nas alas.
Contudo é no meio-campo que VP arrisca mais, ao retirar Lucho e Moutinho, entrando Castro e Defour para os seus lugares.

Penso que foi arriscar demais mexer desta forma no miolo, motor da nossa equipa, e que nas últimas partidas tem sido fundamental nas obtenções de vitórias, inclusive com golos de Lucho e Moutinho.

Quanto às demais alterações eram pacíficas pois mantinham-se peças chave dos respectivos sectores.

Já José Peseiro optou por uma abordagem mais conservadora, apostando praticamente na mesma equipa que jogou no domingo.

A esta hora estaria aqui com outro discurso se mantivéssemos a mesma concentração e atitude da primeira parte, que nos permitiu chegar ao intervalo a vencer justamente, e se Olarápio Benquerença não quisesse ser o protagonista de um jogo bem disputado, mas não violento, e que em vinte minutos amarelou Castro e Miguel Lopes, e expulsou Castro de forma ridícula.


À semelhança do jogo para o campeonato, entramos fortes, pressionantes, e foi com naturalidade que chegamos à vantagem por Mangala, que respondeu de cabeça a livre de James.

Dominamos os primeiros 20 minutos de jogo, e até ao intervalo foi um jogo repartido com oportunidades de golo repartidas. De salientar uma por intermédio de Ruben Amorim para o Braga e de Defour para o FC Porto.

Se até ao apito para intervalo já se denotava uma pressão maior do Braga, era de adivinhar que na segunda parte o Braga busca-se com afinco a reviravolta.

VP até mexeu para segurar, mas cometeu um erro crasso na saída de Fernando, um jogador que tal como os eucaliptos, seca tudo à sua volta, e que minutos antes de sair havia negado o golo a Mossoró numa fantástica antecipação.

Devia ter retirado Castro, pois adivinhava-se a expulsão. Castro disputa cada bola como se não houvesse amanhã, e foi expulso a 18 minutos do fim.

Moutinho demorou demasiado a entrar para equilibrar o miolo, e quando entrou já o Braga tinha igualado o marcador.
Dois minutos depois dá-se a reviravolta, e o Braga aponta o golo que lhe garantiu a passagem aos quartos-de-final.

Pela segunda parte, o Braga mereceu a passagem, pois foi uma equipa que acreditou sempre e buscou o resultado.




VP pode-se queixar de si próprio, pois não foi leste nas alterações e errou ao mexer em demasia no miolo.
De Olarápio podemos nos queixar de não saber gerir a amostragem de amarelos, e por azar nosso fomos penalizados, numa expulsão absolutamente ridícula de Castro.

Kléber é nitidamente uma carta fora do baralho. Um trapalhão de primeira ordem.
Perdemos nitidamente a oportunidade de no mercado ter libertado Kléber e ter apostado em Edér, a título de exemplo.

Mangala e Otamendi foram uns esteios na defensiva, e Fernando fantástico no miolo.

Fica a lição para o futuro. O nosso miolo tem de jogar sempre com Lucho ou Moutinho. São estes dois atletas que tem capacidade técnica e táctica para pensar e delinear o jogo.
A rotação deve ser feita, mas com astúcia.

VP assumiu a responsabilidade pela derrota. Repetimos a época passada e falhamos o objectivo da conquista da Taça de Portugal.

Bom fim-de-semana,
Paulo

domingo, 25 de novembro de 2012

"A sorte de ter talento não basta, é preciso, também, ter talento para a sorte."

Hector Berlioz, compositor francês, no século XIX disse "A sorte de ter talento não basta, é preciso, também, ter talento para a sorte", e foi o talento de El Bandido que definiu a sorte que nos levou à vitória na Batalha da Pedreira.

À partida para este desafio, adivinhavam-se dificuldades, o adversário é de qualidade evidente, tem excelentes executantes, e tratava-se portanto do primeiro grande desafio na Liga para a nossa equipa.

O adversário vinha de uma derrota europeia pesada, da humilhação de não ter conseguido o apuramento para os oitavos da champions num grupo acessível, e por conseguinte iria querer dar uma resposta positiva aos seus adeptos, que passava naturalmente por tentar levar de vencida o campeão nacional.

O FC Porto por sua vez é uma equipa confiante, que joga com alegria e que iria querer manter a fasquia de qualidade dos últimos desafios.
Com a vitória dos encarnados ontem, o FC Porto entrava na Pedreira com a intenção de vencer e reocupar o lugar que é seu por mérito.

Vítor Pereira apostou nos regressos de Alex Sandro e Fernando, relegando Abdoulaye e Defour para o banco, e colocou Mangala no centro da defesa ao lado de Otamendi.

O FC Porto entrou bem no jogo, com pressão alta, e rapidez nas trocas de bola, encostou o Braga às cordas por 20 minutos, e podia mesmo aos quatro minutos ter aberto o marcador por duas ocasiões que tiveram o mesmo protagonista, Otamendi, que num canto desviou de cabeça para o poste e logo depois após passe fantástico de El Comandante, isolado pela meia direita remata desastrado para fora.

Os primeiros vinte minutos foram assim marcados pelo domínio do FC Porto, com muita posse e com o Braga a tentar sair mas sem sucesso.

Mas a partir dos vinte minutos, o Braga conseguir achar o antídoto para o equilíbrio do jogo. Subiu as linhas, acertou nas marcações no miolo, e o jogo ficou repartido, numa toada de bola lá bola cá.

Ao minuto vinte e três, os arsenalistas numa jogada perigosa pela direita reclamam penalti por mão de Alex Sandro após cruzamento de Alan, o que na minha modesta opinião, apesar da bola ter batido no braço, não é penalti, pois o cruzamento é muito em cima, e o defesa portista tem o movimento típico para tentar opor-se ao cruzamento, e não se configura  portanto intenção de cortar a bola com a mão.

O Braga empolga-se e surge o seu melhor período no jogo, em resposta ao período inicial forte do FC Porto.

Nesta fase de pressão arsenalista, Helton faz duas excelentes defesas, uma a remate de Mossoró, e outra numa tentativa de canto directo de Hugo Viana, que obriga o guardião portista a voar e impedir a bola de entrar na baliza.

O jogo parte para intervalo após uma falta dura de Alan sobre Varela, que não é punida com cartão amarelo, e o mais ridículo, Xistra depois das equipas se posicionarem para a cobrança da falta, apita e manda recolher aos balneários.
Foi assim uma primeira parte repartida, com o resultado a ajustar-se ao futebol produzido.
Uma primeira parte de muita luta e jogo de parada e resposta, com o FC Porto a ter mais posse de bola, e o Braga a privilegiar mais o contra-ataque.
As defesas levaram vantagem sobre os ataques.


A segunda parte trouxe mais do mesmo, muito equilíbrio e luta, sem que os ataques conseguissem produzir oportunidades de golo “cantado”.

Realce para um cabeceamento perigoso de Jackson após canto, e para dois remates de Éder entre o minuto 86 e 88.

O resultado parecia predestinado para o empate e repartição de pontos, mas eis que em cima do minuto noventa, a sorte sorriu ao audaz El Bandido, que num fantástico remate a bola ganha altura, passa por cima de Beto, vai à barra e entra!

Golaço de El Bandido, e muita alegria nos festejos entre jogadores e adeptos na bancada.

Bola ao centro e o 0-2 surge por Jackson Martínez. Uma bomba!
Salino perde a bola para o colombiano, que de pé esquerdo à entrada da área fuzila Beto.

Apito final e vitória sofrida do FC Porto, e rude castigo para o Braga.



Realces individuais para Helton, que transmitiu segurança à defensiva, Otamendi que fez mais um excelente jogo e que com Mangala foram uns esteios na defesa, para James, o homem do jogo, que apontou o golo que nos abriu o caminho para a vitória, e por último para Jackson que apontou mais um fantástico golo.

Muito apagados na partida de hoje Lucho e Moutinho, estando bem VP nas substituições.

De saudar os regressos de Fernando e Alex Sandro que estiveram bem na partida após pausa prolongada.

Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
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Na sexta-feira, nova Batalha na Pedreira, desta vez para a Taça de Portugal.

Espera-se mais um jogo disputado e que poderá ser tal como o de hoje, definido por um momento de magia de um jogador.

Última nota para o fantástico apoio dos nossos adeptos à equipa.

Força Porto!
Boa semana.

Paulo

domingo, 18 de novembro de 2012

Dificil era mesmo não ganhar…

Vítor Pereira arriscou e muito provavelmente não sabia que iria ser assim tão fácil derrotar o Nacional, e logo por um claro e expressivo 3-0!

A argumento “gestão” é discutível. Se calhar no jogo com a Académica, no Dragão, justificava-se essa mesma gestão, pois constatou-se um jogo a baixo ritmo, sem grande qualidade, onde se destacou o individual e não o colectivo.

Neste jogo, esperava-se algum sacrificio para alguns jogadores, mas Vítor Pereira entendeu que não e agora no final é fácil dizer que teve a atitude correcta, mas… podia ter corrido mal!

A equipa foi renovada no sector atacante e na primeira parte foram poucas as acções ofensivas de qualidade. Kléber teve logo aos 6 minutos uma oportunidade clara de golo, mas obviamente falhou!

O Nacional não causava grande perigo, com excepção de um livre que Manuel da Costa esteve perto de marcar. Do outro lado o FC Porto tentava controlar o jogo e aos poucos, com o acerto do meio campo e uma defesa sólida conseguiu esse tal controlo.

E numa boa jogada de Atsu pela direita, acabou por efectuar um cruzamento perfeito para um gesto técnico perfeito de Lucho que marcou com o pé esquerdo um bom golo que veio dar tranquilidade à equipa e aumentar a pressão sobre o Nacional, que até então tinha feito muito pouco.

Foi uma primeira parte sem grande interesse, pouca velocidade, poucas oportunidades de golo, sem grandes destaques a evidenciar parte a parte.

A segunda parte foi diferente para melhor. O Nacional abriu mais as suas linhas e com isso causou mais perigo junto da baliza de Fabiano, mas também permitiu ao FC Porto chegar mais vezes e com mais perigo no ataque.

E foi nesta segunda parte que se destacaram em definitivo 3 jogadores. Fabiano, que fez duas defesas dificeis e que demostram que temos um grande guarda-redes, poucas vezes teve que intervir, mas quando o fez foi com qualidade. Otamedi, que continua num nível de qualidade como nunca visto desde que chegou ao Dragão, e se antes podiamos associar ao facto de estar com Maicon ao lado, mesmo com um jovem como Abdoulaye, Otamendi mantém o nível e a segurança defensiva. E por fim, Atsu, que mesmo tendo jogado a meio da semana, cresceu na segunda parte, provocou desiquilibrios, e assistiu novamente para o segundo golo do Porto, marcado por Mangala.

Antes do golo, já Vítor Pereira tinha percebido que era preciso dar alguma qualidade à equipa, e fez entrar Moutinho e James. Rapidamente a equipa começou a circular melhor a bola, ainda que o golo de Mangala não tenha tido ainda muita influência das entradas de Moutinho e James.

Com a lesão de Mangala, que tem sido titular em todos os últimos jogos, aqui Vítor Pereira não tem feito a devida gestão, não foi possivel fazer descansar Lucho ou mesmo Atsu, que estavam já nos limites.

Com o segundo golo o Nacional assumiu-se como derrotado e até final, foi ver o FC Porto a circular a bola entre os jogadores e o Nacional a tentar nos cruzamentos para a área, conseguir reduzir a vantagem.

Mas quem marcou foi novamente o FC Porto e por intermédio de Kléber, que numa boa desmarcação foi por ali fora, e conseguiu marcar. Regista-se o primeiro golo oficial de Kléber esta época, muito pouco, para quem até têm tido algumas oportunidades para jogar e bastantes oportunidades para marcar!

Objectivo cumprido. O FC Porto também está nos Oitavos de Final da Taça de Portugal.

Na próxima quarta-feira novo jogo, desta vez para a Champions. Motivação e ambição para ganhar não irá faltar, até porque, em caso de vitória, e caso o PSG perca o jogo em Kiev, o FC Porto alcança matematicamente o primeiro lugar no grupo. E logo depois vem o primeiro grande embate para a Liga, com a deslocação a Braga.

Vítor Pereira deverá ter estes dados em conta, e face às lesões e cansanço de alguns jogadores, é admissivel que este Porto para a Champions não seja o FC Porto na sua máxima força.

A ver vamos…

Força Porto.

Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

domingo, 11 de novembro de 2012

Prova superada com um Moutinho de Lucho!

Tal como se previa, o FC Porto teve uma difícil prova de superar diante da Briosa, e só com um Moutinho de Lucho a superamos.

Após o apuramento para os oitavos-de-final da champions e a fantástica exibição diante do Marítimo, os adeptos esperavam mais brilhantismo na vitória de hoje, o que não foi possível muito por mérito de uma Académica muito bem escalonada, concentrada, disciplinada e rigorosa na marcação aos nossos homens do tridente ofensivo, e sempre sem descurar as transições rápidas por intermédio de Cissé, Marinho e Wilson Eduardo.
Os homens de Pedro Emanuel estavam motivados após a vitória diante do Atlético de Madrid, e com o passar dos minutos, não conseguindo o FC Porto abrir o activo, ainda mais confiança angariavam.

Foi necessária portanto muita cabeça e paciência para encontrar o caminho certo para o golo.
Os adeptos foram excelentes no apoio à equipa, pois noutros tempos os assobios soariam bem cedo.
A equipa está confiante e segura a defender, e VP tem bem delineado o modelo de jogo da equipa, com James a ser uma espécie de híbrido que tanto é 7 como 10.
Apesar das lesões de Maicon, Fernando e Alex Sandro, três pedras que até à lesão eram titulares indiscutíveis, VP soube encontrar alternativas, e Mangala, Defour e Abdoulaye têm cumprido bem os seus papeis.
Durante a primeira parte, fomos previsíveis nas acções ofensivas, o que facilitou a tarefa defensiva da Briosa.
Só em erros individuais do adversário, ou recuperações rápidas de bola, conseguimos criar perigo. 
Numa dessas ocasiões, logo aos nove minutos Jackson Martínez apareceu isolado, e o guarda redes adversário ao sair da área tropeçou, mas o chapéu do colombiano saiu ligeiramente ao lado da baliza. Foi uma excelente oportunidade desperdiçada.
Numa outra aos dezanove minutos, Jackson recupera a bola a meio campo, dá para Danilo que abre em James na área, mas El Bandido no movimento interior na busca do espaço para o remate perde imenso tempo, e permite o corte de um defesa forasteiro.

Até ao apito para intervalo nota de realce para um remate de Jackson por cima do alvo. Todavia o colombiano foi egoísta pois tinha James ao seu lado sem oposição ao remate. Pesou aqui o objectivo individual de conseguir a marca de Jardel e Pena.

Tivemos na primeira parte muita posse de bola, mas o nosso jogo não era objectivo, criativo, e quase sempre terminava sem tiro à baliza à guarda de Ricardo.

Com James escondido do jogo, Varela apagado e Jackson sem bolas na área, VP tinha de encontrar soluções para desmanchar a estratégia da Briosa na segunda parte.
E assim foi. No segundo tempo a equipa entrou com mais velocidade de circulação de bola, e surgiram no jogo Lucho e Moutinho.

Aos cinquenta minutos após uma recuperação de bola a meio campo de Varela, El Comandante com um excelente passe abre para James na direita, que em velocidade entra na área e abre o activo.
Foi um golo justo, que surgiu numa boa altura do jogo, logo na reabertura do segundo tempo.
A equipa foi paciente e num erro adversário, com uma recuperação de bola, numa transição rápida conseguiu finalmente encontrar o caminho para o golo.

Pensava-se que a Académica fosse abrir o seu jogo, mas não, manteve-se concentrada e a complicar a nossa tarefa.

Mas eis que aos sessenta minutos surge um dos homens do jogo a apontar um golo de levantar um estádio - João Moutinho, que após passe atrasado de Lucho enche o pé e remata do meio da rua sem hipóteses de defesa para Ricardo. Grande golo!

VP aproveita o segundo golo, e faz descansar Varela, colocando no seu lugar Atsu.
O jovem ganês poucos minutos depois de entrar podia ter apontado o terceiro golo.
Após jogada de Jackson que de calcanhar passa a Moutinho que isola o ganês, mas Ricardo com uma excelente defesa nega o golo a Atsu.

Sentia-se no estádio que o jogo estaria decidido, mas a cínica Académica não desmoronou as linhas, e Wilson Eduardo reduziu num remate de primeira para 1-2 num lance em que a bola bate à frente de Helton, traindo-o por completo.

Com o golo academista, o FC Porto manteve a tranquilidade e geriu os ímpetos adversários com muita posse de bola. VP aproveitou para descansar Moutinho.

Até final só mesmo Helton numa saída dos poste colocou o coração na mão dos adeptos. O brasileiro saiu da baliza para chegar à bola, mas o rápido Cissé atrapalhou e gerou-se uma situação de perigo, que o próprio Helton resolveu saindo a jogar com os pés.

Poucos minutos depois deu-se o apito final com o FC Porto a conquistar merecidamente, mas sem brilho, os três pontos.


Destaque na partida para João Moutinho e Lucho, que na segunda parte souberam pautar o nosso jogo, e foram o cérebro para delinear as jogadas que abriram a muralha defensiva adversária.
Moutinho e Lucho com passes rasgados para as costas dos defesas adversários, foram tentando servir ora Jackson, Varela ou James.
El Comandante fez duas assistências para golo. Moutinho apontou o golo da noite. 
Excelente dupla esta que pauta o nosso jogo.

Nota de realce também para James que após uma primeira parte em que apareceu, tal como a equipa, apático e sem criatividade, na segunda parte entrou mais solto e após assistência de Lucho fez um excelente golo.

Na defesa Otamendi e Abdoulaye tem feito uma excelente dupla, com o argentino a assumir o comando da defensiva, e a transmitir tranquilidade para a evolução segura de Abdoulaye.
Mangala fez um bom jogo, ofuscando por completo Marinho.
Danilo do outro lado da defesa, fez um jogo apático tal como a equipa. O brasileiro tem de ser mais acutilante no corredor.
Varela fez um jogo esforçado, batalhou, mas ao contrário dos últimos jogos não foi um elemento desiquilibrador.

Defour cumpriu bem o seu papel, fechando bem os espaços.

Jackson Martínez falhou o objectivo de bater o recorde de Pena e Jardel, mas foi sempre uma carga de trabalhos para os defesas adversários. Foi muito bem marcado por João Real.
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Valeram os três pontos conquistados, que nos permitem manter a liderança.

Última nota para o mau estado do relvado, que aqui e ali complicou o nosso jogo.

Excelente o número de adeptos presentes no Dragão, que ultrapassou os trinta mil.

Agora segue-se o jogo para a Taça de Portugal diante do Nacional, uma partida complicada, que tentaremos vencer para seguir em frente na prova.

Abraço e boa semana.

Força Porto!

Paulo

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ópera não ... foi cha-cha-cha ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho!



Não foi ópera mas foi cha-cha cha ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho.

Jogo colectivo, jogadas de envolvimento, solos individuais de magia, foram os condimentos para uma grande noite no Dragão.

O FC Porto já não perde no Dragão para o campeonato há 20 partidas. É mesmo preciso recuar à época 2008/09, para encontrar a última derrota dos dragões em casa.

Depois do jogo da Amoreira, onde a equipa foi capaz da reviravolta no resultado, hoje adivinhavam-se dificuldades. Os madeirenses apesar de não estarem a efectuar um início de época regular, contam com uma estrutura sólida e uma base de jogo consolidada, e vinham ao Dragão com a intenção de definitivamente voltarem aos excelentes momentos da época passada.

Vítor Pereira apostou no mesmo onze que venceu o Estoril.
Desde cedo se apercebeu que o FC Porto entrou com o intuito de resolver o mais rápido possível a partida.
Entramos fortes no jogo, dinâmicos e criativos no miolo e logo aos cinco minutos Jackson abriu o marcador, numa belíssima jogada ao primeiro toque. Que delicia esta jogada!
Sétimo jogo consecutivo a marcar para Jackson. Ultrapassou a marca de Hulk (seis jogos consecutivos a marcar), e tem agora como objectivo ultrapassar na marca estabelecida por Jardel e Pena (nove jogos a marcar).

A partir daqui sucederam-se os lances de envolvimento ofensivo, com a equipa a mostrar futebol de qualidade aos seus adeptos, sempre ao ritmo d’El Bandido e sob a batuta de Moutinho.

Todavia nem tudo corria bem, Fernando e Maicon são obrigados a sair por lesão, dando lugar a Abdoulaye e Defour.

Apesar destas duas contrariedades, a equipa não desligou a ficha e continuou na senda do ataque e do golo que desse a tranquilidade.

Assim, aos 35 minutos surge o momento da noite. Golaço de Varela, com o português a fintar dois da esquerda para o centro e disparar, sem hipótese de defesa para o guardião insular que ficou pregado ao relvado.
Varela atravessa um excelente momento de forma, e com James e Jackson forma um tridente ofensivo de respeito.

Grande primeira parte. Absoluto domínio e controlo do desafio, não obstante as contrariedades das lesões.

Para a segunda parte, Pedro Martins mexe na equipa, e o Marítimo entra mais agressivo, dinâmico e consegue o derradeiro canto do cisne, numa jogada de perigo criada por Olberdam pelo corredor esquerdo, que cruza para Danilo Dias.

O FC porto baixa o ritmo de jogo, já a pensar em Kiev, mas as oportunidades continuam a suceder, e Moutinho com um excelente passe coloca a bola, nas costas dos centrais, em Jackson que contorna Ricardo e aponta o terceiro golo. É o oitavo golo do ponta-de-lança colombiano.

A 20 minutos do fim do jogo, El Bandido abre o livro!
Após mais uma fantástica assistência de Moutinho, James chuta cruzado, debaixo das pernas do guardião insular, para o quarto golo da noite e para o seu quarto golo na liga.

É então que surge a terceira substituição por lesão. Desta vez é Helton que dá lugar a Fabiano. Noite de azar no que toca a lesões, antes da importante partida na Ucrânia.

A 13 minutos do fim El Bandido sela o resultado final numa concludente chapa cinco, após excelente passe de Defour, que culmina com um grande remate do colombiano que aponta o quinto golo no campeonato.

Até ao apito final poderíamos ter dilatado o marcador, o que era justo face à impotência dos insulares para travar o nosso jogo ofensivo.
 
O objectivo era vencer, e o facto de termos dois jogos em casa, o próximo diante da Académica, pode permitir-nos isolar-nos na liderança, uma vez que os adversários mais próximos vão ter jogos complicados nestas duas jornadas. Benfica recebe o Guimarães e vai a Vila do Conde, enquanto o Braga recebe no dérbi minhoto o Gil Vicente e desloca-se a Alvalade.



Destaque para James, que rubricou uma grande exibição. Marcou e deu a marcar, e conjuntamente com Varela e Jackson foram o furacão que varreu os insulares.

Jackson “cha-cha-cha” Martinez, cada vez mais confirma os predicados que levaram o FC Porto a apostar num avançado que jogava no desconhecido campeonato mexicano. Bisou na partida, e ficou a dever ainda mais golos.
Está confiante, e é com uma frieza incrível que fura as redes adversárias. Sete jogos seguidos a marcar, e oitavo golo na conta pessoal para o campeonato.



Varela, surge num grande momento de forma, dinâmico no corredor, rematador, fez o golo da noite! Fantástico!
Por último nota de destaque para o maestro Moutinho. Duas grandes assistências para golo e um trabalho muito sólido no meio campo, num jogo em que a responsabilidade do jogo ofensivo passou sempre pelos seus pés.

Nota negativa para as lesões que foram demasiadas.
Nos próximos dias vai ser importante recuperar os lesionados, que já abundam. Alex Sandro, Fernando, Helton e Maicon, estão sob a observação do departamento médico.

Importante a vitória, que moraliza a equipa antes da deslocação a Kiev.
Há que manter a dinâmica e atitude, evoluir tranquilamente, pois não podemos adormecer e conceder aos adversários golos fruto de azelhices, como as que sucederam nas anteriores jornadas.
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É pena que o frio meteorológico aliado ao frio nos bolsos, tenha afastado do jogo de hoje muitos adeptos, que perderam um excelente jogo de futebol por parte da nossa equipa.

Força Porto!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acelerou, Ganhou!

Tal como aconteceu em Olhão e Vila do Conde, o FC Porto viu-se ontem a perder pela terceira vez esta época, mais uma vez fora de casa, mais uma vez contra uma equipa teoricamente muito mais fraca.

Uma primeira parte que até não jogou mal, com excepção de alguma lentidão nos processos ofensivos, o Estoril marcou muito cedo, de bola parada e pouco mais fez durante toda a primeira parte, com excepção de um remate perigoso de Lica. O FC Porto controlou, criou algumas oportunidades, teve 2 bolas nos ferros, mas os processos continuavam algo lentos, com muita atrapalhação na zona central, e o flanco mais utilizado pela equipa era o esquerdo com Mangala e Varela.

Defensivamente a equipa estava segura, mas o meio campo e o sector ofensivo teve sempre muito pouco inspirado frente a um Estoril que mal marcou o golo remeteu-se muito na sua area defensiva, cortando quase todos os espaços possiveis para o FC Porto atacar. Só mesmo com velocidade de processos a equipa poderia criar perigo, mas essa velocidade foi muito curta durante toda a primeira parte.
Vítor Pereira não alterou a equipa ao intervalo, mas a equipa veio muito diferente para a segunda parte!

E nem foi pelo facto de ter marcado 2 golos e virado o resultado nos primeiros quinze minutos da segunda parte. Foi sobretudo pela velocidade e pressão que colocou nestes primeiros quinze minutos que sufucou o Estoril, que estaria à espera de um FC Porto forte, mas não contava com um FC Porto tão forte como aquele que entrou para a segunda parte.

Cara nova para a segunda parte que deu resultados práticos e que decidiu um jogo que parecia complicado.

Depois da reviravolta, o FC Porto ainda tentou chegar ao terceiro, mas o discernimento e a velocidade aos poucos começaram a diminuir e nem mesmo com o Estoril a arriscar um pouco mais fez com que o FC Porto conseguisse alcançar mais um golo que desse a tranquilidade na garantia da vitória.

O Estoril arriscou tudo e Vítor Pereira respondeu às alterações ofensivas do adversário com a entrada de Rolando para o lugar de James. Não é muito normal ver este tipo de substituições no FC Porto, sobretudo quando tinha o jogo controlado e quando o adversário estava mais subido no terreno, mas sem criar muito perigo ou sufoco. Mas Vítor Pereira entendeu segurar o resultado e face ao resultado final, correu bem a opção, arriscada, mas correu bem.


Destaques óbvios para Varela e Jackson, mais uma vez, e pelo segundo jogo consecutivo voltaram a ser os marcadores dos golos, foi assim com o Dinamo de Kiev, repetiram frente ao Estoril.

É caso para se pensar, porque não a opção de os ver lado a lado no ataque do FC Porto com James a jogar no centro?

Quem também esteve em bom plano foi Lucho, Moutinho e James, não tão decisivos, mas estiveram em muitos bons momentos do jogo, com as recuperações de bola e muito boas assistências para os adversário.

De saudar o regresso de Rolando aos jogos, foram os primeiros minutos na Liga, e depois da boa exibição no jogo da Taça, fazia e faz todo o sentido que permaneça nos convocados para a Liga. Percebe-se que na Europa a opção é não jogar para não hipotecar uma transferência para um clube que jogue na Champions, mas nas competições internas, pelo seu valor, tem qualidade para estar nos convocados.


Última nota para os adeptos que estiveram no campo do Estoril. O total da assistência não chegou aos 5 mil adeptos, mas perto de 3500 eram Portistas. A bancada superior era praticamente 100% Portista e a bancada central dos sócios muito bem composta de Portistas em família. Ambiente muito bom, seguro, tudo correu bem.
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Próximo jogo é no Dragão e já esta sexta-feira. Continuamos no topo da classificação e queremos continuar por lá.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

domingo, 21 de outubro de 2012

Jogo amorfo deixa VP irritado com a equipa

Ontem por motivos pessoais, de um quase ter ido a Vizela assistir ao jogo, não acabei por ir e nem vi o jogo na TV.

Ao que parece não perdi nada!
Pelo que me disseram foi um jogo enfadonho, com alguns jogadores menos utilizados como Kléber e Iturbe a demonstrar que não tem qualidade para jogar no FC Porto.

VP apareceu irritado na conferência de imprensa. Espero que alguns dos nossos jogadores não sejam como os burros que necessitam de uma cenoura à sua frente para se motivarem e encararem todos os adversários com seriedade.

Os adeptos que se deslocaram a Vizela em tempos de crise e que pagaram entre 8 a 10 euros pelo ingresso não merecem.

Deixo aqui a crónica ao jogo publicada no portal maisfutebol.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

Sonolento. O F.C. Porto segue para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal sem ter passado verdadeiramente por Vizela. Longo bocejo dos jovens dragões, com raros motivos de entusiasmo para os adeptos que acompanharam a equipa. Mérito tremendo do Santa Eulália, justificando a diferença mínima no marcador (0-1).

Vizela foi o centro do mundo eulalense, casa emprestada para a receção ao campeão nacional. O CCD Santa Eulália, promovido este ano à III Divisão Nacional, não conseguiu colocar o relvado em tempo útil no seu recinto e teve de promover a festa da Taça no reduto do F.C. Vizela.

Foi festa bonita, sim senhor, de gente humilde que não quer deixar má imagem. Pequenas falhas na organização e na acomodação de jornalistas sem afetar o panorama geral: bom ambiente e entusiasmo para um jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal que soube a final da Liga dos Campeões para os visitados.

O F.C. Porto apresentou-se em Vizela com a atitude possível, a mensagem forte do treinador e o natural relaxamento de algumas unidades, elementos afetados pela pouca qualidade do relvado e pela discrepância de forças entre as duas formações.

Oportunidade desperdiçada

Vítor Pereira encheu o seu onze de jovens e cativou-os com uma oportunidade única. Jogar de início e comprovar o potencial. A expetativa dos adeptos ditou uma enchente do recinto, com cerca de seis mil espectadores nas bancadas. Alguns terão ficado desiludidos com a apatia e falta de clarividência dos jovens dragões.

Quiñones, Kelvin e sobretudo Iturbe, por exemplo, parecem demasiado verdes para aparecer no onze do F.C. Porto em outro tipo de competições. O lateral colombiano, em estreia, denotou insuficiências na colocação defensiva, sobressaindo apenas no apoio ao ataque.

Kelvin aguentou apenas uma hora em campo, mostrando boa vontade pontual e falta de capacidade de remate. Quanto a Iturbe, talvez a maior esperança infundada nesta visita a Vizela. Muita corrida e pouco futebol perante um adversário relativamente acessível.

Por aqui se explica a entrada fraca dos dragões, frente a um Santa Eulália bem organizado e de coração aberto para o confronto entre David e Golias. Vestiu a pele sem tremer, sem estragar a festa e reduziu-se ao papel de figurante.

A equipa de João Fernando tem alguns nomes interessantes, como André Cunha. A seu lado, o redondinho Nélson, com excesso de peso e qualidade nos pés, uma figura graciosa com a bola e estranha sem ela. Arrancou alguns sorrisos e vários passes de bom nível.

Danilo desperta do sono

O jogo corria devagarinho, sem pressão, o F.C.Porto à espera de algo, de um momento de inspiração. E ele veio à meia-hora, dos pés de Danilo, que fintou para dentro e disparou com o pé esquerdo, o mais fraco, bem colocado. Golo.

O 0-1 sossegou os escassos corações azuis e brancos com problemas de ansiedade. Soava a pouco mas parecia suficiente. O Santa Eulália nunca se rendeu, deu-se até ao luxo de trocar um central por um avançado na etapa complementar mas pouco incomodou Fabiano. Fê-lo apenas ao minuto 48, num cruzamento perigoso de André Cunha.

Christian Atsu, o mais clarividente entre os jovens portistas, ia mantendo a defensiva contrária em sentido.Já na etapa complementar, o ganês fez um truque de magia, rodou sobre dois adversários e rematou na passada. Bola na trave, depois no chão, talvez dentro mas não valeu. Seguiu o jogo, diferença mínima no marcador.

Vítor Pereira mexeu no esquema e deceções como Quiñonez, Kelvin e Iturbe saíram com naturalidade. Oportunidade para ver Sebá, brasileiro da equipa B que tem igualmente capacidade para ser solução a médio prazo. Incisivo com a bola e bela presença física.



O jogo terminou com assobios perante a resignação portista e suadas tentativas do Santa Eulália em busca de um milagre. Em vão. Benício construiu ainda um lance de fino recorte, nos últimos segundos, mas Tiago Monteiro não conseguiu aproveitar. 


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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Minuto 9 de Magia


Não foi um grande espectáculo este clássico do Dragão, mas teve um momento puro de magia aos 9 minutos, quando Jackson, com dois toques geniais faz o primeiro golo da partida e provavelmente o melhor golo da Liga época 2012/13.

Foi um jogo em que o FC Porto dominou do inicio ao fim, e na primeira parte foi mesmo gritante a ausência de jogo ofensivo do Sporting. Vítor Pereira sofreu a primeira contrariedade com a lesão de Maicon, mas mesmo assim, a defesa não cedeu para o Sporting.

Foi um Sporting à imagem dos últimos jogos. A tal motivação extra, depois de um mau resultado, e a mudança de treinador não levantou a moral ao Leão. Já o FC Porto apresentou-se muito cauteloso, se calhar a pensar num Sporting mais forte, mas a cautela foi importante para não entrar confiante demais.

Talvez tenha sido esta a razão para um jogo menos emotivo, mas a ter sido uma estratégia de Vítor Pereira, foi assertiva, pois bloqueo o Sporting, obrigou-o a sair a jogar e claro o golo madrugador de Jackson foi uma grande ajuda para a conquista da vitória.

Vítor Pereira não mexeu no onze, e mesmo com Mangala na equipa, o FC Porto fechou a primeira parte, claramente superior ao Sporting e com toda a justiça na vantagem do marcador.

Na segunda parte, o FC Porto voltou a entrar forte na partida. Muito dominio no meio campo, muita segurança defensiva, e no ataque as jogadas perto da área surgiam com alguma naturalidade e algum perigo.

Mas a grande oportunidade para o FC Porto aumentar a vantagem foi desperdiçada por Lucho, ao falhar a primeira grande penalidade do jogo. Este foi um dos momentos de indignação do Sporting, aqui convém referir que o toque com a mão não é intencional, felizmente, para a saúde mental de todos os Portistas, Lucho não marcou.

Agora é estranho não de indignarem com o seu jogador Rojo, que no espaço de 5 minutos fez duas faltas para amarelo!!!

Mas até aí tiveram sorte, pois passado pouco tempo, o FC Porto teve mais uma contrariedade, com a lesão de Alex Sandro. Ou seja, não se podem queixar da expulsão, pois esse lance sim, não teve qualquer impacto no resultado final, tal como o primeiro penalti, que nem cartão amarelo foi dado a Cedric.

Já no caso do segundo penalti, depois de um cabeçeamento à barra de Mangala, as duvidas são legitimas de o defesa do Sporting impede ou não Jackson de chegar á bola.
Ainda que se admita não ser penalti, a questão é se o golo nos minutos finais teve assim tanto impacto na atribuição da vitória neste jogo.

O que é que o Sporting fez durante todo o jogo?
O que é que o Sporting tem feito nos últimos jogos?
O que é que o FC Porto tem feito nos últimos jogos?

É um tanto ou quanto ridiculo, que uma instituição como o Sporting venha mostrar indignação neste jogo, quando nada fez por merecer um único golo nesta partida.

Helton fez uma defesa dificil em todo o jogo, e provavelmente mais 2 ou 3 defesas fáceis.

Destaque natural para Jackson. O Colombiano está em alta e o golo que marcou é qualquer coisa de outro mundo. Fez lembrar Falcão quando marcou um golo impossivel na vitória dos 5-0 frente ao clube do regime.

Fica aqui o devido reparo de alguém que criticou muito a sua contratação e que hoje tem obrigatoriamente de dizer que se trata de um bom jogador, discreto, mas com boa técnica e sobretudo com faro de golo.

Toda a equipa esteve a um nível acima da média, mas o meio campo esteve muito bem, segurando o jogo defensivo e lançando as ofensivas, mesmo com Fernando e Lucho amarelados.

Vítor Pereira lançou Atsu no momento certo, pois Varela estava em baixo rendimento, e o jovem africano veio trazer velocidade e desiquilibros que foram fundamentais para encostar o Sporting lá atrás.

Mas este jogo fica marcado pelo minuto 9. Aliás, se o jogo terminasse nesse momento teria sido um hino ao futebol espectáculo. Para mais tarde recordar…



O FC Porto voltou à liderança da prova e agora terá algum tempo para recuperar a equipa, depois de dois jogos desgastantes e de duas vitórias muito moralizadoras para os restantes confrontos que aí veem.

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Última nota para o ambiente fantástico no Dragão. Os adeptos estão com a equipa.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge