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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O FC Porto integra European Stadium and Safety Management Association (ESSMA)

O FC Porto integra desde de 1 de Janeiro de 2011, o elenco directivo da European Stadium and Safety Management Association (ESSMA), organismo criado em 1995 com o objectivo de partilhar «know-how» e experiência entre os gestores de estádios e arenas de grande dimensão, promovendo a recolha de informação à escala europeia e a divulgação das melhores práticas de gestão entre membros, parceiros e associados.

O convite partiu de John Beattie, presidente da associação que possui já uma extensa lista de membros associados, entre os quais se destacam o Wembley Stadium, o Emirates Stadium, o Anfield Stadium, a Amsterdam Arena, a Donbass Arena e o Estádio do Dragão.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Arranque para 2011...

O FC Porto regressa hoje (terça-feira) ao trabalho depois de umas mini-férias por altura do Natal. Ao contrário de outros anos, em que nesta altura gozava-se 2 semanas de paragem, felizmente os responsáveis do futebol português perceberam o mal que esta paragem trazia para as equipas.

Foi sem dúvida um arranque fabuloso do FC Porto, depois de terminar a época passada com 10 vitórias consecutivas, o FC Porto somou já neste nova época 26 jogos oficiais sem perder e apenas com 3 empates (Vitória Guimarães e Sporting para a Liga e Besiktas para a Liga Europa).

Com o objectivo claramente definido a equipa parte para esta segunda metade da época com a mesma motivação, tranquilidade, força que terminou o ano de 2010. Será agora neste fase que as vitórias se poderão traduzir em títulos e esta é sem dúvida a grande motivação que a equipa terá em mente.

Numa altura que o mercado reabre é bom sinal que uma equipa não ande à procura, com algum desespero à mistura, de reforços. Se os nossos adversários estão neste registo é bom sinal.

Contudo, Villas Boas poderá contar já em Janeiro com 26 jogadores no seu plantel, com inscrição, isto se Mariano Gonzalez for inscrito, como tudo indica que sim. E neste contexto, penso que é exagerado o número de jogadores para esta fase final. No início da época, compreende-se que 25 jogadores, dos quais 11 eram jogadores novos no plantel, que se tenha optado por não reduzir, mas nesta fase e sobretudo com o rendimento de muitos deles, alguns mesmo com polivalência no relvado, possa este número ser reduzido, a bem dos jogadores e do FC Porto, que tem todo o interesse em ter jogadores menos utilizados a rodar.

Ainda sem falar em possíveis reforços existe alguns casos que seria interessante tomar uma decisão.

Na defesa, tem sido curioso a alternância entre Fucile e Sapunaru. É de destacar o Romeno que tem tido nos últimos jogos muito boas prestações. Fucile, pela sua polivalência é sempre uma mais valia no plantel, mas por outro lado, Emídio Rafael, nos jogos que realizou também mostrou valor e potencial. Face à exigência que aí vem, penso que qualidade e quantidade a mais é sempre positivo, contudo existe um jovem brasileiro de seu nome Mário Fernandes (Grémio) que encaixaria muito bem nesta defesa, pela sua polivalência de jogar a defesa direito e central. Mas este cenário só fará sentido numa possível transferência de Fucile ou Sapunaru. Ainda na defesa e com a boa evolução de Maicon e Otamendi, e a tranquilidade de Rolando, o espaço fica curto para Sereno, que é um bom jogador, mas pela mesma lógica, nesta fase de decisões seria arriscado não ter mais um central com experiência.

No meio campo existem 2 dúvidas. Souza e Castro. Ambos jovens, ambos integraram o plantel este ano, mas não faz muito sentido que continuem os 2 no plantel, quando se têm Fernando, Guarin, Moutinho, Ruben Micael e Belluschi em bom nível e quando se têm jogadores no ataque que poderão jogar neste meio campo, tal como Mariano, Cristian Rodriguez e porque não James Rodriguez. O que é certo é que Villas Boas deverá prescindir de um destes jovens, que actuam na mesma zona do terreno, permitindo assim, mais oportunidades no plantel para o que ficar e para o que parte, mais oportunidades de evoluir. Neste sentido, e olhando para as características de ambos, parece-me que Souza, sobretudo pela estatura fisica, que claramente será uma opção diferente para este meio campo. Por outro lado, há que perceber que o FC Porto, dado o reduzido número de jogadores formados no clube, ao perder Castro e provavelmente Ukra, perde 2 vagas na Liga Europa.

No ataque, principalmente nas alas é onde surge as maiores dúvidas. O FC Porto já tinha 5 jogadores inscritos para esta posição e com o surgimento de James Rodriguez e a mais que provável inscrição de Mariano Gonzalez, o FC Porto fica com 6 opções naturais para 2 lugares no esquema de Villas Boas. É aqui claramente que o FC Porto tem de emagrecer o plantel. Existem vários candidatos. Ukra e James por serem os mais novos e Cristian Rodriguez pela incapacidade demonstrada de voltar a jogar como jogou na primeira época de dragão ao peito. Neste contexto, e com contrato até 2012, penso que a grande dúvida anda á volta de Cristian (se a venda ou mesmo um empréstimo) e Ukra, que dos 6 candidatos é talvez aquele que tem mostrado menor qualidades nas oportunidades que teve (excluindo da comparação Mariano). Por outro lado, penso que o FC Porto fará bem em manter James Rodriguez no plantel, pois não fará sentido emprestar um diamante destes logo numa altura que começou a crescer na equipa.

Em resumo, o FC Porto deverá emagrecer o plantel em 2 jogadores, ficando com um plantel de 24 jogadores. Um dos jogadores deverá surgir do meio campo (Souza ou Castro) e o outro do ataque (Ukra e/ou Cristian Rodriguez). Aqui poderá pesar claramente o factor Liga Europa, optando Villas Boas pela permanência dos jogadores formados no clube.

Quanto a entradas nada se tem falado e não creio que surja algum nome durante o mês de Janeiro. Como adiantado acima, existem alguns jovens referenciados, mas só deverão ser contactados em caso de saída de mais alguém que os considerados excedentários, o que não é provável que aconteça. Ainda assim, Mário Fernandes (Grémio), estará em stand-by, caso um dos laterais direitos saia por uma boa proposta. Neste cenário de permanência dos jogadores mais influentes, existe um jogador que o FC Porto (caso não o tenha feito já) deveria agarrar rapidamente, trata-se de Edwin Cardona, colombiano de 18 anos, feitos em Dezembro, que é considerado a maior promessa da Colômbia, melhor jogador do mundial Sub-17, e que já é titular no clube onde Renteria, ainda com contrato com o FC Porto, pretende jogar.

No ataque, e com a subida de rendimento de Walter e a possibilidade de mudar o esquema para 4X4X2 ou mesmo Hulk surgir no meio, não será provável o reforço de mais um atacante de área, a não ser que seja um jogador jovem e com características únicas de jogo aéreo e nesse perfil, Funes Mori (River Plate), pretendido pelo rival de Lisboa, seria uma opção interessante, até pelo facto psicológico de lhe mudar a rota de chegada a Portugal.

Certo é que o FC Porto, à semelhança dos restantes clubes portugueses, tem de ser cada vez mais assertivo nas contratações e sobretudo olhar para a formação e contratar apenas para as maiores lacunas que surjam. Neste contexto, claramente e a pensar no futuro, o FC Porto precisa de um lateral direito e de um jogador criativo no meio campo. Serão estas as posições a pensar num futuro próximo e jogadores como Mário Fernandes (20 anos) e Edwin Cardona (18 anos) seriam opções perfeitas.

Igualmente importante será resolver alguns casos de empréstimos que terminam em Janeiro ou terminaram antecipadamente ou mesmo cujos empréstimos não estão a produzir o esperado, quer para os jogadores quer para o FC Porto, que não está a ter o retorno esperado. Falo de Benitez (termina empréstimo em Janeiro com o San Lorenzo, salvo alguma novidade recente), Prediger (que antecipou o término do empréstimo ao Cruzeiro), Renteria, que salvo noticia recente, continua com contrato até Junho de 2011 e sem clube, Tomás Costa, que está emprestado ao Cluj mas não tem jogado com regularidade, um dos grandes investimentos do FC Porto, David Addy, que começou por ser titular na Académica mas depois desapareceu das opções e Sérgio Oliveira, emprestado ao Beira Mar, mas que não tem tido muitas oportunidades para jogar. Enquanto que nos casos de Benitez, Prediger e Renteria, pode fazer sentido uma transferência definitiva, os casos de Tomás Costa, Addy e Sérgio Oliveira, faz sentido mudarem de clube e assim poderem evoluir até final da época para nova avaliação.

Ao contrário dos nossos adversários directos, o FC Porto poderá neste mês de Janeiro, amealhar mais alguns milhões de euros nestas transacções de jogadores o que seria brilhante, sem beliscar o núcleo duro.

Importante é que estas decisões sejam tomadas rapidamente para que o FC Porto possa trabalhar tranquilo num mês que geralmente é fértil em noticias especulatórias.

É com grande expectativa que os portistas anseiam pelo primeiro jogo do ano, já no dia 2, no Dragão, frente ao Nacional, para a Taça da Liga.

Força Porto e bom regresso ao trabalho.

Ricardo Jorge

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

FC Porto. Um rei do tamanho da Torre dos Clérigos


in jornal i

Nos últimos cinco anos, os portistas são aqueles que mais dinheiro fizeram com vendas de jogadores: 249,1 milhões, o dobro do Benfica.

Incrível mas verdadeiro. É português o clube que melhor vende (por favor, não confundir com o clube que mais vende, em quantidade de jogadores) desde o Verão de 2006 até ao de 2010 - e, atenção, não estamos aqui a contar com os 98,9 milhões de euros do Verão 2004 (ver ao lado), quando o FC Porto se deu ao luxo de despachar sete recém-campeões europeus, incluindo os três marcadores de golos dessa final da Champions, com o Monaco: Carlos Alberto, Deco e Alenitchev. Não, aqui não entram esses números exorbitantes. É só de 2006 em diante e, mesmo assim, o FC Porto domina as atenções, com 29 milhões de euros de avanço sobre o Real Madrid.

Se estendermos o ranking de 2004 a 2010, o FC Porto é ainda o rei, com 397,9 milhões de euros, seguido do Real Madrid (306,2 milhões de euros), Inter (305,7 milhões) e Manchester United (279,2 milhões).

REALIDADE Todos os anos, o FC Porto vende com critério, sem targets específicos. No top 10 dos mais vendidos de 2006 a 2010, só há um clube repetido: o francês Lyon, com Lisandro e Cissokho. De resto, é uma autêntica Torre de Babel, que não entra em conflito com a dos Clérigos. Que o diga Manchester United (Anderson), Real Madrid (Pepe), Inter (Quaresma), Zenit (Bruno Alves), Chelsea (Bosingwa), Marselha (Lucho González), Liverpool (Raul Meireles) e Werder Bremen (Diego).

Há todo um leque original de compradores que vão ao baú do FC Porto e enchem-no de dinheiro: 249,1 milhões de euros, para ser mais exacto. Quase o dobro do Benfica (125 milhões), a segunda força nacional neste capítulo das vendas. O Sporting está em terceiro, com 64,7 milhões de euros - aliás, no panorama dos grandes da Europa, os leões foram os menos empreendedores dos últimos cinco anos, só acompanhado de perto pelo Bayern Munique (80 milhões), sempre cauteloso na hora de pagar por quem quer que seja, menos por Robben, a quem deu 24 milhões de euros ao Real Madrid e agora paga 11 mil euros por dia para o ver a recuperar de uma lesão até Janeiro.

Virando o bico ao prego, o melhor Verão de sempre em termos de vendas foi do Inter, em 2009, com 104,4 milhões, graças sobretudo ao Barça (69,5 milhões por Maxwell e Ibrahimovic) e ao Genoa (28 milhões pelo quinteto Acquafresca, Bonucci, Meggiorini, Fatic e Bolzoni).

O caso de Van der Vaart é só um, entre muitos, e serviu essencialmente para o Real Madrid encaixar finalmente algum dinheiro com uma transferência, após um Verão inteiro a gastar 81 milhões de euros em reforços (Di María, Özil, León, Khedira, Ricardo Carvalho e Canales). Com Van der Vaart no Tottenham, o Real Madrid ultrapassa o Inter no ranking dos clubes mais vendedores nos últimos cinco anos. Porque isto do negócio do futebol não é só comprar e comprar, e também passa por vender uns activos, os madridistas sobem ao segundo lugar mas continuam atrás do FC Porto, o rei do mercado.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Será que a SAD anda ocupada ou distraída?

A pergunta é pertinente... Sinceramente não sei a resposta.

Ocupada? Será que o foco é a procura, que já leva quase 2 semanas, de um defesa central, quando desde Julho já se sabia que Bruno Alves ia sair?

Distraída? Será que a vitória na Supertaça, com uma exibição de gala, tornaram cegos os nossos dirigentes, ao não terem visto o que se passou em campo?

Bom, vamos por partes.

É de lamentar o silêncio constrangedor da direcção do FC Porto, face aquilo que aconteceu o ano passado e já este ano, nos jogos oficiais.

Os adeptos portistas não se sentem tranquilos nem tão pouco esqueceram o que se passou o ano passado, apenas porque a direcção da liga tem um novo presidente e um novo conselho de justiça. Uma instituição com a grandeza do FC Porto se não se preocupa com estas questões é preocupante, pois tem a responsabilidade de defender os interesses do FC Porto e da verdade desportiva em geral.

Aqui ficam as matérias que todos os portistas gostariam de ter uma resposta:

1- Pedido de Indemnização - 24 de Março de 2010 - A direcção em comunicado, avança no ponto 8:

8 – A FC Porto – Futebol, SAD já deu instruções aos seus advogados para intentarem as competentes acções de responsabilização e indemnização, quer dos membros da CD da LPFP, quer da própria instituição.

Passaram quase 5 meses e não existem noticias sobre este tema. Os portistas não querem que este caso seja fechado com a compensação do campeonato 2010/2011, até porque, desde que não aconteça o que aconteceu a época passada, temos equipa para chegar ao fim em primeiro lugar.

2- Supertaça 2010-2011 - É certo que o FC Porto fez uma exibição de altíssimo nível mas também é certo que aconteceram lances que aparentemente passou ao lado e não deveria ter passado. Não quero detalhar lance a lance, até porque foi tão evidente e unânime na comunicação social, que não se percebe o silêncio, face a 2 jogadores do clube adversário que deveriam ter sido expulsos, um deles não foi sancionado pelo árbitro, pelo que poderia e deveria ter um sumaríssimo, e deixar bem claro que entradas como as de César Peixoto e Carlos Martins, devem ser banidas do Futebol. Mas se até aqui, a exposição do FC Porto poderia ser entendida de simples "queixinha", não se percebe porque razão não se pediu explicações pelo gesto do árbitro para com Alvaro Pereira, gesto que muitos adeptos do Futebol não tinham visto. É tão gritante, que o árbitro em questão é o do túnel da Luz, pelo que não se compreende a falta de reacção da SAD.

3- Os certificados de James e Walter que não chegam - Mais um caso caricato e vulgar em equipas semi-profissionais. James está no Porto desde o inicio do arranque da época, tendo participado no primeiro jogo da época, frente ao Tourizense, data de 8 de Julho (para quem não saiba, até marcou um golo). Walter chegou ainda a tempo de participar no Torneio de Paris, no final de Julho. Este impasse, que não se compreende se são os antigos clubes ou o próprio negócio em si, não tem tido consequências, porque Falcao não se lesionou e no caso de James até existe várias soluções para o lugar que ocupa, contudo, não se percebe como se inscreve Walter nesta fase da Liga Europa e não James, quando se o motivo é mesmo o certificado, então e face ao negócio simples do passe do James, deveria existir mais expectativas que chegasse mais cedo o dito certificado do que propriamente do de Walter.

4- O caso Kléber
- Não gosto de ver o meu clube associado a estas palhaçadas. Não existe outro termo para qualificar a trapalhada do caso Kléber. Se não se chegou a acordo com o Marítimo, então a SAD deveria manisfestar-se publicamente do facto e assim evitar que o caso, pelos vistos, tenha chegado à UEFA. Primeiro não compreendo a necessidade de contratar 2 avançados jovens, quando temos os jogadores que temos emprestados. Segundo, a exposição do FC Porto, a nível nacional e internacional. A ser verdade o jogador esteve no Porto, fez exames, depois foi para o Brasil, voltou para o Porto, etc... Só falta mesmo, o FC Porto vir a sofrer consequências deste caso. Será que ainda não perceberam como funciona o mercado no Brasil? Para além de inflacionarem os passes dos jogadores as negociações são sempre muito pouco claras?

5- Dossier Defesa Central - Há quase 2 semanas que o FC Porto oficializou o principio de acordo com o Zenit para a transferência de Bruno Alves e continua sem a definição do substituto de Bruno Alves. Não estamos a falar de substituir um dos defesas centrais do ano passado, mas sim, do capitão, do internacional e do melhor central que o FC Porto tinha. Ora, parece-me ingredientes mais que suficientes, para que 2 ou 3 dias depois de ter sido oficializado como reforço do Zenit, o FC Porto apresenta-se o novo reforço. Será que a não venda de Meireles e Fucile, até ao momento, não permitiu investir no jogador que estava definido?

6- Dossier Fucile e Raul Meireles - Desde os regressos de férias dos jogadores, foram apresentados, foram convocados para o Torneio de Paris, Fucile jogou nesse torneio, Meireles foi convocado para a Supertaça e jogou cerca de 10 minutos, Fucile ficou fora da primeira lista para a Liga Europa, Meireles foi incluído e no primeiro jogo do campeonato, Fucile não constava do boletim médico, apesar de ter estado lesionado e Meireles, igualmente não constava do boletim médico e tal como Fucile não foram convocados. Pelo meio, noticias que propostas iam chegar (mais do que uma) para a aquisição de Fucile e no caso de Raul Meireles, continua associado a possibilidades... O que é certo, é que estamos a falar de 2 jogadores que foram tetra campeões, de 2 jogadores que seriam à partida titulares no FC Porto, de 2 jogadores que poderão render em conjunto perto de 30M€, pelo que não se percebe este impasse. No caso de Fucile, o FC Porto não se deveria preocupar com a saída, pois não tem clausula de rescisão, pelo que já se impunha uma decisão de venda ou não. No caso de Raul Meireles, e pela movimentação do mercado, não sairá pelo valor da cláusula (30M€) pelo que não trazia qualquer inconveniente a decisão de manter o jogador, face à ausência de propostas a 2 semanas e poucos dias do fecho do mercado.

Felizmente, os resultados da equipa têm sido positivos, demonstrando em campo que estes casos não estão a influenciar o balneário.

Que fim vamos ter para estes casos? E quando?

Ricardo Jorge

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Engordar o plantel em qualidade e não em quantidade

Uma das grandes virtudes desta direcção é nos momentos menos bons, transformá-los rapidamente em sucessos. Tem sido assim, nos últimos anos, e espero que assim seja já no próximo ano.

Não creio que o principal problema desta época tenha sido a qualidade do plantel. Nem tão pouco as principais saídas foram a principal razão, pois, a resposta que Alvaro Pereira e Falcão estão a dar, claramente demonstram que as saídas de Cissokho e Lisandro até foram bem colmatadas, já a saída de Lucho Gonzalez não foi de todo colmatada, nem no mercado de verão nem no mercado de inverno.
Nos últimos anos, o FC Porto tem comprado mais em quantidade do que propriamente em qualidade. Compreendo a estratégia, e tem dado alguns milhões de euros, principalmente com jogadores que até são valorizados mesmo sem afirmação no clube, alguns até provenientes das camadas jovens, como são os casos do Paulo Machado, Ibson, Mário Bolatti, João Paulo, etc..
Nesta época 2009/2010, foi possível apurar que 12 jogadores que tinham contrato para esta época e restantes, foram vendidos ou dispensados, mas, outros 12 jogadores foram contratados para os quadros do clube.
Resultado, entre jogadores do actual plantel e emprestados, o FC Porto totaliza mais de 50 jogadores com ligação contratual ao clube, sem contar com as camadas jovens.

A qualificação para a Liga dos Campeões é importante a nível financeiro, mas, não me parece razoável, que a preparação da próxima época, concretamente o reforço em qualidade do actual plantel, possa estar dependente dessa participação, ou da venda de jogadores. Se assim for, então penso que algo está mal nas finanças da SAD.
Na minha opinião e já fiz esse exercício, algo simplista, mas com alguma realidade, o FC Porto poderá realizar como mais valias já no próximo mercado de verão, um valor a rondar os 20 Milhões de euros, apenas em jogadores emprestados e alguns do actual plantel considerados negociáveis, reduzindo aos mais de 50 jogadores com contrato com o clube, perto de 20 jogadores, o que para além da mais valia da venda do passe, teríamos igualmente, uma redução na massa salarial.

Eu vejo um FC Porto muito forte na próxima época e quem sabe, se uma participação na Liga Europa não poderá significar a reconquista de uma competição europeia.
Para isso, é importante, após uma época menos boa, manter a estrutura, que oscilou a nível exibicional, mas o valor está lá, como prova os últimos jogos: Beto, Helton, Jorge Fucile, Alvaro Pereira, Bruno Alves, Fernando, Raul Meireles, Varela, Hulk, Falcao e Cristian Rodriguez, este último que de facto teve uma época para esquecer mas quem não se lembra da primeira época como Dragão!
Se assim for, não acredito que seja necessário engordar o plantel, mas sim, reforçá-lo em qualidade, jogadores para a primeira equipa, pois jogadores contratados, alguns deles até estrangeiros, jogarem apenas na Taça da Liga e Taça de Portugal, aí penso que temos qualidade nas camadas jovens que permitam chamar alguns deles para esses embates.

Essa qualidade necessária à data de hoje, na minha opinião, resume-se a 4 jogadores:
1- Um defesa central, experiente, temos provavelmente a melhor escola de defesas centrais do mundo, mas é necessário 2 centrais experientes no próximo plantel.
2- Um médio com características mais defensivas, e com experiência, pois Raul Meireles, não pode ser a alternativa a Fernando;
3- Um médio ofensivo, com experiência e fantasia, pois Hulk não é extremo para andar a correr e fazer cruzamentos para avançados;
4- Um avançado experiente que saiba jogar na área, tal como Falcão o faz e muito bem.
Com os vários jogadores jovens que ao que tudo indica farão parte do plantel, como são os casos do André Castro, Ukra, Sérgio Oliveira, o FC Porto apenas precisa de um toque de experiência.

Nem por acaso, o nosso Presidente referiu, que o plantel seria retocado um pouco por todos os sectores.

Ricardo Jorge

terça-feira, 20 de abril de 2010

Depois de Varela e Mariano o Azar bateu a porta de Ruben Micael



Ruben Micael parte o pé no treino

O médio portista lesionou-se num lance absolutamente normal com os colegas e vê assim esfumar-se o sonho de marcar presença no Mundial 2010.

Ruben Micael partiu o pé direito no treino desta manhã, na preparação para a deslocação a Setúbal, e não voltará a jogar esta temporada.

O médio português deverá ser operado ainda hoje no hospital da Trindade, no Porto.

Com esta contrariedade, Ruben Micael fica sem qualquer hipótese de representar a selecção nacional no Mundial 2010, quando ainda acalentava esperanças de ser chamado por Carlos Queiroz.

Esta lesão de Ruben Micael surge depois de Silvestre Varela, com uma fractura do perónio, e Mariano Gonzalez, com uma rotura de ligamentos, terem tido lesões relativamente graves e que os afastaram dos relvados até final da temporada.

fonte: Sapodesporto

Só posso desejar que a recuperação seja rápida e eficaz....esta época tudo nos corre mal.....

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O FC Porto é o reino da organização e daí para baixo estão os outros" Jorge Valdano


Ao FC Porto é lhe reconhecido internacionalmente, os pergaminhos na excelência da gestão desportiva.
Em termos de gestão de futebol e modalidades, medicina desportiva, formação, somos hoje um clube modelo a nível mundial.


Os detractores tentaram denegrir a nossa imagem, mas em vão.

Somos o melhor clube do mundo, porque temos o melhor gestor desportivo do mundo, de seu nome Jorge Nuno Pinto da Costa, que desde 17 de Abril de 1982 gere este clube de forma exemplar.
É um líder carismático, e fez se sempre acompanhar em todas as áreas da gestão desportiva de pessoas com altas competências, tais como Teles Roxo, Pedroto, Prof. Hermâni Gonçalves, Dr. Domingos Gomes, Dr. José Carlos Esteves, Dr. Nélson Puga, Rodolfo Moura, José Mario, José Luís, Prof. Jorge Araújo, Alberto Babo, António Livramento, Ílidio Pinto, Antero Henrique, Reinaldo Teles, Luís Castro, Urgel Martins, Artur Jorge, Ivic, Robson,Mourinho, Prof. Jesualdo Ferreira entre muitos outros, que sob a sua direcção escreveram páginas de glórias na história do clube.

Teve sempre o condão de contratar os melhores futebolistas, mediante as limitações financeiras do nosso clube, e valorizar esses activos.
Jogadores como Emerson, Futre, Madjer, Jardel, Lucho, Licha, Deco, Bosingwa, Maniche, Costinha, Derlei, Paulo Ferreira, Zahovic, Drulovic, Anderson e muitos mais, são o exemplo disso.
Nas modalidades também escolheu sempre atletas de eleição, tais como Victor Hugo, Pedro Alves, Paulo Alves, Franklin, Carlos Realista, Tó Neves, Pedro Gil, Reinaldo Ventura, Filipe Santos, Eddo Boch, Paulo Pinto, Nuno Marçal, Jared Miller, Carlos Resende, Filipe Mota, Petric, Aurora Cunha, Fernanda Ribeiro, Adérito Chaves, Teresa Figueiras, Daniel Sanchez, entre muitos outros.

São várias as individualidades mundiais a confirmar esta evidência, que só os cegos não querem ver.

Ancelotti esta época disse na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Chelsea "O F.C. Porto é como as melhores equipas inglesas"

Mas este grande treinador italiano não é o primeiro a elogiar a qualidade do nosso grandioso clube...recordemos então:

Lennart Johansson, Antigo Presidente da Uefa

"O futebol português sempre foi dominado por três clubes: dois de Lisboa, o Benfica e o Sporting, e um do Porto o F.C. do Porto. Desde que se tornou presidente em Abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa conseguiu treze títulos de Campeão Nacional, oito taças de Portugal e treze Supertaças. O mapa do futebol foi virado de pernas para o ar. O domínio dos clubes lisboetas foi apagado.

E se acrescentarmos a este resultados duas Taças dos Campeões Europeus, uma Intercontinental (talvez duas brevemente), Uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia, podemos facilmente concluir que o mapa do futebol europeu está a deslocar-se para Sudoeste.

Jorge Nuno Pinto da Costa é verdadeiramente um homem de excepção. Na família do futebol, o seu carisma, a sua personalidade poderosa e a sua singular argúcia geraram controvérsia, mas, acima de tudo, uma enorme admiração. O F.C. do Porto sempre foi a sua prioridade. Ele pertence verdadeiramente ao restrito grupo dos grandes criadores de impérios, ao escasso número de grandes presidentes, juntamente com algumas lendas do futebol das gerações passadas, como Santiago Bernabeu e Ângelo Moratti."

Joseph Blatter, Presidente da FIFA em 16 de Fevereiro de 2006

O presidente da FIFA surpreendeu o presidente do FC Porto ao aproveitar a presença deste em Zurique para lhe entregar as insígnias da FIFA em ouro. Um gesto que deixou sensibilizado o mais bem sucedido dirigente desportivo português

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, aproveitou a presença de Pinto da Costa na reunião do Comité de Organização do Campeonato do Mundo de Clubes, que decorreu na FIFA House, em Zurique, para surpreender o presidente do FC Porto com a atribuição das insígnias do organismo que tutela o futebol a nível mundial em ouro maciço. Numa cerimónia curta e informal, realizada antes do início da reunião, Blatter proferiu algumas palavras de circunstância, destacando o contributo de Pinto da Costa para o desenvolvimento da modalidade e o seu papel como dirigente a nível europeu, antes de proceder à entrega das insígnias da FIFA em ouro ao presidente portista.

O gesto do dirigente máximo da FIFA não deixou o dirigente do FC Porto indiferente, até porque a homenagem decorreu na presença de algumas figuras distintas do futebol mundial como são os casos de Viacheslav Koloskov, presidente da Federação Russa de Futebol, e Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. "Trata-se de uma distinção que muito me honra", referiu. "Estou feliz, foi uma surpresa bonita do senhor Joseph Blatter", acrescentou já no final da reunião. A homenagem de Blatter, que se estendeu a José Maria Aguilar, presidente do River Plate, não estava prevista na agenda do dia, que seria preenchida pela reunião do Comité de Organização do Campeonato do Mundo de Clubes.


Christian Constantin, presidente do FC Sion.

"O modelo a seguir é o FC Porto. O clube não está situado na capital de Portugal, não dispõe de meios financeiros para competir com os clubes ingleses, espanhóis ou italianos e todas as épocas é obrigado a vender alguns dos seus melhores jogadores mas continua competitivo na Liga dos Campeões. Aprecio bastante o trabalho deles. É muito bem feito.""


Didier Deschamps, treinador do Marselha
O Jogo; 08/07/2009

Já na altura (final da Liga dos Campeões, que perdeu contra o FC Porto, quando orientava o Mónaco) o FC Porto tinha inúmeros jogadores de qualidade, como Maniche, Deco, Carvalho, Derlei, Costinha, por exemplo. Hoje, o FC Porto continua a ser uma fábrica de bons jogadores. Trabalham imenso na prospecção e na formação e isso dá os seus frutos.

"Com certeza que têm bons jogadores no plantel, mas não nos podemos esquecer que vivemos num quadro económico que nos impede de realizar os nossos sonhos todos. O presidente do FC Porto sabe o que tem. É uma pessoa com 'metier', muita experiência, duro a negociar."

Jorge Valdano, ex-director desportivo do Real Madrid
O Jogo 24/05/2008

"Não me surpreende que uma boa gestão termine a conseguir bons resultados desportivos. É impossível uma equipa competitiva dentro de um clube desorganizado. O FC Porto é o reino da organização e daí para baixo estão os outros."

Sergei Iuran
2/2008 A Bola

"No Dragão há disciplina e rigor. No Benfica não há espírito de união e alguns jogadores só pensam em dinheiro

No FC Porto sente-se o espírito de família. Quando a união é uma realidade no dia-a-dia o sucesso está quase sempre garantido. E aí o FC Porto não dá hipóteses à concorrência

Quando estive nas Antas, o presidente deslocava-se ao balneário inúmeras vezes para falar com os jogadores, incentivando e apoiando ao máximo o plantel.

No dia que cheguei ao Porto, Pinto da Costa disse-me: «neste clube todos trabalham com o objectivo de ganhar e só depois estão autorizados a pensar em dinheiro. Se tens esse espírito, muito bem, és bem-vindo. Tens dois dias para pensar nisso e só depois assinas contrato». É esta a diferença entre FC Porto e Benfica."

Ivic
2/2008 O Jogo

"O FC Porto tem uma estabilidade criada pelo seu presidente. O Benfica já experimentou várias direcções e inúmeros treinadores e isso só tem perturbado a equipa. Os presidentes são como os jogadores e, como Pinto da Costa, não há igual na Europa. Ele sabe escolher os jogadores, formando uma equipa forte, e pegar num simples treinador e fazer dele um técnico de classe mundial. Exemplos não faltam."

Camacho, ex. treinador do Benfica
3/12/2007

Se queremos demonstrar que somos uma grande equipa, temos de procurar uma vitória depois da derrota», afirmou o técnico espanhol, utilizando como exemplo a seguir o FC Porto: «Demonstrou que é uma grande equipa e nós temos de fazer o mesmo.

Kulkov, ex. jogador do FC Porto e Benfica
31/03/2007

"O presidente era e penso que ainda é muito importante para equipa do FC Porto. O FC Porto tem muita sorte em ter Pinto da Costa.

No FC Porto não há grupos. Há disciplina. É uma família desde o presidente aos empregados. Assim se explicam os títulos nacionais, Liga dos Campeões, Taça UEFA... Pelo contrário, no Benfica, quando lá estive, existiam grupos."

Erwin Staudt, presidente do Estugarda
DN, 11/2007

"O FC Porto tem sucesso na Europa. Mas para o conseguir abriu os horizontes, formou talentos e vendeu-os bem. É uma boa forma de trabalhar

No mundo dos negócios, é muito normal olhar para o que os outros fazem bem e aprender com eles. No futebol, porém, fazer isso parece um sinal de fraqueza. Não é. É um sinal de força", defendeu Staudt a propósito do modelo do FC Porto como exemplo a seguir."

Sir Bobby Robson, O Jogo

"Só o FC Porto sobreviveria na Liga inglesa"


Jorge Nuno Pinto da Costa, prometeu e cumpriu!