sábado, 22 de outubro de 2011

Basquetebol * FC Porto 81 - Barcelos 66


2ª. Jornada * Liga Portuguesa Basquetebol

Publicado em fcporto.pt

Dragão Caixa
Assistência: 829 espectadores

Árbitro principal: Nuno Monteiro
Árbitros auxiliares: Paulo Marques e Pedro Maia

FC PORTO (81): Reggie Jackson (5), Digo Correira (9), Carlos Andrade (15), Miguel Miranda (12) e Greg Stempin (20); João Santos (10), José Costa (5), David Gomes (1), Miguel Maria (2), André Boavida (2), Rui Lopes (0), Eduardo Guimarães (0)
Treinador: Moncho López

BARCELOS (66): Carlos Fechas (11), Nuno Oliveira (10), Augusto Matos (21), Pedro Silva (3) e Sergi Brunet (10); Tiago Barreiro (6), João Moreira (5), Ivo Gonçalves (0)
Treinador: José Rodrigues

Ao intervalo: 31-32
Por períodos: 21-12, 10-20, 28-12 e 22-22

Com Carlos Andrade a repetir a distinção de MVP, mas atingindo agora um registo notável, expresso no duplo-duplo de 15 pontos e 17 ressaltos, o campeão nacional somou nova vitória por números expressivos (81-66) e atenuados pela conclusão do encontro com um cinco absolutamente improvável, que permitiu as estreias de Rui Lopes e Eduardo Guimarães na Liga. O Barcelos foi adversário.

O parcial de 9-0 com que os Dragões abriram o jogo parecia prenunciar uma tarde tranquila, num indício que perderia todo e qualquer sentido ao final do segundo período, com o Barcelos a sair em vantagem (31-32) para o intervalo, depois do quarto em que os azuis e brancos experimentaram mais dificuldades no lançamento (10-20).

Com a informação presente de que a equipa de Barcelos obrigara a Ovarense a tempo extra na jornada anterior, a abordagem portista à segunda parte e, em particular, ao terceiro período, revelar-se-ia decisiva, ao ponto de José Rodrigues, o treinador da equipa visitante, se ter referido ao desempenho dos Dragões falando num “massacre” e distinguindo o processo defensivo do opositor.

E foi precisamente no terceiro período, em que os campeões compuseram um parcial de 28-12, que emergiu Carlos Andrade, com uma exibição determinante e certificada pelos 7 pontos marcados e os 8 ressaltos conquistados no penúltimo quarto. No último, após o alargamento da diferença às duas dezenas e já depois de Stempin ter acumulado a quinta falta e ter atingido os 20 pontos, Moncho López promoveu as estreias de Rui Lopes e Eduardo Guimarães, cumprindo os minutos finais com um cinco absolutamente português e extremamente jovem: Miguel Maria, Eduardo Guimarães, Rui Lopes, André Boavida e David Gomes.

Clica para ver resumo da partida. 

Ainda assim, o treinador galego dos Dragões reconheceria, já depois de terminada a partida, as dificuldades impostas pelo Barcelos. “O adversário contrariou muito bem o nosso jogo e fez-nos procurar soluções que só fomos capazes de encontrar na segunda parte”, admitiu Moncho López, que distinguiu na qualidade e na postura do opositor “uma lufada de ar fresco” para o basquetebol português.

# Equipa J V D Pts
FC Porto Ferpinta 2 2 0 4
S.C. Lusitânia EXPERT 2 2 0 4
Ovarense Dolce Vita 2 2 0 4
TerceiraBasketSUSIARTE 2 2 0 4
CAB Madeira 1 1 0 2
Sport Lisboa e Benfica 1 1 0 2
Sampaense Basket 2 0 2 2
Barcelos-H.Terço-Givec 2 0 2 2
Casino Ginásio 2 0 2 2
10º Académica Coimbra 2 0 2 2
11º Barreirense/CEPSA 1 0 1 1
12º VSC 1 0 1 1

No dia 6 de Novembro, o FC Porto desloca-se aos Açores para defrontar o Lusitânia em jogo da 3º. jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol.

Basquetebol * Rob Johnson é reforço

Publicado em fcporto.pt

O norte-americano Rob Johnson já é Dragão. O poste, que na época passada representou o River Andorra, da liga espanhola LEB Prata, assinou contrato válido por um ano com o FC Porto Ferpinta e assumiu, esta quinta-feira, pouco depois de ter assistido ao treino dirigido por Moncho López, a ansiedade de integrar o plantel campeão.

"Espero vencer e poder ajudar a equipa a conquistar o título", disse Johnson, de 30 anos e 2,03 metros, que cumpriu toda a etapa universitária com a camisola dos Oregon Ducks, alinhando ao lado de jogadores que atingiram a NBA, como Luke Ridnour e Luke Jackson.

Defensor notável e ressaltador por excelência, Rob Johnson apresenta um currículo com vasta experiência europeia, tendo já alinhado nas ligas austríaca, sueca, eslovaca, suíça e espanhola e recolhido várias distinções, sobressaindo, na época passada, entre o cinco ideal de estrangeiros da LEB Prata.

Com a camisola do River Andorra, Johnson atingiu máximos de 20 pontos (frente ao Lan Mobel) e 14 ressaltos (em duas ocasiões), desempenhando um papel determinante no percurso da equipa até à final de acesso à LEB Oro, direito que a formação andorrenha perdeu, por um único ponto, para o Mallorca.

Seguro de ter feito uma boa opção, o poste norte-americano disse, ainda, que o perfil do treinador portista pesou na hora de decidir. "Sei que é um óptimo treinador e que é conhecido por ter uma relação muito boa com os jogadores, o que torna tudo muito mais fácil", explicou Rob Johnson, que não espera tratamento especial: "Sou apenas mais um e disponível para ajudar".

Rob Johnson é conhecido também por ter sido o protagonista do filme ‘Bound’. Este documentário retrata a vida de um jovem a viver o último ano de universitário, centrando-se na história de milhares de vedetas do basquetebol da NCAA cujo sonho é atingir o patamar NBA, mas que não conseguem mais do que fazer carreira em campeonatos de diferentes países do Mundo.

Assista ao filme (clica para vizualizar)

Moncho López, ainda não conta com o jogador de 30 anos para o encontro de hoje frente ao Barcelos (15h00), pretendendo fazer uma melhor integração do atleta antes de o estrear. 

Publicado em basketpt.com

Anthony Hill deixa FC Porto e reforça Barreirense

Saído do FC Porto Ferpinta, Anthony Hill não demorou muito tempo a arrajar outro clube em Portugal. O poste norte-americano foi contratado pelo Barreirense Cepsa que assim garante mais um reforço para o seu jogo interior.
Já no fim-de-semana passado, Moncho López tinha demonstrado que o norte-americano estava longe do rendimento esperado pela equipa técnica do FC Porto Ferpinta, dizendo que o atleta teria de trabalhar muito para poder dar um bom contributo aos Campeões Nacionais. "Nunca iremos hipotecar uma competição só para termos um norte-americano a jogar. Se tiver de ficar no banco, vai ficar, desde que isso seja o melhor para a equipa. Terá de trabalhar muito individualmente e colectivamente para melhorar o seu rendimento."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Andebol * Madeira Sad 28 - FC Porto 32

8ª. Jornada * Campeonato Nacional

Publicado no jornal "O Jogo"

O FC Porto foi ao Funchal vencer o Madeira SAD, por 32-28, na partida que encerrou a oitava jornada do Nacional de andebol. Os tricampeões nacionais justificaram o resultado, pois estiveram quase sempre na frente, ampliando no segundo tempo a vantagem de 18-16 que tinham ao intervalo.
Em sentido contrário, o Madeira começou muito mal, nunca conseguiu fechar os caminhos para a sua baliza e pecou pela falta de eficácia em termos ofensivos.
Embalados por Pedro Spínola, mas também por Ricardo Moreira e Tiago Rocha, os dragões não só foram certeiros junto da baliza madeirense como desequilibraram com as suas armas tradicionais: uma defesa intransponível, que ganhava bolas para um contra-ataque mortífero.
Com Ricardo Costa a orientar a equipa devido ao castigo de Obradovic, o FC Porto só por breves momento, no início do segundo tempo, deixou os madeirenses - liderados pelo incansável Hugo Rosário - em vantagem.
Contudo, bastou entrar Alfredo Quintana, soberbo na baliza, para a vitória portista se desenhar outra vez, e sem contestação. Foi uma partida de grande intensidade, e refira-se que já este sábado o campeão recebe o líder, o Águas Santas.

O FC Porto Vitalis, comandado por Ljubomir Obradovic, alinhou e marcou da seguinte forma: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (4), Filipe Mota (4), Tiago Rocha (6), Ricardo Moreira (6), Pedro Spínola (9) e Hugo Santos (1). Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Daymaro Salina, Dario Andrade (1) e Nenad Malencic (1).

Figura
Quintana
Travou 7 metros
Começou como alternativa a Hugo Laurentino, mas depois impôs toda a sua qualidade. Defendeu quatro livres de 7 metros, desequilibrando o jogo, mas fez mais três defesas importantes e decisivas.

Ricardo Costa
"Foi um jogo difícil, mas conseguimos vencer. Estivemos bem no ataque e fomos bem sucedidos em 90% dos lances. Esta vitória é muito importante"




















No dia 22 de Outubro, pelas 18h00, o FC Porto recebe o Águas Santas, em jogo da 9ª. jornada do campeonato nacional.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Andebol * Internacional cubano, Daymaro Salina, reforça tricampeão

O FC Porto anunciou mais um reforço para a sua equipa de Andebol, de seu nome Daymaro Salina, cubano que conhece o também cubano e guarda-redes do FC Porto Alfredo Quintana desde os 15 anos. O novo pivô azul-e-branco tem 2 metros de altura, 103 kg de peso e 58 internacionalizações pela Selecção Cubana. Esteve no Mundial 2009 (na Croácia, assim como Quintana) e já se treina na equipa portuense há alguns dias.

"Aqui o trabalho é mais exigente, há uma grande diferença em relação àquilo a que estava habituado. Mas julgo que tenho trabalhado bem. Sinto-me preparado para fazer um bom trabalho" afirmou Salina. O reforço cubano falou ainda da sua relação com Alfredo Quintana, amigo de infância. "Ele tem-me ajudado muito. Conheço o Quintana desde os 15 anos, quando começámos a jogar. Tem sido muito importante, já me levou a conhecer a cidade, a zona do rio, que já sei que se chama Douro. Deu para ver que o Porto é uma cidade muito bonita, com pessoas simpáticas e amáveis, pelo menos aquelas com quem falei".

O atleta, que já se treinava há alguns dias com o plantel Portista, afirma que a sua nova equipa é "maravilhosa, com muita qualidade e composta por grandes jogadores", e já colocou a fasquia bem alta. "Quero ser campeão. O FC Porto já perdeu dois jogos, mas está tudo em aberto, nada que mude o pensamento e aquilo que quero é ganhar o campeonato". Salina, que já viu um jogo no Dragão Caixa (Porto vs Benfica), considera o pavilhão "muito bonito e com grandes condições de trabalho". Salina veio-se juntar, então, a Tiago Rocha e Ricardo Pesqueira no concurso para o lugar de pivô da equipa do FC Porto.

Empate com sabor a derrota...

Depois de uma segunda linha de luxo,que marcou 8 golos no jogo da taça de Portugal, esta equipa principal do Porto voltou àquilo a que infelizmente nos tem habituado nos últimos jogos: as más exibições!

A verdade é que é penoso escrever um comentário a este jogo. Estávamos todos com esperanças de que o Porto surgisse de energias renovadas após esta paragem. Infelizmente, tal não aconteceu!

Vítor Pereira lançou um onze muito semelhante ao que o ano passado ganhou tantas coisas. Kléber foi o único elemento novo.

O jogo começou mal, com um ritmo demasiado lento, que não conseguia rasgar o muro criado pela equipa do Apoel. Apesar disso, e contra a maré, Hulk marca de livro directo. Mas a vantagem durou pouco mais de 5 minutos. Aílton, com todo o espaço que quis, marcou colocado para o fundo das redes! Uma falha clamorosa da defesa portista que, diga-se de passagem, tem feito prestações consideravelmente más.

Até ao final da primeira parte as oportunidades não foram muitas, Guarín esteve francamente mal, e com ele todo o meio campo. Não conseguiram segurar a bola, nem lançar de forma rápida jogadas de ataque. Aliado a isso, sempre que perdia a bola, o Apoel fazia o seu jogo habitual e fechava-se em copas na defesa, esperando qualquer oportunidade para lançar um contra-ataque.

A segunda parte não trouxe novidades a nível exibicional. O que piorou imenso foi a exibição da equipa de arbitragem, que foi completamente desastrosa, e que foi prejudicando o Porto em vários pontos do jogo.

Com o jogo lento, as únicas oportunidades surgiram através de jogadas individuais, principalmente dos pés de Hulk, que foi o jogador que mais inconformado se mostrou.

Aos 68 minutos, VP decide fazer as primeiras substituições. Tira Fernando e James para a entrada de Belluschi e Varela. A verdade é que a entrada de Belluschi era muito importante, mas nunca para a saída de Fernando. Não se compreende que se desfalque a equipa do seu melhor equilibrador, se faça recuar Moutinho e Guarin, e se deixe Belluschi, um dos médios mais criativos que temos, completamente desapoiado no meio campo. Quanto à saída de James, compreende-se devido ao amarelo que já tinha (embora completamente disparatado). Varela entrou muito bem, e se o Porto conseguiu criar mais pressão no ataque, a ele se deve.

Como sempre acontece nestes jogos de péssima exibição, as oportunidades mais flagrantes surgem apenas quando já não há tempo para grandes coisas: no final do jogo. Hulk foi o jogador mais rematador, o mais inconformado, aquele que individualmente mais tentou. Mas não chegou para que o resultado fosse outro.

Dragão Azul TV



O jogo fica claramente marcado por um ritmo demasiado lento e previsível. Mais uma vez Vítor Pereira tomou algumas decisões que ajudaram a condicionar a exibição azul e branca. O Apoel defendeu de forma cerrada, mas o ataque portista mostrou-se incapaz de lidar com a situação. Esta intranquilidade levou a que oito jogadores portistas saíssem do jogo amarelados.

Pela negativa destaco Guarín, cuja exibição foi muito abaixo do esperado. Pela positiva a entrada determinada de Varela.

Este jogo deixa muito que pensar... O ataque portista é previsível, as movimentações são sempre as mesmas, não há velocidade no jogo, o meio-campo tem-se mostrado incapaz de segurar a bola e a defesa tem estado desatenta.

Há muito para melhorar nesta fase. Foi um empate com sabor a derrota... Esperemos que seja tomada uma atitude, e que haja mais motivação na equipa... Receio que tenham adormecido à sombra das conquistas do ano passado...

As contas ficam mais difíceis! O Porto vê-se obrigado a ganhar os próximos jogos para garantir a passagem aos oitavos de finais. Vejamos a reacção da equipa já no próximo jogo para o campeonato, frente ao Nacional...

Saudações (desanimadas) portistas,
Carla Correia

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Esqueçer Zenit com os olhos no primeiro lugar

Voltam as emoções da Champions ao Dragão. Depois de uma entrada vitoriosa nesta edição da Champions e de uma exibição no segundo jogo, do pior que se viu nos últimos anos, o FC Porto tem amanhã uma oportunidade clara de mostrar à Europa porque foi no ano passado vencedor da Liga Europa.

Fruto de uma série de empates e de uma surpresa chamada APOEL, as contas deste grupo estão equilibradas e deverão permanecer nos próximos 2 jogos, onde claramente irá definir-se os candidatos à apurarem-se para a próxima fase.

Os dois principais candidatos, à partida para esta fase de grupos, irão defrontar-se nas próximas duas jornadas, razão pela qual, os dois próximos jogos do FC Porto, sobretudo depois do jogo com o Zenit, são de extrema importância sendo necessário a vitória em ambos para que o FC Porto se posicione de forma clara como forte candidato ao primeiro lugar e à passagem à próxima eliminatória.

Ultrapassada, aparentemente, que está a fase aguda de más exibições e maus resultados, o FC Porto, não só voltou a praticar um futebol mais consistente e com índices físicos mais capazes, como também vê o seu grupo de trabalho reforçado com a integração de muitos jogadores que estavam limitados fisicamente e sobrecarregados com jogos.

Estão então reunidas as condições para que o FC Porto cumpra já amanhã o objectivo da vitória que até lhe poderá dar o primeiro lugar do grupo.

O adversário de amanhã tem sido uma das surpresas deste grupo e desta fase de grupos da Champions. Com uma vitória caseira, tendo dado a reviravolta ao resultado, frente ao Zenit e um empate na Ucrania, o APOEL surge no Dragão em primeiro lugar no grupo. Mas isto não é novidade para o FC Porto, até porque recentemente defrontou este mesmo adversário tendo tido muitas dificuldades em vencer os jogos. No Dragão venceu por 2-1 e em Chipre por 1-0, isto na ultima edição da Champions, em 2009. Curiosamente na mesma fase de grupos, ou seja, 3º e 4º jogo do grupo que contava com Atlético de Madrid e Chelsea.

Ainda que o FC Porto seja claramente favorito, é necessário um FC Porto bem mais forte dos últimos jogos na Champions este ano. Terá que ser um FC Porto dominador e asfixiante capaz de não permitir que o adversário jogue o seu jogo.

Vítor Pereira tem razões para sorrir. Apenas Fucile está impedido de dar o contributo à equipa, mas nem por isso, o FC Porto terá razões para não estar ao seu melhor nível, até porque Sapunaru regressou à competição.
De regresso está Guarin depois de ter cumprido nos primeiros 2 jogos da Champions o castigo que veio do jogo da Supertaça com o Barcelona. Mais uma mais-valia para Vítor Pereira.

Quem está de regresso às convocatórias é Kléber que assim volta a ser opção depois de uma lesão que veio na pior altura.

De fora e inscritos na Champions ficaram Maicon e Cristian Rodriguez. No caso do defesa, é a rotação que Vítor Pereira entende para o grupo, no caso do extremo, tal como no jogo da taça, pode significar algo mais do que a rotação, isto se não tivermos a falar de problemas físicos.

Lista de convocados: Helton, Alvaro Pereira, Guarín, Belluschi, João Moutinho, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Sapunaru, Mangala, Souza, Fernando, Otamendi, Bracali e Defour.

Vítor Pereira não deverá alterar o esquema de jogo até porque tem sido assim e não será no Dragão que alguma vez o fará. Quanto ao onze inicial, serão vários os regressos, a começar por Sapunaru e Kléber. Quanto aos restantes, serão os habituais dos últimos jogos, se bem que resta a dúvida de quem ocupará a posição do meio campo, junto de Fernando e Moutinho.

Guarin esteve ao serviço da selecção e longe da preparação da equipa nos últimos dias. Belluschi, que esteve sempre inserido no grupo, foi um dos melhores no jogo da taça e estamos a falar de um jogo que será necessário criatividade e mais apetência atacante, deverá a escolhar recair por Belluschi.

Equipa provável: Helton, Sapunaru, Alvaro Pereira, Otamendi e Rolando, Fernando, Belluschi e Moutinho, Hulk, James e Kléber.



O FC Porto iniciou no passado sábado mais um ciclo de jogos consecutivos que antecede mais uma paragem nas competições. Depois de uma fase menos boa é fundamental terminar este ciclo 100% vitorioso ciclo que terá nos dois jogos frente ao APOEL e os 3 jogos para a Liga como fundamentais para consolidar de vez este FC Porto e arrancar em definitivo para a descolagem dos adversários directos.

Há quase 1 mês que o FC Porto não joga no Dragão pelo que são esperados muitos adeptos amanhã para apoiar a equipa e ajudar nas dificuldades que irão surgir.

O jogo está marcado para as 19:45 e terá transmissão na Sporttv.

Força Porto.
Ricardo Jorge

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Basquetebol * FC Porto 95 - Académica 76

1ª. Jornada * Liga Portuguesa Basquetebol

Dragão Caixa
Assistência: 1.027 espectadores

Árbitro principal: Fernando Rocha
Árbitros assistentes: Nelson Guimarães e Pedro Costa

FC PORTO FERPINTA (95): Reggie Jackson (13), Carlos Andrade (25), João Santos (11), Miguel Miranda (15) e Greg Stempin (10); Miguel Maria (0), David Gomes (0), Nuno Marçal (12), Diogo Correia (4), André Boavida (2)
Treinador: Moncho López

ACADÉMICA (76): Miguel Barroca (11), Richard Oruche (16), Fernando Sousa (8), William Galick (4) e Dillion Sneed (23); Diogo Simões (11), Marco Gonçalves (2), Bruno Costa (0), Arnett Hallman (1)
Treinador: Luís Santarino

Ao intervalo: 48-49
Por períodos: 23-23, 25-26, 19-15 e 28-12

Publicado em fcporto.pt

Um último período soberbo, expresso no parcial de 28-12, foi desempenho de sobra para que os Dragões derrotassem (95-76), logo à primeira jornada, o adversário responsável pelo única derrota da fase regular da época passada. Com Stempin brilhante a defender e Andrade a somar 10 pontos no quarto decisivo, a Académica não pode mais manter o equilíbrio que havia marcado o jogo até então.

Com uma exibição determinada, em especial nos últimos 10 minutos, Carlos Andrade distinguir-se-ia como o MVP da partida, disputada a grande velocidade e com trocas frequentes na liderança do marcador. Absolutamente eficaz na linha de lances livres, como comprovam os 10 lançamentos convertidos em outras tantas tentavas, o internacional português acumulou 25 pontos e 6 ressaltos.

Numa equipa em que seis jogadores atingiram pontuações de dois dígitos (condição cumprida por todos os elementos do cinco inicial), o treinador Moncho López destacaria, já na sala de imprensa, o norte-americano Greg Stempin, que compôs um duplo-duplo de 10 pontos e 13 ressaltos, depois de sacrificado numa adaptação estratégica que comprometeu o seu registo finalizador, mas permitiu travar a marcha do poderoso Dillion Sneed, que mantinha a Académica em jogo.

Figura
Carlos Andrade
Determinante e eficaz no ataque
Carlos Andrade esteve em grande destaque na vitória de ontem, sobretudo no quarto período onde somou dez pontos. O extremo foi eficaz na linha de lance livre ao marcar dez em outras tantas tentativas e acabou por ser o jogador mais valioso da partida ao contabilizar 25 pontos, seis ressaltos e duas assistências.

“O Stempin fez um óptimo trabalho defensivo na segunda parte”, observou o treinador galego. “Apesar de se debater com um problema físico, demonstrou que não está cá só para marcar 20 pontos por jogo, mas também para defender com muita entrega e atitude quando as circunstâncias assim exigem”. O técnico dos Dragões, que falou, mais adiante, sobre um “jogo bastante equilibrado até aos momentos finais” e se referiu à Académica como “uma grande equipa”, abriu a conferência apontando algumas críticas à própria equipa e revelando surpresa para com a atitude inicial dos seus jogadores.

“Não estava à espera que simplesmente não defendêssemos na primeira parte”, lamentou Moncho. “E logo no primeiro jogo diante dos nossos adeptos”, continuou. “Começámos a jogar de smoking, quando deveríamos ter começado de fato de treino”, concluiu, com a ajuda de uma imagem que não quis beliscar “a qualidade revelada” pelo adversário.

Clica para ver resumo da partida.

# Equipa J V D FC PM PS Dif Pontos
TerceiraBasketSUSIARTE 2 2 0 0 156 148 8 4
CAB Madeira 1 1 0 0 90 63 27 2
Sport Lisboa e Benfica 1 1 0 0 83 62 21 2
FC Porto Ferpinta 1 1 0 0 95 76 19 2
S.C. Lusitânia EXPERT 1 1 0 0 61 56 5 2
Ovarense Dolce Vita 1 1 0 0 105 103 2 2
Sampaense Basket 2 0 2 0 140 148 -8 2
Barcelos Hotel Terço 1 0 1 0 103 105 -2 1
Casino Ginásio 1 0 1 0 64 69 -5 1
10º Académica Coimbra 1 0 1 0 76 95 -19 1
11º Barreirense/CEPSA 1 0 1 0 62 83 -21 1
12º VSC 1 0 1 0 63 90 -27 1

No dia 22 de Outubro, o FC Porto recebe o Basquete Clube de Barcelos em jogo da 2º. jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol.

domingo, 16 de outubro de 2011

2ª linha de muita qualidade

O FC Porto carimbou a passagem para a próxima eliminatória depois de uma vitória expressiva e ajustada face ao valor das duas equipas.

Tal como era esperado o FC Porto apresentou-se para este jogo com um conjunto de jogadores que não fazem, habitualmente, parte das primeiras escolhas. Oportunidade para algumas estreias logo a titulares, Bracali, Alex Sandro e Iturbe mereceram a confiança de Vítor Pereira e demonstraram que estão em condições para jogar, ainda que a falta de ritmo tenha sido evidente. Mais tarde Kadu bateu o recorde do jogador mais novo a jogar a nível oficial na primeira equipa do FC Porto.

Num terreno que o FC Porto não está nada habituado, este foi sem dúvida o grande obstáculo que a equipa teve neste jogo. Foi evidente como a bola travava nos passes longos e foi igualmente evidente o levantar do pé de muitos jogadores com algum receio de contraírem lesões. E assim se passou os primeiros minutos de jogo, com muito jogo a meio campo e poucas oportunidades de golo.

Quando Belluschi e Defour começaram a pegar no jogo a meio campo, as oportunidades começaram a surgir e consequentemente os golos, o primeiro marcado por Defour, numa boa triangulação com Walter. A partir daqui o adversário acabou por sucumbir ao sonho de adiar o primeiro golo do FC Porto e foi com naturalidade, ainda que a um ritmo muito baixo, que Walter surgiu a finalizar boas jogadas de ataque e ainda Djalma a fazer o gosto ao pé, pela primeira vez com a camisola do FC Porto.

Pelo meio, foi possível ver a aptidão atacante de Alex Sandro, demonstrou uma boa técnica e capacidade de ir linha cruzar e claro, Iturbe, que nas poucas intervenções que teve, demonstrou uma classe bem acima da média, quer no passe, quer na forma como contornava os adversários. Ainda algo inadaptado às dinâmicas da equipa e sobretudo a este tipo de terreno, teve oportunidade de deixar a sua marca ao desmarcar de forma perfeita Djalma para um dos golos da primeira parte. Pena o lance da lesão que o inabilitou para jogar mais tempo, mas já deu para perceber que temos reforço, sobretudo se tiver maior liberdade atacante, tal como James e Hulk têm, e não tanto agarrado a uma das linhas.

Aliás, imaginar um trio atacante com Hulk, James e Iturbe e como imaginar um tridente explosivo do ponto de vista da finalização e dos desequilíbrios. Para quando…

Na segunda parte e já com 5 golos de vantagem o ritmo continuou lento, como se esperava, mas nem isso fez com que o FC Porto não tivesse a vontade e não fosse à procura de mais.

Varela entrou ao intervalo para o lugar de Iturbe lesionado e mais tarde, Cristian Rodriguez entrou para o lugar de Djalma, depois de este último ter facturado novamente. Vítor Pereira refrescou assim o ataque e foi com alguma naturalidade que se marcaram mais 3 golos.

Na fase final o adversário esteve mais perto da área portista, mas não conseguiu o seu tento de honra, naquele que foi o jogo mais importante da história deste clube, e provavelmente, ficará assim para todo o sempre.
A equipa esteve a um bom nível, não se podia exigir muito mais face às inúmeras alterações introduzidas por Vítor Pereira, mas a destacar um jogador, claramente, Walter, que demonstrou que têm uma eficácia tremenda na finalização face ao tempo de jogo. Tal como em Coimbra, foi determinante e teve mais um momento para fortalecer a confiança e poder mostrar que é definitivamente uma opção a ter em conta.

Dragão Azul TV



Registar, ainda que temesse que acontecesse, o excelente e tranquilo ambiente em Sintra e no complexo onde decorreu o jogo. Foi possível observar adeptos do FC Porto misturados com os da equipa da casa e tudo decorreu dentro de um grande desportivismo, elogiado e realçado pelo Presidente Pinto da Costa.

Numa nota pessoal, não estive presente no campo por receio de problemas com pessoas externas ao jogo, mas felizmente tudo correu bem e perdi sem dúvida uma tarde muito agradável de futebol, à moda antiga, onde público estava em pé mesmo atrás da baliza.

Uma nota menos positiva para a organização do jogo pois colocaram blocos de cimento junto a uma das linhas finais que felizmente não causou qualquer dano, mas que ainda assim, não deveriam estar naquela zona.
Fim de festa. O FC Porto passou a eliminatória e o Pêro Pinheiro teve uma tarde memorável, para nunca mais esquecer.

Tempo agora para preparar o próximo jogo que é de extrema importância para o FC Porto alcançar novamente o primeiro lugar da Champions e retomar o caminho das vitórias e das boas exibições.

Força Porto.
Ricardo Jorge

sábado, 15 de outubro de 2011

Hóquei em Patins * FC Porto conquista 18ª. Supertaça

Publicado no jornal "O Jogo"

O FC Porto, que vem de uma década contada por títulos sob a direcção de Franklim Pais, venceu (4-1) a Supertaça António Livramento, troféu que conquistou pela 18ª vez e que se traduziu na primeira vitória oficial de Tó Neves como treinador dos dragões.
A vítima foi a Oliveirense, equipa que Tó Neves orientou durante oito anos, e que tinha batido o FC Porto na Taça de Portugal.

Desta vez, com José Querido a liderar, a Oliveirense, que recebeu o campeão André Azevedo e o melhor marcador do campeonato Vítor Hugo, a par de Tiago Ferraz e Ricardo Ramos, não foi capaz de travar um FC Porto determinado a superar qualquer obstáculo e que vai somando recordes.

Mesmo com Filipe Santos a recuperar de uma pequena lesão, o decacampeão, que regista dois regressos (Caio e Nélson Pereira) e um novo reforço (Tiago Santos) entrou organizado, dando liberdade aos jogadores mais criativos, como Pedro Gil, quebrou a defesa adversária e explorou bem os pontos fracos da Oliveirense. Na segunda parte falhou três livres directos - mérito de Domingos Pinho - e não aproveitou da melhor forma o power-play, mas soube gerir o jogo com tranquilidade.

A Oliveirense também viu Edo Bosch defender três livres directos, mas apesar das tentativas de reagir à desvantagem, que ainda resultaram no golo de Vítor Hugo - situação de dois para um, assistido por Tó Silva -, a equipa de José Querido pecou na finalização. Ao falhar demasiadas oportunidades acabou por deixar mais à vontade o FC Porto, que assim recuperou um troféu perdido na 28ª edição para o Benfica.



Figura
Caio
Regresso promissor
Num jogo em que a organização colectiva prevaleceu, Caio acabou por deixar a sua marca no regresso ao Dragão. Inaugurou o marcador, após um roubo de bola, e disparou certeiro da meia-distância.

Tó Neves "Estes jogadores têm muito carácter"
O sucessor de Franklim Pais no comando técnico do FC Porto, Tó Neves, disse que "a primeira parte do jogo teve um ritmo intenso, o qual a equipa não conseguiu manter durante o jogo todo", mas sublinhou que "a vantagem foi bem gerida".
O novo treinador dos dragões também não teve dúvidas que os seus jogadores "provaram o favoritismo" e deles disse serem "dedicados, empenhados" e terem "muito carácter". No regresso a um clube em que muitos títulos ganhou como jogador, Tó Neves preferiu desvalorizar a sua primeira vitória no clube do coração, mas, desta vez, como treinador: "Vai ficar na memória, mas mais importante é o brio com que têm trabalhado os meus jogadores, apesar das dificuldades que têm aparecido no dia-a-dia. Estão habituados a ganhar, sabem o sabor da vitória e querem saboreá-la muitas vezes."
 
No próximo sábado arranca o campeonato, com FC Porto e Oliveirense a defrontarem dois recém-promovidos: Paço de Arcos e Riba d'Ave.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Olha o miúdo!

Está de volta a festa da taça. Quis o sorteio que o FC Porto defrontasse o quase desconhecido Pêro Pinheiro, nesta primeira eliminatória já com equipas da primeira divisão.

Taça é magia e por vezes existem uns truques que não se conseguem explicar. O FC Porto, na sua história, já teve alguns amargos de boca nesta competição e amanhã, apesar de defrontar um adversário desconhecido irá ter um conjunto de dificuldades que terão que ser ultrapassadas com muita concentração.

No campo com lotação limitada a 2000 pessoas, num campo sintético onde alguns jogadores já se lesionaram gravemente, o FC Porto terá certamente um ambiente muito diferente do que aquilo que está habituado.

Esta pausa, ao contrário do que é habitual veio na melhor altura. Depois de 3 jogos sem ganhar, 2 para o campeonato e 1 para a Champions, o FC Porto voltou às vitórias frente à Académica, mas ainda denotou algumas dificuldades na forma de jogar e na dinâmica entre sectores.

Vítor Pereira prometeu e espero que tenha tido nestes dias sem competição a devida correcção junto do grupo, ainda que reduzido.

Para o jogo de amanhã Vítor Pereira acabou por dar prioridade ao descanso de alguns atletas que têm estado mais sobrecarregados de jogos, quer do FC Porto quer das selecções. Para além de Helton, claramente por opção, Vítor Pereira deixou de fora Alvaro Pereira, Guarin, Moutinho, Hulk e Otamendi.

Por outro lado é de saudar a primeira chamada de Iturbe e Alex Sandro. No caso de Alex Sandro, finalmente a recuperação terminou e será mais uma opção para a defesa no futuro. No caso de Iturbe, não eram problemas físicos que o afastavam, e curiosamente, nas ultimas semanas foi tema de conversa da comunicação social, da equipa técnica, do jogador e do seu empresário, como se antevendo a sua estreia no jogo de amanhã.

Ainda que não concorde com tanto tempo de ausência, tendo ficado no ar inúmeras especulações pela ausência de explicações, é tempo agora de esperar para ver este prodígio a jogar com a camisola do FC Porto. Se este é o jogo ideal? Penso que não, penso que Iturbe, e jovens com este valor, deveriam ser lançados em qualquer jogo, mas agora percebe-se que a SAD entendeu que a estreia deveria ser na Taça de Portugal, tal como aconteceu com James.

De saudar o regresso de Sapunaru, teve quase 1 mês parado e do jovem guarda redes Kadu, que forma com Bracali as opções para a baliza.

Lista de convocados: Maicon, Belluschi, Cristian Rodríguez, Fucile, Rolando, Varela, Walter, James, Djalma, Sapunaru, Mangala, Souza, Fernando, Alex Sandro, Iturbe, Bracali, Defour e Kadú.

Apesar das ausências por opção, Vítor Pereira tem um conjunto de jogadores que lhes dá todas as garantias para atingir o objectivo, que passa pela vitória e pela passagem à próxima fase.

Não é muito previsível que Vítor Pereira integre Iturbe e Alex Sandro na primeira equipa, tal como Rolando, James e Fernando também deverão ficar fora do onze inicial, por terem jogado pelas selecções e no cado de Fernando, por ter sido aposta sucessiva nos últimos jogos.

Equipa provável: Bracali, Sapunaru, Fucile, Maicon e Mangala, Souza, Defour e Belluschi, Cristian Rodriguez, Djalma e Walter.

Oportunidade de ver algumas estreias no FC Porto com especial destaque para Iturbe, o tal miudo que ainda jogava no campeonato do Paraguai e já era apelidada de o novo Messi.



Mas o mais importante é e será a vitória do FC Porto. O ano passado esta equipa fez história nesta competição ao ganhá-la pela terceira vez consecutiva. Este é mais um objectivo do FC Porto para esta época pelo que, face aos últimos jogos, é com expectativa que todos os portistas aguardam o regresso da equipa aos jogos oficiais.



O jogo está marcado para as 15:00 e terá transmissão na Sporttv. Pena que o jogo seja no campo sintético junto ao Ramalhão, pois muitos Portistas do sul sobretudo da zona de Lisboa não terão oportunidade de apoiar a equipa amanhã.

Força Porto.
Ricardo Jorge

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Basquetebol * FC Porto perde Troféu António Pratas

Publicado em fcporto.pt

Pavilhão Municipal de Vagos

FC PORTO FERPINTA (63): Reggie Jackson (10), Carlos Andrade (7), João Santos (7), Miguel Miranda (10) e Greg Stempin (13); José Costa (2), David Gomes (2), Anthony Hill (4), Miguel Maria (8), Nuno Marçal (0), Diogo Correia (0)
Treinador: Moncho López

BENFICA (65): Miguel Minhava (11), Ted Scott (17), Sérgio Ramos (6), Seth Doliboa (8) e Elvis Évora (9); Heshimu Evans (11), Fred Gentry (3) e Diogo Carreira (0)
Treinador: Carlos Lisboa

Ao intervalo: 37-31
Por períodos: 21-16, 16-15, 17-12 e 9-22

Dois pontos (63-65) foram margem suficiente para negar o segundo título portista em apenas quatro dias. Depois da vitória na Supertaça, os campeões nacionais, que concluíram em Vagos uma sequência alucinante de cinco jogos em nove dias, perderam, com surpresa, a final do Troféu António Pratas frente ao Benfica, depois de terem entrado no último período com uma vantagem de 11 pontos.

Uma abordagem desconcertante do último quarto e, em particular, dos seus primeiros minutos, em que o FC Porto Ferpinta permitiu um parcial desfavorável de 0-10, revelar-se-ia decisiva e irreparável para o desfecho de um jogo que os azuis e brancos dominaram até então.

Erros próprios e umas quantas decisões duvidosas do trio de arbitragem liderado por Luís Lopes, que resultaram ainda numa falta técnica averbada a Moncho López, culminaram numa derrota que Miguel Miranda quase evitou nos segundos finais, na tentativa de conversão de um triplo que daria a vitória aos Dragões.

Greg Stempin foi o melhor marcador dos portistas, com 13 pontos, seguido por Miguel Miranda e Reggie Jackson, ambos com 10.

O treinador do FC Porto, Moncho Lopez, lamentou a derrota diante do Benfica na final do troféu António Pratas.

«Queria começar por dar uma palavra aos adeptos que nos acompanharam. Fizemos um excelente trabalho ofensivo, mas perdemos o jogo no ataque, sobretudo porque foi decisivo o quarto período», frisou o técnico portista, que, apesar do desaire, admitiu tirar ilações positivas: «Fizemos muitas coisas boas, mas temos muitas coisas a retirar. Demonstrámos grande capacidade de ataque e grande domínio.»

«Se tivesse mais tempo de trabalho e treino, tiraria outras conclusões», rematou.

sábado, 8 de outubro de 2011

Basquetebol * FC Porto na final do Troféu António Pratas

Pavilhão Municipal de Vagos

Sob a arbitragem de: Carlos Santos, Pedro Coelho e Pedro Rodrigues (todos de Lisboa).

FC Porto: Reginald Jackson (9), Diogo Correia (1), Gregory Stempin (17), João Santos (6) e Miguel Miranda (6).
Jogaram ainda: Miguel Cardoso (2), José Costa (2), Nuno Marçal (9), Carlos Andrade (14), André Boavida, David Gomes (6) e Anthony Hill.

Ovarense: Nuno Manarte (9), Cristóvão Cordeiro (9), Fernando Neves (8), Mário Gonçalves (1) e Austen Powers (16). 
Jogaram ainda: José Barbosa (2), André Pinto (11), Nuno Morais, Pedro Costa e James Crowder (4).

Parciais: 17-16; 13-13, 18-14; 24-17

O FC Porto venceu este sábado a Ovarense por 72-60, nas meias-finais do troféu António Pratas de basquetebol, e é o primeiro finalista da competição, a decorrer no Pavilhão Municipal de Vagos.

O equilíbrio marcou todo o encontro, com os actuais campeões nacionais a encontrarem muitas dificuldades para bater o conjunto de Ovar, que vendeu cara a derrota, com um jogo bastante aguerrido.

O primeiro período foi muito intenso na disputa de bola, mas a equipa de Moncho Lopéz esteve sempre à frente do marcador, terminando com uma vantagem frágil de 17-16.

No arranque para o segundo período, os atletas vareiros esboçaram uma reacção e conseguiram até passar para a frente do marcador, mas não confirmaram a reviravolta, graças sobretudo a algum desacerto na concretização (30-29).

A formação portista evidenciou-se pela eficácia ao nível ofensivo, enquanto a equipa de Mário Leite falhou nos lançamentos de três pontos, não conseguindo acertar nenhuma das 12 tentativas.

Após o intervalo, o FC Porto entrou mais concentrado e alcançou a maior vantagem no jogo, mas os jogadores de Ovar não desistiram e conseguiram responder, encerrando o terceiro período com 48-43.

No último parcial, a lucidez portista foi mais evidente e valeu-lhe um passaporte para a final do troféu, num embate muito disputado e fisicamente muito exigente.

O jogador mais valioso da partida foi o norte-americano do FC Porto Gregory Stempin, que marcou 17 pontos.

No final, o técnico vencedor, Moncho Lopéz, destacou a "capacidade da equipa manter a fasquia elevada até final" e elogiou o adversário, sublinhando que é um conjunto "muito bem orientado e posicionado em campo".

Com a presença na final do Troféu António Pratas, do qual o FC Porto Ferpinta é detentor, Moncho López, que já venceu todas as cinco provas do calendário nacional em cerca de dois anos de competição, ameaça somar o seu sexto título no espaço temporal de um ano, oito meses e nove dias, numa sequência iniciada com a vitória na Taça Federação “Hugo dos Santos”, a 31 de Janeiro de 2010.

Na segunda semifinal do dia, que ditou o nome do adversário dos campeões nacionais, o Benfica afastou o Lusitânia dos Açores.

Andebol * Sporting 26 - FC Porto 24

7ª. Jornada * Campeonato Nacional


Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

Assistência: cerca de 800 espectadores.

Árbitros: Duarte Santos e Ricardo Fonseca, da Madeira.

Sporting: Hugo Figueira (gr), Bruno Moreira (5), Rui Silva (3), Ricardo Dias (2), João Pinto (3), Hugo Rocha (1) e Fábio Magalhães (3).

Jogaram ainda: Pedro Portela, Pedro Solha (3), Ricardo Correia, João Paulo Pinto e Daniel Muresan (6).

FC Porto: Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (4), Ricardo Costa (1), Filipe Mota (2), Pedro Spínola (4), Tiago Rocha e Ricardo Moreira (10).

Jogaram ainda: Alfredo Quintana (gr), Ricardo Pesqueira, Nenad Malencic (2) e Hugo Santos (1).

Ao intervalo: 14-12.

Publicado em fcporto.pt

O FC Porto Vitalis perdeu este sábado no terreno do Sporting (26-24), em encontro da sétima jornada do Andebol 1. Os Dragões enfrentaram muitas dificuldades e várias situações de inferioridade numérica, mas fizeram uma excelente recuperação na segunda parte, com Quintana a enviar uma bola à barra no último minuto, que daria o empate aos portistas.

Os azuis e brancos viram-se privados de três jogadores importantes, por lesão: Wilson Davyes, Dario Andrade e Eduardo Filipe. Vasco Santos e Duarte Carregueiro, dois juniores, estiveram por isso no banco. O Sporting entrou melhor no jogo, tendo conseguido uma vantagem de cinco golos aos 13 minutos.

Durante dois minutos, no final do primeiro tempo, o FC Porto teve apenas quatro jogadores em campo, mercê de três sanções de dois minutos, duas delas para Ricardo Moreira. O treinador Obradovic viria ainda a ser expulso. Porém, os azuis e brancos conseguiram um empate neste parcial, chegando ao intervalo a perder por 14-12. No último segundo, Tiago Rocha seria excluído por dois minutos, obrigando os Dragões a entrar na segunda parte com cinco jogadores.

Os lisboetas aproveitaram esse facto para voltar a ganhar vantagem, registando-se um resultado de 20-14 aos 44 minutos. A partir daí, o FC Porto recuperou de forma espectacular, com Melancic e Ricardo Moreira em grande plano. Sem nunca conseguir chegar ao empate, os Dragões entraram no último minuto a perder por apenas um tento (25-24). Quintana esteve quase a conseguir o empate, a 45 segundos do final: o seu remate, de baliza a baliza, embateu na trave. Já não houve tempo para mais: num encontro com decisões discutíveis da equipa de arbitragem, o FC Porto perdeu de forma inglória, mas deixou tudo em campo.

Clica para visualizar resumo da partida. 



















No dia 15 de Outubro, o FC Porto desloca-se à Madeira, para defrontar o Madeira SAD, pelas 17h00, em jogo da 8ª. jornada do campeonato nacional.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FC Porto conquista Supertaça de Basquetebol

Pavilhão Municipal de Vagos


FC PORTO FERPINTA (76): Reggie Jackson (6), Carlos Andrade (11), João Santos (5), Miguel Miranda (16) e Greg Stempin (20); Diogo Correira (5), André Boavida (0), David Gomes (2), Anthony Hill (2), Miguel Maria (1), José Costa (8), Nuno Marçal (0)
Treinador: Moncho López

CAB MADEIRA (62): Austin Kenon (13), Jaime Silva (15), Jarvis Gunter (6), Shawn Jackson (11) e Jorge Coelho (7); Jorge Freitas (0), Mário Fernandes (8), João Ferreirinho (0), Barry Shetzer (2)
Treinador: João Freitas

Ao intervalo: 35-24
Por períodos: 20-15, 15-9, 20-20 e 21-18

O FC Porto conquistou nesta quarta-feira a Supertaça de basquetebol, ao derrotar em Vagos o CAB Madeira por 76-62.

É a quinta vez que o clube portista, actual campeão nacional, arrecada o troféu, que lhe fugia já desde a época 2003/2004.

Foi um encontro em que os actuais campeões nacionais confirmaram todo o seu favoritismo. No primeiro período ainda houve algum equilíbrio, com o CAB a conseguir estar na frente em algumas ocasiões.

Mas os homens de Moncho López conseguiram chegar ao fim do parcial já com cinco pontos de vantagem (20-15), que aumentaram para 11 (35-24) ao intervalo, uma diferença que se manteve no final do terceiro período (55-44).

Os dragões beneficiaram, e muito, com as prestações de Gregory Stempin e Miguel Miranda. O internacional português foi eleito MVP da partida e assinou um duplo-duplo, com 16 pontos (3 em 5 em triplos) e 10 ressaltos. Já o extremo norte-americano anotou 20 pontos e conquistou 13 ressaltos - saiu prejudicado nesta luta pelo "título" de melhor em campo devido às 4 perdas de bola.

Entre a formação madeirense, Jaime Silva foi o melhor com 15 pontos (4 em 9 de longa distância) e 5 ressaltos.

Os portistas só tiveram de gerir a vantagem nos últimos dez minutos, conquistando com facilidade o primeiro troféu da temporada.

No final da partida, já depois de ter tocado o quinto troféu conquistado em pouco mais de dois anos (Taça da Liga, Taça de Portugal, Troféu António Pratas, Campeonato da Liga e Supertaça), Moncho López fez questão de alargar o êxito e o mérito ao plantel que dirige e, inclusive, à formação portista. 
“Este grupo de trabalho já tem todas as provas nacionais conquistadas, mas a verdade é que estamos no FC Porto, o que transforma esse feito em algo normal”, observou o técnico galego, que acrescentou: “É um prémio que dedico também aos treinadores da formação, porque hoje tive a oportunidade de colocar o Miguel Maria a jogar e isso também é fruto do trabalho deles”.

Miguel Miranda, o MVP da partida, sublinhou a importância de “começar a ganhar”, facto capaz de “transmitir ainda mais motivação para o trabalho diário”, até porque, conforme reconhece o extremo/poste, “era importante conquistar o primeiro objectivo da época”.


Este está a ser um ano inesquecível para José Costa, que, meses depois, de se sagrar pela primeira vez campeão nacional, juntou a Supertaça ao currículo. Na análise ao encontro, o veterano de 37 anos elogiou o ritmo com que o FC Porto entrou na partida. "O CAB é uma das melhores equipas nacionais, com jogadores de qualidade. Tivemos um ritmo muito forte. No quarto período eles estavam muito mais cansados do que nós. Para começo de época, o ritmo que impusemos foi muito bom". José Costa defendeu ainda que este triunfo pode ser um bom prenúncio para a revalidação do título: "Não sou supersticioso, mas no ano passado começámos a vencer com a conquista do Troféu António Pratas e acabámos campeões. Se a história se repetir, é muito bom sinal".

domingo, 2 de outubro de 2011

90 Minutos com nota positiva

Com pressão ou sem pressão o FC Porto saiu de Coimbra com nota positiva e mais importante, do ponto de vista psicológico, com a manutenção do 1º lugar no campeonato, claro, que para o Jornal Record, esse continua ocupado desde a semana passada pelo clube do regime.

Vítor Pereira manteve o esquema habitual e apostou, finalmente, em Walter. E a aposta até correu bastante bem. O jogador começou algo apático, tal como a restantes equipa, mas aos poucos começou a surgir em acção.

Não foi sem dúvida um grande jogo do FC Porto. Lento muito lento, com excepção de alguns contra ataques bem delineados, lento nas transições, sem grande dinâmica, mas uma equipa bastante concentrada e a jogar sempre no passo certo.

A Académica também contribuiu para alguma monotonia, uma equipa claramente à espreita do contra-ataque e o FC Porto perante este cenário manteve um ritmo lento como que chamando o adversário para subir no terreno.

Mas com o decorrer do jogo o FC Porto claramente assumiu o jogo e acabou por chegar ao intervalo a ganhar por 2 golos de diferença, em tantas outras boas oportunidades. Hoje, o FC Porto esteve muito eficaz se bem que a qualidade do primeiro golo e a tranquilidade que James teve no segundo demonstrou em campo um FC Porto alheio da suposta crise que se falou durante a semana.

A chamada de Guarin à equipa permitiu ao meio campo ter mais força e mais agressividade o que fez com que o FC Porto tivesse muita posse de bola no meio campo.

Na segunda parte e já com uma vantagem tranquila, o FC Porto fez aquilo que não fez nos últimos jogos, que foi continuar com o mesmo ritmo de jogo, ainda que lento, mas claramente à procura de mais golos. Com o jogo na véspera do outro rival o FC Porto precisava de sair de Coimbra com uma vantagem de 3 golos e assim conseguiu rapidamente numa boa triangulação com a finalização de Guarin. Mas não era apenas este o motivo, até porque, depois do 3º golo o FC Porto continuou à procura do 4º, se bem que foi nessa fase que a Académica teve as melhores oportunidades no jogo.

Aliás, a defesa não esteve muito concentrada, é certo que o meio campo decaiu de forma na segunda parte, mas viu-se muita falta de concentração nas marcações. Salvou-se Helton que acabou por impedir, por várias vezes, o golo da Académica.

Para além de Helton, Fucile esteve igualmente em bom plano, claramente um novo Fucile depois do desastre na Rússia. No meio campo, Guarin destacou-se, que falta fez na Rússia, e lá na frente Walter disse “Contem Comigo” e claro, o miúdo James que apesar de não ter estado em grande evidência, teve um momento de genialidade onde ficou demonstrada a qualidade e maturidade deste miúdo. Hulk, voltou a não desequilibrar pela qualidade que tem, mas acaba por assistir na perfeição para o primeiro golo e arrancou um conjunto de faltas perto da área, raramente aproveitadas.

Este é outro dos pontos a rever no futuro. O FC Porto não tem aproveitado ou treinado este tipo de faltas à entrada da área e são vários os lances que surgem em todos os jogos. Outro aspecto para Vítor Pereira rever.
Novamente muitos furos abaixo esteve Djalma. Mais uma vez aposta de Vítor Pereira o Angolano voltou a não acrescentar nada de positivo à equipa. Não se percebe porque neste jogo não saiu Hulk em detrimento de James, era o que fazia sentido numa lógica de gestão do esforço, mas também não sabemos se James estaria com queixas.

Dragão Azul TV



Se há algo acertado que Vítor Pereira disse nos últimos tempos, foi no final deste jogo, quando referiu que esta pausa irá servir para corrigir vários aspectos de jogo. Sim, é a visão adequada para o que se está a passar com o FC Porto. É certo que este resultado moraliza, pelo regresso às vitórias e a manutenção do primeiro lugar na Liga, mas, é preciso mais, é preciso mais concentração defensiva e mais agressividade atacante.
Num jogo sem casos de arbitragem Paulo Batista, desta vez, apitou bem, mas aqui foi mais mérito das duas equipas que limitaram-se a jogar futebol do que propriamente qualidade desta equipa de arbitragem.

Última nota para o público que se ouviu do inicio ao fim, sempre a apoiar os jogadores. Eles prometeram e cumpriram. Estamos presentes para apoiar a equipa pelo que não tem sido por falta de apoio que a equipa está alguns furos abaixo daquilo que todos nós sabemos que podem e devem colocar em campo.



Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
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Esta pausa, ao contrário do que é habitual no FC Porto irá ser bastante positiva. Primeiro, do ponto de vista físico, recuperar quase meio plantel para os próximos meses que serão decisivos no que diz respeito à Champions. Segundo, corrigir a estratégia e a dinâmica da equipa. Falta agressividade atacante à equipa e penso que seja possível com os jogadores deste plantel fazer muito melhor.

Força Porto.
Ricardo Jorge

Basquetebol * FC Porto garante passagem à Final Four do Troféu António Pratas

Publicado em fcporto.pt

Depois de duas vitórias em dois dias consecutivos, a mais recente obtida neste domingo, em Guimarães, onde triunfou por 70-93, o FC Porto Ferpinta dominou o Grupo Norte, que disputou integralmente em terreno adverso, e assegurou a qualificação para as meias-finais do Troféu António Pratas, do qual é detentor.

Com 20 pontos (2 em 3 lançamentos de 2pts, 4 em 5 lançamentos de 3pts e 4 em 4 na linha de lances livres) e 5 ressaltos, Carlos Andrade distinguiu-se como o MVP da partida de Guimarães, menos de 24 depois de ter emergido como um dos melhores elementos dos Dragões no encontro da primeira jornada, em Barcelos, onde os azuis e brancos ganharam por 70-74.

Nuno Marçal esteve também em plano de evidência, ao somar 15 pontos e 6 ressaltos num jogo em que a equipa de Moncho López dominou desde os primeiros instantes, atingindo o final do primeiro período a vencer por 18-26.

A Final Four da competição está agendada para o próximo fim-de-semana, com o Benfica-Lusitânia e FC Porto-Ovarense nas meias-finais.

Antevisão da Supertaça

Moncho Lopez “O favorito é o campeão”

A informação sobre o adversário é escassa, mas Moncho López mostra-se seguro de que, à hora do jogo da Supertaça, o FC Porto Ferpinta saberá o suficiente sobre o CAB Madeira para poder erguer o troféu. Miguel Miranda, que também participou na superflash, confia na competência portista e no trabalho entretanto desenvolvido.

A Supertaça, que opõe o FC Porto Ferpinta, campeão nacional, ao CAB Madeira, vencedor da Taça de Portugal, joga-se a partir das 17h30 de quarta-feira, no Pavilhão Municipal de Vagos.

Moncho López

“Gostei muito da concentração e do compromisso demonstrado pela equipa nos jogos deste fim-de-semana e estou orgulhoso dos atletas, que conheciam a importância de nos classificarmos para as meias-finais do Troféu António Pratas. Mesmo sabendo que jogamos a Supertaça na quarta-feira, não nos poupamos a esforços.”

“As dificuldades que encontrámos na preparação destes dois troféus, motivada também pelo azar do sorteio, transformam-se num estímulo. Gostávamos de poder preparar as competições em igualdade de circunstâncias com as outras equipas, mas não foi o caso. Não preparámos a Supertaça da mesma forma que o nosso adversário, nem vamos preparar a segunda fase do Troféu António Pratas com uma semana de antecedência, como acontece com os nossos adversários. Tudo isto irá exigir muito mais esforço da parte dos jogadores, e não estou a mencionar estes factos como desculpa, mas sim como realidade.”

“O favorito é o campeão nacional, mas jogamos frente a uma grande equipa, que respeitamos muito e que habitualmente se encontra muito bem nesta fase da época. O CAB tem um técnico muito exigente, que faz com que a equipa comece os campeonatos sempre em boa forma física. É um adversário que respeitamos muito, mas racionalmente temos que assumir uma dose de favoritismo. Espero que os nossos adeptos nos apoiem em Vagos, espero que na quarta-feira sintamos que estamos a jogar em casa.”

“Vamos tentar conhecer o máximo possível da equipa do CAB Madeira. Nós, até agora, mostrámos todas nossas cartas, as nossas armadilhas, as nossas estratégias. O CAB teve várias hipóteses de conhecer o nosso jogo, nós não. No entanto, também temos um óptimo serviço de scouting, conhecemos os atletas do adversário, o trabalho do seu treinador.”

Miguel Miranda

“Numa final não há favoritos, há 50 por cento de hipóteses para cada lado. Vai vencer quem estiver melhor no dia de jogo.”

“Não faço ideia da forma em que o CAB se encontra, mas é uma equipa que tem apresentado equipas fortes nos últimos anos. Neste clube trabalha-se todos os dias e joga-se quando se tem de jogar, lutamos e fazemos tudo para vencer. Há jogos em que temos mais informação sobre o adversário, outros menos, no entanto, preparamos os desafios preocupando-nos essencialmente com o nosso jogo.”

“Temos ainda uma grande margem de progressão e vamos aproveitá-la. Só o futuro nos dirá se estamos mais fortes ou mais fracos do que no ano passado. Somos nós que teremos de demonstrar isso mesmo dentro de campo.”

sábado, 1 de outubro de 2011

Amanhã é dia de Exame Final

Não podia ser mais apropriado a deslocação amanhã a terras de estudantes. Depois de uma série de, ao contrário do que Vítor Pereira diz que foi só um jogo, resultados e exibições preocupantes, o FC Porto tem amanhã o exame final para se perceber se existem condições para o actual elenco continuar junto nesta caminhada.

Se é exagerado pensar-se assim? Creio que não. Não deveríamos estar a passar por este cenário assombroso no que diz respeito à atitude e nível exibicional da equipa. Os resultados, tal como o Presidente disse, até que não são maus, é um facto que já conquistámos a Supertaça, é um facto que estamos em primeiro lugar na Liga, e antes do jogo do Zenit, era um facto que tínhamos iniciado bem a Champions, mas… quando se vê uma equipa sem soluções frente a um Feirense, ou então, abdicar de se esforçar para vencer um fraco rival em casa e ter mostrado a toda a Europa que se calhar o nosso nível é mesmo só para a Liga Europa.

As lesões é outro tema na ordem do dia. Já sabíamos o cenário de Rafa mas o que não se entende é porque um jogador como Alex Sandro continua no estaleiro, quando as previsões davam como opção já no mês de Setembro, ou porque Sapunaru, que vai fazer 1 mês que se lesionou sem gravidade na selecção e depois de amanhã faz precisamente 1 mês que continua parado, sem que alguém tivesse previsto tal tempo de paragem, ou então a forma como se geriu o esforço de Hulk, que desde que fez 2 jogos em 24 horas, decaiu de forma e incapaz de até ao momento ter dado a volta.

Perguntas que não temos muitas respostas no entanto percebe-se que as coisas não estão a correr como se pretende.

O quando se esperava algumas alterações para o jogo de amanhã, eis que Vítor Pereira volta a surpreender pela rotatividade sem grandes explicações técnico-tácticas. Kléber sai da convocatória por motivos físicos, mas Maicon e Varela por opção. Ora se no caso do defesa central é claro a intenção de andar a rodar os 4 centrais, deve ser para que nenhum fique chateado ou então Vítor Pereira não sabe ainda quem é a melhor dupla e a melhor alternativa, no caso de Varela a rotatividade parece vir de questões exibicionais contudo as opções que Vítor Pereira lança para amanhã são igualmente opções que saíram da equipa na ultima vez pelos mesmos motivos.

Perante isto, volta a mesma questão. Porque não joga Iturbe?

De regresso estão Guarin e Walter. No caso do avançado a expectativa está em saber se será titular ou se de uma vez por todas Vítor Pereira muda o sistema táctico, sistema que o ano passado funcionava com Falcão, mas este ano sem Falcão e sem substituto de Falcão, não funciona de todo.

Lista de Convocados: Helton, Bracali, Fucile, Alvaro Pereira, Mangala, Rolando, Otamendi, Fernado, Souza, Guarin, Moutinho, Defour, Belluschi, Cristian Rodriguez, Djalma, James, Hulk e Walter.

O adversário de amanhã está a realizar um excelente inicio de campeonato. A escassos dois pontos do primeiro classificado, no limite de um medonho cenário, até poderá acabar em primeiro lugar caso vença o seu jogo. A equipa está a praticar bom futebol, tem marcado vários golos e tem uma defesa que tem mostrado segurança. No global uma equipa equilibrada entre sectores e com vontade de trocar a bola.

Amanhã estará ainda mais motivada ao receber na sua casa o actual detentor do título de campeão nacional, um campeão tremido que suscita ainda mais euforia no adversário e suas hostes.

Vítor Pereira deverá realizar duas alterações na equipa inicial. Guarin deverá voltar ao meio campo e entrará um substituto para Kléber. Aqui é onde reside a maior dúvida. Não acredito que Walter seja titular, primeiro porque não tem sido alternativa a Kléber, segundo porque é urgente mudar o sector atacante, a dinâmica atacante, a agressividade atacante, que tem sido muito medíocre, mesmo com Kléber em campo, e mesmo focando o facto de o avançado chamado à selecção Brasileira, contar com 4 golos em jogos oficiais.

Se não estiver Walter deverá então a opção recair em Cristian Rodriguez, um cenário curioso que será ver 3 esquerdinos no sector atacante.
Penso que seja uma opção acertada tendo em conta as características do jogo. Walter não está rotinado e será algo arriscado avançar-se para um ataque organizado, num jogo que se prevê complicado, num jogo em que o FC Porto deverá ter espaço para jogar à bola. Aliás, deveria ter sido assim o esquema táctico para o jogo com o Zenit, mas Vítor Pereira entendeu que o FC Porto deveria ir fazer o mesmo jogo, mau nos últimos tempos, em terras Russas…

Equipa Provável: Helton, Fucile, Alvaro Pereira, Rolando e Otamendi, Fernando, Moutinho e Guarin, James, Hulk e Cristian Rodriguez.



Amanhã, mais do que os 3 pontos é urgente ver uma atitude diferente na equipa. Não se percebeu na conferência de imprensa de Vítor Pereira, hoje, que isso vá de certeza acontecer, mas para o futuro desta equipa é necessário mais empenho, mais atitude e muitos mais Km’s corridos em campo.

Há precisamente 1 ano atrás, no final de Outubro, o FC Porto viajou até Coimbra e perante as dificuldades de um relvado transformado em piscina olímpica, perante a intransigência de Duarte Gomes, o mais recente adepto confesso do Benfica, o FC Porto iniciou de forma decisiva a caminhada para a reconquista do título de campeão nacional. Os jogadores correram, os jogadores estiveram nos seus limites, souberam sofrer, depois do golo continuaram na procura do segundo e o então treinador soube fazer a leitura correcta do jogo, transmitindo liderança e confiança para dentro do campo.

O FC Porto tem todas as condições para fazer igual ou melhor. E é precisamente por ter estas condições que torna este cenário dos últimos jogos mais preocupante.

Amanhã é certo que não estará a chover, mas é imperativo que a atitude seja a mesma do ano passado. Vítor Pereira sabe qual é, ele esteve lá o ano passado.

A todos aqueles que possam apoiar a equipa estejam presentes. Devemos estar todos com a equipa, sobretudo nestes momentos, até porque, foi o clube que contratou os jogadores e é o treinador que escolhe a equipa, bem ou mal, é dele a responsabilidade.

Força Porto.
Ricardo Jorge

Andebol * FC Porto 31 - Xico Andebol 25

Publicado em fcporto.pt

6ª. Jornada * Campeonato Nacional

Dragão Caixa
Assistência: 574 espectadores

Árbitros: Mário Coutinho e Ramiro Silva

FC PORTO VITALIS: Hugo Laurentino (g.r.), Filipe Mota (6), Hugo Santos, Ricardo Moreira «cap.» (8), Pedro Spínola (4), Tiago Rocha (4) e Gilberto Duarte (5)
Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Melancic (2), Ricardo Costa (1), Eduardo Filipe (1) e João Ramos
Treinador: Ljubomir Obradovic

XICO ANDEBOL: Ricardo Castro (g.r.), Gustavo Castro (1), André Caldas (5), Luís Sarmento (3), Nuno Gomes (1), João Martins e Jaime Barreiros (6)
Jogaram ainda: Miguel Queirós, Pedro Correia (6), João Baptista e João Gonçalves (3)
Treinador: Nuno Santos

Ao intervalo: 15-14

O FC Porto Vitalis venceu este sábado o Xico Andebol, por 31-25, em encontro da sexta jornada do Andebol, 1 disputado no Dragão Caixa. A partida foi bastante equilibrada, com os azuis e brancos a descolar no marcador apenas nos últimos 10 minutos. O capitão Ricardo Moreira, com oito golos, foi o melhor marcador da partida.

Aos 10 minutos registava-se um empate (5-5) e o FC Porto apenas passou pela primeira vez para a frente do marcador aos 12, graças a um remate de Tiago Rocha. Os Dragões acertaram várias vezes nos postes da baliza do Xico, que contou igualmente com a inspiração do guardião Ricardo Castro. Dois golos consecutivos de Filipe Mota e um livre de sete metros defendido por Hugo Laurentino permitiram aos portistas chegar ao intervalo a liderar (15-14).

A dificuldade dos Dragões em obter uma vantagem confortável podia explicar-se, na análise estatística, pelo reduzido número de finalizações de segunda linha, um capítulo em que o Xico tinha bastante vantagem ao intervalo. Mas o FC Porto, com uma exibição em crescendo, emendaria esse aspecto na segunda parte.

Apesar de ter melhorado defensivamente e na exploração do contra-ataque, o FC Porto apenas garantiria o triunfo nos 10 minutos finais. Dois golos consecutivos de Filipe Mota, na concretização de contra-ataques, permitiram aos portistas passar de 22-23 para 24-23. Os vimaranenses ainda empatariam, mas não mais voltariam a liderar o marcador. Aos 26 minutos, com um forte remate de primeira linha, Pedro Spínola vez o 28-24 e quase confirmou o triunfo azul e branco, que ficaria selado com um resultado de 31-25.

Clica para visualizar resumo da partida.




















No dia 9 de Outubro, pelas 17h00, o FC Porto defronta o Sporting em Lisboa, em jogo da 7ª. jornada do campeonato nacional.

Basquetebol * FC Porto vence Barcelos

Publicado em fcporto.pt

O FC Porto Ferpinta venceu, neste sábado, o Barcelos, por 70-77, no terreno da equipa minhota e em jogo da segunda jornada do Grupo Norte do Troféu António Pratas, do qual os Dragões são detentores. Com 13 pontos e 4 ressaltos, David Gomes distinguiu-se como o melhor da formação azul e branca, na qual sobressaiu também Carlos Andrade, somando 14 pontos e 7 ressaltos.

Moncho Lopez "Valeu a nossa experiência"

"Foi um jogo difícil, mas estamos a melhorar o entrosamento. O Barcelos foi muito aguerrido e quis dificultar as contas aos campeões. Teve muito mérito ao conseguir equilibrar a partida, mas nos momentos decisivos valeu a nossa experiência e maturidade."

A equipa campeã nacional decide, neste domingo, o acesso às meias-finais da competição, na terceira e última jornada do grupo, defrontando o V. Guimarães, no seu pavilhão, que derrotou o Barcelos (82-69) na primeira ronda. O encontro decisivo joga-se a partir das 16h00.