Depois da agitação de um final de semana, onde inclusive, Vítor Pereira levou 19 jogadores para o Algarve uma vez que Moutinho estava em negociações com o Tottenham, o FC Porto acabou por puxar pelos galões, um pouco por força das circunstâncias, e vencer com naturalidade e justiça um Olhanense que o pouco que fez foi com as forças finais resultante da motivação de poder vir a empatar um jogo nos últimos minutos.
Com a ausência de Fernando, Vítor Pereira chamou Defour para o seu lugar, e ainda que o Olhanense não tenha justificado futebol para marcar 2 golos ao FC Porto, é certo que foi nesta posição que o FC Porto sentiu dificuldades. O meio campo não esteve tão ligado como nos últimos jogos, resultado, mais perdas de bola e menos pressão defensiva. As coisas só não correram pior pelo acerto de Maicon e Otamendi, sobretudo Maicon, um dos melhores em campo, e pela ineficácia do ataque do Olhanense.
A primeira parte fica claramente marcada pelo golo do Olhanense e pela reacção energética do FC Porto em busca do empate. Um pouco atabalhoado, o FC Porto lá foi construído oportunidades de golo, Hulk e fundamentalmente Moutinho tiveram o golo nos pés, mas muito pouco discernimento no momento da finalização.
O FC Porto não acertava no meio campo e nas alas, Atsu, estava fora de jogo, bem marcado não conseguiu nem desequilibrar pela técnica nem pela velocidade. Vítor Pereira percebeu muito bem este aspecto e lançou James para o lugar de Atsu.
O Colombiano não foi para a ala esquerda, voltou a descair para o centro do terreno, provavelmente com ordens de Vítor Pereira mas curiosamente foi do lado esquerdo que marcou um grande golo, de difícil execução técnica.
O FC Porto com justiça chegou ao intervalo empatado, ainda que tivesse produzido futebol suficiente para estar a ganhar.
Na segunda parte, assistiu-se a um FC Porto de grande qualidade. Cerca de 30 minutos onde marcou 2 golos, e poderia ter marcado mais outros 2 golos.
Primeiro logo a abrir Jackson rematou bem de cabeça com a bola a não querer entrar, mas passado uns minutos, numa excelente jogada, passou por Ricardo e marcou o segundo da noite. Estava consumada a reviravolta.
O FC Porto não abrandou, empolgado pelos adeptos que estiveram no Algarve, sempre a apoiar a equipa, e foi à procura do terceiro, que surgiu por intermédio do incrível, que marcou à HULK, num remate poderoso já dentro da área de Ricardo.
Vítor Pereira mexeu na equipa, primeiro colocando Varela no lugar de Lucho que permitiu a James instalar-se em definitivo no centro do meio campo, e mais tarde, trocando Defour por Castro.
O Olhanense, num lance de contra-ataque voltou a marcar e instalou-se algum nervosismo no seio da equipa do FC Porto. Castro não entrou bem na equipa, perdeu algumas bolas e foram os últimos 10 minutos os mais sofridos durante todo o jogo, com o Olhanense a criar algumas situações complicadas para a defensiva do FC Porto.
Mas seria uma injustiça muito grande o FC Porto não ganhar este jogo e no meio de tanta qualidade o sofrimento também esteve presente.
Destaques pela positiva, James, que veio revolucionar o jogo atacante, Jackson, que voltou a marcar, na melhor oportunidade que teve e Maicon, que fez mais um grande jogo, e é sem dúvida neste momento o melhor central do plantel do FC Porto.
Destacar ainda Vítor Pereira que mais uma vez soube mexer no jogo, muito cedo por sinal, mas que foi de forma assertiva e com bons resultados.
O mercado já fechou com excepção de alguns países no leste. As noticias continuam a circular, e é importante que o FC Porto resista ao assédio Russo por Moutinho e Hulk. No sábado sem Hulk e Moutinho, provavelmente o FC Porto não teria ganho o jogo e é isto que a SAD tem de perceber. As mais valias ainda necessárias deveriam ter sido antecipadas com outros jogadores, não se percebe como por exemplo o ano passado comprou-se 50% do passe de Sapunaru por 2.5M (total de 5M) e passado um ano rescindiu-se com o jogador.
As situações dos centrais continua por resolver, Rolando não saiu, Abdoulaye também não, e assim o FC Porto tem 5 centrais de qualidade no plantel. Faz sentido?
Como também é necessário pensar numa alternativa para jogadores como Kelvin e Iturbe, pois pelos vistos não têm espaço no plantel e tal como o novo jogador Quiñones, contratado no ultimo dia de mercado, faz sentido que actuem pela equipa B, ou então emprestados a clubes fora da Europa. São jovens jogadores, de qualidade que PRECISAM de jogar.
O campeonato pára agora quase 3 semanas, quando mal começou, tempo para trabalhar e afinar a equipa já para o próximo compromisso que será curiosamente para a Champions.
Estamos no topo da classificação, mantivemos os nossos principais jogadores, temos tudo para fazer um campeonato de bom nível e uma Champions que nos permita seguir para os oitavos de final.
Última nota para a má organização do jogo no Algarve. Desviou-se o jogo para um estádio maior, mas nem 10 mil adeptos lá estiveram, é sem dúvida mais cómodo que o estádio no Olhão, tem sem dúvida um melhor tapete para jogar à bola, mas quando se espera 45 minutos para entrar no estádio, numa fila, onde o sector com mais adeptos apenas tinha uma porta com 2 torniquetes, é sem dúvida uma organização ao nível do futebol não profissional, ao ponto, de já com quase 15 minutos de jogo, terem aberto uma nova porta de entrada e nem revistavam as pessoas…
Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

























O capitão Ricardo Moreira assinou por baixo o discurso do treinador. “De uma vez por todas, a nível externo, queremos entrar na Liga dos Campeões. É o objectivo de todos! Não conseguimos chegar lá nos últimos anos, infelizmente, e queremos mudar esta história. A nível interno, é o mesmo de sempre. Queremos ganhar todas as competições: a Supertaça, o campeonato e a Taça de Portugal. É isso que nos passa pela cabeça”, começa por dizer.





