domingo, 14 de outubro de 2012

Andebol * Avanca 23 - FC Porto 35

6ª. Jornada * Campeonato Nacional 

Publicado em fcporto.pt

O FC Porto Vitalis venceu em Avanca, por 35-23, em jogo da sexta jornada do Andebol 1, disputado este sábado, no Pavilhão Comendador Adelino Costa. Com este triunfo tranquilo, que produziu uma diferença final favorável de 12 golos, os tetracampeões ascenderam à segunda posição da tabela, que partilham com o Sporting.

A equipa de Ljubomir Obradovic atingiu o intervalo a ganhar por 17-6 e teve em especial destaque Gilberto Duarte e Pedro Spínola, com cada um deles a apontar sete golos em oito remates.

Os golos portistas foram marcados por João Ramos (1), Gilberto Duarte (7), João Ferraz (2), Filipe Mota (5), Pedro Spínola (7), Daymaro Salina (2), Ricardo Moreira (4), Elias António (1), Sérgio Rola (2), Wilson Davyes (3) e Hugo Rosário (1).

O Benfica segue na liderança, com seis vitórias em outras tantas jornadas. Os encarnados somam 18 pontos. No segundo lugar seguem FC Porto e Sporting, com 16. Segue-se o ABC, na quarta posição, com 14.

Na próxima jornada, dia 20 de Outubro pelas 18h00, o FC Porto recebe o Belenenses.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Natação * Notícias

António Barbosa eleito para Comité Médico da LEN 
António Barbosa, antigo Capitão da equipa absoluta, atualmente colaborador do gabinete médico e nadador master do FC Porto, foi eleito para o Comité Médico da LEN (Liga Europeia de Natação). O "Capitão", como continua a ser tratado pelos seus antigos e atuais colegas, apesar de muito jovem, está ligado à Natação Portista há 25 anos, é médico e vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral da FPN. 

Parceria FC Porto Natação com grupo Solinca 
O FC Porto anunciou no sábado uma parceria com a cadeia de ginásios Solinca orientada fundamentalmente para a formação de jovens nadadores. As escolas de Natação do FC Porto estão completamente integradas nos 4 ginásios da área metropolitana do Porto, que a partir de agora são tecnicamente orientadas pelos nossos técnicos. “O facto de termos o percurso todo preenchido, desde os bebés que começam aqui no Solinca, até ao alto rendimento, garantidamente é importante para o clube e para a competição do FC Porto”, salienta José Alexandre Silva, treinador e diretor técnico da natação do FC Porto. 

Fonte fcpnatacao.com

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FUTEBOL ENTRE 4 PAREDES

Na década de 80, acompanhava o FC PORTO pela rádio, através da voz de Gomes Amaro no Quadrante Norte. Nessa década eram poucos os jogos do meu clube que passavam na RTP. 
O meu pai ia sempre às Antas com os meus tios e primos, mas eu ficava em casa com as mulheres (mãe, tias e primas) a ouvir o relato e a gritar GOOOOOOOLO DO POOOORTOOOO. 
Eu era deficiente (e sou). Mentalidades. 
Que me lembre, em pequeno, fui uma vez ao estádio, num jogo contra o Beira Mar. Na década de 90, os relatos continuaram mas já dava o Porto mais vezes na TV e já ia às Antas com a família sempre que ganhávamos o campeonato. 
Lembro-me dum Tirsense, dum Salgueiros e outras tardes de festa. 
Quando surge a Sport TV, os meus pais não tinham dinheiro para pagar o canal, mas já tínhamos TV Cabo analógica e eu acompanhava os jogos codificados com fitas a correr psicadelicamente, fazendo parecer que estavam 44 jogadores em campo chutando uma bola quadrada. 
Quando descodificavam o canal nos últimos 15 minutinhos, era uma alegria. 
Em 1998, tive o meu primeiro PC com Windows, comprei uma placa TV e com um software específico e alguma perícia, et voilá, tinha a Sport TV descodificada... 
No início dos anos 00, a minha irmã, já adulta, percebeu que o Porto era a minha felicidade e começou a levar-me com regularidade às Antas, até porque deficientes e acompanhantes não pagavam e a minha mana empurrava-me a cadeira debaixo de sol, chuva, calor ou frio, intempéries que não paravam quem por gosto corria. Linda menina, literalmente! 
Nas saudosas épocas de 2002-03 e 2003-04, fomos a todos os jogos europeus em casa, e aos principais confrontos internos. Na nossa única derrota na Champions que ganhamos, estive duas horas debaixo duma chuva torrencial, mas nem galáticos conseguiram atenuar os meus sonhos. 
Cheguei até a aventurar-me a ir ao Jamor ganhar a Taça. Eu era Feliz... Mesmo! 
Em 2005, surge um plasma enorme e uma box pirata que me trazia o Dragão a uma casa quente que se enchia de pessoas para ver e vibrar comigo a cada jogo, a cada golo, a cada vitória do Porto. 
Começava a era do sofá e do afastar do Estádio do Dragão fisicamente, até porque já era caro comprar bilhete e pagar as cotas, mas ainda ia aos clássicos e estive em grandes vitórias, grandes momentos. 
Veio o sinal digital, o "apagar" da Sport TV, o afastamento das pessoas e o "boom" dos streamings via net. 
Hoje em dia, espero e desespero pela melhor página para ver o Porto num quadradrinho pixelizado, largos segundos de emissão atrasada, com sucessivas paragens que me fazem dar murros no teclado adaptado, ansioso, sozinho, stressado, com o consolo da certeza de que vou poder ver o rescaldo no Porto Canal. 
Um dia, acabará o futebol gentilmente partilhado na Internet e até neste campo voltarei ao passado com o invisível relato na rádio. 
Para lá caminho, como prevejo outras situações adversas e injustas para mim. 
Afastei-me do Dragão, do frio das bancadas laterais, do calor da massa humana portista, dos cânticos das claques, do fumo dos cigarros alheios, dos cachecóis levantados, das cadeiras de rodas em fila que eu próprio integrava, dos insultos às mães dos árbitros e lampiões, do sofrimento dum golo na nossa baliza, do orgasmo vibrante e eufórico a cada Golo do Porto que quase me faziam saltar da cadeira de rodas num momento de auge que não sei descrever. 
Da alegria estampada no meu olhar a cada regresso a casa com mais uma vitória complementada com o bilhete no bolso que juntava numa coleção que parou em setembro de 2011, num jogo para a Liga dos Campeões com o Shaktar. Foi a minha última vez. 

Entre 4 paredes, sozinho, há algo que nunca ninguém me há-de tirar: A forma desalmada, eufórica e ruidosa de berrar "GOOOOOOOOOOOLLOOOOOO DO POOOOOORTO"!!! 

Como há 25, 30 anos até hoje. 

Amo-te Porto! 

Manuel Francisco Costa

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Que bem me lembro, carago!

Passei toda a minha infância, e parte da minha juventude, a ver o Benfica ganhar, o regime a protegê-lo, os árbitros a ajudá-lo, os jornais a enaltecê-lo e a televisão a lavar o cérebro aos Portugueses, com o Eusébio para aqui, o Simões para acolá, e o resto da equipa para todos os lados.

Benfica com o Presidente da República Portuguesa, Américo Thomaz

O Domingo abria e encerrava com dois ofícios religiosos, a Missa de manhã, que frequento, e o Domingo Desportivo à noite, com a homilia sempre a cargo de um comentador fanaticamente benfiquista, enquanto os Portugueses, boquiabertos com o fenómeno da televisão, que recentemente aparecera, confundiam a beleza desta tecnologia com a pretensa beleza da maneira de jogar do Benfica.
O futebol em Portugal era assim como que um torneio da segunda circular, com o Benfica, por lei tácita, a ganhar pelo menos mais quatro vezes que o Sporting.
Claro que os “clubes da província” também nele podiam jogar, desde que não tivessem a ousadia de o tentar ganhar, só para dar graça ao torneio, como as bandas de música abrilhantam os dias de festa das nossas aldeias.
Que bem me lembro, carago!
Como eu chorei tantas vezes ao ver o meu clube espoliado, roubado no campo e no mais profundo da sua alma.
Algum dos meus leitores se recorda do tempo em que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol era escolhido exclusivamente pelo Benfica, Sporting e Belenenses?
A primeira meta que Pinto da Costa se propôs atingir, como director do departamento de futebol do FC Porto – no que foi ajudado por José Maria Pedroto – foi alterar esta hegemonia lisboeta, tantas vezes mantida de forma pouco lícita.

Pedroto, Pinto da Costa e Domingos Gomes,no dia do jogo de Ademir

Em 1978 eu vivia em Lisboa, onde frequentava a Faculdade de Direito da Universidade Clássica.
Em Lisboa conhecia poucos portistas, e os que conhecia eram do Porto, que ali também viviam, por razões escolares ou profissionais.
Um dia, em 1978, eu e mais três amigos, dois do Benfica e um do Sporting, viemos a Porto, onde, pelas 15h00, o FC Porto e o Benfica jogariam nas Antas o penúltimo jogo do campeonato nacional, da época de 1977- 1978.
O Porto tinha então 47 pontos, e o Benfica 46.
O estádio estava a abarrotar, com a presença de perto de 60.000 pessoas – nessa altura os estádios de futebol não tinham cadeiras, pelo que, à excepção dos cativos, aqueles que ficavam debaixo da cobertura, todos os assistentes ao jogo ficavam de pé, completamente apertados, cabia sempre mais um. Nessa altura ainda não se tinha feito o rebaixamento do estádio que, quando concluído, elevou a capacidade do estádio para 90.000, quando cheio da mesma forma acima indicada.
A pista de atletismo/ciclismo em torno do relvado era larga e, entre esta e a parede onde as bancadas terminavam, existia um fosso de meio metro de profundidade e uns dois metros de largura. No fosso, chamado “peão”, havia dois ou três degraus, e apoiada na parede, atrás de quem se encontrasse no peão, a olhar para o relvado, uma rede alta impedia que quem estivesse no peão saltasse para a bancada e que quem estivesse na bancada invadisse o relvado, saltando por cima do peão.
Foi no peão que eu e os meus três amigos ficámos, por já não haver bilhetes para qualquer outro lugar no estádio.

Estádio das Antas no dia da inauguração. A colocação desta fotografia
serve apenas para se apreciar a pista de atletismo/ciclismo e o peão

O calor era insuportável, as pessoas acotovelavam-se no peão, ao ponto de parecer que sufocavam.
Dos quatro, o sportinguista, que viera apenas para ver como era, conseguiu saltar a rede para a bancada e desapareceu num mar de gente. Só no fim o voltámos a ver.
Os dois benfiquistas, que me acompanharam na esperança de virem ver o Benfica inverter a pontuação na tabela, ficaram ao meu lado esquerdo. Ao meu lado direito estava um homem de castanho – mais tarde soube que era do Benfica, a quem, durante o jogo pedi oito ou nove cigarros, que os nervos eram muitos e eu me tinha esquecido de comprar os meus.
O ambiente do estádio era indescritível. Sem exagero, cada pessoa tinha pelo menos uma bandeira do Porto nas mãos, porque muitos tinham duas. Nessa altura ainda não se usava muito o cachecol, e as bandeiras podiam entrar nos estádios com haste de madeira.
A três ou quatro minutos da entrada dos jogadores, o estádio inteiro gritava Porto!, Porto!, ora os da metade sul do relvado, ora os da metade norte. Ninguém conseguia falar com ninguém, tal o barulho ensurdecedor.
Recordo-me que o Rodrigues, um dos benfiquistas que me acompanhava, exclamou: “E chamam por eles!”, exultando com aquele cântico e confessando nunca ter visto nada de semelhante na Luz.
A entrada em campo dos jogadores do Porto levou à assistência a um êxtase total.
O calor subia, e algumas pessoas, desidratadas ou comovidas, começaram a ser transportadas de maca para o exterior do estádio, e dali para ambulâncias.
Voluntários da Cruz Vermelha, munidos de mangueiras, davam água às pessoas do peão, ou regavam-nas, a seu pedido, para melhor enfrentarem a sede e o calor.
As equipas alinharam da seguinte forma: FC Porto – Fonseca na baliza, Gabriel a lateral esquerdo, Simões e Freitas (depois Vidal) no centro da defesa e Murça a lateral esquerdo; Rodolfo, Octávio, Ademir e Oliveira, no centro do terreno, Duda e Gomes no ataque. Benfica: Fidalgo na baliza, Bastos Lopes a lateral esquerdo, Humberto Coelho e Eurico no centro da defesa e Alberto a lateral direito, Pietra, José Luís, Toni e Shéu, no centro do terreno, Nené e Chalana no ataque.

Fotografia tirada no dia do jogo de Ademir
Fotografia tirada no dia do jogo de Ademir

Começou o jogo do século e, aos três minutos, num puro golpe de infelicidade, Simões marcou um golo na própria baliza, após um cruzamento do benfiquista Bastos Lopes.
O silêncio caiu sobre o estádio, como um cutelo de magarefe sobre um pedaço de carne no talho.
As contas vieram à cabeça de todos. Se o Benfica ganhasse, ficaria com 48 pontos – nessa altura a vitória valia dois pontos e o empate um – o Porto com 47, e dificilmente o Benfica não seria campeão, com apenas mais dois jogos pela frente.
E em silêncio se manteve o estádio, num silêncio aterrador até sete minutos do fim.
Aos oitenta e três minutos foi marcado um livre contra o Benfica, ligeiramente sobre a esquerda do ataque portista. Ademir foi encarregado de marcar, marcou, a bola bateu na barreira e voltou para trás, onde, de novo Ademir, ao primeiro toque, rematou, fazendo-a passar por entre uma floresta de pernas, até embater impetuosamente no fundo da baliza do Benfica.
O que depois se passou, durante dois ou três minutos, eu não sei, porque, caído no peão, me vi aflito para tirar duas ou três pessoas de cima de mim, mas o meu pai, que em Trás-os-Montes seguia o jogo pela rádio – a televisão ainda não transmitia os jogos do campeonato - contou-me mais tarde que a explosão do estádio lhe tinha parecido um tiro de canhão, ali ao pé do ouvido.

Ademir

Quando enfim me levantei, as bancadas não se viam, de tantas e tantas bandeiras a acenar. No relvado um magote de jogadores abraçava efusivamente Ademir.
Foi então que reparei que o cavalheiro à minha direita, a quem eu esmifrara uma quantidade de cigarros, me olhava perplexo, porque só nessa altura se apercebeu de que eu não era benfiquista.
O jogo terminou com o resultado de 1-1, pelo que o Porto se mantinha com um ponto à frente do Benfica (48-47).
Oito dias mais tarde, em Lisboa, pela rádio, assisti ao empate do Porto na Académica, por 0-0. Embora o Porto tivesse jogado muito bem, não conseguira ir além do empate, sendo que a jogada de maior perigo do jogo foi um remate de Freitas do meio campo, que embateu com estrondo bem no meio da trave da baliza da Académica. Na Luz o Benfica ganhara naturalmente ao seu adversário do dia.
49-49 era agora a posição pontual das duas equipas.
Na última jornada o Porto ganhou nas Antas ao Braga por 4-0, enquanto o Benfica foi ganhar ao Rio Ave por 1-2, onde chegou a estar a perder por 1-0.
51-51 foi a pontuação das duas equipas no final do campeonato, campeonato que o Porto venceu por força do seu “goal avarige”, 81-21, contra 56-11 do Benfica.
Terminara para o Porto o enguiço de dezanove anos sem ganhar o campeonato e a hegemonia do clube do regime.
Deixo aqui a classificação do campeonato de futebol da época 1977-1978:
CLASSIFICAÇÃO
TOTALCASAFORA
PJVEDGVEDGVEDG
5130227181-21132055-1095126-11
5130219056-11123031-696025-5
4230194763-30113136-1181627-19
3830166842-27112230-854612-19
3630148825-2194215-354610-18
31301271133-2884319-1043814-18
28301081236-3865422-1743814-21
26301141541-4992428-21221113-28
26308101229-4075320-131599-27
10º
2530971426-3874418-1623108-22
11º
2530891325-3664512-1025813-26
12º
2330871522-4573515-1214107-33
13º
2330871529-3974421-1713118-22
14º
2230861630-5282521-2104119-31
15º
2130691523-5156416-1813117-33
16º
1230522324-5952815-1800159-41

Que bem me lembro, carago!





Minuto 9 de Magia


Não foi um grande espectáculo este clássico do Dragão, mas teve um momento puro de magia aos 9 minutos, quando Jackson, com dois toques geniais faz o primeiro golo da partida e provavelmente o melhor golo da Liga época 2012/13.

Foi um jogo em que o FC Porto dominou do inicio ao fim, e na primeira parte foi mesmo gritante a ausência de jogo ofensivo do Sporting. Vítor Pereira sofreu a primeira contrariedade com a lesão de Maicon, mas mesmo assim, a defesa não cedeu para o Sporting.

Foi um Sporting à imagem dos últimos jogos. A tal motivação extra, depois de um mau resultado, e a mudança de treinador não levantou a moral ao Leão. Já o FC Porto apresentou-se muito cauteloso, se calhar a pensar num Sporting mais forte, mas a cautela foi importante para não entrar confiante demais.

Talvez tenha sido esta a razão para um jogo menos emotivo, mas a ter sido uma estratégia de Vítor Pereira, foi assertiva, pois bloqueo o Sporting, obrigou-o a sair a jogar e claro o golo madrugador de Jackson foi uma grande ajuda para a conquista da vitória.

Vítor Pereira não mexeu no onze, e mesmo com Mangala na equipa, o FC Porto fechou a primeira parte, claramente superior ao Sporting e com toda a justiça na vantagem do marcador.

Na segunda parte, o FC Porto voltou a entrar forte na partida. Muito dominio no meio campo, muita segurança defensiva, e no ataque as jogadas perto da área surgiam com alguma naturalidade e algum perigo.

Mas a grande oportunidade para o FC Porto aumentar a vantagem foi desperdiçada por Lucho, ao falhar a primeira grande penalidade do jogo. Este foi um dos momentos de indignação do Sporting, aqui convém referir que o toque com a mão não é intencional, felizmente, para a saúde mental de todos os Portistas, Lucho não marcou.

Agora é estranho não de indignarem com o seu jogador Rojo, que no espaço de 5 minutos fez duas faltas para amarelo!!!

Mas até aí tiveram sorte, pois passado pouco tempo, o FC Porto teve mais uma contrariedade, com a lesão de Alex Sandro. Ou seja, não se podem queixar da expulsão, pois esse lance sim, não teve qualquer impacto no resultado final, tal como o primeiro penalti, que nem cartão amarelo foi dado a Cedric.

Já no caso do segundo penalti, depois de um cabeçeamento à barra de Mangala, as duvidas são legitimas de o defesa do Sporting impede ou não Jackson de chegar á bola.
Ainda que se admita não ser penalti, a questão é se o golo nos minutos finais teve assim tanto impacto na atribuição da vitória neste jogo.

O que é que o Sporting fez durante todo o jogo?
O que é que o Sporting tem feito nos últimos jogos?
O que é que o FC Porto tem feito nos últimos jogos?

É um tanto ou quanto ridiculo, que uma instituição como o Sporting venha mostrar indignação neste jogo, quando nada fez por merecer um único golo nesta partida.

Helton fez uma defesa dificil em todo o jogo, e provavelmente mais 2 ou 3 defesas fáceis.

Destaque natural para Jackson. O Colombiano está em alta e o golo que marcou é qualquer coisa de outro mundo. Fez lembrar Falcão quando marcou um golo impossivel na vitória dos 5-0 frente ao clube do regime.

Fica aqui o devido reparo de alguém que criticou muito a sua contratação e que hoje tem obrigatoriamente de dizer que se trata de um bom jogador, discreto, mas com boa técnica e sobretudo com faro de golo.

Toda a equipa esteve a um nível acima da média, mas o meio campo esteve muito bem, segurando o jogo defensivo e lançando as ofensivas, mesmo com Fernando e Lucho amarelados.

Vítor Pereira lançou Atsu no momento certo, pois Varela estava em baixo rendimento, e o jovem africano veio trazer velocidade e desiquilibros que foram fundamentais para encostar o Sporting lá atrás.

Mas este jogo fica marcado pelo minuto 9. Aliás, se o jogo terminasse nesse momento teria sido um hino ao futebol espectáculo. Para mais tarde recordar…



O FC Porto voltou à liderança da prova e agora terá algum tempo para recuperar a equipa, depois de dois jogos desgastantes e de duas vitórias muito moralizadoras para os restantes confrontos que aí veem.

Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)
Última nota para o ambiente fantástico no Dragão. Os adeptos estão com a equipa.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

sábado, 6 de outubro de 2012

Agora na Liga se fazem o favor…

Depois da grande noite europeia no Dragão esperam todos os Portistas outra grande noite, desta vez para a Liga. 
O empate com o Rio Ave já não está na memória da maior parte dos adeptos, depois da excelente exibição frente ao PSG, mas estamos a falar de outra competição onde o FC Porto perdeu dois pontos e o primeiro lugar na Liga.

A competição ainda está no inicio é verdade, mas amanhã não se trata apenas de mais um jogo, trata-se de um confronto directo com um crónico candidato ao título, que apesar de estar quase a bater no fundo, é sempre o Sporting, é sempre um adversário que pode surpreender nos confrontos directos.

Todos os dados apontam para uma vitória do FC Porto, contudo é necessário controlar o excesso de confiança. O Sporting chegará ao Dragão ferido mas com muita vontade de vencer, a mudança de treinador é outro ponto que poderá motivar a equipa a crescer em qualidade.

É certo que a qualidade do plantel do Sporting não se compara à do FC Porto, tiveram muitas alterações na equipa e não se compreende uma estratégia de jogo em campo, mas ainda assim, clássico é clássico, e o FC Porto se colocar a sua qualidade em campo, vencerá com maior ou menor dificuldade.

Vítor Pereira fez apenas uma alteração aos convocados para este jogo, comparativamente com o jogo a meio da semana. Miguel Lopes ficou de fora e entrou Kelvin. Continuam algumas questões que não se percebem nas ultimas 3 convocatórias. Vítor Pereira tem insistido em convocar 5 médios, mesmo tendo em conta que Danilo e James são opções para esse lugar.

Desta vez, entendeu convocar Kelvin, mais um jogador que gosta de actuar mais no meio do que nas alas, em detrimento por exemplo de Iturbe, que é um jogador explosivo e que num jogo de clássico poderia fazer alguma diferença. Mas não, Vítor Pereira deve ter algum critério para as escolhas que faz!

Lista de Convocados: Helton, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Varela, Mangala, Fabiano, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.


Uma das dúvidas para o jogo de amanhã seria qual o lateral direito. Com a exclusão de Miguel Lopes, está desfeita a dúvida, Danilo será o titular e com ele deverá estar a restante equipa que entrou em campo frente ao PSG.

O onze base parece estar definido por Vítor Pereira, a rotação do lateral direito e do extremo que acompanha James e Jackson, têm sido as alterações por opção mais introduzidas por Vítor Pereira. Com Varela na equipa, claramente a equipa fica com mais experiência em campo, mas Atsu, até poderá ser a surpresa para amanhã.

Equipa Provável: Helton, Danilo, Alex Sandro, Maicon e Otamendi, Fernando, Moutinho e Lucho, James, Varela e Jackson.

A nível táctico Vítor Pereira também não deverá introduzir novidades. A equipa está rotinada neste esquema, mesmo tendo em conta que joga com James como falso extremo.

Exige-se concentração para amanhã. A vitória parece um dado adquirido, mas há que gerir a confiança da equipa, sabendo que depois deste jogo irá haver nova pausa na Liga que só regressará dentro de 20 dias, pelo que é importante somar os 3 pontos e garantir o cimo da classificação.

O jogo está marcado para as 20:45 e terá transmissão na Sporttv.

E que o Dragão se encha para mais uma vitória do FC Porto.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

Hóquei em Patins * FC Porto 4 - Paço de Arcos 4

1ª. Jornada do Campeonato Nacional

Publicado em fcporto.pt 

O FC Porto Império Bonança empatou este sábado, no Dragão Caixa, por 4-4, frente ao Paço de Arcos, na primeira jornada do campeonato nacional. 

Os azuis e brancos estavam a vencer por 2-0 ao intervalo e lideravam por 4-3 no último minuto, mas um tento de Nélson Ribeiro impediu que o caudal ofensivo portista se materializasse num triunfo. 

Os Dragões abriram o marcador logo no arranque, por intermédio de Reinaldo Ventura, e ampliaram para 2-0 a cinco segundos do intervalo, num desvio de Tiago Losna, após remate de Hélder Nunes. 

Na segunda parte, o Paço de Arcos deu a volta ao resultado, mesmo sem alterar a sua matriz de jogo defensiva e de aposta no contra-ataque, graças a tentos de Rui Pereira, aos 29 e 38 minutos, e de Rui Ribeiro, aos 30. 

Pelo meio, na marcação de uma grande penalidade, Reinaldo Ventura acertou no poste. No total, quatro remates do FC Porto foram aos “ferros”. Em desvantagem, a 12 minutos do apito final, a equipa da casa lançou-se no ataque e chegou ao 3-3 num remate de meia-distância do Reinaldo Ventura, logo aos 39. 
Quatro minutos depois, com uma “picadinha”, Tiago Losna concretizou a reviravolta. Nada fazia prever o empate, mas Nélson Ribeiro, já no último minuto, atirou para o 4-4, não dendo tempo aos Dragões de reagir. Foi um final cruel para uma equipa que rematou por 85 vezes à baliza e forçou o guardião Carlos Silva a 41 defesas. 
Por seu turno, o Paço de Arcos realizou apenas 35 remates. 

Perante 713 espectadores, a equipa orientada por Tó Noves alinhou com Edo Bosch (g.r.), Reinaldo Ventura, Pedro Moreira, Ricardo Barreiros e Vítor Hugo. Jogaram ainda Tiago Losna, Hélder Nunes e Jorge Silva. 

Na próxima jornada, dia 13 de Outubro pelas 15h30, o FC Porto recebe o Sporting.


Bilhar * Penta na Supertaça de Carambola

A equipa masculina de bilhar do FC Porto conquistou a sua quinta Supertaça consecutiva na variante às três tabelas, depois de vencer o Benfica, por 3-1, na final da competição. A prova decorreu esta sexta-feira, no Salão do Centro Norton de Matos, em Coimbra.

Andebol * Fafe 23 - FC Porto 38

5ª. Jornada * Campeonato Nacional 

O FC Porto Vitalis venceu no terreno do Fafe por 38-23, em encontro da quinta jornada do Andebol 1. Com este resultado, os Dragões seguem no terceiro lugar, com quatro triunfos e uma derrota. Gilberto Duarte foi o goleador de serviço, com nove tentos.

A goleada foi construída essencialmente na segunda parte, dado que ao intervalo os azuis e brancos lideravam por apenas 16-14. Pela equipa treinada por Ljubomir Obradovic marcaram João Ramos (2), Gilberto Duarte (9), João Ferraz (3), Filipe Mota (1), Belmiro Alves (2), Pedro Spínola (4), Daymaro Salina (4), Ricardo Moreira (8), Wilson Davyes (4) e Hugo Rosário (1).

Benfica e Sporting estão igualados na frente da classificação, com 15 pontos, seguindo-se o FC Porto com 13 pontos.

Na próxima jornada, dia 13 de Outubro pelas 18h00, o FC Porto vai a Avanca defrontar os locais.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Noite de Gala Europeia no Dragão!

Hoje o Estádio do Dragão voltou a receber uma noite de gala, de grande futebol por parte da nossa equipa, sob a batuta de João Moutinho e com um solo final de James!


O FC Porto encarou o jogo, como deveria encarar: Favorito!
O adversário, novo rico da Europa do futebol, levou um banho de bola perante um dos melhores clubes europeus.
Fomos agressivos, dominamos e controlamos perfeitamente o jogo, permitindo apenas por duas vezes que o PSG criasse real perigo.
O nosso trio do miolo, ritmou o jogo, foi inteligente tácticamente, pressionando na saída de bola a equipa francesa.

Foi neste sector da equipa que residiu o segredo para a vitória, com Moutinho sublime.

O resultado foi escasso face ao nosso domínio e oportunidades criadas.

Os franceses apresentaram-se no Dragão de forma sobranceira e só não foram humilhados por ineficácia na nossa finalização e mérito do seu guarda-redes.

Fernando foi novamente o Eucalipto, que secou tudo à sua volta, libertando Moutinho para uma exibição tácticamente magnifica.
Lucho faz jus ao cognome de "El Comandante", e tal como os verdadeiros que lideram as suas tropas, não precisa fazer muito, basta-lhe orientar, compensar e ritmar.

Com o trabalho magnifico do miolo, tudo fica mais fácil para os colegas da defensiva, que estiveram perfeitos na marcação à estrela sueca, sempre com Helton seguro e a comandar a defesa.
Os nossos defesas laterais foram inteligentes, souberam temporizar as subidas no corredor e amiúde criar desequilíbrios. Varela na primeira metade rubricou uma exibição a relembrar os seus velhos tempos.

VP esteve bem na substituição de Varela por Atsu, pois nos últimos 15 minutos, dava a ideia que a equipa já se havia conformado com o empate, e já começava a irritar o jogo da nossa equipa, pois nós somos melhores e sentíamos que se apertássemos venceríamos. 
O jovem africano foi o elemento que despertou o nosso jogo e nos empurrou para a frente, e eis que apareceu James no jogo, que até então estava encolhido, e até poderia ter sido alvo de substituição.

Moutinho o melhor em campo, numa excelente iniciativa proporcionou a El Bandido uma finalização sublime de primeira, garantindo-nos assim a justa vitória e um passo importantíssimo rumo aos oitavos-de-final.



Agora há que não embandeirar em arco, ser humildes, e encarar todos os jogos com a mesma atitude.
Temos de melhorar muito na finalização. Jackson aparece muitas vezes perdido, parecendo que a bola foge dele.
Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)

Excelente o ambiente nas bancadas, que empurrou a equipa para a frente nos momentos que parecia adormecer.


Força Porto!  
Boa semana

Champions regressa ao Dragão

Depois de na última época, o FC Porto ter fechado a sua prestação frustrante na Champions, no Dragão, frente ao Zenit, está marcado para hoje o regresso da Champions ao Dragão.

A vitória na primeira jornada frente ao Zagreb, por sinal, com uma boa exibição, abre boas perspectivas para mais logo. O adversário é muito mais forte, é o novo rico da Europa, as contratações que fez impõem respeito sem dúvida, mas tal como Vítor Pereira disse na antevisão do jogo, o FC Porto tem todas as condições para vençer mais logo e cimentar a liderança no grupo.

É um facto que a equipa vem de um jogo pobre, com pouca qualidade e com um resultado frustrante face à diferença das equipas, resultado que valeu perder a vantagem de 2 pontos que tinha sobre o segundo classificado na Liga.

Mas também a história tem mostrado que depois de um jogo menos conseguido a equipa supera-se no jogo seguinte. Por sinal, o jogo seguinte é com o PSG e para a Champions, competição que o ano passado ficou “entalada” na familia Portista.

O PSG fez uma boa pré-época e está a mostrar qualidade na Liga Francesa. Na primeira jornada da Champions despachou o Dinamo Kiev, com um futebol ofensivo e com boa segurança defensiva, ora não tivesse reforçado em qualidade esses dois sectores da equipa.

Não vai ser um jogo nada fácil. O PSG, face à qualidade que tem, vem certamente ao Dragão discutir o resultado, uma equipa que gastou o que gastou não pode vir ao Dragão e jogar para o empate.

Victor Pereira tem todo o plantel à sua disposição e acabou por convocar os mesmos 18 que estiveram em Vila do Conde. Uma critica a esta convocatória, claramente Iturbe tem qualidade para estar nos convocados, optar por 5 médios de raiz, quando se tem adicionalmente James e Danilo que podem jogar no meio campo, é limitar as opções ofensivas, sobretudo ao nível da criatividade e velocidade.

Lista de convocados: Helton, Fabiano, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.

Ainda que sejam os mesmos convocados, são esperadas alterações na equipa que vai entrar em campo. A alternância do lateral direito deverá manter-se, com Danilo a ser titular, tal como se espera o regresso de Fernando à equipa. No ataque é esperada a titularidade de Varela em detrimento de Atsu, colocando mais experiência em campo.

Equipa Provável: Helton, Danilo, Alex Sandro, Maicon e Otamendi, Fernando, Moutinho e Lucho, James, Varela e Jackson.

Mas mais importante que as alterações é a postura da equipa em campo. È preciso um FC Porto muito mais forte do até agora que se tem visto. É certo que a motivação é maior no jogo de mais logo, mas o adversário é bem mais poderoso do que qualquer outro até ao momento.

Victor Pereira continua com um dilema na equipa. James parece render o melhor que tem quando joga no meio, mas com Lucho na equipa é empurrado para uma das alas, pois Vítor Pereira entende manter o esquema de 4X3X3. Para quando o FC Porto potenciar todos os seus jogadores e jogar a 4X4X2? Varela, já aqui foi dito, tem caracteristicas e condições para jogar ao lado ou um pouco recuado comparativamente a Jackson, tal como terá Iturbe ou mesmo James.

Agora fazer experiências, retirando Lucho e promovendo James, e insistir num esquema que limita um dos jogadores, por sinal, dos melhores, a não poderem jogar juntos no seu potencial máximo.

A vitória mais logo não só consolida o primeiro lugar como pode permitir, que na dupla jornada com o Dinamo Kiev, o FC Porto possa mesmo assegurar a passagem à próxima fase.

O jogo está marcado para as 19:45 e terá transmissão na Sporttv.

A todos os que possam ir até ao Dragão, não percam a oportunidade de apoiar o nosso grande clube.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eusébio "É um rapaz esperto em ser do FC Porto (...)"






Andava eu a fazer aquelas arrumações às gavetas, que os homens geralmente fazem uma vez no ano, quando encontrei este recorte do Jornal de Noticias de Março de 2008, onde se transcrevem umas declarações do Pantera Negra aquando de uma visita a Maputo, mais concretamente à Escola Secundária Josina Machel. 

Há uns tempos um estudo revelou que Sporting e Benfica se valem das relações familiares para ganhar adeptos, o que é insuficiente, face ao crescimento evidente do FC Porto que ganha adeptos pela meritocracia, ou seja pelo mérito das suas conquistas e pela mentalidade vencedora instaurada. 

O FC Porto tem sido mais ganhador, logo, os mais jovens, vão para o que consideram melhor. 

Eis o exemplo perfeito retratado no recorte de jornal. 

Até nas ex-colónias é evidente o nosso crescimento. 



Meninos de São Tomé e Príncipe à esquerda, e meninos de Cabo Verde à direita.


domingo, 30 de setembro de 2012

Apatia quase resultou em escândalo…

Não é por acaso que se diz que são nestes jogos que se vencem os campeonatos. Quando se olha para trás, e à 5ª jornada, o FC Porto soma dois empates com Gil Vicente e Rio Ave, é caso para se sentir alguma frustração neste arranque de época.

O primeiro lugar já era nosso, continuamos no topo, a diferença de golos é irrelevante para uns, motivante para outros, compreende-se, falta 1 mês para as eleições, mas a apatia de ontem quase resultou em escândalo.

É certo que os dois golos do Rio Ave foram erros infantis e graves da defesa Portista, até então nesta época, quase imaculada, é certo que o árbitro foi habilidoso, não só pelo penalti não marcado, mais um, e novamente num jogo em que não ganhámos, mas também pela excelente visão de dar 3 minutos de compensação, contados ao minuto!

Mas mais uma vez, o FC Porto e Vítor Pereira tinham argumentos para ganhar ao Rio Ave e à equipa de arbitragem e até a quem estava por trás desta iniciativa, tal como devia ter acontecido em Barcelos.

Desta vez, Vítor Pereira pecou! Não soube estimular a equipa, não se apercebeu da apatia a tempo, não mudou o que devia ter mudado, entendeu que com 1-0, James deveria jogar a 10 e então tirou Lucho, se calhar seria interessante fazer experiências em jogos oficiais, quando o resultado esteja um pouco mais desequilibrado, certo?!

É um facto que o FC Porto sempre controlou o jogo, até ao golo do empate do Rio Ave. Ninguém fazia entender que o Rio Ave iria empatar e muito menos virar o resultado, mas todos nós percebemos que a equipa do FC Porto estava apática, adormecida, embalada no magro resultado. Vítor Pereira não percebeu!

A primeira parte só deu FC Porto. Com justiça o intervalo chegou com a vantagem no marcador, mas oportunidades de golo escassearam, pelo domínio do jogo justificava-se.
A segunda parte, naturalmente o Rio Ave avançou mais no terreno e se isso deveria ser uma vantagem para o FC Porto, matar o jogo, tornou-se num autêntico pesadelo. James ainda fez estremecer a barra, mas os dois erros defensivos virou de pernas para o ar o resultado. A imagem nas bancadas, dos adeptos do Porto, era de pessoas incrédulas!

E a maior frustração é que após o segundo golo do Rio Ave, e já com poucos minutos para jogar, o FC Porto puxou pelos galões, meteu velocidade, e conseguiu empatar. E se houvesse mais tempo, certamente ganharia o jogo, a questão é porque não o fez mais cedo?!

É certo que ainda estamos na 5ª jornada, mas temos que ser exigentes! Não se pode aceitar perder 4 pontos, com equipas como o Gil Vicente e o Rio Ave, num curto espaço de tempo.

Não se compreende a opção por não colocar Varela de inicio na equipa. Depois de ter jogado bem contra o Beira Mar e de ter marcado, ficou de fora. Também não se percebe, se existe um esquema para situações urgentes de inferioridade no resultado, porque razão, nos jogos com o Guimarães e Beira Mar, não se experimentou, já com o resultado a 3-0, ou 4-0, o esquema de 2 avançados centro. Sem rotinas, esta alternativa não produz efeitos a escassos minutos de terminar o jogo.

Destaque para Miguel Lopes e Jackson, que sobressaíram pelo facto de terem marcados os golos da equipa. No geral a equipa toda esteve apática, praticamente todos ao mesmo nível, incluindo Vítor Pereira, que curiosamente não festejou o primeiro golo, mostrando uma auto-confiança elevada, mas depois… adormeceu…
Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)
Olha para a frente agora. Quarta-Feira o FC Porto pode dar um passo significativo na passagem aos oitavos de final, caso vença o PSG, pois terá o confronto directo com o Dínamo de Kiev que poderá selar essa passagem. O Sporting virá depois.

Força Porto.
Ricardo Nuno Gonçalves Jorge

Andebol * FC Porto 32 - ABC 29

4ª. Jornada * Campeonato Nacional 

Publicado em fcporto.pt e banhadasandebol.blogspot.pt/

O FC Porto bateu o ABC por 32-29, em jogo a contar para a 4.ª jornada da primeira fase do campeonato nacional de andebol.

A fortaleza do Dragão Caixa voltou a ser decisiva num jogo em que os tetracampeões nacionais chegaram ao intervalo a perder por um golo (12-13), mas que não segunda parte conseguiram virar, apesar da réplica dos bracarenses, que nunca desistiram de procurar a surpresa.

O FC Porto com uma forte reacção nos segundos 30 minutos, assume o comando do marcador (16-15) aos 34 minutos, entrando-se num período de relativo equilíbrio, mas o ABC com um período “negro” entre os 43 e os 48 minutos permitiu ao FC Porto adquirir uma vantagem de 7 golos (28-21). 

A reacção que se verificou foi insuficiente e os Azuis do Norte continuam a registar um incrível número de vitórias no Dragão Caixa. 

A mudança verificada no marcador no segundo período de jogo deve-se na nossa opinião a uma forte alteração no rendimento dos Gr’s de ambas as equipas, com a equipa do ABC a passar de uma eficácia aos 30 minutos de 43%, para 27% no final. 


O trio de primeira linha Pedro Spínola (nove golos), Wilson Davyes (oito) e Gilberto Duarte (oito) foram decisivos nesta vitória.

Sporting e Benfica lideram a tabela classificativa com 12 pontos, seguem-se o FC Porto e o Águas Santas com 10 pontos.

Na 5.ª jornada, marcada para sábado, 6 de Outubro, o FC Porto desloca-se ao terreno do Fafe.