Publicado em fcporto.pt
O FC Porto Vitalis venceu esta terça-feira
no pavilhão do Sporting da Horta, por 34-27, em encontro da décima
jornada do Andebol 1. Os Dragões deram expressão a uma já esperada
superioridade, liderando o marcador desde o primeiro minuto, e comandam
agora o campeonato, com 28 pontos (mais um do que o Benfica, que tem
menos um jogo).
Ao intervalo, os azuis e brancos comandavam por 15-13. Destaque-se a boa prestação dos guarda-redes portistas, com 41 por cento de eficácia. O melhor marcador do encontro foi Tiago Rocha, com nove golos.
A equipa comandada por Ljubomir Obradovic, alinhou e marcou da seguinte forma: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (2), Wilson Davyes (3), Tiago Rocha (9), Elias Nogueira (4), Ricardo Moreira (7) e Pedro Spínola (7). Jogaram ainda Alfredo Quintana (g.r.), João Ferraz, Filipe Mota, Daymaro Salina (1), Hugo Rosário, José Silva e Sérgio Rola (1).
Ao intervalo, os azuis e brancos comandavam por 15-13. Destaque-se a boa prestação dos guarda-redes portistas, com 41 por cento de eficácia. O melhor marcador do encontro foi Tiago Rocha, com nove golos.
A equipa comandada por Ljubomir Obradovic, alinhou e marcou da seguinte forma: Hugo Laurentino (g.r.), Gilberto Duarte (2), Wilson Davyes (3), Tiago Rocha (9), Elias Nogueira (4), Ricardo Moreira (7) e Pedro Spínola (7). Jogaram ainda Alfredo Quintana (g.r.), João Ferraz, Filipe Mota, Daymaro Salina (1), Hugo Rosário, José Silva e Sérgio Rola (1).
Na próxima jornada, dia 17 de Novembro, pelas 18h00, o FC Porto recebe o Madeira SAD.
Deixo-vos aqui uma mensagem que Wilson Dayves postou no mural da sua página de facebook.
Infelizmente continuam a existir seres humanos acéfalos, e ontem um deles atleta do Sporting da Horta, demonstrou o seu primitivismo básico e dirigiu um insulto racista a Wilson e tentou confrontá-lo fisicamente.
Vamos esperar que a Federação haja conforme, e puna severamente este atleta.
Força Wilson!
O insulto é o argumento dos fracos!
Caros amigos,
É com um misto de determinação e de profunda consternação que partilho convosco o que me vai na alma. Determinado a quê? Difícil especificar.Porém,estou seguro de que é minha obrigação denunciar a situação que hoje vivi.
Jogo andebol desde os onze anos. Já ganhei e já perdi bastantes vezes, como é normal num desporto. Muitos foram e, felizmente, continuam a ser os dias em que o andebol me faz sentir realizado, pois considero-me um privilegiado por ter a possibilidade de me dedicar a 100% ao que mais gosto e de ainda ser pago para isso. No entanto, considero que apesar de toda a competitividade que é inerente ao jogo, há um conjunto de princípios e de valores que são imprescindíveis, para mim pelo menos.
Infelizmente continuam a existir seres humanos acéfalos, e ontem um deles atleta do Sporting da Horta, demonstrou o seu primitivismo básico e dirigiu um insulto racista a Wilson e tentou confrontá-lo fisicamente.
Vamos esperar que a Federação haja conforme, e puna severamente este atleta.
Força Wilson!
O insulto é o argumento dos fracos!
Caros amigos,
É com um misto de determinação e de profunda consternação que partilho convosco o que me vai na alma. Determinado a quê? Difícil especificar.Porém,estou seguro de que é minha obrigação denunciar a situação que hoje vivi.
Jogo andebol desde os onze anos. Já ganhei e já perdi bastantes vezes, como é normal num desporto. Muitos foram e, felizmente, continuam a ser os dias em que o andebol me faz sentir realizado, pois considero-me um privilegiado por ter a possibilidade de me dedicar a 100% ao que mais gosto e de ainda ser pago para isso. No entanto, considero que apesar de toda a competitividade que é inerente ao jogo, há um conjunto de princípios e de valores que são imprescindíveis, para mim pelo menos.
Defendo que a vontade de ser
melhor do que o adversário, não me dá o direito de humilhá-lo. Aceito
que o jogo, imprevisível, leve a determinados estados de espírito, quer
de euforia em caso de vitória, quer de frustração em caso de derrota,
sendo que independentemente do resultado final, o respeito pelo
adversário deva ser imperativo! Contudo, há determinados comportamentos
que ultrapassam o campo desportivo, revelando o real carácter e,
infelizmente em alguns casos, a (pouca) formação cívica de alguns
atletas/homens.
Passando à situação em concreto, ela aconteceu durante o SC Horta x Porto de ontem, dia 13, no decorrer da segunda parte. Num lance em que me encontro a lateral esquerdo, na tentiva de ganhar superioridade para o ponta do mesmo lado, sou placado, sim, placado, pelo ponta direita da equipa da casa cujo nome é Afonso Almeida, indo de seguida os dois para o chão. Confesso que fiquei estupefacto pela acção, digna de um jogador de râguebi, pelo que olhei fixamente para a pessoa em questão para demonstrar a minha reprovação. Num acto que não só revela o elevado respeito que o dito "jogador" tem por uma etnia diferente da sua, como também a elevada formação cívica que possui, sou confrontado com um, passo a citar, «o que queres,preto?». Seguidamente, levantámo-nos simultâneamente e num acto de "justiça" salomónica, somos ambos sancionados com 2 minutos. Sem perceber esta noção de "justiça", dirijo-me para o banco de suplentes onde constato que o "jogador" igualmente sancionado me dirige um "convite" para me aproximar do local onde ele se encontra- um claro convite a uma cena de pancadaria- ao que respondo, cito, «vem cá tu!». Mais uma vez, sou alvo da dita "justiça", que me volta a sancionar com 2 minutos, fazendo assim um total de 4 minutos em que apenas eu estaria impedido de participar no jogo. Admito que possam ser feitas várias leituras da situação. Não pretendo ser nem "o bom", nem "a vítima". Pode haver quem defenda , como infelizmente já ouvi, «então mas tu ficas ofendido?Tu és preto.» Imaginam uma sociedade onde tratamos os nossos pares consoante as suas características físicas e não pelos nomes?
Obviamente que não tenho qualquer complexo em relação à minha cor, vivo bem com a minha condição e aceito-me como sou, assim como aceitaria caso fosse outra a minha cor/etnia. O que não entendo é como não estão previstas sanções para os que incorrem neste tipo de atitudes, como acontece por exemplo em Inglaterra, onde ao capitão da selecção inglesa, John Terry, foi retirada a braçadeira de capitão de equipa depois de ter dirigido insultos racistas a um adversário. Considero triste haver quem ainda recorra a este tipo de repertório, a meu ver, ultrapassado!
Para concluir, deixo um apelo. Um apelo a todos os que, como eu, se sentem privilegiados por fazerem disto a sua vida. Respeitemo-nos uns aos outros. Quando nos respeitarmos uns aos outros, estaremos em condições de exigir que respeitem a nossa classe e que nos sejam dadas as condições que merecemos.
Grato,
Wilson Davyes
Passando à situação em concreto, ela aconteceu durante o SC Horta x Porto de ontem, dia 13, no decorrer da segunda parte. Num lance em que me encontro a lateral esquerdo, na tentiva de ganhar superioridade para o ponta do mesmo lado, sou placado, sim, placado, pelo ponta direita da equipa da casa cujo nome é Afonso Almeida, indo de seguida os dois para o chão. Confesso que fiquei estupefacto pela acção, digna de um jogador de râguebi, pelo que olhei fixamente para a pessoa em questão para demonstrar a minha reprovação. Num acto que não só revela o elevado respeito que o dito "jogador" tem por uma etnia diferente da sua, como também a elevada formação cívica que possui, sou confrontado com um, passo a citar, «o que queres,preto?». Seguidamente, levantámo-nos simultâneamente e num acto de "justiça" salomónica, somos ambos sancionados com 2 minutos. Sem perceber esta noção de "justiça", dirijo-me para o banco de suplentes onde constato que o "jogador" igualmente sancionado me dirige um "convite" para me aproximar do local onde ele se encontra- um claro convite a uma cena de pancadaria- ao que respondo, cito, «vem cá tu!». Mais uma vez, sou alvo da dita "justiça", que me volta a sancionar com 2 minutos, fazendo assim um total de 4 minutos em que apenas eu estaria impedido de participar no jogo. Admito que possam ser feitas várias leituras da situação. Não pretendo ser nem "o bom", nem "a vítima". Pode haver quem defenda , como infelizmente já ouvi, «então mas tu ficas ofendido?Tu és preto.» Imaginam uma sociedade onde tratamos os nossos pares consoante as suas características físicas e não pelos nomes?
Obviamente que não tenho qualquer complexo em relação à minha cor, vivo bem com a minha condição e aceito-me como sou, assim como aceitaria caso fosse outra a minha cor/etnia. O que não entendo é como não estão previstas sanções para os que incorrem neste tipo de atitudes, como acontece por exemplo em Inglaterra, onde ao capitão da selecção inglesa, John Terry, foi retirada a braçadeira de capitão de equipa depois de ter dirigido insultos racistas a um adversário. Considero triste haver quem ainda recorra a este tipo de repertório, a meu ver, ultrapassado!
Para concluir, deixo um apelo. Um apelo a todos os que, como eu, se sentem privilegiados por fazerem disto a sua vida. Respeitemo-nos uns aos outros. Quando nos respeitarmos uns aos outros, estaremos em condições de exigir que respeitem a nossa classe e que nos sejam dadas as condições que merecemos.
Grato,
Wilson Davyes



























