Hector Berlioz, compositor francês, no século XIX disse "A sorte de ter talento não basta, é preciso, também, ter talento para a sorte", e foi o talento de El Bandido que definiu a sorte que nos levou à vitória na Batalha da Pedreira.
À partida para este desafio, adivinhavam-se dificuldades, o adversário é de qualidade evidente, tem excelentes executantes, e tratava-se portanto do primeiro grande desafio na Liga para a nossa equipa.
O adversário vinha de uma derrota europeia pesada, da humilhação de não ter conseguido o apuramento para os oitavos da champions num grupo acessível, e por conseguinte iria querer dar uma resposta positiva aos seus adeptos, que passava naturalmente por tentar levar de vencida o campeão nacional.
O FC Porto por sua vez é uma equipa confiante, que joga com alegria e que iria querer manter a fasquia de qualidade dos últimos desafios.
Com a vitória dos encarnados ontem, o FC Porto entrava na Pedreira com a intenção de vencer e reocupar o lugar que é seu por mérito.
Vítor Pereira apostou nos regressos de Alex Sandro e Fernando, relegando Abdoulaye e Defour para o banco, e colocou Mangala no centro da defesa ao lado de Otamendi.
O FC Porto entrou bem no jogo, com pressão alta, e rapidez nas trocas de bola, encostou o Braga às cordas por 20 minutos, e podia mesmo aos quatro minutos ter aberto o marcador por duas ocasiões que tiveram o mesmo protagonista, Otamendi, que num canto desviou de cabeça para o poste e logo depois após passe fantástico de El Comandante, isolado pela meia direita remata desastrado para fora.
Os primeiros vinte minutos foram assim marcados pelo domínio do FC Porto, com muita posse e com o Braga a tentar sair mas sem sucesso.
Mas a partir dos vinte minutos, o Braga conseguir achar o antídoto para o equilíbrio do jogo. Subiu as linhas, acertou nas marcações no miolo, e o jogo ficou repartido, numa toada de bola lá bola cá.
Ao minuto vinte e três, os arsenalistas numa jogada perigosa pela direita reclamam penalti por mão de Alex Sandro após cruzamento de Alan, o que na minha modesta opinião, apesar da bola ter batido no braço, não é penalti, pois o cruzamento é muito em cima, e o defesa portista tem o movimento típico para tentar opor-se ao cruzamento, e não se configura portanto intenção de cortar a bola com a mão.
O Braga empolga-se e surge o seu melhor período no jogo, em resposta ao período inicial forte do FC Porto.
Nesta fase de pressão arsenalista, Helton faz duas excelentes defesas, uma a remate de Mossoró, e outra numa tentativa de canto directo de Hugo Viana, que obriga o guardião portista a voar e impedir a bola de entrar na baliza.
O jogo parte para intervalo após uma falta dura de Alan sobre Varela, que não é punida com cartão amarelo, e o mais ridículo, Xistra depois das equipas se posicionarem para a cobrança da falta, apita e manda recolher aos balneários.
Foi assim uma primeira parte repartida, com o resultado a ajustar-se ao futebol produzido.
Uma primeira parte de muita luta e jogo de parada e resposta, com o FC Porto a ter mais posse de bola, e o Braga a privilegiar mais o contra-ataque.
As defesas levaram vantagem sobre os ataques.
A segunda parte trouxe mais do mesmo, muito equilíbrio e luta, sem que os ataques conseguissem produzir oportunidades de golo “cantado”.
Realce para um cabeceamento perigoso de Jackson após canto, e para dois remates de Éder entre o minuto 86 e 88.
O resultado parecia predestinado para o empate e repartição de pontos, mas eis que em cima do minuto noventa, a sorte sorriu ao audaz El Bandido, que num fantástico remate a bola ganha altura, passa por cima de Beto, vai à barra e entra!
Golaço de El Bandido, e muita alegria nos festejos entre jogadores e adeptos na bancada.
Bola ao centro e o 0-2 surge por Jackson Martínez. Uma bomba!
Salino perde a bola para o colombiano, que de pé esquerdo à entrada da área fuzila Beto.
Apito final e vitória sofrida do FC Porto, e rude castigo para o Braga.
Realces individuais para Helton, que transmitiu segurança à defensiva, Otamendi que fez mais um excelente jogo e que com Mangala foram uns esteios na defesa, para James, o homem do jogo, que apontou o golo que nos abriu o caminho para a vitória, e por último para Jackson que apontou mais um fantástico golo.
Muito apagados na partida de hoje Lucho e Moutinho, estando bem VP nas substituições.
De saudar os regressos de Fernando e Alex Sandro que estiveram bem na partida após pausa prolongada.

Espera-se mais um jogo disputado e que poderá ser tal como o de hoje, definido por um momento de magia de um jogador.
Última nota para o fantástico apoio dos nossos adeptos à equipa.
Força Porto!
Boa semana.
Paulo
À partida para este desafio, adivinhavam-se dificuldades, o adversário é de qualidade evidente, tem excelentes executantes, e tratava-se portanto do primeiro grande desafio na Liga para a nossa equipa.
O adversário vinha de uma derrota europeia pesada, da humilhação de não ter conseguido o apuramento para os oitavos da champions num grupo acessível, e por conseguinte iria querer dar uma resposta positiva aos seus adeptos, que passava naturalmente por tentar levar de vencida o campeão nacional.
O FC Porto por sua vez é uma equipa confiante, que joga com alegria e que iria querer manter a fasquia de qualidade dos últimos desafios.
Com a vitória dos encarnados ontem, o FC Porto entrava na Pedreira com a intenção de vencer e reocupar o lugar que é seu por mérito.
Vítor Pereira apostou nos regressos de Alex Sandro e Fernando, relegando Abdoulaye e Defour para o banco, e colocou Mangala no centro da defesa ao lado de Otamendi.
O FC Porto entrou bem no jogo, com pressão alta, e rapidez nas trocas de bola, encostou o Braga às cordas por 20 minutos, e podia mesmo aos quatro minutos ter aberto o marcador por duas ocasiões que tiveram o mesmo protagonista, Otamendi, que num canto desviou de cabeça para o poste e logo depois após passe fantástico de El Comandante, isolado pela meia direita remata desastrado para fora.
Os primeiros vinte minutos foram assim marcados pelo domínio do FC Porto, com muita posse e com o Braga a tentar sair mas sem sucesso.
Mas a partir dos vinte minutos, o Braga conseguir achar o antídoto para o equilíbrio do jogo. Subiu as linhas, acertou nas marcações no miolo, e o jogo ficou repartido, numa toada de bola lá bola cá.
Ao minuto vinte e três, os arsenalistas numa jogada perigosa pela direita reclamam penalti por mão de Alex Sandro após cruzamento de Alan, o que na minha modesta opinião, apesar da bola ter batido no braço, não é penalti, pois o cruzamento é muito em cima, e o defesa portista tem o movimento típico para tentar opor-se ao cruzamento, e não se configura portanto intenção de cortar a bola com a mão.
O Braga empolga-se e surge o seu melhor período no jogo, em resposta ao período inicial forte do FC Porto.
Nesta fase de pressão arsenalista, Helton faz duas excelentes defesas, uma a remate de Mossoró, e outra numa tentativa de canto directo de Hugo Viana, que obriga o guardião portista a voar e impedir a bola de entrar na baliza.
O jogo parte para intervalo após uma falta dura de Alan sobre Varela, que não é punida com cartão amarelo, e o mais ridículo, Xistra depois das equipas se posicionarem para a cobrança da falta, apita e manda recolher aos balneários.
Foi assim uma primeira parte repartida, com o resultado a ajustar-se ao futebol produzido.
Uma primeira parte de muita luta e jogo de parada e resposta, com o FC Porto a ter mais posse de bola, e o Braga a privilegiar mais o contra-ataque.
As defesas levaram vantagem sobre os ataques.
A segunda parte trouxe mais do mesmo, muito equilíbrio e luta, sem que os ataques conseguissem produzir oportunidades de golo “cantado”.
Realce para um cabeceamento perigoso de Jackson após canto, e para dois remates de Éder entre o minuto 86 e 88.
O resultado parecia predestinado para o empate e repartição de pontos, mas eis que em cima do minuto noventa, a sorte sorriu ao audaz El Bandido, que num fantástico remate a bola ganha altura, passa por cima de Beto, vai à barra e entra!
Golaço de El Bandido, e muita alegria nos festejos entre jogadores e adeptos na bancada.
Bola ao centro e o 0-2 surge por Jackson Martínez. Uma bomba!
Salino perde a bola para o colombiano, que de pé esquerdo à entrada da área fuzila Beto.
Apito final e vitória sofrida do FC Porto, e rude castigo para o Braga.
Realces individuais para Helton, que transmitiu segurança à defensiva, Otamendi que fez mais um excelente jogo e que com Mangala foram uns esteios na defesa, para James, o homem do jogo, que apontou o golo que nos abriu o caminho para a vitória, e por último para Jackson que apontou mais um fantástico golo.
Muito apagados na partida de hoje Lucho e Moutinho, estando bem VP nas substituições.
De saudar os regressos de Fernando e Alex Sandro que estiveram bem na partida após pausa prolongada.

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Na sexta-feira, nova Batalha na Pedreira, desta vez para a Taça de Portugal. Espera-se mais um jogo disputado e que poderá ser tal como o de hoje, definido por um momento de magia de um jogador.
Última nota para o fantástico apoio dos nossos adeptos à equipa.
Força Porto!
Boa semana.
Paulo

















