domingo, 11 de novembro de 2012

Prova superada com um Moutinho de Lucho!

Tal como se previa, o FC Porto teve uma difícil prova de superar diante da Briosa, e só com um Moutinho de Lucho a superamos.

Após o apuramento para os oitavos-de-final da champions e a fantástica exibição diante do Marítimo, os adeptos esperavam mais brilhantismo na vitória de hoje, o que não foi possível muito por mérito de uma Académica muito bem escalonada, concentrada, disciplinada e rigorosa na marcação aos nossos homens do tridente ofensivo, e sempre sem descurar as transições rápidas por intermédio de Cissé, Marinho e Wilson Eduardo.
Os homens de Pedro Emanuel estavam motivados após a vitória diante do Atlético de Madrid, e com o passar dos minutos, não conseguindo o FC Porto abrir o activo, ainda mais confiança angariavam.

Foi necessária portanto muita cabeça e paciência para encontrar o caminho certo para o golo.
Os adeptos foram excelentes no apoio à equipa, pois noutros tempos os assobios soariam bem cedo.
A equipa está confiante e segura a defender, e VP tem bem delineado o modelo de jogo da equipa, com James a ser uma espécie de híbrido que tanto é 7 como 10.
Apesar das lesões de Maicon, Fernando e Alex Sandro, três pedras que até à lesão eram titulares indiscutíveis, VP soube encontrar alternativas, e Mangala, Defour e Abdoulaye têm cumprido bem os seus papeis.
Durante a primeira parte, fomos previsíveis nas acções ofensivas, o que facilitou a tarefa defensiva da Briosa.
Só em erros individuais do adversário, ou recuperações rápidas de bola, conseguimos criar perigo. 
Numa dessas ocasiões, logo aos nove minutos Jackson Martínez apareceu isolado, e o guarda redes adversário ao sair da área tropeçou, mas o chapéu do colombiano saiu ligeiramente ao lado da baliza. Foi uma excelente oportunidade desperdiçada.
Numa outra aos dezanove minutos, Jackson recupera a bola a meio campo, dá para Danilo que abre em James na área, mas El Bandido no movimento interior na busca do espaço para o remate perde imenso tempo, e permite o corte de um defesa forasteiro.

Até ao apito para intervalo nota de realce para um remate de Jackson por cima do alvo. Todavia o colombiano foi egoísta pois tinha James ao seu lado sem oposição ao remate. Pesou aqui o objectivo individual de conseguir a marca de Jardel e Pena.

Tivemos na primeira parte muita posse de bola, mas o nosso jogo não era objectivo, criativo, e quase sempre terminava sem tiro à baliza à guarda de Ricardo.

Com James escondido do jogo, Varela apagado e Jackson sem bolas na área, VP tinha de encontrar soluções para desmanchar a estratégia da Briosa na segunda parte.
E assim foi. No segundo tempo a equipa entrou com mais velocidade de circulação de bola, e surgiram no jogo Lucho e Moutinho.

Aos cinquenta minutos após uma recuperação de bola a meio campo de Varela, El Comandante com um excelente passe abre para James na direita, que em velocidade entra na área e abre o activo.
Foi um golo justo, que surgiu numa boa altura do jogo, logo na reabertura do segundo tempo.
A equipa foi paciente e num erro adversário, com uma recuperação de bola, numa transição rápida conseguiu finalmente encontrar o caminho para o golo.

Pensava-se que a Académica fosse abrir o seu jogo, mas não, manteve-se concentrada e a complicar a nossa tarefa.

Mas eis que aos sessenta minutos surge um dos homens do jogo a apontar um golo de levantar um estádio - João Moutinho, que após passe atrasado de Lucho enche o pé e remata do meio da rua sem hipóteses de defesa para Ricardo. Grande golo!

VP aproveita o segundo golo, e faz descansar Varela, colocando no seu lugar Atsu.
O jovem ganês poucos minutos depois de entrar podia ter apontado o terceiro golo.
Após jogada de Jackson que de calcanhar passa a Moutinho que isola o ganês, mas Ricardo com uma excelente defesa nega o golo a Atsu.

Sentia-se no estádio que o jogo estaria decidido, mas a cínica Académica não desmoronou as linhas, e Wilson Eduardo reduziu num remate de primeira para 1-2 num lance em que a bola bate à frente de Helton, traindo-o por completo.

Com o golo academista, o FC Porto manteve a tranquilidade e geriu os ímpetos adversários com muita posse de bola. VP aproveitou para descansar Moutinho.

Até final só mesmo Helton numa saída dos poste colocou o coração na mão dos adeptos. O brasileiro saiu da baliza para chegar à bola, mas o rápido Cissé atrapalhou e gerou-se uma situação de perigo, que o próprio Helton resolveu saindo a jogar com os pés.

Poucos minutos depois deu-se o apito final com o FC Porto a conquistar merecidamente, mas sem brilho, os três pontos.


Destaque na partida para João Moutinho e Lucho, que na segunda parte souberam pautar o nosso jogo, e foram o cérebro para delinear as jogadas que abriram a muralha defensiva adversária.
Moutinho e Lucho com passes rasgados para as costas dos defesas adversários, foram tentando servir ora Jackson, Varela ou James.
El Comandante fez duas assistências para golo. Moutinho apontou o golo da noite. 
Excelente dupla esta que pauta o nosso jogo.

Nota de realce também para James que após uma primeira parte em que apareceu, tal como a equipa, apático e sem criatividade, na segunda parte entrou mais solto e após assistência de Lucho fez um excelente golo.

Na defesa Otamendi e Abdoulaye tem feito uma excelente dupla, com o argentino a assumir o comando da defensiva, e a transmitir tranquilidade para a evolução segura de Abdoulaye.
Mangala fez um bom jogo, ofuscando por completo Marinho.
Danilo do outro lado da defesa, fez um jogo apático tal como a equipa. O brasileiro tem de ser mais acutilante no corredor.
Varela fez um jogo esforçado, batalhou, mas ao contrário dos últimos jogos não foi um elemento desiquilibrador.

Defour cumpriu bem o seu papel, fechando bem os espaços.

Jackson Martínez falhou o objectivo de bater o recorde de Pena e Jardel, mas foi sempre uma carga de trabalhos para os defesas adversários. Foi muito bem marcado por João Real.
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Valeram os três pontos conquistados, que nos permitem manter a liderança.

Última nota para o mau estado do relvado, que aqui e ali complicou o nosso jogo.

Excelente o número de adeptos presentes no Dragão, que ultrapassou os trinta mil.

Agora segue-se o jogo para a Taça de Portugal diante do Nacional, uma partida complicada, que tentaremos vencer para seguir em frente na prova.

Abraço e boa semana.

Força Porto!

Paulo

3 comentários:

P. Ungaro disse...

Boas,

Resumindo e concluindo ... mais uma vitoria, mais 3 pontos.

Quanto ao jogo a primeira parte não foi conseguida, não tivemos dinamicos, estivemos lentos e sem rasgos ...

Na segunda parte entramos bem ... tivemos boas jogadas, podiamos ter marcado mais golos, e sofremos um golo de um lance fortuito e totalmente contra a corrente do jogo, mas são coisas que acontecem no futebol.

Quanto a equipa acho que individualmente estiveram a bom nivel, mais uma vez acho que Danilo está com pouca rotação e Miguel Lopes poderia e deveria jogar, claro que sei que temos que o valorizar, mas para mim que não ganho nada com isso e nesta altura ... tem que jogar o Miguel.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.pt

dragao vila pouca disse...

Duas surpresas esperavam os 31.910 espectadores que se deslocaram no princípio da noite ao Dragão - hora boa, tempo bom, ainda assim, menos público do que eu esperava... Não houve a habitual revista às tropas por parte dos stewards - parece que só as claques tiveram esse "privilégio" - e estreou-se nos painéis de publicidade electrónica o novo patrocinador, o Banco de Minas Gerias, BMG.
E vamos ao jogo que teve duas partes bem distintas... Depois de 45 minutos iniciais de complicador ligado, pouca inspiração, muitos passes e opções erradas, que deram um nulo, justo, ao intervalo, embora as únicas oportunidades de golo tenham pertencido ao F.C.Porto, os segundos 45 minutos foram diferentes, bem diferentes e para muito melhor, por parte do bi-campeão. Importa referir, antes de passar ao melhor período da equipa azul e branca, que se houve pouco Porto na primeira-parte, foi porque a Académica esteve bem organizada, forte e rigorosa na marcação, cumprindo à risca a estratégia do seu treinador.

Mantendo o mesmo onze, mas vindo com outra atitude e determinação, o F.C.Porto entrou forte à procura da vantagem. Mais rápido com bola e sobre a bola, circulando e passando melhor, a equipa de Vítor Pereira, com naturalidade e numa bela jogada que James concluiu da melhor maneira, chegou à vantagem. O mais difícil estava conseguido. A vencer e ao contrário do que acontece às vezes, a equipa portista manteve o ritmo, a pressão e a qualidade, foi tricotando algumas belas jogadas e com justiça, num grande golo de João Moutinho, aumentou para 2-0. Com um resultado que dava algum conforto, até porque dominava e controlava o jogo - a Académica raramente chegou à baliza de Helton...-, parecia que tudo estava decidido, até porque o 3-0 esteve mais perto do que o 2-1.

Mas e esse é um dos encantos do futebol, contra a corrente de jogo, numa dupla falha de Lucho e numa má abordagem ao lance por parte do guarda-redes do F.C.Porto, que me pareceu desatento, a equipa de Coimbra reduziu e colocou alguma emoção do estádio e pressão sobre o conjunto azul e branco. Embora, é bom dizê-lo, sem nunca criar grande perigo, sem nunca colocar Helton em grandes dificuldades.
Tudo somado, vitória justo, indiscutível, mas com um resultado enganador, do F.C.Porto que não foi capaz de repetir o brilhantismo do jogo frente ao Marítimo.

Cumprimos a nossa obrigação, continuamos na liderança e isso é o mais importante, no final de uma semana muito positiva para o Dragão, com uma desgastante viagem a Kiev pelo meio. Agora mais uma debandada para as selecções e a seguir uma deslocação bem difícil à Choupana para a Taça de Portugal. Cá estaremos confiantes, moralizados e espero, com mais alternativas à disposição do treinador.

Notas finais:
James e Moutinho marcaram e na segunda-parte estiveram muito bem, mas, mesmo sem marcar, no conjunto dos 90 minutos, pelo que trabalhou e jogou, Jakson foi, para mim, o melhor.

O relvado continua em mau estado...

Abraço

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Vitória justa num jogo em que o desempenho portista ficou dividido pelo menos bom (1ª parte) e razoável (2ª parte).

Esta equipa já demonstrou ser capaz de impor um futebol bonito e eficaz, contudo, nem sempre está disposta a executá-lo. Mérito dos adversários? Algum sim, mas sobretudo culpas próprias. Sei que há factores que vão determinando melhores ou piores performances. Ainda assim acho que esta equipa tem tanta qualidade que me custa ver jogadores a caírem com facilidade em vulgaridades inexplicáveis. Claro que não estou à espera que saia sempre tudo bem, isso não é possível, mas de um futebol seguro, com bola bem trocada, rápido e enleante, ainda que bem contrariado pela organização defensiva adversária, até um futebol trapalhão, sem ideias, pastoso, primário, vai uma grande diferença. Foi essa a diferença entre o Porto de momentos da 2ª parte e o Porto de toda a 1ª parte.

Um abraço