terça-feira, 21 de setembro de 2010

Vitória justa!

O FC Porto defrontou ontem na Choupana o Nacional da Madeira, terreno geralmente complicado para os adversários que enfrentam a equipa insular, onde o Porto já perdeu 4-0, mas do qual, também, tem saído imaculado nas últimas duas épocas.

Villas Boas lançou no jogo aquele que tem sido o onze base do campeonato: Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Alvaro Pereira, Fernando, Moutinho, Belluschi, Hulk, Varela e Falcao.

O jogo não foi brilhante nem espectacular, mas foi vitorioso! Houve alturas em que alguns erros cometidos começaram a fazer lembrar os erros passados, deixando entrever que ainda existem algumas lacunas que devem ser resolvidas. No entanto, o Porto foi, ao longo de todo o jogo, melhor que o Nacional.

Aos 21 minutos João Aurélio com um toque infeliz de cabeça põe o Porto em vantagem. Embora tenha sido um auto-golo, é de ressalvar a forma como o livre foi tão bem marcado por Belluschi.

No minuto seguinte Rolando toca com a mão na bola na grande área portista, ficando por marcar uma grande penalidade a favor dos madeirenses.

Mas não é por aí que o Nacional poderia ter vencido ou mesmo empatado. Já vimos que este Dragão, em desvantagem, não se desvanece: basta lembrar o jogo frente ao Braga, no qual por duas vezes estivemos em desvantagem conseguindo sempre dar a volta ao resultado.

Perto do final da primeira parte tivemos ainda tempo para desperdiçar (mais uma) grande penalidade. O castigo máximo foi bem assinalado, no entanto Falcao mandou a bola ao poste. Há que ter atenção às grandes penalidades, temos desperdiçado muitas, e muitas vezes poderá ser determinante para levar vencido um jogo. Felizmente isso até agora não tem acontecido, e o FC Porto tem sempre confirmado a sua superioridade ao longo de jogo marcando de outras formas.

Aos 56 minutos mais um lance de génio de Hulk para finalização de Varela. Esta dupla dá muitos golos ao ataque portista.

A partir daí só deu Porto. Conseguimos criar várias oportunidades, mas Bracali esteve, como sempre, à altura, impedindo que a vitória do Porto fosse mais dilatada.



GRANDES DESTAQUES:

Em primeiro lugar Moutinho, que fez uma exibição monumental, tirando alguns lances de génio, mostrando o seu bom toque de bola. Está cada vez melhor, cada vez mais entrosado com a equipa e já se adaptou à forma de jogar do FC Porto, justificando por completo os 11 milhões que nele foram investidos. Foi o melhor portista em campo.



Depois Hulk. Embora não estivesse no seu máximo, teve alguns lances que desequilibraram bastantes, inclusivamente o lance do golo, no qual deixou toda a defesa nacionalista para trás e assistiu de forma brilhante Varela para mais um golo. Hulk está bem e recomenda-se, e alguns erros ou perdas de bola que comete são completamente esquecidos quando vemos lances destes. É um jogador que arrisca, e quem não arrisca não colhe os frutos.



Também Fernando esteve ao seu mais alto nível. Agora com mais liberdade, apoia no ataque, mas mantém-se intransponível à frente da defesa. Muitas vezes é discreto, não se dá por ele, mas é um jogador determinante.

Por fim Falcao é sempre destaque, porque é um jogador trabalhador, dentro e fora da área, levando a defesa atrás dele, recebendo muito bem a bola, e dando espaço também aos colegas para progredirem. Ainda assim uma nota negativa para o desperdício da grande penalidade.

Uma última nota para a noite descansada de Helton, sem grandes defesas de relevo.

Declarações dos treinadores:



Foi uma vitória justa, tranquila, o Nacional nada fez que merecesse a vitória, nem sequer o empate. O Porto leva 5 vitórias consecutivas no campeonato, 9 em jogos oficiais, e espera-se que assim continue. Continuaremos na frente do campeonato sem perder terreno, e vencendo sempre não há quem nos ameace!

Rumo ao título!

Saudações portistas,

DF

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Se não foi uma exibição brilhante, foi uma vitória justa, indiscutível, que até peca por escassa.

Quanto aos comentadores, nem vale a pena perder tempo, quanto mais ganhamos mais aziados eles ficam e como toda agente sabe, a azia perturba, incomoda...Mas nada que uns Kompensan ou Rennie não resolvam!

Moutinho, caro ou barato?

Um abraço

P. Ungaro disse...

Claro que não foi uma exibição brilhante, no entanto suficiente e equilibrada.

Destaco o Maicon, mais uma vez penso que vamos dar um grande central ao futebol mundial.

Continuo a dizer, que não entrando em euforias, mantendo a garra e determinação podemos ir longe.

Um abraço

http://www.fcportonoticias-dodragao.blogspot.com/

Dragaopentacampeao disse...

Mais um jogo, mais uma vitória. Parece ser o lema desta equipa portista liderada por André Villas-Boas, que conta por vitórias todos os jogos oficiais disputados esta época.

Com humildade, trabalho, entreajuda, espírito de sacrifício e ambição, este grupo de trabalho faz o seu percurso imaculado, sem espalhafato, sem propaganda e sem o histerismo da CS. É assim que deve ser, é assim que eu gosto, é à FC Porto!

Não foi um grande espectáculo de futebol, longe disso, mas os Dragões deixaram evidente no relvado húmido e escorregadio do estádio Madeira a sua superioridade, selando um triunfo justíssimo que só peca por escasso, tal o número de ocasiões de golo desperdiçadas (incluindo uma penalidade máxima), umas vezes graças à exuberância do guarda-redes Bracalli, outras por ineficácia dos rematadores portistas.

Maicon foi para mim o melhor jogador portista (o melhor em campo foi Bracalli, logo seguido de Moutinho (que bela exibição)e do insuspeito Fernando.

Pena que alguns atletas tenham denotado inadaptação ao relvado (Hulk esteve desastrado)e outros aparentemente alheados do jogo.

Esta equipa merece mais regularidade exibicional pois tem matéria-prima para o conseguir, como demonstrou já esta época.

Se não puder ser Ópera, que seja a «Valsa» vienense/87, para contrastar com o Fado Calimero e a «Pimba» das papoilas saltitantes.

Um abraço