domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mais uma vitória sofrida...

Após 4 jornadas efectuadas nesta segunda volta, o FC Porto consegue a 4ª vitória, o que não deixa de ser fantástico, mas as exibições, com excepção do jogo antecipado com o Nacional da Madeira é que têm ficado muito aquém do potencial destes jogadores.

E não podemos apenas desculpar pelo facto de faltar 2 elementos na equipa. É certo que Alvaro e Falcão são elementos chave, mas uma equipa que está em várias frentes não pode estar dependente de 1 ou 2 jogadores. Mais, se fosse assim, então neste mercado de inverno, o FC Porto deveria recorrer ao mercado, ainda para mais sabendo da lesão grave de um jogador que parecia ser a primeira alternativa a Alvaro Pereira.

A equipa não está bem. Claramente a derrota frente ao rival teve consequências na equipa e mesmo no técnico Villas Boas. Não é normal, um treinador do FC Porto no final de um jogo dizer "Nem que fosse com um golo marcado com a mão".

O FC Porto tem uma marca muito própria que é a exigência. A direcção é exigente, a equipa técnica é exigente, os adeptos são exigentes. Não somos o Sporting Clube de Portugal, que passeia pelas competições como o clube do Fair Play e de bons princípios, ou mesmo o Sport Lisboa e Benfica, que nos anos que não ganham, são sempre o Glorioso e os adeptos ficam satisfeitos por saberem que o clube perdeu porque o Pinto da Costa compra árbitros.

Não, nós somos Porto. Somos exigentes, porque pertencemos a um clube exigente. Não é por acaso que estamos a escassos 2 títulos de sermos o maior clube Português de sempre e também não é por acaso que temos há alguns anos, o maior orçamento para o Futebol.

Como tal não são admissíveis declarações destas e exibições tão negativas, apáticas, sem cor.

Ainda assim o saldo nesta época é claramente positivo, convém lembrar sob pena de as críticas nesta altura soarem a desrespeito ou mesmo ingratidão por aquilo que o FC Porto fez até ao momento. Agora não podemos é continuar a viver dos 5-0, noite épica, e achar que tudo o resto surge naturalmente. Mais do que os 5-0 no Dragão, todos os portistas querem mesmo é 5-0 em Lisboa no dia 20 de Abril.

O FC Porto entrou bem neste jogo, muito rápido a trocar a bola, tão rápido que a excelente jogada entre James, Moutinho e a finalização de Varela teve o efeito desejado logo aos 7 minutos. Parecia que o FC Porto ia embalar para uma boa exibição, mas com o passar do tempo, o Rio Ave começou a responder à letra e equilibrou o jogo. É certo que Paulo Santos, um dos melhores em campo, continuou a negar o 2º golo, mas mérito para a resposta do Rio Ave.

Villas Boas apostou em Sereno, Fernando e James, quando se fazia prever que Guarin e Fucile, regressassem ao onze inicial e no ataque, após uma exibição muito fraca de James no último jogo, que desse uma oportunidade a Cristian Rodriguez, mas parece que é claro que, Guarin só vai ser titular quando Fernando se lesionar, Fucile, quando Sapunaru estiver cansado e Cristian Rodriguez, um dos mais bem pagos no plantel, senão o mesmo mais bem pago, a limitar-se ao banco de suplentes.

Na segunda parte, o Rio Ave cresceu e sinceramente merecia ter marcado um golo, quem sabe se o FC Porto não reagiria, mas pelo que se viu, foi bom assim.

Sem causar muito perigo, com excepção do livre do mano mais novo da família Alves, o Rio Ave conseguiu enervar o FC Porto e foram frequentes as perdas de bola e as faltas perigosas ao pé da baliza de Helton. O FC Porto teve algumas oportunidades, mas nem os atacantes nem o meio campo conseguia criar grandes desequilíbrios, nem mesmo quando o FC Porto passou a jogar contra 10.

As entradas de Guarin e Fucile tiveram apenas o efeito de frescura física na equipa e a de Mariano, a ocupação do espaço deixado por Varela.

Melhor em campo sem dúvida Varela. A espaços começa a aparecer o jogador que desequilibra com as fintas curtas e a velocidade. Desta vez marcou à ponta de lança, mas foram as jogadas que mais abrilhantou as bancadas. James, voltou igualmente às boas exibições, tal como Rolando, muito seguro a defender e claro João Moutinho, pela garra que coloca em campo.

Pela negativa, o flanco esquerdo, Sereno pode ser uma solução a defender, mas com ele em campo a equipa não tem profundidade. Não é criticável como outros pois não é o seu lugar. Fernando, demonstrou novamente excesso de confiança, muitas recuperações, mas também muitas perdas. O saldo não pode ser positivo. Quanto a Ruben Micael, parece que precisa de mais jogos a titulares para ganhar confiança, pois a qualidade está lá.



Villas Boas vai ter nos próximos 3 jogos um teste à capacidade da equipa. Primeiro o SC Braga e depois o Sevilha poderá ter o efeito mais desejado por todos, que é o regresso às vitórias e boas exibições, aumentando a motivação dos jogadores e do próprio treinador, que começamos todos a ver que não tem tido as reacções energéticas do passado recente.

Declarações de Villas-Boas:



Esperemos todos que seja uma fase menos boa e que os jogos complicados e o regresso da Liga Europa espevitem o FC Porto para o arranque decisivo em busca de materializar com títulos uma época que ainda continua a ser de grande nível.

Tempo agora de recuperar Falcão e Alvaro Pereira, mas recuperar bem, se não for para Braga, será para Sevilha, o importante é ter os jogadores de regresso a 100%, e não como foi com Falcão que regressou à competição e voltou a ficar de fora quase 1 mês.

Força Porto.

Ricardo Jorge

7 comentários:

ultrafcporto disse...

Caros portistas, foi um jogo quanto a mim fraquinho sem futebol espectáculo, excepto a jogada que começou em Sapunaru, passou por James, cruzamento de João Moutinho e cabeceamento certeiro de Varela. Um excesso de faltas de ambas as equipas por demais mesmo valeu os 3 pontos e pouco mais. Continuo eu e muitos portistas como eu sem perceberem o porquê de a não convocação do avançado Walter que custou 5 Milhões aos cofres do clube.
Cumprimentos,
www.ultrasfcporto.com

DC disse...

Temos que ter noção que é natural a equipa estar com um rendimento inferior.
Temos no plantel 5 ou 6 jogadores de topo na minha opinião: Alvaro, Moutinho, Hulk, Falcao e Belluschi. Os outros são bons ou razoáveis. Destes muito bons hoje faltararm 3 e outro jogou fora da sua posição.
Esta época o essencial é recuperarmos o NOSSO título de campeão. Depois para o ano tendo todos mais rotinas e experiências sejamos mais exigentes.
Este ano o que interessa é GANHAR!

dragao vila pouca disse...

Depois de uma entrada forte e num ritmo que sem ser diabólico, era muito razoável, um futebol agradável, com domínio e controlo total do jogo, a que se juntou um golo cedo, 6 minutos, tudo se conjugava para uma noite tranquila do F.C.Porto e uma exibição que acalmasse os espíritos mais inquietos. Mas a chama deste Dragão é curta, dura pouco e depois desse período inicial, que durou sensivelmente 25 minutos e vá lá saber-se porquê, a equipa portista começou a complicar, a perder dinâmica, a errar demasiado, a perder confiança e rapidamente se começou a entrar naquele futebol trapalhão, confuso, que enerva o mais calminho e pacato dos adeptos.
Perante este quadro, a equipa vilacondense, que até aí não tinha feito nada, viu que o papão, afinal, era bonzinho, estava conformado e já não queria mais, começou a perder o medo, a espalhar-se melhor, a pensar que podia lá chegar. E se é verdade que nunca foi muito perigoso, o conjunto de Carlos Brito foi-se soltando e nunca mais foi dominado como no melhor momento da equipa azul e branca, que chegou ao intervalo a vencer com justiça e pelos números certos.
Se nos primeiros 45 minutos a equipa de Villas-Boas ainda teve pormenores interessantes, na etapa complementar as coisas pioraram e pouco há para dizer, tão fraca foi a qualidade exibicional do líder do campeonato. Que, sem necessidade, acabou o jogo a sofrer, na perspectiva de num canto, num livre ou num ressalto, sofrer um golo que não merecia, mas que se acontecesse castigaria a sua ineficácia e má exibição.

Resumindo: mais três pontos e uma vitória justa, mas que diabo, exige-se mais ao conjunto de Villas-Boas, mesmo com a atenuante do desgaste físico e psicológico de um jogo, na quarta-feira, que deixou marcas - não estavamos a jogar frente a um Barcelona, mas e com todo o respeito, frente um Rio Ave fraquinho e quase inofensivo.

Notas finais: vamos ter três jogos determinantes, dois fora de casa, Braga e Sevilha e um no Dragão frente ao conjunto da Andaluzia. Como parece que o problema é o público portista, quem sabe nos dois jogos fora, não veremos um Porto de qualidade?
Mais um jogo que não faço apreciações indivíduais. Teria pouco a dizer de bem e muito a dizer de mal...

Um abraço

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Ontem até entramos bem no jogo e tivemos uma meia hora em que marcamos um golo, e podíamos ter marcado um outro ... mas eis que entramos num ritmo lento, os nossos jogadores começaram a ficar intranquilos, e o jogo a ser constantemente parado com imensas faltas assinaladas.

Tivemos uma segunda parte, que embora o Rio Ave não tenha tido uma real oportunidade de golo, tornou-se para nós adeptos um autêntico filme de Sir Alfred Hitchcock. Muito suspense até final, e sempre impacientes e temendo que o Rio Ave num lance de erro defensivo nosso marcasse e empatasse a partida.

Valeram na equipa as exibições de Rolando, Sapunaru, Sereno, Moutinho, Ruben e James ... e o melhor em campo Varela.

Hulk esteve apagado, Otamendi intranquilo e Fernando bem nas recuperações mas mal na entrega para sair a jogar.
Walter faz falta como alternativa de banco. Espero que o apelidado no Brasil "garoto-problema" esteja a ser um bom profissional, e que estas suas não convocações, não sejam fruto da sua conhecida indisciplina.

Vamos ter dois duros testes (Braga e Sevilha) e espero que Falcao recupere para que possamos ter mais alternativas de área.

Abraço e boa semana

Paulo

P. Ungaro disse...

Bom Dia,

O jogo de ontem não foi brilhante, um bom inicio e prometedor mas depois o Rio Ave conseguiu crescer, muito por nossa culpa e mais uma vez uma lesão ja não bastava o Falcão, o Palito, o Rafa agora o Sereno que pelo que apresentou é melhor defesa esquerdo que central na minha opinião, e assim é dificil conseguir o equilibrio da equipa, no entanto conseguimos o mais importante, uma vitoria, 3 pontos e continuamos a 11 dos bermelhos.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com

Rui disse...

Saudações portistas,

O filme parece-me ser mais "Jesualdo Ferreira - parte 2".

Depois de um inicio de época prometedor, voltamos à época passada com uma forma de jogar muito parecida. Além disso, espero enganar-me, parece-me que o AVB tem alguns tiques de teimosia e vamos (ou vou já, que é uma opinião pessoal) penar com 4x3x3 crónico que até dá vitórias mas que dá más exibições, aumenta os calafrios, acrescenta lesões, desespera os adeptos, etc.
Já o referi no comentário ao FCPxBenfica, o FCP tem todas as condições para jogar num 4x4x2 ágil, criativo, pressionante na frente, rematador, etc. Esta equipa nas mãos do Guardíola era ouro.
De facto, interessa o resultado mas para mim só faltava mesmo ter sido com a "mão" para denegrir uma exibição tão fraca.

Rui

Dragaopentacampeao disse...

Mais uma exibição descolorida, medíocre, sem chama, sem criatividade, sem estética, sem consistência sem quaisquer virtudes capazes de entusiasmar os adeptos, mesmo os menos exigentes.

O que se passa afinal? As ausências de Álvaro Pereira e Falcao não podem justificar tão impressionante abaixamento de nível!

Cansaço? Sobrecarga de jogos? Tudo isto junto contribuirá para um menor rendimento, mas assim tão baixo começa a ser preocupante.

O golo de Varela concretizado muito cedo devia ter dado o alento para uma performance mais positiva e serena. Contudo, inexplicavelmente, os jogadores enveredaram por uma toada morna, cinzenta, intranquila e vulgar. O pior é que à medida que o tempo avançava mais a equipa portista mergulhava numa incrível mediocridade. Era impossível não se ouvirem assobios. A jogar desta maneira queriam o quê? Vivas e olés? Tenham dó!

O melhor foi mesmo o resultado e os três pontos da vitória. Valha-nos isso!

Se continuarmos assim, não sei não!

Um abraço