sábado, 27 de agosto de 2011

Longe do nível mínimo da Champions…

Se o FC Porto já demonstrou nos 3 jogos oficiais já disputados a nível nacional que, ainda que algo debilitado física e animicamente, o suficiente para ganhar, hoje a nação portista percebeu que a nível internacional estamos longe do nível mínimo da Champions.

Se Vítor Pereira já tinha surpreendido na convocatória com a ausência de James Rodriguez e a inclusão de Cristian Rodriguez, o que dizer da titularidade de Cristian Rodriguez e Kléber. O primeiro por não ter sido inscrito para os primeiros jogos da Liga (ao contrário de James, ainda que ausente) e ser intenção da SAD ceder a nível definitivo. O segundo, porque já tinha demonstrado nos jogos oficiais, com maior grau de dificuldade do que os amigáveis, que está muito longe do nível que é esperado para um avançado centro que jogue no FC Porto.

Assim entendeu Vítor Pereira, ainda que no caso de Cristian Rodriguez seja notório a intenção de a SAD o promover neste jogo (porque então não renova?) para o vender e que a decisão não tivesse sido da responsabilidade do treinador, que já demonstrou várias vezes, que quem manda é a SAD. No ano passado deveriam ter emprestado Cristian Rodriguez a um clube que pudesse jogar com mais regularidade e este ano, e depois da Copa América, quem sabe se já não tinha sido já transferido e por valores superiores ao contratado (e tinham poupado 1 ano de salários). Pois é. Má visão, neste caso.

Este jogo fica claramente marcado pela inoperância atacante do FC Porto. Não foi só Hulk, foi todo o ataque. Cristian Rodriguez desde cedo que não ajudava Fucile (quando ajudou levou amarelo) e Kléber até se dava ao luxo de não correr! Ainda assim, o FC Porto até perto dos 40 minutos esteve muito bem organizado, concentrado e não aproveitou alguns livres perigosos à entrada da área que poderiam ter originado bem mais perigo do que assim sucedeu. O meio campo estava trabalhador, ainda que focado praticamente em tarefas defensivas. Excepção para Guarin que era o médio com mais liberdade para atacar.

Mas curiosamente, foi Guarin, que já não estava muito bem em levar o jogo para a frente que num lance, não diria infeliz, mas irresponsável (nem foi um passe para Sapunaru nem um atraso para Helton), que permitiu o desequilíbrio de forças para o lado do Barcelona.

O apito soou e ficou patente a frustração nos adeptos e nos jogadores do FC Porto pelo resultado ao intervalo. Não era justo, mas tinha que se aceitar, pois se o equilíbrio no meio campo e no sector defensivo foi notório, já ao nível atacante, da parte do FC Porto foi praticamente nulo.

Ao entrar para a segunda parte, com o mesmo onze, e a perder, o FC Porto deu a imagem de uma equipa pequena quando vai ao Dragão e está a perder ao intervalo pela margem mínima, e tenta nos primeiros minutos segurar o resultado, ainda que negativo, mas possível de ser desfeito num lance de bola parada ou erro do adversário.

Se Vítor Pereira foi infeliz na escolha do onze inicial, ao não ter mudado nada ao intervalo (e não era só porque estava a perder que deveria mudar) deu um sinal errado para a equipa. Tinha que ter existido alterações ao intervalo. Varela, ainda que longe da condição física, impunha-se na equipa e talvez fizesse sentido mudar o esquema de jogo, colocando Belluschi no lugar de Kléber.

Ainda assim, houve melhorias de jogo no FC Porto. Mais pressionante no sector ofensivo, conseguiu criar mais dificuldades ao Barcelona, nos primeiros 25 minutos do que até aí. Passou a rematar fora da área (primeiro Moutinho e depois Guarin obrigaram a Valdés realizar 2 defesas difíceis), jogadas nas alas, preconizadas por Cristian e Hulk que face à pressão, conseguiram criar perigo e ainda conseguiram, antes do descalabro final, no seguimento da pressão criada, um lance que era penalti a favor do FC Porto.



E conseguiu tudo isto, sem passar por momentos aflitos lá atrás, fruto de uma boa dinâmica apresentada nesta fase. O problema é que Vítor Pereira demorou, demorou a mexer na equipa. O Barcelona, refrescou o ataque e face às limitações de Adriano, a sua defesa e assim antecipou e bem dificuldades que estava a passar. Vítor Pereira assim não entendeu e começou a ver a equipa cair por terra a nível físico.

Aos 70 minutos tira Cristian Rodriguez que estava a ser até bastante útil no ataque (comparativamente com Kléber) e coloca Varela. Passados 7 minutos tira Kléber (porque não saiu mais cedo?) e Souza e praticamente não arrisca nada ao colocar Belluschi e Fernando.

Curiosamente, neste período, Guarin perdia alguns lances e já tinha feito algumas entradas mais viris e para um jogador que continuava associado ao lance do golo, faria sentido ter sido substituído e não Kléber.

Com a expulsão de Rolando e passados 3 minutos o segundo golo do Barcelona, o jogo terminou, no que diz respeito ao vencedor do encontro, mas ainda houve tempo para Guarin materializar a exibição constrangedora que teve e que tem demonstrado nos últimos jogos efectuados, neste caso com impacto no primeiro jogo da Champions, frente ao adversário mais poderoso. Vai-se lá saber porquê…





Parabéns aos fiscais de linha, estiveram quase sempre bem, sobretudo nos foras de jogo limite tirados ao Barcelona, quanto ao árbitro, não teve a coragem de apitar para o penalti e assim comprometer a vitória do Barcelona. É importante que Platini dê mais importância às arbitragens que se vão sucedendo nas provas organizadas pela UEFA do que propriamente ao facto de as equipas terem muitos ou poucos estrangeiros.

Mas existem pontos positivos a retirar deste jogo. Primeiro a segurança defensiva face a provavelmente o ataque mais poderoso do mundo (que o diga o Real Madrid, que na Supertaça encaixou 5 golos em 2 jogos), mesmo sem Alvaro Pereira e ainda sem opções para a esquerda pelas lesões de Rafa e Alex Sandro. Segundo, o FC Porto tem ainda opções não testadas e utilizadas que poderão ser muito úteis, tais como Defour, James e Iturbe, que poderão dar ao meio campo e ataque mais força e desequilíbrios. Por último foi demais evidente que jogadores como Fernando, Guarin, Alvaro Pereira e Cristian Rodriguez, pela indefinição do futuro quando faltam 6 dias para fechar o mercado, teve impacto decisivo neste jogo.

Impunha-se claramente que à data deste jogo, estas situações não existissem. Falhou a SAD na gestão destes processos com impacto directo na equipa e nas suas prestações, que tal como destacámos, é suficiente para consumo interno mas lá fora, só mesmo competindo na Liga Europa!

Se não se resolveu até agora, resta-nos esperar pelo dia 1 de Setembro para conhecer o plantel final do FC Porto.

A solução não passa impreterivelmente pela contratação de outro avançado, muito menos na minha opinião, por Leandro Damião. A escolha por este ou outro jogador ficará sempre associada à limitação do mercado (o que inflaciona as transacções) e à falta de planeamento face à saída de Falcão, que no dia que Villas Boas assinou pelo Chelsea, começou a fazer manchetes de uma saída inevitável do Dragão. Faz sentido sim, o FC Porto alterar a forma de jogar, colocando jogadores mais móveis no ataque, tal como faz e bem o Barcelona há muitos anos. Temos qualidade para isso, com jogadores como James, Iturbe, Varela, Hulk e quem sabe, Djalma e Cristian Rodriguez.

A solução passa pela resolução dos casos Alvaro Pereira, Fernando e Guarin, isto se não surgirem até final do mês mais situações do género. No caso de Alvaro Pereira, penso que é a questão mais fácil de resolver, pelas boas alternativas que existem. No caso de Fernando e Guarin, e depois da saída de Ruben Micael, existe um défice anímico no meio campo do FC Porto. Souza ainda não é uma alternativa a Fernando, e Moutinho não pode levar o FC Porto às costas.

Se Fernando (que foi o primeiro a manifestar a intenção de sair no dia da conquista da Taça de Portugal) e Guarin (que não renovou qd voltou da Copa América) não estão a 100% no FC Porto, então a solução poderá passar mesmo pelo empréstimo (caso os valores não sejam os desejados) para que o FC Porto possa ainda contratar mais um médio de grande qualidade.

Esperam todos os portistas novidades para breve e finalmente a estabilidade de um plantel para que comece já no mês de Setembro em Leiria a construir uma equipa ganhadora, capaz de triunfar a nível nacional e atingir um patamar europeu coerente com o conquistado o ano passado.

Força Porto.
Ricardo Jorge

12 comentários:

Mery disse...

Olá, Ricardo, um fim de semana com vitórias pra ti e para o Porto.
Beijos da Mery.

P. Ungaro disse...

Companheiro,

Não acredito nas vitorias morais, mas acredito no trabalho, na postura e na entrega ... hoje tivvemos uma demonstração cabal do que é SER PORTO ... a derrota para mim não vale de nada ... a atitude vale tudo.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com/

Alexandre disse...

Gostava que alguem me dissesse se porventura o Barça teve mais ocasioes de golo que o Porto...
Ou se a posse de bola do Bracelona muitas vezes nao passava de passes para o guarda redes e passes falhados-
O Porto jogou bem, o Falcao faz muita falta, um brinde que se paga caro e um penalty or marcar que mudaria muita coisa..

Gaspar Ribeiro Lança disse...

Perdemos, mas saímos (temos de sair!) de cabeça erguida do Mónaco.

Admito que acreditava na vitória e, depois de ver os primeiros minutos, acreditei ainda mais. O golo de Messi acabou por surgir contra a corrente e devido a um erro (muito) invulgar de Guarín. Continuámos à procura do golo, do empate, do renascimento do jogo, mas o Barça fez o que melhor faz: trocou a bola. Mesmo pressionados, conseguiram aguentar-se e (com algumas defesas de Valdés pelo meio) a vitória lá acabou por surgir.

Apesar de tudo só temos de congratular os nossos jogadores, perdão, equipa!, porque hoje provámos que somos e temos equipa!

Somos Porto!

Um abraço

dragao vila pouca disse...

Não concordo nada, mesmo nada, com o post.
Se a bitola de análise às possibilidades das equipas na Champions, tem a ver com os jogos frente ao Barça, então estamos conversados, ninguém tem nível para a Champions. Real Madri que já levou 5, Manchester na final de Wembley levou um banho de bola que o F.C.Porto, ontem, nunca levou e por aí adiante.

Peregrina a ideia de que só porque se falava que Falcao ia sair, deviamos ter contratado um avançado, dando um tiro nos pés e perdendo margem de manobra na transferência do colombiano.

Outra ideia, que nem sei como comentar, é a do F.C.Porto emprestar o Fernando e o Guarín. Guarín e Fernando, note-se, que têm contratos longos no F.C.Porto.

Quanto ao Kléber, aguardemos.

Um abraço

Anónimo disse...

Eu acho que o FC Porto esteve em bom nivel ontem e a estratégia foi bem montada. Gostei do que vi, tendo também em conta que o plantel do fc porto ainda está indefinido e o «onze» de ontem não será certamente o melhor «onze» da época.

cumps

Ricardo Jorge disse...

Olá Mery, um bom fim de semana para ti tb. É sempre bom ouvir saudações portistas do outro lado do Altantico. Bjs.

Ricardo Jorge disse...

Caros Portistas, especialmente aqueles que aqui comentaram e que não estão de acordo com o Post. É a vós que me dirigo. Sou bastante exigente com o FC Porto. Não me basta vitórias morais, mas dou como exemplo a derrota por 2-1 com o Lyon e essa sim, foi uma derrota que não caiu mal. Jogámos melhor, criámos oportunidades, tivemos azar (o 2º golo do Lyon foi semelhante ao 1º do Barcelona), mas ficou uma imagem de poderio e controlo sob o adversário. Os sectores, sobretudo na primeira parte, estiveram muito dinamicos. Estamos a falar de um jogo no final de Julho, sem Falcão, Guarin, Alvaro Pereira, etc. Fazendo uma análise comparativa, convém referir que o poder do Barcelona é bem diferente do Lyon, não gostei do Porto ontem. Perder 2-0 com o Barcelona qd podemos ter a desculpa do azar e do penalti, não me parece uma visão exigente de um clube que no ano passado ganhou tudo e quer voltar a ter uma época ao mesmo nível, ora não fosse o sinal da SAD nas inumeras renovações que fez. Perante estes pressupostos, vi um FC Porto à imagem de uma pequena equipa que defronta o todo poderoso. A defesa esteve bem, porque o meio campo praticamente na primeira parte só pensava em defender. O ataque não existiu, Hulk nunca mudou de flanco, se calhar porque Cristian na direita ainda seria uma nulidade maior. Critico Victor Pereira, porque foi infeliz no onze inicial. Jogar com um ponta de lança frente ao Barcelona, tinha que jogar de maneira diferente, talvez com Varela e este ponta de lança não podia estar estático. Critico Victor Pereira, porque não teve a lucidez para tirar Guarin na segunda parte e fazer entrar Belluschi. Critico Victor Pereira por não ter mexido logo no intervalo, algo tinha que mudar perante uma nulidade no ataque. O Barcelona fez 2 alterações primeiro e refrescou qd se sentiu mais pressionado. O FC Porto mudou qd atingiu o KO. Uma equipa é aquela que tem os sectores unidos e a jogar perto um dos outros. O FC Porto não foi uma equipa. Hulk e Cristian, poucas vezes atacaram. Sapunaru e Sobretudo Fucile raramente avançaram. Souza só defendeu, Moutinho e Guarin não conseguiram levar a equipa. E Kléber, sem os alas a funcionar, traduziu-se em menos uma unidade. Quando falo nas possibilidades ou no nivel minimo para a Champions, falo numa prova que tem os melhores e é preciso atacar e defender. O Porto ontem não atacou como sabe e pode, fruto do poderio do adversário, mas também da ineficácia do Porto e da estratégia. Quanto à ideia partilhada de emprestar Fernando e Guarin, acenta em três pressupostos: 1º - Os jogadores não estarem de corpo e alma. 2º - Não existir uma proposta bem acima dos 15M. 3º - Conseguir ter uma boa alternativa a contratar.
Precisamente por terem contratos longos é que faz sentido o empréstimo nestes pressupostos. Curiosamente Victor Pereira disse que Fernando anda a trabalhar muito bem. Então pq não joga? Souza é melhor? A SAD não geriu nem está a gerir bem estes processos. Teve influencia com o modesto Gil Vicente e teve com o Barcelona. Pinto da Costa foi, é e será o melhor presidente do mundo, mas os processos não foram bem conduzidos. Por muito e bem que não venha cá para fora muita informação, todos nós vemos no relvado a intraquilidade dos jogadores. Não é fácil gerir Recursos Humanos. O segredo está na antecipação e na blindagem contratual. Da mesma forma que uma clausula de rescisão faz toda a diferença, uma data para ser exercida, toda a diferença faz.
Vamos todos desejar que o mercado feche e confiar na SAD, nestes ultimos dias, feche de forma eficaz os processos que tem em mãos.

Ricardo Jorge

Dragus Invictus disse...

Compreendo a análise racional do Ricardo Jorge.

O Ricardo gostava de ter visto um Porto mais acutilante, ambicioso e não tão expectante.
Por isso afirma "Ao entrar para a segunda parte, com o mesmo onze, e a perder, o FC Porto deu a imagem de uma equipa pequena quando vai ao Dragão e está a perder ao intervalo pela margem mínima, e tenta nos primeiros minutos segurar o resultado, ainda que negativo, mas possível de ser desfeito num lance de bola parada ou erro do adversário. "

Mas por outro lado lembro-me das palavras do meu Pai, um céptico de primeira, "eh Paulo se abrirmos na segunda parte levamos uma abada como o Real no ano passado".

Pois é amigos jogar com o Barcelona é complicado, por um lado há que pensar em aniquilar o seu futebol ou controlá-lo depois há que pensar em atacar. Ontem atacamos pouco.

Poderíamos ser mais afoitos. Foi notória a intranquilidade da defesa catalã quando o Hulk galgava, e o Valdés atirava bolas para a bancada.

O Ricardo tem razão em inúmeros pontos acerca da gestão do plantel, nomeadamente no que toca às incertezas e indefinições no plantel, e nas formas de as evitar de algum modo.

A realidade do futebol moderno é "primaveril" para os clubes queridos do Platini que conseguem segurar os jogadores, enquanto que para clubes como o FC Porto, que vivem de escassas receitas, a realidade é "invernosa".

Platini tão preocupado com o número de portugueses no Porto e Benfica, devia era deitar olho a estes magnatas que lavam dinheiro nos clubes.

Quanto à atitude dos jogadores, acho que foram bravos e cumpriram o delineado pelo mister.

Souza e Kéber têm de ter tempo para evoluir. Fernando agora parece mais "sossegado" e pelas palavras do mister, só depende da cabeça dele a titularidade. Ontem pensei o mesmo que o Ricardo quando vi o Cebola de início. Mas não quero acreditar que o propósito da sua inclusão no onze, fosse a da "montra" para venda.

Cebola trabalhou bem desde que chegou e teve se calhar a última hipótese de afirmação. Ou sai ele ou Djalma.

Quanto à questão do ponta de lança, já o deveríamos ter contratado, nos primeiros dias pós Falcao.
Um clube como o Porto tem de ter alternativas. Walter não se afirma, e resta-nos Kléber que precisa crescer.

Vamos aguardar os próximos dias que vão haver novidades de peso ;)

Abraço

Paulo

Desportubol disse...

Bom jogo do FCP.

Tal como aconteceu com o V: Guimarães há 3 épocas, a novidade seria se o penalty fosse contra a equipa mais fraca (e pobre).

Abraço
Desportubol

Artigosonline/ana disse...

Boas,
Havia esperança, havia crença, havia um sonho imenso, mas do outro lado estava o Barcelona, uma equipa real, com jogadores reais que parecem jogar mecanizados, e por isso a esperança, a crença e o sonho não foram suficientes. Não é vergonha nenhuma nem nenhum drama perder contra este Barcelona. No fundo, lá no fundo, atrás da esperança, da crença e do sonho, todos nós sabíamos que para o FC Porto vencer, o Barça teria de ter azar e o Porto sorte. Havia esperança, crença e o sonho, mas a estrelinha da sorte não quis iluminar o FC Porto. Custa sempre perder, mas, como já referi, perder frente a este Barça não é nenhum drama nem nenhuma vergonha. Gostei muito da postura dos dragões neste jogo, e por isso tenho orgulho nesta equipa, porque o FC Porto lutou, e lutou com as armas que tinha, nem todos estão na melhor forma, mesmo assim lutou e resistiu até onde pôde. Até esteve perto de marcar, mas, como já referi, a estrelinha da sorte não quis iluminar o FC Porto, e os dragões saíram do Mónaco derrotados, mas de cabeça erguida. Agora à que olhar para a frente e pensar no campeonato e na fase de grupos da Liga dos Campeões. E guardar este jogo na memória, porque à que recordar os grandes jogos, e os adversários que sabem respeitar e o Barça respeitou o FC Porto.

Força FC Porto!

Cumprimentos

Ana Andrade

www.portistaacemporcento.blogspot.com
www.artigosonlineanaandrade.blogspot.com

Dragus Invictus disse...

Boa tarde,

Ontem tivemos pela frente uma grande equipa, que com o seu futebol do tal "tiki e taka", segura muito bem a bola em zonas avançadas do terreno e torna difícil a tarefa das equipas adversárias.

Para anular este futebol, Vítor Pereira estudou uma das formas de puder travar esse futebol, colocando os nossos médios interiores, Moutinho e Guarin, nas zonas de acção onde o Barça constrói o seu jogo por vezes irritante.

Mas entrar preocupado em anular este jogo catalão, retirou nos o atrevimento ofensivo, de que eu estava à espera, aproveitando o facto do Barcelona ter indisponíveis os seus centrais.

Souza poderia ter tido ontem um papel mais preponderante, se tivesse a capacidade de saber lançar longo os seus colegas das alas, pois Moutinho e Guarin estavam "ocupados" nas tarefas defensivas. Muitas vezes a bola surgiu redondinha para Souza sair, mas ele era incapaz de o fazer.

Kléber eclipsou-se pois andou sempre também envolvido em tarefas que impedissem Marcherano ou Xavi de sair com bola. Havia um fosso enorme entre o nosso meio campo e o tridente ofensivo, e assim só em fugazes contra ataques, e nas investidas de Hulk, conseguímos criar algum perigo.

Na primeira parte, criamos duas boas oportunidades de golo, uma no remate de Moutinho e outra no remate cruzado de Hulk, depois de passar por Adriano de forma brilhante.

Depois surge o momento do jogo. Fruto da pressão alta do Barcelona, Guarin efectua um passe errado e isola Messi, que não perdoa.

Saímos para o intervalo com o sabor injusto do resultado.

Na segunda parte pensei que se iriam operar substituições, nomeadamente para ter alguém que levasse o jogo para a frente, refiro-me a Belluschi.
Jogar talvez em losango, deixando na frente dois homens (Hulk e Kleber)apoiados pelo Belluschi e com Hulk a deambular entre linhas.

Era notório que quando partíamos para cima da defesa catalã eles se borravam todos, e faziam atrasos para Valdés mandar para a bancada.

Não fizemos essa mudança táctica, no entanto criamos duas boas oportunidades na segunda parte, mais uma vez num remate de Moutinho desviado por Marcherano e depois num remate rasante de Guarin.

Depois de um jogo tão desgastante, a que os nossos jogadores foram sujeitos, surgiram as expulsões. Embora a de Rolando pudesse ter sido perdoada pelo árbitro, uma vez que é um lance normal.

Otamendi foi um senhor na nossa defesa e a par de Helton e Sapunaru, os três rubricaram uma excelente exibição. Sapunaru aniquilou Villa que acabou por ser substituído.

Fucile teve mais dificuldade pois o Barcelona estudou o FC Porto e explorou esse flanco, abrindo Dani Alves bem na linha. Aqui Cebola podia ter tido um papel mais pro activo impedindo as investidas do lateral, que muitas vezes fez o dois para um com Pedro diante de Fucile.

A derrota não nos envergonha. Fomos dignos e batalhadores. Travar o Barcelona, é tipo um gajo tentar tapar-se com um cobertor de metro. Tapa em cima, destapa em baixo e vice versa.

Lamento que o árbitro não tivesse assinalado o penalti claro sobre Guarin, que daria o empate. O outro penalti reclamado, não há uma imagem nítida, embora se veja o movimento do braço, não vê onde bate a bola claramente.

Lamento também ainda não termos ainda contratado um ponta de lança de nível mundial, e que as indefinições do mercado afectem o rendimento de alguns atletas.

Para consumo interno o que temos basta, mas temos de reforçar o eixo ofensivo para atacar a champions.

Enquanto treinador de sofá não percebi a não inclusão de James na convocatória. Mas também sei que o mister disse que só foram os que estavam em condições.

Jogamos com as armas que tínhamos, e foi pena não termos sido mais atrevidos no ataque, aproveitando a falta dos centrais titulares do Barça, para vencer.

E vamos ter paciência, esperar que o plantel seja fechado, ter tranquilidade e confiar na SAD e equipa técnica.

Abraço e bom fim de semana

Paulo