domingo, 27 de novembro de 2011

50º jogo consecutivo sem perder para o campeonato!

A vitória de hoje frente ao SC Braga no Estádio do Dragão, por 3-2, marcou o 50º jogo consecutivo sem perder para o campeonato. Uma marca notável, assumidamente. Mas mais notável que isso foi a forma como a equipa claramente mudou a sua atitude e a forma de encarar o jogo... Já vimos melhorias na Ucrânia, e este jogo apenas o veio confirmar...

Ora, como em equipa que ganha não se mexe, Vítor Pereira fez avançar o mesmo onze que jogou na Ucrânia. Diríamos apenas que pelo menos Maicon deveria ter sido substituído, pois claramente não se tem adaptado à posição de lateral direito, e o jogo de hoje voltou a confirmá-lo.

Apesar de um início de jogo meio intranquilo, com algumas excitações e poucas oportunidades, o Porto entrou claramente mais rápido e melhor do que tem estado nos últimos jogos, e foi construindo jogadas de ataque bem pensadas. Diga-se que o pior do jogo até então estava mesmo a ser a arbitragem, repleta de dualidade de critérios, sendo que quando errava era maioritariamente em desfavor do FC Porto.

Ora, com um caudal ofensivo que foi crescendo de intensidade, foi com naturalidade que aos 37 minutos a equipa se colocou em vantagem, através de um centro perfeito de James, com Hulk a surgir no centro da área e a  marcar de cabeça, mesmo à ponta de lança!

Pouco depois Hulk desmarca-se e estaria em posição privilegiada, não fosse o fora de jogo mal assinalado. James ainda teve tempo de rematar, para defesa de Quim (que diga-se, foi um dos melhores jogadores do Braga em campo e isso diz tudo sobre o sentido do jogo), mas o árbitro auxiliar achou por bem marcar pontapé de baliza (???).

Se a primeira parte já deixava entrever largas melhorias, a segunda veio confirmá-lo com toda a certeza. A equipa com o mesmo onze conseguiu melhorar a sua exibição. O meio campo soltou-se, com Defour em grande destaque, já desde a primeira parte, e o ataque estava mais rápido.

Já depois do minuto 60, Vítor Pereira faz sair Defour e Djalma, e faz entrar em campo Souza e Rodriguez. A partir da entrada de Mossoró, o Braga teve uma tendência ascendente, tentando marcar a todo o custo. No entanto, com o jogo perfeitamente controlado, Hulk dilata a vantagem para a equipa portista num fantástico golo em arco. Pouco depois, a equipa portista dilata a vantagem para 3-0, com um centro de Hulk e remate certeiro de Kléber, recém-entrado em campo.

A equipa portista poderia ainda ter chegado ao 4-0 mais uma vez por Hulk, não fosse o fora de jogo mal assinalado a James Rodriguez.

Os minutos finais foram de aperto para a equipa portista, primeiro porque Hulk comete falta para penalti, que foi convertido em golo por Lima, e porque depois, numa jogada em que a defesa portista simplesmente congelou, o mesmo Lima reduz para 3-2.

Felizmente estávamos já no tempo de compensação e o jogo acabou. Mas foi certamente um final de jogo apertado, sem que houvesse qualquer necessidade para isso.

De destacar o regresso óbvio às exibições menos más... Foi um jogo ainda longe do que podemos fazer, mas com momentos determinantes que acabaram por nos dar a merecida vitória, vitória essa que foi sobretudo uma vitória moral, um grito de revolta face ao que tem acontecido à equipa nos últimos tempos.

Destaque óbvio para Hulk, que foi a figura do jogo com 3 golos marcados (embora 1 não tivesse contado) e uma assistência. E destaque para Defour, que deu outro ânimo ao meio-campo portista, trazendo velocidade e técnica. De lembrar que dos pés dele partiu a bonita jogada que veio a resultar no primeiro tento portista. Também James Rodriguez esteve uns furos acima dos últimos jogos.

Pela negativa, destaco a defesa portista, principalmente o lado direito, com Maicon a não servir claramente para ocupar aquela posição. É necessário que se altere. e não se compreende esta opção, quando temos Fucile disponível para jogar ou ainda, Otamendi, que já jogou a lateral na selecção argentina, se a questão de Fucile for uma questão disciplinar.




De destacar ainda pela negativa, porque é impossível não fazê-lo, ainda que tenhamos ganho, a exibição de Artur Soares Dias. Penso que dificilmente poderia ter sido pior: dualidades de critérios da amostragem dos cartões, foras de jogo mal assinalados, faltas não assinaladas, enfim, e tudo isto a prejudicar sempre o mesmo.

Apesar disso, esta vitória foi um pontapé contra a crise que se vinha a instalar no plantel portista, fazendo com que se mantenha na liderança do campeonato, com os mesmos pontos do Benfica. É uma vitória que traz também mais ânimo a todos os adeptos, que fizeram hoje uma casa bem composta, com cerca de 35000 pessoas, e mostraram todo o seu apoio pela equipa. Por fim, é uma vitória que nos permite preparar o último jogo desta fase de grupos da Liga dos Campeões, frente ao Zenit, com outro optimismo.

Temos agora que continuar a apoiar a nossa equipa técnica e os nossos jogadores, com a esperança de que irão fazer de tudo para voltar a trazer um sorriso às caras dos adeptos portistas. Pinto da Costa, pelo menos, voltou a reafirmar a sua confiança em Vítor Pereira.


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Atenção, o FC Porto está de volta!

Saudações portistas,
Carla Correia

6 comentários:

ℙΣ₦₮∀ ➀➈➆➄℠ disse...

caríssima Carla, caríssimos,

sucintamente: foi uma enorme vitória (do) Incrível ;)

somos Porto!, car@go!
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! ;)

Miguel | Tomo II

dragao vila pouca disse...

Depois do Estado de Graça, um dos poucos programas da televisão pública, para mim imperdível, vamos lá falar do F.C.Porto /Braga. E como ganhamos, logo não são desculpas de mau pagador, começo por falar do árbitro. Artur Soares Dias protagonizou esta noite no Dragão, uma vergonhosa arbitragem e com nítido prejuízo do F.C.Porto. Lances faltosos iguais, critério disciplinar diferente, com amarelo para jogadores do Campeão, advertência verbal para os do Braga.
Faltas na pequena área, sobre o guarda-redes, todas as cometidas sobre Quim, nenhuma cometida sobre Helton. Jogada de golo iminente, a bola chegou a entrar, invalidada por fora-de-jogo mal assinalado sobre C.Rodríguez, como mal assinalado foi um lance com Hulk sozinho a caminho da baliza arsenalista. Enfim, um chorrilho de asneiras, mas com todas elas a penalizarem o F.C.Porto. Este ranhoso sabe como chegou lá cima e sabe também o que precisa fazer para lá continuar: prejudicar o líder do campeonato. Uma vergonha!

Depois de um grito de revolta em Donetsk que teve eco no universo azul e branco, naqueles que verdadeiramente gostam do F.C.Porto, independentemente de quem treina, dirige ou joga, era importante que frente ao Braga, a equipa portista desse continuidade e ganhasse. Melhor ainda, se à vitória juntasse uma exibição mais dentro das possibilidades e capacidades que esta equipa tem.
E, para mim, isso foi conseguido. Se durante os primeiros 30 minutos de jogo a equipa de Vítor Pereira acusou alguma intranquilidade, não foi rápida, errou passes e nunca se soltou do espartilho que o conjunto minhoto montou, a partir daí, a equipa portista, sob a batuta de Defour, começou a ser mais objectiva, mais pressionante, subiu linhas, passou a dominar, a ameaçar e chegou a uma vantagem justa, numa jogada muito bonita, que começou no internacional belga, passou por James e que a cabeça de Hulk concluiu. Era justa a vantagem do Dragão que até ao descanso, vitaminado pela vantagem, jogou bem e acabou os 45 minutos iniciais em bom estilo.
Ao intervalo ninguém mexeu e o F.C.Porto começou como a etapa complementar como tinha acabado a primeira. Dominador, esclarecido, bem organizado, podia e merecia aumentar o resultado. Não o conseguiu e com as duas alterações: saíram Defour - excelente jogo e saída que só pode ter sido por cansaço - e Djalma - belo jogo do angolano...-, para as entradas de Souza e C.Rodríguez, passando Moutinho a ter a missão que tinha cabido a Defour, o rendimento baixou e houve mais equilibrio, embora o S.C.Braga, verdade seja dita, nunca tivesse criado qualquer lance de perigo.
Equilibrio que durou apenas o tempo necessário para que quem entrou começasse a render ao nível de quem saiu. Quando isso aconteceu, o conjunto azul e branco voltou a ser superior, foi mais forte, contundente, marcou 2 golos - viu 1 ser mal invalidado -, tinha o jogo controlado e merecia acabar em apoteose, que só não aconteceu porque duas desconcentrações deram ao resultado um equilibrio que a exibição do Campeão não merecia.

Vitória importante, porque provou a melhoria física, técnica, táctica e mental da equipa. A partir de agora, com mais tranquilidade e com a confiança a aumentar, o conjunto de Vítor Pereira tem tudo para evoluir e começar a jogar o que está ao seu alcance. Mais, depois do desgaste causado por um jogo de grande exigência e daquela inacreditável viagem de regresso ao Porto que só terminou por volta das 9 horas do dia seguinte, a equipa esteve muito bem fisicamente o que confirma que mais que físico, o problema do F.C.Porto era mental.

Continuamos em primeiros e vamos em 50 jogos para a Liga, sem perder. Se fosse em outras latitudes, a propaganda não se calaria, como é o F.C.Porto apenas merece uma ou outra nota de rodapé. Não faz mal, estamos habituados, sabemos contra quem temos de lutar, são aqueles que quando o F.C.Porto ganha a sofrer é criticado, quando o clube do regime ganha da mesma maneira, são só virtudes, é o mérito de saber sofrer.

Deixe-mo-los pousar, vamos ver quem serão os coitados lá para Maio.

Abraço

P. Ungaro disse...

Boas,

O jogo de ontem foi mais um passo na melhoria do nosso futebol.
Não gostei dos primeiros 25 minutos nem dos últimos 5, no entanto para alem do Incrivel destaco Defour, que esteve muito bem na partida e que se continuar a jogar pode vir a ser um caso serio no nosso meio campo.
A parte negativa do jogo, mais uma vez foi o arbitro ... sem influencia no resultado, mas miserável na analise das faltas e cartões ... uma dualidade de critérios gritante. Felizmente não entramos nesse jogo e fizemos o que devíamos ... Ganhar.

Um abraço

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com

Dragus Invictus disse...

Bom dia,

Ontem mais uma vez os nossos atletas tiveram uma grande atitude e lutaram pela vitória que alcançaram.

Tivemos um Hulk numa grande noite, e o nosso meio campo mais uma vez carburou.

O bom futebol surgirá a seu tempo. Urge agora continuar a vencer, pois assim se construirá um espírito de conquista.

O árbitro teve uma actuação desastrosa num jogo fácil de apitar.

Fantástico mais uma vez o apoio dos adeptos à equipa.

Boa semana

Paulo

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

O Campeão está de volta! É a melhor crítica que posso fazer à exibição portista frente à competitiva formação bracarense.

Sem ser um jogo excepcional, o FC Porto demonstrou que quando há empenho a vitória é quase um dado adquirido.

Hulk em grande, apesar de algumas falhas irritantes, Defour e Moutinho preciosos, Fernando muito concentrado e imperial, enfim, o futebol portista começa a dar uma imagem positiva e a mostrar que chegar em primeiro no final do campeonato é uma questão de atitude.

Um abraço

TertúliaPortista disse...

Oi amigo. Ganhou bem e com mérito sim.
Saudações Portistas.

Melhores cumprimentos



http://tertuliaportista.blogspot.com/