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domingo, 19 de maio de 2013

Tricampeões invictos! "Limpinho, limpinho, limpinho!"



Após uma época dura, de algum sofrimento para nós portistas, eis que hoje surge o materializar do justo prémio ... ser Tricampeões Nacionais!

Merecido, e ainda mais saboroso após a campanha da imprensa lisboeta que precocemente atribuiu o ceptro aos encarnados.
A nossa equipa nunca deitou a toalha ao chão, e com a sorte de campeão e humildade, conseguiu no Dragão a reviravolta na tabela classificativa!


Sem termos sido brilhantes ao longo do campeonato, fomos os mais regulares, terminamos o campeonato sem derrotas e por conseguinte somos uns justos vencedores.


"Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir." Albert Einstein

Uma palavra para Vítor Pereira, homem que encarna a frase supracitada, grande portista, muitas vezes criticado e incompreendido por nós adeptos, sempre protegeu o grupo, os seus atletas, e foi ele o obreiro deste Tricampeonato. 
VP acreditou quando já muitos não acreditavam, e por muito que alguns não gostem do estilo de jogo da  equipa, só temos é de agradecer o grande trabalho à frente do FC Porto.


Agora é hora de festejar. O povo está na rua!

Tricampeões, "limpinho, limpinho, limpinho!"

domingo, 5 de maio de 2013

Dever cumprido com garra de campeão!

No difícil terreno da Choupana, o FC Porto obteve uma importante vitória por três bolas a uma, que nos permite continuar matematicamente na luta pela conquista do tricampeonato, sendo que o Benfica ainda terá de defrontar o Estoril esta jornada.

Fruto de uns 30 minutos iniciais de ritmo forte e pressão alta, os azuis e brancos conseguiram selar a vitória com uns concludentes três golos sem resposta.

Foi uma entrada à campeão, fronte de uma equipa que está na luta pelos lugares europeus e que possuía argumentos para nos complicar a tarefa.

O próprio Nacional terá ficado surpreendido com a entrada fortíssima e dinâmica da nossa equipa, que sob a batuta do renovado Lucho, encostou os madeirenses às cordas. 

VP apresentou um onze com uma frente de ataque composta por Varela, James e Jackson, e logo aos 10 minutos, estes três homens delinearam o primeiro tento da partida, com Varela num esforço digno de registo, correr a evitar que a bola saísse pela linha de fundo, entregando-a a Jackson, que cruzou para o desvio de James. 

Sem baixar o ritmo, a equipa seguiu na busca do segundo golo, e pouco depois Mangala, que ocupou a lateral esquerda no lugar de Alex Sandro, marcou de forma espectacular de calcanhar, num livre estudado e bem executado, embora em posição de fora de jogo. 

O 3-0 chegou na conversão de um penalti cometido sobre Varela, por intermédio de Lucho. 

O FC Porto vencia por 3-0 e a vitória estava selada. 

Os madeirenses não tiveram capacidade para importunar a baliza à guarda de Helton, sendo praticamente inofensivos no primeiro tempo, ainda assim antes do apito para intervalo, após penalti cometido por Mangala, reduziram para 1-3. 
Poderia se achar que o FC Porto iniciaria a segunda metade melindrado pelo golo ao cair do intervalo, mas assim não foi. 

Na segunda metade, continuamos a ter o controlo e domínio do jogo, e podíamos mesmo até ao apito final ter ampliado o marcador. 



Destaques na partida para exibições de Varela, James e Lucho. 

El Bandido efectuou umas das melhores exibições nesta temporada, criativo e dinâmico, geriu a posse de bola da equipa, assinou o primeiro golo e esteve na jogada do segundo da autoria de Mangala. 

El Comandante, mais uma vez voltou a marcar, reassumindo a marcação das grandes penalidades, que esta época têm sido uma dor de cabeça para a nossa equipa. Com forte dinâmica e qualidade de passe superior, conjuntamente com James, foi o motor do nosso futebol ofensivo.

Varela, foi um elemento chave na boa meia-hora inicial, que nos permitiu selar o resultado. Assiste no primeiro golo e sofre o penalti que nos dá o terceiro golo.

Agora segue-se o clássico no Dragão, e a vencermos, pode acontecer o triste cenário de terminar o campeonato sem derrotas no segundo posto. Será um castigo bem grande, para uma equipa que desperdiçou absurdamente pontos no Estádio dos Arcos, no Caldeirão dos Barreiros e em casa com a Olhanense. 
A perder o título será muito por demérito nosso, e mérito das capelares habilidades que ensombram este campeonato. 
Ainda quero acreditar que haja uma ténue hipótese de conquistar o título. Para tal teriam de se conjugar uma série de factores, que passariam por uma vitória convincente no clássico que desmoralizasse os encarnados, e que aliado a uma possível derrota dos na final da Liga Europa, veríamos se os encarnados aguentariam a pressão de ter de vencer na última jornada no seu reduto. A ver vamos, e até lá há que honrar a camisola que envergam. 

Boa semana, 

Paulo

domingo, 21 de abril de 2013

Na luta, até ao soar do gongo!


O FC Porto venceu ontem no difícil reduto do Moreirense, por umas claras três bolas a zero, o que nos permite continuar na luta pelo almejado título.

VP finalmente a apostou no 4+3+3 clássico, colocando dois homens capazes de explorar as alas do ataque - Atsu e James. 
Não basta ter posse de bola, há que ter homens nas alas, que apresentem soluções para se almejar a baliza contrária.
Mesmo sem serem fulgurantes e os desequilibradores que se desejava, Atsu e James, aceleravam o jogo de ataque sempre que a bola caía nos seus sectores, e forneceram mais soluções ao nosso jogo ofensivo.

Até ao inaugurar do marcador, assistimos a um jogo assertivo e sem medo do Moreirense, e as jogadas de perigo a rondarem ambas as balizas, com os guarda-redes a brilhar.

Mas eis que ao minuto 34 renasce o goleador Jackson, que após assistência fantástica de Danilo, abre o marcador com a classe que patenteou ao longo da temporada.

O mais difícil estava feito. Inaugurar o marcador na primeira parte, para que não surgisse o habitual nervoso que bloqueia o nosso futebol.

Com Fernando em plano de destaque, um verdadeiro jogador à Porto, a destruir o jogo do adversário e a dar uma perna no ataque, coadjuvado por Moutinho e Lucho, que foram o cérebro do nosso futebol ofensivo, foi com naturalidade que na segunda metade resolvemos o jogo, após um golo oportuníssimo de Fernando, e mais tarde por Jackson, que bisou. 

A vantagem só não foi mais dilatada, devido à prestação de Ricardo que negou por diversas vezes o golo à turma portista.


Foi uma vitória importantíssima, que nos permite continuar na luta pelo título.

Destaques individuais para Fernando, o man of the match, jogador guerreiro e de grande crer, já merecia capitanear a nossa equipa, por tudo o que já nos deu e conquistou.

Helton muito seguro na meia hora inicial, a negar o golo a Fábio Espinho e Ghilas.

Otamendi rubricou uma exibição segura, tal como os laterais Danilo e Alex Sandro.

Mangala teve muitas dificuldades e cometeu erros invulgares no seu historial desta época.

Foi um Porto renascido na atitude assumida, um Porto anti-apatia, um Porto que nós adeptos esperam que tenha recuperado emocionalmente e ainda a tempo de conseguir conquistar o desejado Tri.

Falta de apoio da massa adepta, não haverá, como foi ontem demonstrado em Moreira de Cónegos.
Como prémio esta massa adepta merece que a equipa lute até ao último soar gongo pela vitória no campeonato.

Bom domingo,

Paulo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Final da Taça da Liga assegurada em meia hora!

Não consegui assistir à partida que ditou a nossa passagem à final da Taça da Liga, após vitória por 4 bolas a 0 diante do Rio Ave.

Pelo que me contaram e pelo que li, a exibição foi pobre, com um ritmo de jogo demasiado baixo, algumas desconcentrações que vêm sido hábito, e muitos nervos. 
Só mesmo após expulsão do guardião dos visitantes, conseguimos ter superioridade no jogo e desmontar a estratégia delineada por Nuno Espírito Santo.

O nosso jogo é previsível, falta-nos velocidade e magia, e por conseguinte qualquer equipa consegue travar o nosso futebol e instalar uma crise de nervos nas bancadas e nos jogadores. 
Ora, seria aqui que o treinador devia ter o condão de abanar a equipa, e ser o anti-depressivo que retirasse ansiedade e motivasse. Somos bicampeões e temos de nos assumir como tal.

A nossa equipa caminha para final da temporada ligada à máquina.
Vai nos valendo o brio e carácter de alguns atletas, que lutam até não terem forças. 
Castro tem sido exemplo daquilo que digo. Pode não ser um prodígio, mas tem aquilo que falta à equipa - Garra e Mística.
A sul americanização do plantel ao longo dos últimos anos tem delapidado a cultura do "Ser Porto".

A nós adeptos compete-nos continuar a apoiar a equipa, para que o final da época seja menos penoso, e sempre na esperança da conquista do tão ambicionado Tri.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Equipa afunda-se no Caldeirão dos Barreiros

Depois da eliminação da Liga dos Campeões, mais que uma exibição consistente, esperava-se acima de tudo uma vitória, que nos permitisse continuar a depender de nós para a revalidação do título, mas assim não sucedeu. 

A fraca condição física da equipa, aliada a uma súbita desmotivação e depressão colectiva, tornam este FC Porto uma equipa previsível e por isso fácil de travar pelos seus adversários. 

O Marítimo limitou-se a explorar os nossos erros, e isso bastou para conquistar o apetecível ponto. 

Colocando de lado a má condição física e mental da equipa, ontem não vencemos porque falhamos uma vez mais um penalti. 
Estes erros pagam-se caro, e a este nível e na condição em que estamos, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar castigos máximos. 
Não se entende a persistência de VP mandatar Jackson na cobrança de penaltis, sabendo que o atleta tem um histórico pouco famoso, e existindo no onze jogadores com destreza e frieza para o fazer.
Provavelmente ontem perdemos o campeonato, pois a meu ver só com muita aselhice o título fugirá aos encarnados.
Ao contrário do nosso adversário, nós não temos um treinador com capacidade de motivar e levantar o moral da equipa, de incutir sede de vitória e garra.
VP é um treinador mansinho e incapaz de arreganhar os dentes aos seus adversários.

Penso que iremos ter um final de época penoso, pois ao contrário da época passada não temos capacidade física nem mental para a reviravolta.

Exigimos a estes atletas que honrem as camisolas até final. 

Quanto a nós adeptos temos a obrigação de continuar a apoiar a equipa, pois com climas de tensão e guerrilha não iremos ajudar.

Abraço e boa semana
Paulo

sexta-feira, 8 de março de 2013

Resolver cedo para depois gerir!

O FC Porto regressou hoje às vitórias, depois do dissabor do resultado obtido em Alvalade.

Por vezes em 15 minutos consegue-se aquilo que em 90, amiúde, é muito complicado.

Uma entrada forte no jogo, com velocidade de circulação de bola e pressão alta, permitiu-nos resolver cedo uma partida que se avizinhava complicada.

O Estoril é uma turma bem orientada, com bons executantes, bom toque de bola, que está a efectuar uma excelente campanha, e que nas últimas duas jornadas, obteve outras tantas vitórias.

Ao FC Porto cabia o favoritismo, mas havia a expectativa de ver como reagia a equipa à perda da liderança da liga.

Relativamente ao onze de Alvalade, VP só mexeu nas alas, colocando Atsu no lugar de Izmaylov, e James no lugar de Varela.

Logo aos 4 minutos, Maicon abriu o marcador numa finalização oportuna de cabeça, após pontapé de canto bem cobrado por James.
A equipa continuou na senda do segundo golo, que acabou por acontecer aos 14 minutos, após mão clara de Mano que deu lugar à marcação de um penalti convertido por Jackson.

A partir do dois a zero, pesou no subconsciente dos jogadores a partida da Champions na La Rosaleda, e o jogo tornou-se maçudo, entediante, com um Porto a gerir as operações, e um Estoril sem capacidade para importunar a baliza à guarda de Helton.

O pouco público do Dragão queria um jogo na mesma toada do primeiro quarto de hora, contudo tal não sucedeu, e os assobiadores saudaram a equipa aqui e ali.

O FC Porto nem uma dezena de remates efectuou, e esteve longe de ser um rolo compressor de futebol atacante.
Na segunda metade podíamos ter marcado mais um golo, e estou me a lembrar do lance de Danilo que culminou com um remate a centimetros do golo.

VP aos 57 minutos iniciou a gestão do plantel, retirando James e Lucho. 


Até final, foi o tic-tac do relógio e do nosso bem conhecido jogo, em contagem decrescente para a última apitadela do árbitro.

A figura do jogo foi Jackson, que marcou o seu 23 golo na liga, não vacilou no penalti, trabalhou imenso e teve alguns pormenores fantásticos.
Destaque também para Maicon que voltou aos golos, e que conseguiu uma exibição tranquila. 
O brasileiro bem merece, após uma lesão que lhe tirou a titularidade e depois de injustamente ter estado à mercê de alguns assobiadores.
Destaque para El Bandido que hoje demonstrou mais confiança, e que uma vez mais demonstrou a sua influência na cobrança de bolas paradas. James apesar de ter tido duas perdas de bola disparatadas, apareceu mais solto na partida e mais influente no nosso jogo ofensivo.
É muito importante que James regresse ao bom nível que vinha demonstrando antes da lesão.
Por último, destaque para um jogador que muito aprecio, que tem o Paulinho Santos "style", estou a falar de Castro.
Este rapaz disputa cada bola como se não houvesse amanhã, leva a equipa para a frente, e deixa envergonhados os colegas que estejam a pensar "pastar a burra".
É um jogador com raça, que tem genes portistas e que devemos acarinhar.

Agora venha daí a Champions, e que na La Rosaleda consigamos a qualificação para os quartos de final.
Somos melhores, mas os espanhóis tem um colectivo forte, e há que ser sérios e concentrados.

Força Porto!

Bom fim de semana

Paulo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Empate com sabor a derrota

Depois da excelente exibição diante do Vitória de Guimarães, recebíamos a Olhanense em “ estado de graça”, e nada fazia prever que não sucedesse outro resultado senão a vitória. 

A equipa entrou em campo com a “boa nova” do empate do rival, e tinha uma grande hipótese de se isolar na liderança, mas assim não foi. 

Entramos demasiados ansiosos, com vontade de resolver o mais depressa possível a contenda, e esta faceta tirou-nos discernimento para o delinear mais assertivo do jogo ofensivo. 
Fomos ineficazes na concretização, por vezes trapalhões, algo que não sucedia ao onze de VP desta época. 

O relvado uma vez mais em mau estado facilitou a tarefa defensiva da equipa de Olhão que jogou única e exclusivamente, e se quisermos legitimamente face aos seus objectivos, para a obtenção do empate. 

O golo vespertino dos algarvios trouxe confiança às pretensões da turma orientada por Cajuda, que recuou as linhas e foi-se defendendo com as suas armas, e teve em Bracali, guardião azul e branco emprestado, o homem do jogo. 

Após uma perda de bola no miolo por Alex Sandro, a equipa algarvia numa transição rápida chegou à vantagem por Tiago Targino. 

O público do Dragão, sabendo da importância do desafio, de imediato respondeu com o apoio à equipa. 

Foi uma primeira parte com muita posse de bola, como aliás tem sido apanágio da nossa equipa, e marcada pela interrupção da partida por três minutos devido à queda de granizo.

O FC Porto na primeira parte teve muitas dificuldades na definição do último passe, e por conseguinte só obteve uma oportunidade clara de golo ao minuto quarenta, após jogada fantástica de Moutinho com passe de morte para Jackson que parou no peito e rematou. Bracali desviou ao de leve e depois é Maurício, sobre a linha, a evitar que a bola entre, cortando na direcção do seu guarda-redes, que agarrou. 

Apito para intervalo e o gosto amargo da desvantagem. Era notória a ansiedade entre nós portistas, mas também a esperança da reviravolta no resultado. 

A Olhanense apenas explorava o contra-ataque, e se conseguíssemos o empate nos primeiros minutos do segundo tempo, era legítimo esperar a conquista dos três pontos. 

O golo até surgiu depois de um canto na esquerda, Bracali não desviou bola, e esta bateu e Varela, depois no poste e ficou a pingar em cima da linha. Jackson foi lá e empurrou para o golo. 

A partir daqui foi a busca incessante pelo golo que garantisse os três pontos. A Olhanense respondeu em transições rápidas, tendo o seu canto do cisne aos sessenta minutos, quando Targino uma vez mais apareceu isolado, acabando Helton desta vez por levar a melhor. 

Aos 64 minutos de jogo, Cosme Machado assinalou grande penalidade após mão de um defensor algarvio, mas na conversão do castigo máximo Jackson Martínez atirou a bola por cima da baliza de Bracali, desperdiçando a oportunidade de bisar e dar a volta ao marcador. 

Já com Liedson em campo, e também Sebá e Tozé, tivemos flagrantes oportunidades para vencer, mas faltou discernimento, fomos trapalhões, e como consequência empatamos. 


Destaques individuais para Moutinho e Jackson os melhores elementos da nossa equipa, e pela negativa Danilo que cometeu demasiados erros e teve uma noite para esquecer. 

Não merecíamos o empate, e este foi um resultado injusto. Perdemos uma grande oportunidade de chegar à liderança isolada. 
Os adeptos que enfrentaram de peito feito a noite fria do Dragão mereciam a alegria da vitória, mas tal não foi possível. 
Fica a sensação que podíamos estar a noite toda a rematar que a bola não entraria, tal era o nosso infortúnio. 

Um candidato ao título não se pode dar ao luxo de empatar em casa diante de equipas que lutam pela manutenção. 
Agora resta-nos continuar o trabalho positivo, e encarar com optimismo o futuro. 

Força Porto! 
Paulo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Chapa 5 garante liderança em absoluto

O FC Porto goleou hoje o Gil Vicente por uns claros cinco golos em resposta.

Sem surpresas no onze, VP apostou uma vez mais em Defour para completar o tridente ofensivo.

Desde o apito inicial, a nossa equipa deu um sinal claro que pretendia resolver a contenda o mais célere possível.

Assim, logo aos 3 minutos Danilo numa jogada individual, após assistência de Lucho, abriu o activo.

 A partir daqui o FC Porto com uma pressão muito alta e muita posse de bola, não deixou o Gil Vicente armar jogo, e os gilistas terminaram o primeiro tempo sem um único lance de perigo.

O segundo golo surge aos 13 minutos fruto da pressão de Otamendi sobre Vítor Vinha, que acaba por fazer auto-golo na sequência de um pontapé de canto.

Até apito para intervalo o jogo foi marcado pelo nosso domínio e por um Gil Vicente a limitar-se a ver jogar.

Na segunda parte esperava-se que os visitantes entrassem mais afoitos, e deram sinais disso ao criar o único lance digno de registo e que foi o canto do cisne no que toca a remates.
Aos 52 minutos Brito rematou forte às malhas laterais dando a sensação de golo.
Mas passados dois minutos a partida é sentenciada por um dos melhores do onze azul e branco. Lucho assiste Defour na esquerda, e o belga num excelente trabalho individual "rata" com grande finta o defesa visitante e remata sem hipótese para Adriano. 

A partir daqui e após a expulsão por acumulação de amarelos de Cláudio, adivinhava-se a goleada que acabou por suceder. 
O quarto golo foi apontado de cabeça por Varela após cruzamento de Castro e o quinto já em cima do minuto noventa por Jackson, numa excelente finalização na passada, após grande assistência do jovem Sebá. Se mais minutos houvessem mais golos marcaríamos.


O Gil Vicente foi impotente perante o nosso domínio, e a nossa atitude e classe tornaram fácil o jogo que se avizinhava difícil.
Desta vez o destaque vai para o nosso jogo colectivo. 
Tivemos momentos de grande futebol, com grande entrosamento entre sectores, com o nosso miolo constituído por Fernando, Lucho e Moutinho a efectuar uma exibição sem mácula.
Defour e Danilo evidenciaram-se pelos excelentes golos apontados. 
Defour é o jogador mais útil do plantel. Disciplinado tácticamente, o belga consegue ser uma mais valia para o equilíbrio da equipa. Mereceu o golo que já procurava à algum tempo. 
Lucho fez duas assistências para golo, formando com Moutinho uma dupla de respeito.

A nossa equipa fez um jogo seguro e acabou por obter uma vitória fácil.
Sem colinho e sem frangos o FC Porto chega à liderança em absoluto do campeonato, fruto de uma maior diferença entre golos marcados e sofridos. 

Abraço e boa semana, 
Paulo

sábado, 19 de janeiro de 2013

Justiça imperou no Dragão

Foi com inteira justiça que o FC Porto obteve um importante triunfo diante do Paços de Ferreira, que nos permite colocar pressão nos encarnados, que tem uma difícil deslocação a Moreira de Cónegos. 
O golo de Alex Sandro abriu o caminho para uma vitória que foi sentenciada por Izmaylov. 

O Paços de Ferreira chegou ao Dragão numa brilhante quarta posição, fruto de um futebol de qualidade que vem praticando. Trata-se de uma equipa muito bem organizada, que conta nas suas fileiras com jogadores talentosos, tais como os ex-portistas Josué e André Leão, e que vem ao Dragão na tentativa de pontuar. 

VP não fez alterações relativamente ao onze que defrontou o Benfica, mantendo a aposta em Defour na ala direita. Já o técnico do Paços de Ferreira apostou na velocidade de Caetano para surpreender a nossa defensiva, relegando para o banco Hurtado. 

Nota negativa para o estado do relvado, que com o mau tempo que assolou a cidade do Porto, não se encontra nas melhores condições. 

Desde início se percebeu que o FC Porto queria resolver bem cedo a contenda. Entramos a pressionar bem alto, com as linhas subidas, com os laterais muito envolvidos no futebol ofensivo, e sob a batuta de Moutinho fomos delineando bons lances ofensivos que por falta de sorte ou ineficácia não resultaram em golo. 

Nos dez minutos iniciais, primeiro por intermédio de Defour que cabeceou por cima após bela jogada de envolvimento entre Moutinho, Lucho e Alex Sandro e depois por Moutinho que disparou ao lado após surgir isolado em posição regular, o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador. 

Era uma pressão intensa da nossa equipa, com Fernando a jogar bem subido e a aventurar-se no ataque. As oportunidades desperdiçadas sucediam-se, e aos 21 minutos Moutinho esteve perto de marcar após remate a rasar o poste esquerdo da baliza de Cássio. 

Os castores relegados à sua defensiva, só aos 39 minutos chegaram com perigo à nossa baliza. Grande corte de Mangala na área, quando Cícero se preparava para rematar. 

Antes do apito para intervalo mais uma grande oportunidade para o FC Porto, desta vez por intermédio de Jackson. 

Em cima do minuto 45, primeiro remate do Paços. Cícero, de fora da área, remata com força mas por cima. 

Termina a primeira parte com absoluto domínio azul e branco, e só a ineficácia na finalização e falta de sorte não nos permitiram chegar à justa vantagem no marcador. Adivinhavam-se dificuldades para a segunda metade. 
Era importante marcar cedo, pois com o passar dos minutos a ansiedade poderia instalar-se, e o Paços era uma equipa com qualidade técnica e de posse capaz de nos dar dissabores. 

E eis que logo a abrir o segundo tempo, no lance menos provável o FC Porto chega à justa vantagem após tento de Alex Sandro. 
Foi com tenacidade que o brasileiro rompeu na área e viu o seu cruzamento entrar na baliza de Cássio. Pode-se dizer que Alex Sandro marcou num lance com alguma sorte à mistura, mas também não se pode negar, que a sorte premeia quem trabalha para a ter. Foi feita justiça depois de tantos minutos em que os jogadores do FC Porto procuraram o golo de todas a formas e feitios. 

Aberto o marcador, esperava-se um Paços mais afoito, mas assim não sucedeu. 

O FC Porto continuou a dominar e a controlar o jogo, a conquistar inúmeros cantos, e foi já com Izmaylov em campo, que havia substituído Varela, que sentenciou a partida. 
Após boa iniciativa de Kelvin que havia substituído Defour, o jovem brasileiro coloca na área em Izmailov que num remate de belo recorte técnico à meia volta bate Cássio. Primeiro golo do russo com a camisola azul e branca. 

Até final foi gerir o esforço e ainda houve tempo para Lucho em dia de aniversário, aquando da substituição por Castro, ser saudado pelos adeptos azuis e brancos. 
Antes de terminar Fernando viu o quinto cartão amarelo e vai falhar o próximo jogo do FC Porto para o campeonato, neste caso o encontro em atraso com o V. Setúbal, no Bonfim, quarta-feira.

  

Destaques neste jogo para as excelentes prestações de Alex Sandro, que à semelhança dos jogos anteriores, foi um dos melhores elementos da turma azul e branca. Muito bem o brasileiro a aventurar-se no ataque, a causar desequilíbrios, e ontem nem o amarelo madrugador o intimidou. Marcou um golo fruto da sua tenacidade e entrega, e apenas precisa de dar mais comprimento aos seus cruzamentos que em geral ficam no primeiro poste. 

João Moutinho, o melhor em campo, uma vez mais foi o pêndulo da equipa. Foi sob sua batuta que o jogo da nossa equipa se construiu. Excelente tacticamente, Moutinho assume-se como o patrão da equipa e espalha classe sobre o relvado, e ontem merecia um golo a coroar a sua boa exibição. 

Jackson uma vez mais não se limitou a pisar os terrenos do ponta de lança. O colombiano foi um criador de oportunidades de golo e um desequilibrador. Trata-se de um jogador dotado de boa técnica, com força física, e essas características permitem-se ser um número 9 muito completo. 

Fernando um dos melhores em campo, encontra-se num bom momento. É um jogador fundamental nos equilíbrios defensivos, e ontem procurou apoiar a equipa no ataque, baralhando a defensiva pacense. 

Mangala uma vez mais foi o patrão na defesa efectuando cortes fundamentais. Exemplo disto foi o corte fantástico aos 39 minutos, que tirou o pão da boca de Cícero. O jovem francês ganhou a merecida titularidade, e Maicon e Otamendi terão de lutar pelo posto restante. 

Por último, destaque para o primeiro tento de Izmaylov. Tal como é seu timbre, o russo com grande capacidade técnica e de finalização, apontou um excelente golo. Izmaylov poderá ser importante para esta segunda volta, e para tal basta que melhore os índices físicos como aliás afirmou na flash interview. 

Missão cumprida e uma vitória muito importante, diante da equipa revelação do campeonato. Agora no acerto do calendário quarta-feira diante do Setúbal, é importante vencer para terminar a primeira volta na liderança do campeonato. 

Abraço e boa semana 

Paulo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vitória justa carimba passagem às meias-finais da Taça da Liga

Por motivos profissionais não pode assistir à partida que ditou a nossa passagem às meias-finais da Taça da Liga, após vitória por uma bola a zero diante do Setúbal.

Um golo de João Moutinho, aos 45 minutos, na marcação de uma grande penalidade, após falta sobre Seba, foi suficiente para nos apurarmos para as meias-finais, onde iremos defrontar o Rio Ave, vencedor do Grupo C, no dia 27 de Fevereiro no Estádio do Dragão.

Fica aqui a crónica ao jogo publicada em rtp.pt
Vitória justa do FC Porto, esta noite no Estádio do Dragão frente ao Vitória de Setúbal, já que foi a equipa da casa que mais fez para conquistar os três pontos. Apesar da vantagem mínima, os azuis e brancos dominaram quase desde o início ao fim, e só não conseguiram um resultado mais avolumado por causa das boas intervenções de Kieszek.

Ainda assim, o Vitória de Setúbal ainda conseguiu criar algumas oportunidades de golo, principalmente durante a primeira parte, mas Fabiano ou a falta de pontaria não perimitiram que a bola entrasse na baliza dos dragões.

Aos 44 minutos, mesmo antes do intervalo, Sebá cai na área após encosto de Nélson Pedroso e João Capela assinala grande penalidade. João Moutinho é chamado a cobrar e não perdoou.

No segundo tempo, a superioridade azul e branca foi ainda mais evidente, e só Kieszek evitou que o Porto fizesse mais golos.



Com este resultado, o Porto confirmou a liderança do grupo A da Taça da Liga e garantiu a presença nas meias-finais da prova, onde vai encontrar o Rio Ave, que esta noite venceu o Marítimo e aproveitou a derrota do Paços de Ferreira em Alvalade.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Vitória escassa mas merecida!

Antes do grande duelo da próxima jornada diante do Benfica, o FC Porto obteve uma importante vitória diante do Nacional da Madeira.

O jogo do próximo fim-de-semana pesou no subconsciente dos jogadores, e como é apanágio antes dos clássicos, os atletas imprimiram pouca agressividade ao jogo.

Ninguém se quer lesionar e estar ausente do grande duelo.

Não obstante esta falta de agressividade, o FC Porto jogou o suficiente para vencer e convencer, e só o guarda-redes insular impediu outro resultado mais avolumado.

O Nacional da Madeira entrou em campo muito bem organizado, colocando Moreno e Revson na marcação a Moutinho e Lucho, dois elementos fundamentais na construção do nosso jogo ofensivo.
Os insulares conseguiram durante 20 minutos afastar o perigo da sua baliza, tendo até criado uma excelente oportunidade aos 18 minutos, mas após canto cobrado por João Moutinho apareceu o oportuno e letal Jackson a abrir o marcador.
O colombiano continua a ser a peça fundamental do nosso ataque, e mais uma vez apontou um importante e decisivo golo.  
O golo abriu a partida, e até ao intervalo a equipa foi criativa, delineando excelentes lances de futebol ofensivo, com os laterais Danilo e Alex Sandro envolvidos, e que mereciam ser concretizados em golos.
São exemplo, o remate de Lucho aos 34 minutos, após uma recepção perfeita no peito, e a tentativa de golo do miolo, por Jackson com Vladam fora da baliza que corrigiu a posição a tempo de ser desfeiteado.

Mas eis que surge outro momento que virou o jogo, a lesão muscular de James, que poderá impedir El Bandido de participar no clássico.
Com as ausências de Atsu (CAN), Iturbe (de saída) e de Kléber por lesão, as opções no ataque escasseiam, e ontem a lesão de James complicou ainda mais a gestão do plantel.

VP ontem, encontrou a solução para a ala em Defour. O belga uma vez mais demonstrou a sua versatilidade e competência táctica, e na segunda parte jogando na ala, cumpriu foi dinâmico e um dos melhores no terreno.

Na segunda parte os atletas do FC Porto foram pouco agressivos, quiçá com receio de lhes bater à porta o sucedido a James.

Desta forma, o Nacional aproveitou e de forma corajosa repartiu o jogo, sem terem no entanto conseguido criar reais chances de empatar a partida. Helton e o sector defensivo resolveram todos os problemas criados.


Destaques na partida para Jackson, que uma vez mais foi fundamental, não só pelo golo que garantiu o triunfo, mas também pelo labor em campo.
O colombiano é um guerreiro, sendo uma dor de cabeça para as defensivas contrárias. Merecia ter marcado na tentativa do miolo, com Vladan a negar o golo.

Destaques também para Danilo que fez uma excelente primeira parte, envolvido nos lances de ataque, sem descurar a rectaguarda. Alex Sandro também esteve bem ofensivamente, mas ao contrário do compatriota, por vezes é distraído e efectua passes para nenhures.

Defour fez um excelente jogo numa posição que lhe era estranha, efectuando boas incursões pelo flanco, e ousou mesmo almejar a baliza adversária.

Fernando foi peça fulcral na segunda parte, dando o equilibrio defensivo à equipa como é seu timbre.

João Moutinho uma vez mais revelou-se um dos melhores em campo. Foi o maestro, e sob a sua batuta se delinearam grande parte dos lances de perigo criados.

Última nota para mais um penalti que ficou por assinalar na primeira parte, após falta sobre João Moutinho.

Foi uma importante vitória antes do clássico, pena foi a lesão de James, que esperamos não ser impeditiva da sua utilização.

Bom domingo e uma boa semana.
Paulo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Consta que fizemos uma exibição de Lucho!

Ontem não pude acompanhar o jogo pois encontrava-me a trabalhar, e posteriormente em viagem de regresso ao lar.

Pelo que o irredutível portista, meu Pai, me disse, só não goleamos por mérito do guardião do Nacional. 
Ao que parece efectuamos uma excelente exibição.

O meu Pai, tal como muitos portistas, esperava ver o jogo na TV, mas tal não sucedeu, pelo que estava chateado. Teve de recolocar pilhas no velho rádio para acompanhar a partida.

Tirando tudo isto, o mais importante é que iniciamos com o pé direito a participação nesta edição da prova, e este ano vamos lutar por vencer este troféu.

Fica aqui uma pequena súmula ao sucedido retirada do jornal O Jogo.

Dois golos argentinos (Lucho e Otamendi) deram forma a uma grande exibição do campeão nacional. Vítor Pereira apresentou o melhor onze na Choupana e deixou a equipa com um pé nas meias-finais da Taça da Liga.
Depois de duas derrotas (Braga e Paris Saint-Germain) e um triunfo arrancado a ferros (Moreirense), o FC Porto tratou de acabar com as dúvidas na Choupana: o campeão nacional continua forte... muito forte, aliás. Ontem, a vitória chegou acompanhada de uma exibição de grande nível, das melhores nos últimos tempos. Houve dinâmica, inteligência, intensidade e uma enorme variedade de soluções para contornar a (boa) organização do Nacional.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bonfim adiado para 23 de Janeiro de 2013

Publicado em maisfutebol.iol.pt

Jogo adiado para 23 de Janeiro de 2013

O V. Setúbal - FC Porto, jogo de abertura da 12ª jornada, foi adiado, à partida, para 23 de Janeiro, em virtude das péssimas condições atmosféricas que alagaram o relvado do Estádio do Bonfim. A decisão só foi oficializada à hora que o jogo era suposto começar, às 20h15, mas uma hora antes já havia indicações claras nesse sentido. Pedro Proença cumpriu os regulamentos, esteve no relvado e confirmou por mais do que uma vez que o estado do relvado não permitiria que a bola rolasse ou saltasse.

Pouco passava das 19h00, quando faltava mais de uma hora para o início da partida, quando Pedro Proença e a sua equipa subiram ao relvado para o primeiro teste da noite. Nessa altura chovia com intensidade, mas as linhas, que já tinham sido repintadas, estavam visíveis e a bola até pareceu rolar com facilidade. Para quem tinha visto, na quinta-feira anterior, o relvado de Alvalade, o do Bonfim parecia estar em condições.

O «teste» até parecia ter tido um resultado positivo, mas logo a seguir chegaram as primeiras indicações de que o jogo poderia ser adiado, quando foram removidos os pinos para o aquecimento de uma das equipas. A meia-hora do início da partida continuava a chover com intensidade e ainda não havia sinal das equipas. Ganhava força a ideia de que não ia haver jogo, reforçada com um segundo teste, realizado perante a presença dos delegados das equipas, que, desta vez, comprovou que a bola não saltava sobre o relvado.

Decisão oficializada, com jogadores do FC Porto no autocarro

Na mesma altura, chegava a notícia, pela boca de funcionários do Vitória, que a decisão estava tomada e que o jogo tinha sido definitivamente adiado, mas Pedro Proença, cumpriu os regulamentos e, às 20h15, voltou a subir ao relvado, numa altura em que os jogadores do FC Porto já estavam no autocarro, para um último teste. O árbitro de Lisboa atravessou o relvado com uma bola, deixou-a cair sobre o relvado e voltou para trás. Ao passar pelos jornalistas, confirmou o adiamento do jogo, com uma curta frase: «Não há condições», atirou.

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Fernando Oliveira, presidente do V. Setúbal, anunciaram, pouco depois, um acordo, estabelecido pelos treinadores das duas equipas, para se jogar a 23 de Janeiro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Jackson "fura" autocarro de Moreira de Cónegos!

Após duas derrotas seguidas, uma das quais que comprometeu a permanência na Taça de Portugal, o FC Porto regressava ao Dragão com a intenção de dar uma resposta positiva aos seus adeptos.

Destaques para a estreia do novo relvado e para a presença do nosso mágico Deco, que entregou troféu de melhor jogador de Outubro e Novembro a Jackson. 
Ambiente de festa nas bancadas, com o público a aplaudir Deco, que muitas alegrias nos proporcionou.

Destaque também para o carinho do público para com Helton, que teve um lance infeliz na partida em Paris.

O Moreirense, apesar de último classificado e já não vencer desde a segunda jornada,  é uma equipa organizada e disciplinada que tinha dado provas nas eliminatórias para a Taça de Portugal diante dos nossos rivais de Lisboa, que tinha argumentos para nos complicar a tarefa.

Era portanto um teste à nossa capacidade de aguentar a pressão após duas derrotas consecutivas, e com tranquilidade obter a vitória.

A única novidade no onze inicial foi a inclusão de Defour no lugar do lesionado Fernando.

O jogo inicia-se com o FC Porto a dar mostras de querer resolver cedo, e logo ao minuto 2, Jackson esteve perto de abrir o marcador. Passe longo, e o colombiano surge nas costas da defesa e remata com perigo a arrasar o poste da baliza de Ricardo.
Ao 5 minutos é James que fica muito perto do golo, mas Ricardo nega o golo a El Bandido.

Estes 5 minutos iniciais, foram o prenuncio do que estava para vir. 
Um FC Porto instalado no meio campo adversário, e o Moreirense a tentar numa transição rápida ou num erro defensivo nosso "molhar a pena". 
Ricardo, guardião dos visitantes começava a exibir-se a bom nível.

Teria de ser portanto um FC Porto de labor e com cabeça para alcançar a vitória.

Com uma pressão alta, o adversário só saiu uma vez com perigo ao minuto 22 por Pintassilgo, que já na área rematou por cima.
Numa primeira parte, com muita pressão do FC Porto, as jogadas de perigo sucediam-se, mas o golo ia sendo adiado. 
Ao minuto 28 Moutinho abre na esquerda e Varela centra rasteiro. Já se gritava golo, mas Jackson atira ao lado!
Ao minuto 34, grande remate de pé esquerdo de Moutinho à entrada da área, passados cinco minutos mais uma oportunidade para James.

Muitos remates, boas oportunidades, mas a falta de sorte e Ricardo impediram-nos de chegar ao final do primeiro tempo com o jogo resolvido.

Uma contrariedade para a segunda parte. Lucho sai lesionado e dá lugar ao jovem Kelvin.

À entrada da segunda parte, entre nós adeptos pressentia-se que o golo surgiria mais tarde ou mais cedo, mas também havia o temor que se instala-se intranquilidade na equipa com o passar dos minutos.

Recomeça a segunda parte, como termina a primeira, com James quase a marcar. Danilo cruza da direita rasteiro, Varela faz um túnel e deixa a bola passar por James, que remata em jeito, a bola desvia num adversário e sai por cima da barra!!


VP aposta em Kléber no lugar de Varela, para tentar aproveitar alguma bola perdida. Era uma avalanche ofensiva do FC Porto e era preciso presença na área no apoio a Jackson.

Aos 60 minutos Moutinho cruza, James cabeceia e Ricardo Ribeiro defende!!

Começava a instalar-se algum nervosismo, com o empate a teimar, e prova disso é o minuto 66 em que Otamendi quase faz auto-golo num atraso mal efectuado para Helton e James surge pela direita e remata uma vez mais para defesa de Ricardo Ribeiro.

Mas eis que aos 71 minutos e faz justiça e Jackson na sequência de um canto de James cabeceia para golo!!

Alivio para a equipa e para nós adeptos. Justiça no resultado. 

Muita pressão e remates desde o apito inicial, demoram setenta minutos a dar frutos.

Até ao apito final por três ocasiões podíamos ainda ter ampliado o resultado. Primeiro por Jackson após cruzamento de Danilo, segundo por  James de livre e terceiro por Danilo que recebeu na direita, entrou na área, fintou para dentro em busca do pé esquerdo e atirou ao lado.

Por sua vez o Moreirense apenas teve um remate por cima de Castro.

Final do jogo e vitória justa do FC Porto.

Destaques individuais para Jackson que fez a diferença e só não apontou mais golos por mérito do guardião visitante.  O colombiano procurou o golo de todas a formas e feitios, e teve tempo para participar na construção de lances ofensivos. É um grande avançado, e que nos irá dar muitas alegrias.

James foi uma seta apontada à baliza adversária, e um construtor de lances ofensivos. El Bandido rematou muito e bem merecia abanar as redes.

Defour no lugar de Fernando, fez um jogo assertivo, muito bem na combinação com Lucho e Moutinho. Tem um passe fácil e foi importante na primeira linha de construção do jogo ofensivo.

Na nossa defesa destaque para Alex Sandro e Danilo, dois internacionais brasileiros, que estão em fase de adaptação ao futebol europeu, e que têm muita classe e qualidade técnica. Irão impor-se  nos próximos anos como dois dos melhores laterais a actuar no futebol europeu.

Destaques pela negativa para o azar da lesão de Lucho e para o jogo ultra defensivo que o Moreirense apresentou. A equipa de Moreira, tem de ser mais afoita se quiser sair dos lugares de despromoção.

Foi um duro teste à nossa capacidade de aguentar a pressão.
O Moreirense foi feliz, teve um guarda-redes inspirado, e só assim não levou uma pesada goleada para Moreira de Cónegos.

Na segunda feira iremos assistir ao dérbi lisboeta, na expectativa de um Sporting que dê um pontapé na crise e obtenha uma vitória sobre os encarnados.

Força Porto!

Boa semana e abraço,

Paulo

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ver a final por um canudo!



Tínhamos uma pedra enorme no trilho, que teríamos de mover para continuar o percurso rumo à final da Taça de Portugal, não conseguimos, e pela segunda época consecutiva, vemos a final por um canudo, desta vez não de Coimbra mas de Braga.

Na antevisão ao jogo tinha dito que a incógnita para o jogo de hoje era saber até que ponto VP estaria  disposto a arriscar, fazendo a gestão do plantel, um pouco à semelhança da eliminatória anterior, na qual venceu e convenceu na Madeira diante do Nacional. Todavia na minha opinião, a valia do Braga não permitiria grandes mexidas, sob pena de entregarmos o ouro ao bandido, e assim foi.

VP surpreende, arrisca e faz várias alterações no onze inicial.
Faz entrar Kléber para o eixo do ataque, com James e Atsu nas alas.
Contudo é no meio-campo que VP arrisca mais, ao retirar Lucho e Moutinho, entrando Castro e Defour para os seus lugares.

Penso que foi arriscar demais mexer desta forma no miolo, motor da nossa equipa, e que nas últimas partidas tem sido fundamental nas obtenções de vitórias, inclusive com golos de Lucho e Moutinho.

Quanto às demais alterações eram pacíficas pois mantinham-se peças chave dos respectivos sectores.

Já José Peseiro optou por uma abordagem mais conservadora, apostando praticamente na mesma equipa que jogou no domingo.

A esta hora estaria aqui com outro discurso se mantivéssemos a mesma concentração e atitude da primeira parte, que nos permitiu chegar ao intervalo a vencer justamente, e se Olarápio Benquerença não quisesse ser o protagonista de um jogo bem disputado, mas não violento, e que em vinte minutos amarelou Castro e Miguel Lopes, e expulsou Castro de forma ridícula.


À semelhança do jogo para o campeonato, entramos fortes, pressionantes, e foi com naturalidade que chegamos à vantagem por Mangala, que respondeu de cabeça a livre de James.

Dominamos os primeiros 20 minutos de jogo, e até ao intervalo foi um jogo repartido com oportunidades de golo repartidas. De salientar uma por intermédio de Ruben Amorim para o Braga e de Defour para o FC Porto.

Se até ao apito para intervalo já se denotava uma pressão maior do Braga, era de adivinhar que na segunda parte o Braga busca-se com afinco a reviravolta.

VP até mexeu para segurar, mas cometeu um erro crasso na saída de Fernando, um jogador que tal como os eucaliptos, seca tudo à sua volta, e que minutos antes de sair havia negado o golo a Mossoró numa fantástica antecipação.

Devia ter retirado Castro, pois adivinhava-se a expulsão. Castro disputa cada bola como se não houvesse amanhã, e foi expulso a 18 minutos do fim.

Moutinho demorou demasiado a entrar para equilibrar o miolo, e quando entrou já o Braga tinha igualado o marcador.
Dois minutos depois dá-se a reviravolta, e o Braga aponta o golo que lhe garantiu a passagem aos quartos-de-final.

Pela segunda parte, o Braga mereceu a passagem, pois foi uma equipa que acreditou sempre e buscou o resultado.




VP pode-se queixar de si próprio, pois não foi leste nas alterações e errou ao mexer em demasia no miolo.
De Olarápio podemos nos queixar de não saber gerir a amostragem de amarelos, e por azar nosso fomos penalizados, numa expulsão absolutamente ridícula de Castro.

Kléber é nitidamente uma carta fora do baralho. Um trapalhão de primeira ordem.
Perdemos nitidamente a oportunidade de no mercado ter libertado Kléber e ter apostado em Edér, a título de exemplo.

Mangala e Otamendi foram uns esteios na defensiva, e Fernando fantástico no miolo.

Fica a lição para o futuro. O nosso miolo tem de jogar sempre com Lucho ou Moutinho. São estes dois atletas que tem capacidade técnica e táctica para pensar e delinear o jogo.
A rotação deve ser feita, mas com astúcia.

VP assumiu a responsabilidade pela derrota. Repetimos a época passada e falhamos o objectivo da conquista da Taça de Portugal.

Bom fim-de-semana,
Paulo

domingo, 25 de novembro de 2012

"A sorte de ter talento não basta, é preciso, também, ter talento para a sorte."

Hector Berlioz, compositor francês, no século XIX disse "A sorte de ter talento não basta, é preciso, também, ter talento para a sorte", e foi o talento de El Bandido que definiu a sorte que nos levou à vitória na Batalha da Pedreira.

À partida para este desafio, adivinhavam-se dificuldades, o adversário é de qualidade evidente, tem excelentes executantes, e tratava-se portanto do primeiro grande desafio na Liga para a nossa equipa.

O adversário vinha de uma derrota europeia pesada, da humilhação de não ter conseguido o apuramento para os oitavos da champions num grupo acessível, e por conseguinte iria querer dar uma resposta positiva aos seus adeptos, que passava naturalmente por tentar levar de vencida o campeão nacional.

O FC Porto por sua vez é uma equipa confiante, que joga com alegria e que iria querer manter a fasquia de qualidade dos últimos desafios.
Com a vitória dos encarnados ontem, o FC Porto entrava na Pedreira com a intenção de vencer e reocupar o lugar que é seu por mérito.

Vítor Pereira apostou nos regressos de Alex Sandro e Fernando, relegando Abdoulaye e Defour para o banco, e colocou Mangala no centro da defesa ao lado de Otamendi.

O FC Porto entrou bem no jogo, com pressão alta, e rapidez nas trocas de bola, encostou o Braga às cordas por 20 minutos, e podia mesmo aos quatro minutos ter aberto o marcador por duas ocasiões que tiveram o mesmo protagonista, Otamendi, que num canto desviou de cabeça para o poste e logo depois após passe fantástico de El Comandante, isolado pela meia direita remata desastrado para fora.

Os primeiros vinte minutos foram assim marcados pelo domínio do FC Porto, com muita posse e com o Braga a tentar sair mas sem sucesso.

Mas a partir dos vinte minutos, o Braga conseguir achar o antídoto para o equilíbrio do jogo. Subiu as linhas, acertou nas marcações no miolo, e o jogo ficou repartido, numa toada de bola lá bola cá.

Ao minuto vinte e três, os arsenalistas numa jogada perigosa pela direita reclamam penalti por mão de Alex Sandro após cruzamento de Alan, o que na minha modesta opinião, apesar da bola ter batido no braço, não é penalti, pois o cruzamento é muito em cima, e o defesa portista tem o movimento típico para tentar opor-se ao cruzamento, e não se configura  portanto intenção de cortar a bola com a mão.

O Braga empolga-se e surge o seu melhor período no jogo, em resposta ao período inicial forte do FC Porto.

Nesta fase de pressão arsenalista, Helton faz duas excelentes defesas, uma a remate de Mossoró, e outra numa tentativa de canto directo de Hugo Viana, que obriga o guardião portista a voar e impedir a bola de entrar na baliza.

O jogo parte para intervalo após uma falta dura de Alan sobre Varela, que não é punida com cartão amarelo, e o mais ridículo, Xistra depois das equipas se posicionarem para a cobrança da falta, apita e manda recolher aos balneários.
Foi assim uma primeira parte repartida, com o resultado a ajustar-se ao futebol produzido.
Uma primeira parte de muita luta e jogo de parada e resposta, com o FC Porto a ter mais posse de bola, e o Braga a privilegiar mais o contra-ataque.
As defesas levaram vantagem sobre os ataques.


A segunda parte trouxe mais do mesmo, muito equilíbrio e luta, sem que os ataques conseguissem produzir oportunidades de golo “cantado”.

Realce para um cabeceamento perigoso de Jackson após canto, e para dois remates de Éder entre o minuto 86 e 88.

O resultado parecia predestinado para o empate e repartição de pontos, mas eis que em cima do minuto noventa, a sorte sorriu ao audaz El Bandido, que num fantástico remate a bola ganha altura, passa por cima de Beto, vai à barra e entra!

Golaço de El Bandido, e muita alegria nos festejos entre jogadores e adeptos na bancada.

Bola ao centro e o 0-2 surge por Jackson Martínez. Uma bomba!
Salino perde a bola para o colombiano, que de pé esquerdo à entrada da área fuzila Beto.

Apito final e vitória sofrida do FC Porto, e rude castigo para o Braga.



Realces individuais para Helton, que transmitiu segurança à defensiva, Otamendi que fez mais um excelente jogo e que com Mangala foram uns esteios na defesa, para James, o homem do jogo, que apontou o golo que nos abriu o caminho para a vitória, e por último para Jackson que apontou mais um fantástico golo.

Muito apagados na partida de hoje Lucho e Moutinho, estando bem VP nas substituições.

De saudar os regressos de Fernando e Alex Sandro que estiveram bem na partida após pausa prolongada.

Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)
Na sexta-feira, nova Batalha na Pedreira, desta vez para a Taça de Portugal.

Espera-se mais um jogo disputado e que poderá ser tal como o de hoje, definido por um momento de magia de um jogador.

Última nota para o fantástico apoio dos nossos adeptos à equipa.

Força Porto!
Boa semana.

Paulo

domingo, 11 de novembro de 2012

Prova superada com um Moutinho de Lucho!

Tal como se previa, o FC Porto teve uma difícil prova de superar diante da Briosa, e só com um Moutinho de Lucho a superamos.

Após o apuramento para os oitavos-de-final da champions e a fantástica exibição diante do Marítimo, os adeptos esperavam mais brilhantismo na vitória de hoje, o que não foi possível muito por mérito de uma Académica muito bem escalonada, concentrada, disciplinada e rigorosa na marcação aos nossos homens do tridente ofensivo, e sempre sem descurar as transições rápidas por intermédio de Cissé, Marinho e Wilson Eduardo.
Os homens de Pedro Emanuel estavam motivados após a vitória diante do Atlético de Madrid, e com o passar dos minutos, não conseguindo o FC Porto abrir o activo, ainda mais confiança angariavam.

Foi necessária portanto muita cabeça e paciência para encontrar o caminho certo para o golo.
Os adeptos foram excelentes no apoio à equipa, pois noutros tempos os assobios soariam bem cedo.
A equipa está confiante e segura a defender, e VP tem bem delineado o modelo de jogo da equipa, com James a ser uma espécie de híbrido que tanto é 7 como 10.
Apesar das lesões de Maicon, Fernando e Alex Sandro, três pedras que até à lesão eram titulares indiscutíveis, VP soube encontrar alternativas, e Mangala, Defour e Abdoulaye têm cumprido bem os seus papeis.
Durante a primeira parte, fomos previsíveis nas acções ofensivas, o que facilitou a tarefa defensiva da Briosa.
Só em erros individuais do adversário, ou recuperações rápidas de bola, conseguimos criar perigo. 
Numa dessas ocasiões, logo aos nove minutos Jackson Martínez apareceu isolado, e o guarda redes adversário ao sair da área tropeçou, mas o chapéu do colombiano saiu ligeiramente ao lado da baliza. Foi uma excelente oportunidade desperdiçada.
Numa outra aos dezanove minutos, Jackson recupera a bola a meio campo, dá para Danilo que abre em James na área, mas El Bandido no movimento interior na busca do espaço para o remate perde imenso tempo, e permite o corte de um defesa forasteiro.

Até ao apito para intervalo nota de realce para um remate de Jackson por cima do alvo. Todavia o colombiano foi egoísta pois tinha James ao seu lado sem oposição ao remate. Pesou aqui o objectivo individual de conseguir a marca de Jardel e Pena.

Tivemos na primeira parte muita posse de bola, mas o nosso jogo não era objectivo, criativo, e quase sempre terminava sem tiro à baliza à guarda de Ricardo.

Com James escondido do jogo, Varela apagado e Jackson sem bolas na área, VP tinha de encontrar soluções para desmanchar a estratégia da Briosa na segunda parte.
E assim foi. No segundo tempo a equipa entrou com mais velocidade de circulação de bola, e surgiram no jogo Lucho e Moutinho.

Aos cinquenta minutos após uma recuperação de bola a meio campo de Varela, El Comandante com um excelente passe abre para James na direita, que em velocidade entra na área e abre o activo.
Foi um golo justo, que surgiu numa boa altura do jogo, logo na reabertura do segundo tempo.
A equipa foi paciente e num erro adversário, com uma recuperação de bola, numa transição rápida conseguiu finalmente encontrar o caminho para o golo.

Pensava-se que a Académica fosse abrir o seu jogo, mas não, manteve-se concentrada e a complicar a nossa tarefa.

Mas eis que aos sessenta minutos surge um dos homens do jogo a apontar um golo de levantar um estádio - João Moutinho, que após passe atrasado de Lucho enche o pé e remata do meio da rua sem hipóteses de defesa para Ricardo. Grande golo!

VP aproveita o segundo golo, e faz descansar Varela, colocando no seu lugar Atsu.
O jovem ganês poucos minutos depois de entrar podia ter apontado o terceiro golo.
Após jogada de Jackson que de calcanhar passa a Moutinho que isola o ganês, mas Ricardo com uma excelente defesa nega o golo a Atsu.

Sentia-se no estádio que o jogo estaria decidido, mas a cínica Académica não desmoronou as linhas, e Wilson Eduardo reduziu num remate de primeira para 1-2 num lance em que a bola bate à frente de Helton, traindo-o por completo.

Com o golo academista, o FC Porto manteve a tranquilidade e geriu os ímpetos adversários com muita posse de bola. VP aproveitou para descansar Moutinho.

Até final só mesmo Helton numa saída dos poste colocou o coração na mão dos adeptos. O brasileiro saiu da baliza para chegar à bola, mas o rápido Cissé atrapalhou e gerou-se uma situação de perigo, que o próprio Helton resolveu saindo a jogar com os pés.

Poucos minutos depois deu-se o apito final com o FC Porto a conquistar merecidamente, mas sem brilho, os três pontos.


Destaque na partida para João Moutinho e Lucho, que na segunda parte souberam pautar o nosso jogo, e foram o cérebro para delinear as jogadas que abriram a muralha defensiva adversária.
Moutinho e Lucho com passes rasgados para as costas dos defesas adversários, foram tentando servir ora Jackson, Varela ou James.
El Comandante fez duas assistências para golo. Moutinho apontou o golo da noite. 
Excelente dupla esta que pauta o nosso jogo.

Nota de realce também para James que após uma primeira parte em que apareceu, tal como a equipa, apático e sem criatividade, na segunda parte entrou mais solto e após assistência de Lucho fez um excelente golo.

Na defesa Otamendi e Abdoulaye tem feito uma excelente dupla, com o argentino a assumir o comando da defensiva, e a transmitir tranquilidade para a evolução segura de Abdoulaye.
Mangala fez um bom jogo, ofuscando por completo Marinho.
Danilo do outro lado da defesa, fez um jogo apático tal como a equipa. O brasileiro tem de ser mais acutilante no corredor.
Varela fez um jogo esforçado, batalhou, mas ao contrário dos últimos jogos não foi um elemento desiquilibrador.

Defour cumpriu bem o seu papel, fechando bem os espaços.

Jackson Martínez falhou o objectivo de bater o recorde de Pena e Jardel, mas foi sempre uma carga de trabalhos para os defesas adversários. Foi muito bem marcado por João Real.
Todas as imagens dos jogos do FC Porto.
(Clique na imagem para entrar)

Valeram os três pontos conquistados, que nos permitem manter a liderança.

Última nota para o mau estado do relvado, que aqui e ali complicou o nosso jogo.

Excelente o número de adeptos presentes no Dragão, que ultrapassou os trinta mil.

Agora segue-se o jogo para a Taça de Portugal diante do Nacional, uma partida complicada, que tentaremos vencer para seguir em frente na prova.

Abraço e boa semana.

Força Porto!

Paulo