O FC Porto foi ontem eliminado pelo Benfica, no Estádio da Luz, em jogo referente às meias-finais da Taça da Liga, perdendo por 3-2.
Para o jogo Vítor Pereira decidiu inovar, colocando Alex Sandro do lado esquerdo da defesa e Álvaro Pereira a jogar como extremo esquerdo. O lado direito da defesa foi entregue a Sapunaru, e o centro da defesa foi entregue a Mangala e Rolando, tendo Maicon sido preterido para o banco. À frente da defesa estava Defour no lugar de Fernando, no meio campo Lucho e Moutinho, no ataque Hulk e Kléber, também ele uma surpresa.
O jogo começou mal para os azuis e brancos, ao sofrerem o primeiro golo logo aos 4 minutos por Maxi Pereira. Pode-se dizer que o golo sofrido foi fruto das alterações que se deram no onze portista, com Álvaro Pereira a ser incapaz, a extremo de fazer metade daquilo que sabemos ser capaz a lateral. Ainda por cima dividiu com Alex Sandro responsabilidades no golo sofrido.
Apesar de praticamente entrar a perder, o FC Porto reagiu muito bem, e aos 8 minutos já estava reposta a igualdade, depois de um remate feliz de Lucho Gonzalez, após boa assistência de Hulk. Até aos 35 minutos o jogo foi todo do Porto. Grande velocidade, boa capacidade de recuperação da bola, boa pressão exercida sobre os jogadores adversários. Não existia Benfica, e isso levou a que aos 17 minutos Mangala fizesse o segundo para os portistas de cabeça, após livre marcado por Hulk.
O problema foi que a equipa do Porto não soube aproveitar este ascendente para dilatar o marcador e resolver a eliminatória: Sapunaru viu Eduardo negar-lhe o golo após grande remate, e Kléber praticamente não se via em jogo. Esta invisibilidade do ponta de lança azul e branco deveria ter sido imediatamente colmatada por uma substituição. Ao não fazê-lo, Vítor Pereira sujeitou-se ao ascendente benfiquista, a
três bolas no poste e, depois disso, ao golo do empate por Nolito.
A segunda parte começou algo esmorecida, na expectativa, sem oportunidades de parte a parte, e era visível que era no banco que teriam que ser encontradas soluções: o Benfica fez entrar Gaitán e Cardoso, e VP James e Janko. Para o lado do Porto as alterações não surtiram o efeito esperado: nunca mais se voltou a ver o FcPorto da primeira parte e James não entrou a fazer a diferença como de costume. E isso levou ao 3º tento do Benfica, apontado por Cardozo, após grande deslize de Mangala.
Só depois do golo o FC Porto de alguma forma acordou, mas a reacção foi tardia e insuficiente para evitar a eliminatória.
É certo que quer presidente, quer treinador, quer jogadores já haviam referido que esta taça não é prioritária, mas se não era prioritária, e se não era para jogar para ganhar, então não se gastavam rios de dinheiro com deslocações, estadias e almoços, nem se fazia os adeptos perderem o seu tempo e dinheiro em ir apoiar a equipa a todo o lado.
Por isso, há opções que não se compreendem. É certo que Bracalli tem sido o guarda-redes titular da Taça da Liga, mas num jogo destes não há que arriscar. E ontem o guarda-redes brasileiro comprometeu, mostrou-se muito nervoso e não deu confiança à defesa. Kléber foi outra mancha no onze portista, porque simplesmente não existiu. E assim o FC Porto assinou a sua sentença de derrota.
Hulk e Moutinho foram, na minha opinião, os melhores em campo.
Resta agora o Campeonato, e esperemos nós que a jogar com melhor qualidade do que aquilo a que temos assistidos nas últimas jornadas, ou então também esse título poderá estar comprometido. Só depende de nós.
Saudações portistas,
Carla Correia