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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pavão * Um ídolo de uma geração * 37 anos depois

Hoje recordamos aqui Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido no mundo do futebol por Pavão, alcunha que advinha do facto de fintar os adversários de braços abertos. 
Ao minuto 13 da jornada 13 daquele frio dia 16 de Dezembro de 1973, durante o jogo FC Porto - V. Setúbal, no mítico Estádio das Antas, corria o minuto 13, quando Pavão fez um passe para Oliveira, que se desmarcava na direita, e tombou sobre o relvado. Acabara de desaparecer uma das lendas do futebol português e do FC Porto.
Infelizmente, não vi Pavão espalhar magia pelos relvados, pois nasci em 1978, mas vejo o brilho nos olhos dos portistas que o viram jogar, cada vez que o recordam. 
Por isso este post, para os que se lembram dele recordarem, e para os que nunca o viram saberem mais acerca deste jogador histórico do FC Porto que marcou uma geração



Fernando Pascoal das Neves, mais conhecido por “Pavão”, nasceu em Chaves no dia 12 de Agosto de 1947. Começou a jogar futebol no Desportivo de Chaves onde deu nas vistas e em 1964 foi jogar para os juniores do Futebol Clube do Porto. Logo no ano seguinte passou para a equipa principal orientada na altura por Flávio Costa, e fez a sua estreia a titular num jogo contra o Benfica com apenas 18 anos. Mas foi com a chegada do treinador José Maria Pedroto que Pavão ganhou de maneira definitiva a titularidade e para além de ser o jogador mais jovem do plantel foi o escolhido para ser capitão.

Pavão assim conhecido por fintar os adversários de braços abertos.

Ao minuto 13 da jornada 13 daquele frio dia 16 de Dezembro de 1973, durante o jogo FC Porto - V. Setúbal, no mítico Estádio das Antas, corria o minuto 13, quando Pavão fez um passe para Oliveira, que se desmarcava na direita, e tombou sobre o relvado.

"50 mil pessoas acabavam de ovacionar a sua última jogada. Foi Oliveira quem recebeu o seu derradeiro passe. Da relva para a maca, desta para o balneário e daqui para a ambulância que o conduziu vertiginosamente para o Hospital de São João - foi este, em resumo, o princípio e o fim do drama que enlutou a festa das Antas", resumia, no dia seguinte, o JN.

Após o desfalecimento de Pavão, o jogo continuou normalmente, sem que se soubesse o estado de saúde do médio. Após o apito final, os adeptos do FC Porto podiam festejar a aproximação ao 1.º lugar, com a vitória (2-0) sobre os setubalenses, então líderes da liga. Mas tinham um nó na garganta: Pavão.

Quando entrou no campo para socorrer o atleta, o médico José Santana viu que ele estava em coma, os colegas de equipa e os espectadores não se terão apercebido da gravidade da situação e o encontro prosseguiu. Pavão foi levado para o Hospital de São João, mas apesar de todas as tentativas de reanimação, não foi possível salvá-lo.

Ao intervalo, os altifalantes das Antas procuraram sossegar todos os que se encontravam no estádio, transmitindo a informação de que se tratara de uma congestão, mas os jogadores que estavam no banco de suplentes já sabiam a verdade. No final do encontro, alguém gritou para dentro de campo a trágica notícia. Não se celebrou a vitória e em vez de sorrisos foram lágrimas que se viram no relvado, nos bancos e nas bancadas.

Entre as lágrimas dos portistas - "meu deus, como é triste esta grande vitória" , chorava o defesa Guedes, o treinador sadino (e ex-dragão) José Maria Pedroto falava do "dia mais triste" da sua vida. "Tão bom e tinha só 26 anos. Vai fazer muita falta" resumia o treinador do FC Porto, Bella Gutmann.

Os dias seguintes foram de dor e consternação na cidade do Porto. 30 mil adeptos despediram-se nas Antas do camisola 6 do clube, estreado em 1965, numa vitória sobre o Benfica (2-0).

Cubillas chegou poucos meses após a morte do Pavão, em entrevista ao Mais Futebol recordou Pavão:
"A equipa estava bastante traumatizada. No balneário falava-se muito sobre ele. Lamentavelmente, não cheguei a conhecê-lo. Gritávamos o nome dele antes dos jogos, no balneário. Apercebi-me da sua importância dentro da equipa. Como é que alguém tão jovem morre daquela maneira?"

Quis o destino que o Pavão terminasse a sua carreira desportiva que fora fulgurante, aos 26 anos de idade.
Dizia-se que Pavão tinha como destino Inglaterra para jogar no Manchester United de Tommy Docherty. Ia tornar-se no primeiro grande emigrado do futebol português

Fica aqui a biografia digitalizada de uma publicação "Colecção Ídolos dos Desporto", datada de 16/03/1968, de Pavão ídolo do FC Porto e fantasista dos relvados de futebol.


Biografia de Pavão.

(Clique na imagem para visualizar)

sábado, 28 de agosto de 2010

Rui Filipe, 16 anos depois...

Hoje, 16 anos após o desaparecimento de Rui Filipe, que faleceu aos 26 anos num acidente de viação, na fatídica manhã de 28 de Agosto de 1994, vamos aqui recordar um jogador à Porto,talentoso e de raça que se afirmou no FC Porto. É pois recordar o autor do primeiro golo do "Penta", que para sempre ficará nas nossas memórias.

Rui Filipe nasceu no dia 8 de Março de 1968 em Vale de Cambra.
Chegado à camadas jovens do F.C.Porto na época de 1984/85 vindo do Valecambrense, chegaria a sénior em 1986/87 tendo sido emprestado ao Gil Vicente e ao Espinho sucessivamente, até que aos 23 regressou ao F.C.Porto disposto a agarrar um lugar.

Numa equipa onde se destacavam nomes como João Pinto, André, Semedo, Jaime Magalhães e onde se começavam a afirmar jovens como Vítor Baía e Fernando couto, Rui Filipe acabaria por agarrar facilmente um lugar no plantel, embora não tenha chegado à titularidade indiscutível.

Como suplente ou titular, a sua atitude era sempre de um completo profissionalismo e de uma total dedicação ao clube, fruto de uma personalidade forte e ao mesmo tempo tímida e humilde. Curiosamente, a certa altura, começou a destacar-se pelos golos que marcava, muitos deles espectaculares (quem não se recorda do grande golo na Alemanha ao Werder Bremen).

O trabalho acabou por compensar e Rui Filipe chegaria mais tarde a internacional A.

A 21 de Agosto de 1994, o F.C.Porto recebe nas Antas o Sporting de Braga de Rui Correia, José Nuno Azevedo, Barroso e Karoglan, naquele que seria o primeiro jogo do primeiro título da caminhada triunfal que levaria o clube ao inédito Pentacampeonato. Numa equipa que era treinada por Bobby Robson (depois de ter substituído Ivic na época anterior), o F.C.Porto alinhava com Vítor Baía; João Pinto (cap), Paulinho Santos, Jorge Costa e José Carlos; Rui Filipe, Secretário, Emerson, Domingos (depois Kostadinov), Drulovic (depois Baroni) e Folha.
Nesse jogo, Rui Filipe marcaria o primeiro golo aos 22 minutos, sendo o segundo marcado por Kostadinov já em período de descontos, para uma vitória por 2-0.

Três dias depois, para o primeiro de 2 jogos para a atribuição da Supertaça Cândido de Oliveira relativa aos vencedores da Taça e do Campeonato da época anterior, o F.C.Porto foi à luz defrontar o Benfica de Preud'Homme, Veloso, Vítor Paneira, João Pinto e César Brito, na altura treinado por Artur Jorge. Recorde-se que nesse ano, se deu o caso caricato, só possível em Portugal, de se decidirem duas Supertaças, tendo já em 17 de Agosto anterior sido disputada a Supertaça para os vencedores das competições internas de 92-93! Nesse dia, em Coimbra, o F.C.Porto havia ganho ao Benfica por 4-3 após marcação de grandes penalidades, tendo-se registado uma igualdade a 2 golos no final do jogo.

Na Luz, o F.C.Porto alcançava uma igualdade a 1 golo que lhe abria boas perspectivas para a 2ª mão. Aos 71 minutos de jogo, Rui Filipe pega na bola, passa por 2 adversários e senta Preud'Homme com uma simulação marcando um golo bonito, o último da sua carreira. O Benfica empataria 4 minutos depois por Paneira. Aos 81 minutos, Rui Filipe recebe ordem de expulsão pelo árbitro Carlos Calheiros. Esse facto acabaria por ser fatal.

Rui Filipe ficava assim sob castigo disciplinar da Liga de Clubes e impedido de defrontar o Beira Mar, em Aveiro, no domingo seguinte, a 28 de Agosto. Na manhã desse dia, não tendo sido convocado para o jogo de Aveiro, Rui Filipe sofreria um acidente de viação fatal.

Tendo sido obrigado a disputar o jogo de Aveiro por recusa das entidades responsáveis em o adiarem, o F.C.Porto entrou em campo e venceu por 2-0, com golos de Rui Barros e Emerson. No final, os jogadores e equipa técnica abraçaram-se e choraram a perda de um grande jogador mas sobretudo um amigo.



Contra a vontade de muita gente o jogo realizou-se sem um minuto de silêncio, sequer. «A nossa reacção não foi a melhor, mas tivemos de passar ao lado dessas coisas e concentrarmo-nos no jogo», conta Domingos. «No final acabámos por ser melhores e ganhar naturalmente». Pelo relvado de Alvalade correu então a camisola de Rui Filipe, que marcara o primeiro golo daquela caminhada para o primeiro título do penta. «A nossa reacção foi mesmo essa, dedicar imediatamente o título ao Rui Filipe». O antigo trinco andou sempre na memória do grupo. Pinto da Costa revelou-o, de lágrimas nos olhos. «Jurei na campa de Rui Filipe que haveria de ser outra vez campeão. E foi».




A frase de Bobby Robson diz tudo: "A sad, sad day"







Palmarés:
3 Campeonatos Nacionais
1 Taça de Portugal
2 Supertaças

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Deco «Serei portista para sempre»

 
Anderson Luís de Souza, mais conhecido como Deco, (São Bernardo do Campo, 27 de Agosto de 1977) é um futebolista naturalizado português nascido no Brasil. Foi no Alverca que mostrou o seu futebol, passando ainda pelo Salgueiros, para depois ingressar no F.C.Porto, onde ajudou este a vencer dois campeonatos nacionais, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça de Portugal. Deco foi o «patrão» do FC Porto, o «maestro» da equipa. Esteve envolvido em grandes conquistas do clube, como a Champions League, a Taça UEFA, o "Penta" e inúmeras taças e supertaças. É actualmente um dos melhores jogadores do mundo, tendo sido eleito pela UEFA como o melhor jogador do ano de 2004. Deco ficará para sempre como um dos mais admirados jogadores do FC Porto.

Palmarés Corinthians

Campeonato Paulista: 1997

Palmarés FC Porto:

Campeonato Português: 1998/99, 2002/03 e 2003/04

Taça de Portugal: 1999/00, 2000/01 e 2002/03

Supertaça de Portugal: 2001/02 e 2003/04

Taça UEFA: 2002/03

Liga dos Campeões da UEFA: 2003/04

Palmarés Barcelona

La Liga: 2004-2005 e 2005-2006

Supertaça de Espanha: 2005 e 2006

UEFA Champions League: 2005-06


Palmarés Chelsea

FA Cup: 2008-09, 2009-10

Community Shield: 2009

Premier League: 2009-10

Adere ao grupo de fãs, na rede social dos portistas em http://www.fcplink.com/group/70/




Ontem Deco deu uma entrevista ao site maisfutebol.iol.pt, afirmando «Serei portista para sempre».

Há 13 anos aterrava no aeroporto de Lisboa aquele que, no Brasil, era conhecido como «Maradoninha». Ninguém sabia, mas estava ali um dos jogadores mais importantes da história do futebol português. Ninguém sabia, mas estava ali o motor do F.C. Porto campeão da Europa em 2004. Ninguém sabia, mas estava ali aquele que seria o maestro da selecção portuguesa nas gloriosas campanhas do Euro 2004 e do Mundial 2006.

O próprio Deco não sabia de tudo, também. Não sabia que se envolveria em polémica ao optar pela nacionalidade portuguesa, algo esbatido a cada toque de quinas ao peito. Não sabia que arrancava um percurso de anos e anos de braço dado com o sucesso. Não sabia, imagine-se, que não era no Benfica que ia jogar...

«A final do Euro 2004 foi a pior derrota da minha carreira»

Se com o F.C. Porto, Barcelona e Chelsea encheu o curriculum de títulos, para Deco fica uma mágoa: a ausência de títulos de quinas ao peito. A naturalização de Deco foi um processo que fez correr muita tinta em 2003, quando o talento do médio explodia nos relvados portugueses. Aos poucos, os contestatários foram diminuindo, embora houvesse quem nunca ficasse convencido. Deco optou sempre por ignorar e trabalhar.

Tornou-se o substituto natural de Rui Costa, partilhando, ainda, com o, agora, director desportivo do Benfica, o balneário do Euro 2004. O tal que prometia ser o torneio de todas as alegrias e acabou por ser a maior decepção.

«No tempo que passei na Europa só me faltou ganhar alguma coisa com a selecção. Aquela final do Euro 2004 foi a pior derrota da minha carreira», confessou Deco, quando questionado sobre as mágoas que leva dos 13 anos passados na Europa.

Depois, ainda esteve em mais dois Mundiais e no Europeu da Áustria e da Suíça. Antes do torneio sul-africano anunciou que seria ali a sua meta na selecção. O desejo de regressar ao Brasil para terminar a carreira junto da família pesou na decisão e é altura de os responsáveis da selecção encontrarem uma solução definitiva para um problema que, a espaços, surgia. Durante muito tempo questionou-se quem substituiria Deco numa eventual ausência do luso-brasileiro. Pois bem, agora não há mais Deco. O substituto terá de ser definitivo e o médio do Fluminense não encontra problemas nisso.

«Um novo Deco? Não creio que isso vá ser um problema. Há sempre jogadores novos a aparecer e vai aparecer alguém para fazer esse lugar. Não interessa estar agora a avaliar quem. Vai aparecer alguém, é só esperar e ver quem vai despontar», assegurou.

Deco acabou por entrar num carro rumo a Alverca e estava longe de imaginar que o início conturbado da aventura europeia seria, apenas, mais uma estória para contar, de um jogador que se habituou a reescrever a história.

«Sou sincero, depois daquele início não pensei que ia ser assim. Sempre acreditei, é obvio, mas acabou por ser melhor do que tudo o que eu esperava. Tinha sonhos como é lógico e felizmente a minha carreira na Europa teve mais altos do que baixos. No geral levo excelentes memórias da Europa, principalmente da minha relação com Portugal. Tudo o que vivi no F.C. Porto e na selecção é inesquecível, mas também os anos que passei no Barcelona e estes últimos tempos no Chelsea. Foram muitos anos e foram tempos fantásticos», começa por dizer Deco, em declarações ao Maisfutebol

Escassearam as oportunidades no reino da águia, impôs-se de dragão ao peito. Participou no histórico «penta», carregou a equipa para a inédita Taça UEFA e tocou o céu ao levantar a Liga dos Campeões. Tudo isto vai com Deco para o Brasil.

«Vou continuar portista para sempre. Foi um clube que eu aprendi a amar e onde aprendi muito. Deu-me tudo e o F.C. Porto fica comigo para sempre. Lembro-me da recepção que tive o ano passado quando fui lá jogar pelo Chelsea, com muita gente a cantar o meu nome. Foi dos momentos mais emocionantes da minha carreira», confessou.

«Comparar Villas-Boas a Mourinho? É muito novo...»

Com a conversa a chegar aos tempos actuais, Deco opta por vincar um tópico importante na sua relação com o Benfica. O luso-brasileiro confessa não ter qualquer espécie de celeuma com os encarnados. «É passado», refere.

«Nunca tive nenhum problema com o Benfica. Eles fizeram a opção deles que não passava por mim naquele momento e eu decidi seguir em frente. Mas não ficaram ressentimentos», garante.

Agora sim, o presente. E o presente, no F.C. Porto, dá pelo nome de André Villas-Boas. Deco conhece o actual treinador dos dragões, do tempo em que era o observador de adversários de José Mourinho, quando ambos estavam no F.C. Porto. Mas, mesmo assim, evita falar do actual timoneiro dos dragões.

«Não queria muito comentar isso, até porque não conheço assim tão bem o André Villas-Boas. Quando o conheci já trabalhava com o Mourinho há algum tempo, mas acho que se apostaram nele é porque mostrou trabalho para isso. Acho que tem demonstrado que pode ter sucesso, porque não é qualquer um que treina o F.C. Porto. As comparações com Mourinho? Ainda é muito novo, para que se possa comparar», concluiu.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Baía ... um até já!



Vítor Manuel Martins Baía foi, para muitos, o melhor guarda-redes português de sempre. Agora, a três meses e meio de completar 41 anos, deixou o cargo de director de relações externas do FC Porto para se dedicar à Fundação Vítor Baía 99, instituição que criou, em 2004, para apoiar o desenvolvimento social, económico, cultural, educativo desportivo e artístico de crianças e adolescentes necessitados.

Comunicado da FC Porto SAD:

"O director de relações externas da FC Porto Futebol, SAD, Vítor Baía, apresentou um pedido de cessação de funções ao presidente do Conselho de Administração, no qual demonstrou «o propósito de abraçar um projecto de natureza pessoal». A Administração compreendeu os argumentos aludidos, restando desejar-lhe os maiores sucessos na sua nova actividade, sem prejuízo de esperar que se criem condições para o seu retorno quotidiano a esta casa.»

Comunicado de Vítor Baía no site da Fundação Vítor Baía 99:

Vítor Baía, o jogador com mais títulos da história do futebol mundial, decidiu desvincular-se do cargo de director de relações externas do FC Porto para se dedicar mais à sua fundação, a Fundação Vítor Baía, e às causas de solidariedade social em que está envolvido.

O Conselho de Administração da Fundação Vítor Baía 26 de Julho de 2010;

A Fundação Vítor Baía, criada em Junho de 2004 tem como princípio de intervenção e objectivo primordial o apoio ao desenvolvimento social, económico, cultural, educativo, desportivo e artístico dos mais necessitados nas diversas áreas, sendo a sua principal preocupação as crianças e adolescentes, definindo como abrangência do seu âmbito de actuação todo o território nacional, e eventualmente as comunidades portuguesas no resto do mundo.

 

Eis a história de Vítor Baía:

Nascido no concelho de Vila Nova de Gaia, Baía começou a jogar futebol no Académico de Leça. Aos treze anos mudou-se para o FC Porto, onde passou a maior parte da sua carreira. Aos dezanove anos foi pela primeira vez chamado à equipa principal por Artur Jorge (treinador português que conquistou a Taça dos Campeões Europeus de Clubes em 1987, com o FC Porto) num jogo contra o Vitória de Guimarães em Setembro de 1989 e não perdeu mais o lugar. Chegou à baliza da selecção portuguesa com 21 anos. Estreou-se no dia 19 de Dezembro de 1990, num jogo frente aos Estados Unidos, iniciando aí uma década em que a camisola 1 de Portugal lhe pertenceu quase em exclusivo. Ao serviço do clube portuense, ganhou cinco campeonatos nacionais e duas taças de Portugal, sofrendo 116 golos em sete épocas (uma média de apenas 16,5 golos sofridos por ano).Esteve presente com a selecção portuguesa no campeonato europeu de 1996, em Inglaterra, após o qual se transferiu para o FC Barcelona, de Espanha, transformando-se no mais caro guarda-redes do mundo. Em 2003, Vítor Baía foi o guarda-redes titular do Porto na final da Taça UEFA, em Sevilha (Espanha), que a equipa portuguesa venceu por 3-2, após prolongamento ao Glasgow Celtic e no ano seguinte foi também titular na final da Liga dos Campeões, em Gelsenkirchen (Alemanha), em que o FC Porto ganhou 3-0 ao AS Monaco, tendo mesmo sido considerado o melhor guarda redes europeu de 2004, pela UEFA. Vítor Baía detém o record de imbatibilidade em Portugal (1191 minutos entre Setembro de 1991 e Janeiro de 1992)[, 5º em campeonatos de primeira divisão europeus e 11º melhor registo de sempre da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. Foi o 1º jogador português a atingir as 75 internacionalizações (16 de Agosto de 2000).

Curiosidades

* Vítor Baía detém o record de imbatibilidade em Portugal (1191 minutos entre Setembro de 1991 e Janeiro de 1992), 5º em campeonatos de primeira divisão europeus e 11º melhor registo de sempre da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol.

* Foi o 1º jogador português a atingir as 75 internacionalizações (16 de Agosto de 2000).

* Conquistou 10 campeonatos nacionais de séniores.

* É um de apenas 9 jogadores que conquistaram os três principais títulos Europeus de clubes: Liga dos Campeões, Taça UEFA e Taça das Taças.

* Na cápsula do tempo enterrada pela UEFA aquando do seu jubileu de ouro em 2004, foi colocado um par de luvas de Vítor Baía. 

* Tem uma fundação em seu nome: a Fundação Vítor Baía 99. 99 é o número que ostentou nas costas desde que voltou ao FC Porto.

* Em 11 de Novembro de 2005, lançou a sua autobiografia.

* Estreia no Campeonato Nacional
11/09/89: V.Guimarães 1 - 1 FC Porto

* Estreia nas Competições Europeias
13/09/89: FC Porto 2 - 0 Flacari Moreini

* Estreia na Selecção Nacional
19/12/90: Portugal 1 - 0 EUA

Títulos totais no F.C Porto

* Títulos: 26
* Épocas: 16
* Jogos: 406

Totais de Carreira

* Títulos: 32
* Épocas: 18
* Jogos: 525

Prémios Individuais

* 1988/89 - Troféu "Foot-Reuch": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
* 1989 - Troféu Jornal "Record": Revelação do Ano
* 1989 - Dragão de Ouro: Futebolista do Ano
* 1989 - Futebolista do Ano da CNID
* 1989/90 - Melhor Jogador Hummel
* 1989/90 - Prémio Regularidade do Jornal "A Bola"
* 1990 - Prémio Trevo de Ouro: Adidas
* 1990 - Melhor Jogador do Torneio Phillips Cup
* 1990/91 - Troféu "Foot-Reuch": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
* 1991 - Futebolista do Ano da CNID
* 1991 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
* 1991/92 - Troféu Jornal "Público": Melhor Guarda-Redes do Ano
* 1991/92 - Troféu Jornal "Público": Melhor Jogador do Ano
* 1992 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
* 1992 - Troféu Jornal "Record" - Melhor Guarda-Redes do Ano
* 1992/93 - Troféu jornal "Público": Melhor Guarda-Redes do Ano
* 1993 - Melhor Futebolista do Torneio Centenário do FC Porto
* 1993 - Prémio Gandula para Melhor Guarda-Redes
* 1993 - Prémio Jornal "Público": Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
* 1993 - Melhor Guarda-Redes do Mundo: Jornal L´Equipe
* 1993/94 - Troféu Jornal "Público": Melhor Guarda-Redes do Ano
* 1994/95 - Guarda-Redes mais valioso do Campeonato Nacional
* 1994/95 - Guarda-Redes do Ano da "European Sports Magazine"
* 1996 - Fase Final do EURO 96
* 1996 - Troféu Jornal "Record": Melhor Jogador do Ano
* 1996/97 - Troféu Jornal "A Marca": Melhor Guarda-Redes do Ano
* 2000 - Fase Final do Euro 2000
* 2002 - Fase Final do Campeonato do Mundo 2002
* 2002 - Figura Nacional do Ano na III Gala Nacional do Desporto
* 2003 - Prémio Carreira na Gala de Desporto em Gaia
* 2004 - Prémio UEFA "Best Goalkeeper 2003/04": Melhor Guarda-Redes da Europa
* 2004 - Medalha de Mérito Desportivo
* 2004/05 - Melhor Guarda-Redes do Campeonato Nacional
* 2004/05 - Troféu Jornal "Público": Melhor Guarda-Redes do Ano
* 2004/05 - Troféu Carreira da Superliga / Jornal Notícias
* 2008 - Condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique (República Portuguesa) em Viana do Castelo
* 2008 - Prémio "alto prestígio" pela Confederação do Desporto de Portugal

Palmarés

FC Porto

* Campeonato Nacional: (10) 89/90, 91/92, 92/93, 94/95, 95/96, 98/99, 02/03, 03/04, 05/06 e 06/07
* Taça de Portugal: (5) 90/91, 93/94, 99/2000, 02/03 e 05/06
* Supertaça Cândido de Oliveira: (8) 90/91, 91/92, 93/94, 94/95,99/00
* Taça UEFA: 02/03
* Liga dos Campeões: 03/04
* Taça Intercontinental: 04/05

FC Barcelona

* Taça do Rei: (2)96/97 e 97/98
* Liga Espanhola: 97/98
* Supertaça de Espanha: 97/98
* Taça das Taças: 96/97
* Supertaça Europeia: 97/98





segunda-feira, 5 de julho de 2010

27 anos depois de Futre ... João Moutinho


in www.futebolportugal.com

"Corria o ano de 1983, na formação do Sporting surgia um jogador talentoso mas também ambicioso. Aos 17 anos cumpre o 1.º ano de profissional ao serviço do Sporting, é decidido pela equipa de Alvalade que será emprestado à Académica de Coimbra. Teve a coragem de pedir um aumento do ordenado o que não foi recebido pelos “leões”.

Atento, Jorge Nuno Pinto da Costa, faz uma viagem a Lisboa e, como o próprio veio a referir, pelo custo da viagem e de um jantar, Paulo Futre vai jogar para o FCP durante 3 épocas.

O jogador conquista títulos, os adeptos e o país, encanta a Europa na final da então designada Liga dos Campeões, em Viena de Áustria, contra o poderoso Bayern de Munique. Uma exibição de sonho, onde apenas faltou um golo, mas que não foi indiferente ao mundo do futebol. Sai no final da época para o Atlético de Madrid.

João Moutinho ainda não era nascido quando o Sporting deixou que Paulo Futre brilhasse de azul e branco.

Volvidos 27 anos o F.C. Porto contrata João Moutinho. O caso é diferente, o Sporting não pretendia emprestar João Moutinho, o atleta custou 10 milhões de euros (recorde de “transferências domésticas”) mais a cedência dos direitos desportivos de Nuno André Coelho, podendo o Sporting receber 25% do diferencial, em caso de venda do passe pelo F.C. Porto, entre os 11 milhões e o valor que venha a ser negociado e ficando o F.C. Porto com direito de 50% dos valores económicos do atleta cedido.

No caso Futre, o jogador poderia ser mais um dos muitos talentosos jogadores que acabam por se perder em empréstimos, no entanto foi à revelia do Sporting que o F.C. Porto deu a oportunidade de Futre se transformar em estrela. Os tempos são outros e o bom entendimento entre Sporting e Porto, permitiram que se consumasse a transferência de Moutinho para o Porto.

Em ambos os casos houve incompatibilidades entre os atletas e a direcção do clube. João Moutinho há muito que pretendia sair do seu clube de formação e sendo um atleta de eleição e ainda dada saída de Raul Meireles, João Moutinho é a contratação do ano para o F.C. Porto. Mas mais do que contratação do F.C. Porto, é o maior negócio entre clubes portugueses."

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nuno Espirito Santo, obrigado pelo teu amor e dedicação ao nosso FC Porto


 
Nuno acertou ontem a rescisão do contrato que o ligava ao FC Porto por mais um ano. Nuno aos 36 anos pousa assim as luvas, pondo fim a uma carreira com uma palmarés invejável.

Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD e o atleta Nuno Espírito Santo acordaram esta segunda-feira a rescisão por comum acordo do contrato que ligava o guarda-redes à sociedade.

Depois de vários anos e muitos títulos nacionais e internacionais ao serviço do clube, Nuno Espírito Santo vai agora abraçar uma nova etapa na carreira, para a qual a FC Porto – Futebol, SAD lhe endereça as maiores felicidades.

Porto, 21 de Junho de 2010


Declaração do Presidente do FC Porto

«O Nuno Espírito Santo fica na história do FC Porto devido à participação em alguns dos feitos mais extraordinários da história do nosso futebol, mas também pelo profissionalismo e pelo espírito de Dragão que sempre encarnou ao longo de todos estes anos. No momento em que decide assumir uma nova etapa, este é um sublinhado que se impõe e ao qual devo juntar os votos de sucesso. O sucesso, de resto, tem estado presente na sua vida no futebol. Em nome do FC Porto, e em meu nome pessoal, quero deixar-lhe um abraço e o nosso “muito obrigado”»

Nuno Espírito Santo: «Sou e serei Porto!»

«O Futebol Clube do Porto é muito mais que um grandioso Clube, é uma escola de valores como a Lealdade, Fidelidade, Dignidade, Honestidade e Dedicação, que faz de todos os que passamos por esta Casa melhores pessoas. Agradecido pelas palavras do Sr. Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, sinto-me Honrado e Orgulhoso por pertencer à bela história do Futebol Clube do Porto. Sou e serei Porto!»

Um abraço,
Nuno Espírito Santo


Aqui fica a sua história ...

Nuno Herlander Simões Espírito Santo nasceu em São Tomé e Principe em 25 de Janeiro de 1974.
Revelação do Guimarães em meados da década de 90, Nuno tornou-se no primeiro negócio do agora superempresário Jorge mendes, mudando-se, com alguma polémica pelo meio, para o Corunha. Com o objectivo de jogar com assiduidade, foi emprestado, duas épocas, ao Mérida (e conquistou mesmo a distinção de melhor guarda-redes da II Liga espanhola) e depois rumou ao Osasuna. Voltou ao Corunha, e ao banco, em 2001/02.
Em Julho de 2002, o Porto pagou 3 M€ para trazer Nuno de Espanha. Ele é lembrado por fazer parte da equipa do Porto que venceu a Liga dos Campeões Europeus de 2003-04, e no qual substituiu Vítor Baía durante a Taça Intercontinental contra o Once Caldas.

Experimentou o campeonato russo em meados da época 2005/2006, mas aguentou poucos meses, transferindo-se para o Aves antes ainda do regresso ao FC Porto. Scolari chamou-o para o Euro'2008 depois da lesão de Quim.


Palmarés

Campeonato Português: 2002/2003, 2003/2004, 2007/2008, 2008/2009

Taça de Portugal: 2002/2003, 2008/2009

Supertaça Cândido de Oliveira: 2002/2003, 2003/2004, 2008/2009

Taça UEFA: 2002/2003

Liga dos Campeões 2003/2004

Final da Taça Intercontinental,  entre FC Porto e Once Caldas. 
Nuno substituiu Baía e defendeu brilhantemente no desempate por penalties, levando o nosso FC Porto à conquista da segunda Taça Intercontinental da nossa história.




Nuno Espirito Santo foi o porta voz da revolta do plantel aos castigos a Hulk e Sapunaru.