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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Balneário sem líder??

A época ainda nem começou e já há noticia de um caso de indisciplina entre jogadores ....

Belluschi, Alvaro Pereira, Sapunaru, Cebola, Walter, Souza, Guarin (e pelo que tenho visto Iturbe vai pelo mesmo caminho) são todos jogadores que não servem para jogar no FC Porto....será?

Depois de muitos deles terem ganho tudo ao serviço do nosso clube deixaram de ter respeito pela instituição?

Num caso de indisciplina entre dois jogadores só um é castigado? O prémio para o Kleber ainda vai ser o de alinhar de início na Supertaça ...

A famosa "mística" do nosso balneário estará a desaparecer? Lucho e Paulinho Santos tem de se impor e mostrar o que é ser Porto!!

Um aparte no contexto deste assunto, excerto de uma entrevista de Yuran ao jornal i:
"No FC Porto, o Paulinho Santos e eu também estávamos sempre às turras. Depois, no balneário, os mais velhos, como o João Pinto, juntavam-nos, abraçavam-nos e serenavam os ânimos. Costumavam chamar-nos o Mike Tyson I e o Mike Tyson II. Íamos almoçar em grupo, ali para os lados de Vila do Conde, de onde era natural o Paulinho Santos, ou então ia só almoçar com o Mourinho e tudo ficava resolvido."

Estes casos não podem acontecer num balneário unido que luta sempre para ganhar todos os jogos, nem pode ser este o exemplo que fica para os jogadores que entretanto chegam.

Cumprimentos
Pedro (rage)

fonte: site oficial rádio renascença

Tudo começou no treino de segunda-feira, segundo noticia, hoje, o jornal "O Jogo". Na primeira sessão da semana, o plantel do FC Porto realizou uma partida que encerrou o trabalho diário dos dragões, em que Álvaro Pereira ficou na equipa goleada por 10-0 frente à outra parte, onde estava o Kléber.

O brasileiro marcou alguns golos, festejando-os de uma forma que não agradou aos companheiros e, em particular, a Álvaro Pereira. O uruguaio, sentindo-se gozado e decidiu atacar: "No jogo não te vejo portar assim."

"No jogo também não fazes coisas que fazes aqui no treino", respondeu Kléber, citado pela publicação. Álvaro não gostou e quis partir para o confronto físico, chegando mesmo a haver empurrões e alguma confusão. A situação só acabou com a intervenção dos restantes jogadores e equipa técnica.

Isolados no balneário, com a presença de um segurança, os ânimos não acalmaram, acabando mesmo a situação por piorar, levando à intervenção da SAD portista.

O uruguaio ficou afastado do plantel desde esse dia. A saída do Dragão ainda não é certa, mas a porta está aberta para Álvaro Pereira. Ainda assim, a medida aplicada ao atleta é provisória e estará prevista a sua reintegração.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Afinal, há Porto!


Faz depois de amanhã oito dias, publiquei eu aqui uma crónica intitulada “E a Supertaça? E a Supertaça também”.
Nessa crónica comecei eu por expor algumas situações menos explicáveis, ocorridas durante a pré-época do Porto, que de alguma forma poderiam ter posto em causa a consabida organização do clube azul e branco.
Fiz também uma série de considerações acerca da pouca motivação com que a nossa equipa teria enfrentado o Paris Saint Germain e o Bordéus no recentemente decorrido torneio de Paris.
Lembrar-se-ão os meus leitores que, apesar das reticências que aqui coloquei, nunca pus em causa a competência de André Villas-Boas, bem pelo contrário, até realcei que, muito em breve, ele não deixaria de colocar no relvado uma equipa avassaladora, capaz de recuperar o campeonato que, na última época, por culpa da Comissão Disciplinar da Liga nos fugiu.
É claro que o comportamento do Porto em Paris me fez duvidar do que, no sábado passado viria a acontecer em Aveiro, quando o Porto defrontasse o Benfica, na final de da Supertaça 2010.
Eu caíra na esparrela, como diz o povo, e o Benfica também caiu.
A esparrela foi que os jogos de Paris foram um engodo para o Benfica engolir. André Villas-Boas fez crer que ainda não desenhara a equipa padrão para a época que agora se inicia, e até fez desfilar pelo Parque dos Príncipes combinações de jogadores que sabia de antemão nunca vir a colocar em cena. Mas serviram para o que ele pretendia, que era não abrir o jogo ao Benfica e até fazê-lo acreditar num atraso de preparação que realmente não existia.
E o Benfica caiu no engodo, Engoliu o isco, o anzol, a linha e a cana de pesca. Só o carreto ficou de fora.
No sábado passado, em Aveiro, Villas-Boas, abriu o livro e o Porto estendeu pelo relvado um futebol vistoso, envolvente, acutilante, demolidor até.
E demoliu a melhor equipa portuguesa da actualidade, um Benfica campeão atordoado com as torrentes do ataque portista, tentando segurá-las como quem quer segurar as ondas do mar com as mãos.
Nestes assados, os jogadores da Luz, perturbados com o que lhes estava a acontecer, para o que não vinham preparados, recorreram sistematicamente à simulação e à falta, cuja maioria não foi sancionada por João Ferreira, árbitro completamente fora de forma, para não recorrer aos epítetos habituais.
O Benfica continua a ser a melhor equipa portuguesa, até Maio, pelo menos, data em que o ceptro deverá regressar ao Dragão, mas que o seu treinador teve que guardar no bolso, bem escondidos, os dedos que, numa clara falta de desportivismo, normalmente costuma mostrar esticados aos adversários, lá isso teve.

sábado, 7 de agosto de 2010

E a Supertaça? E a Supertaça também!


Depois de uma pré-época que ninguém percebeu muito bem – que já decorria sem ninguém saber o calendário, em que o Marselha desmarcou a sua vinda ao jogo de apresentação azul e branca no Dragão, alegadamente porque o Porto iria estar nessa data em Angola, em que o Porto veio desmentir a sua ida a África, porque iria receber a Sampdoria, em que só no dia do jogo com o Ajax, a 18 de Julho, é que se soube que o jogo de apresentação não seria nesse dia, mas dias mais tarde com a própria Sampdoria, em que o Torneio de Paris, repito, de Paris, não foi jogado para ser ganho, mas para experimentar tácticas e jogadores – o F. C. Porto vai enfim defrontar o Sport Lisboa e Benfica para a edição de 2010 da Supertaça de Portugal.

Não venho aqui dizer mal de nada nem de ninguém, venho apenas referir estes factos, inusitados num clube que goza da fama e do proveito de ser o clube mais bem organizado de Portugal e um dos mais bem organizados do Mundo.

Perder com o Paris Saint-Germain e o Bordéus não me incomoda rigorosamente nada, tanto mais quanto é certo que esses dois jogos foram encarados como peladinhas. O que me aborrece é que o meu clube não tenha aproveitado a deslocação ao Parque dos Príncipes para honrar com o seu denodo o convite que lhe foi feito pelo clube francês e se dignificar ainda mais numa Europa que estava com os olhos em Paris.

Terá André Villas-Boas tirado dos jogos de Paris alguma ilação para o jogo de Aveiro com o Benfica? Talvez, mas mais me parece que alguns dos jogadores que ali jogaram nem no Porto ficarão esta época, quanto mais jogar com o clube da Luz.

No mais tudo bem. Temos bons jogadores e um excelente treinador que, com tempo, não deixará de pôr nos relvados uma equipa de assombrar. Esta é verdadeiramente a minha convicção.

O Benfica que se cuide e vá acondicionando o troféu do campeonato que nos tirou este ano, porque, lá para Maio, vai ter de no-lo devolver, a brilhar e bem acomodadinho. Até porque ele está mais habituado aos ares nublados da Cidade Invicta.

E a Supertaça? E a Supertaça também!

Para recordar .... o massacre da luz!

Benfica 0 - FC Porto 5

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Supertaça - Árbitro do túnel e o preferido do Orelhas

João Ferreira dirige Supertaça


O árbitro de Setúbal foi o escolhido para dirigir o Benfica-FC Porto da Supertaça de futebol.
João Ferreira foi o árbitro nomeado para o primeiro grande duelo da temporada, entre Benfica, campeão 2009/10, e FC Porto, vencedor da Taça de Portugal, que ditará o vencedor da Supertaça, anunciou esta terça-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
O juiz irá dirigir uma equipa da Associação de Futebol de Setúbal, composta por Pais António e Luís Ramos, assistentes, e Bruno Esteves como quarto árbitro.
O encontro entre Benfica e FC Porto realiza-se sábado, dia 7 de Agosto, às 20h45, no estádio Municipal de Aveiro.

Fonte: Sapodesporto

Esta noticia só pode ser uma brincadeira do dia das mentiras atrasada. 

O árbitro que o Orelhas adora e que nos tramou no famoso túnel da Luz foi o escolhido para um jogo desta importância. 

Não somos bombos de festa, nem podemos deixar que estas coisas anormais aconteçam sem a nossa revolta. 

Mais uma vez o Benfica vai entrar no jogo com 15 elementos, desta vez espero que o nosso clube faça alguma coisa por antecipação e não se deixe levar nestas esquemas manhosos. 

Exigimos respeito pelo clube e pelos adeptos\sócios\simpatizantes deste grande clube.

Cumprimentos revoltados!!!

Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!

Fonte: Público 08/09/2006