O FC Porto recebeu o prémio da ECA para o maior feito não desportivo do ano. O título foi anunciado esta segunda-feira, em Genebra, no decorrer do primeiro dia de actividades da assembleia geral da European Club Association.
O prémio está relacionado com a candidatura apresentada pelo FC Porto no âmbito das boas práticas ambientes implementadas no Estádio do Dragão e que estão materializadas nos certificados de qualidade e ambiente que o palco azul e branco ostenta.
Recorde-se que o Estádio do Dragão, já foi galardoado com o prémio da “European Convention for Construction Steelwork” e é considerado, pela FoxSports.com, como um dos “25 Football`s Hallowed Grounds”, ou seja, um dos 25 Estádios mais sagrados do futebol mundial, é o primeiro estádio europeu a conseguir a “GreenLight”, uma certificação da Comissão Europeia através da Agência para a Energia, que premia o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.
Do G-14 à European Club Association (ECA)
O G-14 foi uma organização dos clubes mais poderosos do futebol europeu. Foi fundado em 2000 pelos 14 principais clubes para formarem uma voz unificada nas negociações com a UEFA e a FIFA. Novos membros podem entrar apenas por convite. Em Agosto de 2002, mais 4 clubes entraram, tornando o número de membros 18, mas a organização mantém seu nome original.
Os clubes do G-14 estão presentes em 7 diferentes países, e ganharam cerca de 250 títulos de liga nacional. Ganharam a Liga dos Campeões em 40 das 50 temporadas.
A final da Liga dos Campeões de 2004 foi a primeira competição desde 1992 nas quais um dos finalistas (AS Monaco) não é membro do G-14, a final de 2004 ganha pelo membro FC Porto a um não-membro AS Monaco. Houve apenas 3 finais da Liga dos Campeões em que os dois clubes não são membros do G-14.
Já na outra grande competição de clubes da UEFA, a Taça da UEFA, 12 finais foram disputadas por não-membros. 2005 foi a primeira final desde 1989 a ser disputada por 2 não-membros - CSKA Moscovo e Sporting Clube de Portugal.
Em Fevereiro de 2008, após acordo com a UEFA de compensação para os clubes após convocações para Mundiais ou Europeus, ou ainda após lesões em jogos de selecções, o grupo dissolveu-se, dando lugar à Associação Europeia de Clubes (ECA).
O FC Porto era o único clube português no extinto G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa, sendo também o único representante de Portugal entre os 16 fundadores da Associação Europeia de Clubes (ECA), criada após a extinção do G-14.
A ECA tem como principais objectivos:
* Promover e salvaguardar os interesses do Futebol Europeu, e em particular dos clubes europeus.
* Ser reconhecidos pela UEFA, como associação representativa dos interesses dos clubes europeus.
* Representar e defender os interesses dos clubes europeus enquanto empregadores, junto da UEFA e FIFA, incluindo o diálogo social.
* Contribuir para o desenvolvimento das competições europeias de clubes organizadas pela UEFA, fazendo parte do processo de decisão e organização.
* Salvaguardar o interesse dos clubes europeus no que toca ao calendário das competições.
* Contribuir para a boa gestão do Futebol Europeu, participando em particular em grupos de trabalho com a UEFA.
* Promover valores e princípios que estão na base do futebol europeu.
* Assegurar a cooperação entre os clubes e a UEFA em assuntos relacionados com o Futebol Europeu.
* Cooperar com organização públicas ou privadas ligadas ao futebol, e organizações de fins de âmbito social, bem como com os clubes não membros.
Membros fundadores, 2000
* Ajax (Holanda)
* Barcelona (Espanha)
* Bayern de Munique (Alemanha)
* Borussia Dortmund (Alemanha)
* Internazionale (Itália)
* Juventus (Itália)
* Liverpool (Inglaterra)
* Manchester United (Inglaterra)
* Olympique de Marselha (França)
* Milan (Itália)
* Paris Saint-Germain (França)
* FC Porto (Portugal)
* PSV (Holanda)
* Real Madrid (Espanha)
Novos membros, 2002
* Arsenal (Inglaterra)
* Bayer Leverkusen (Alemanha)
* Lyon (França)
* Valencia (Espanha)
Clubes convidados
Os seguintes clubes foram convidados em 2007, antes da dissolução do grupo:
* Benfica (Portugal)
* Chelsea (Inglaterra)
* Monaco (França)
* Roma (Itália)
* Sevilla (Espanha)
* Werder Bremen (Alemanha)
* Anderlecht (Bélgica)
* Áustria Viena (Áustria)
* Basel (Suíça)
* Celtic (Escócia)
* Copenhaga (Dinamarca)
* CSKA Moscovo (Rússia)
* Dínamo de Kiev (Ucrânia)
* Estrela Vermelha de Belgrado (Sérvia)
* Fenerbahçe (Turquia)
* Levski Sofia (Bulgária)
* Maccabi Haifa (Israel)
* Olympiakos (Grécia)
* Rosenborg (Noruega)
* Sparta Praga (República Tcheca)
* Steaua Bucareste (Roménia)
* Wisla Cracóvia (Polónia)
Estádio do Dragão
O Estádio do Dragão é um estádio de futebol localizado na cidade do Porto. É propriedade do Futebol Clube do Porto. Tem uma capacidade de 52.000 espectadores, todos sentados e cobertos.
O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.
O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.
Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.
O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo;[1] no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.
Classificação internacional
Grau A - O estádio do Dragão pode ser o palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.
Certificações
O Estádio do Dragão é o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação «GreenLight». Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiando o esforço realizado em termos da utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.
Distribuição dos lugares de bancada
Lugares de bancada - 45.634
Lugares de empresa - 1.176
Camarotes de família - 1.120
Lugares de tribuna - 898
Camarotes de venda livre - 596
Camarotes de 5 a 6 estrelas - 372
Lugares de Imprensa - 194
Camarote presidencial - 120
Deficientes e acompanhantes - 104
Curiosidades
O Estádio do Dragão é considerado, pela FoxSports.com, como um dos "25 Football`s Hallowed Grounds", ou seja, um dos 25 Estádios mais sagrados do futebol mundial.
O Estádio do Dragão já recebeu um prémio da "European Convention for Construction Steelwork".
O Estádio do Dragão foi o primeiro estádio europeu a conseguir a certificação "GreenLight". Esta é uma certificação da Comissão Europeia (através da ADENE - Agência para a Energia), premiado o esforço em termos de utilização racional de energia e na qualidade da iluminação.
O Estádio do Dragão está equipado com dois painéis electrónicos, que contém a resolução mais elevada em Portugal e uma das mais elevadas do Mundo.
O Estádio do Dragão está equipado com a tecnologia mais avançada em termos de controlo de acessos a bilheteira, tendo torniquetes instalados que permitem a validação de um ingreso adquirido, por exemplo, através do telemóvel.
O Estádio do Dragão é de Grau A, o que significa que pode ser palco de qualquer evento futebolístico nacional ou internacional.
Brasileiros elegem estádio do Dragão "o mais bonito" COMITIVA QUER "COPIAR" RECINTO DO FC PORTO
O Estádio do Dragão foi eleito o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados pela uma comitiva brasileira, tendo em vista a recolha de experiências para o Campeonato do Mundo de 2014.
"Este estádio é um sonho", referiu Sérgio Veiga Brito, do Flamengo, que destacou ainda do ponto de vista arquitectónico a obra realizada em Braga "onde se construiu um recinto belo e de formas únicas".
Isaac Ferreira, da Federação Paranaense de Futebol, também elogiou o recinto do FC Porto: "É limpo, harmonioso e colorido."
De acordo com a comitiva, que integrava representantes de clubes, empresários, arquitectos e representantes do sector da construção, de governos estaduais e perfeituras (municípios), a casa dos portistas é um projecto "a copiar".
Portugal foi o parceiro escolhido pelo Brasil, único candidato a acolher o Mundial' 2014, para conhecer e debater as experiências na construção dos estádios, tendo como base o sucesso do Euro'2004.
Luizinho, ex-futebolista do Sporting e actual dirigente do Vila Nova, de Minas Gerais, é uma das vozes discordantes da organização do Mundial de 2014, por achar que "há problemas sociais mais prementes para resolver."
"Este estádio é bom para os olhos e para a alma e as pessoas sentem-se bem aqui", referiu João Bosco Borba, chefe da delegação e presidente da Associação Nacional de Empresários e Empreendedores Afro Brasileiros (ANCEABRA).
Segundo João Bosco, "o Dragão, amplo e arejado, e convém não esquecer que o torcedor brasileiro gosta de tirar a camiseta, podia inserir-se perfeitamente na paisagem do sul-sudeste do Brasil, tal como o de Braga no Nordeste".
"O Brasil tem recintos obsoletos, sem condições para grandes eventos, por isso temos que aprender com a dinâmica do Euro2004, em que Portugal alterou o conceito de arquitectura de estádios", sublinhou João Bosco.
Na base do recurso a Portugal, em vez de Alemanha ou África do Sul, estão três razões base: a criatividade das estruturas, a boa relação preço/qualidade e a ligação do estádio com a zona em que se insere.
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